Sobre eliminar a gota que vaza, o papel que suja, o plástico que polui

Por Willio Campos

Há muitos anos, pela abundância de recursos naturais, o Brasil é influenciado por uma cultura do desperdício. Uma gota de água que cai, uma latinha que se perde no meio de lote vago ou mesmo uma garrafa pet que navega nos córregos em direção ao mar. Os alimentos perecíveis que se apodrecem pelo consumo e armazenamento inadequado.

165 litros de água são gastos para a formação de um pé de alface. Estima-se em 2050, os oceanos terão mais plástico do que peixes.

Mas o Movimento ECOS nas escolas chegou para ficar, pois recoloca em sala de aula uma nova esperança de melhoria do espaço social. O responsável pela mudança é o jovem secundarista de escola pública. Responsáveis pela mudança do mundo, começam do ponto de vista micro, mas alcançando consequências amplas do ponto de vista econômico e ambiental. A cada papel recolhido do chão por cada estudante ou a cada anel de uma lata de alumínio, que representa muito pouco, somam-se a quilos de material recolhido.

Juntos, podemos! Esse lema tão significativo é capaz de expressar o somatório de pequenas forças individuais, mas que trazem consequências globais de mudança de consciência.

São as palavras escutadas em sala de aula ou ouvidas de modo atento que saem do universo técnico ou teórico para entrar no mundo real pela prática e experiência social.

O engajamento de um tema tão importante surte efeitos mais que esperados. Visto como uma cola social, o Movimento ECOS é capaz de unir pessoas em busca de um objetivo comum: a melhoria do espaço escolar e da comunidade. São gincanas que tiram do refugo doméstico pilhas de materiais reciclados. São concursos que instrumentalizam a interdisciplinaridade da sustentabilidade com a arte, com as letras, com o HUMANO.

Óleo, metal, papelão, plástico e afins vistos como agentes nocivos ao meio ambiente, quando descartados corretamente, viram recursos para a melhoria do ambiente comunitário.

Recursos que se destinam a uma mudança de consciência de desperdício. De eliminar a gota que vaza, o papel que suja, o plástico que polui.

Realidade que se mostra através da criatividade. É essa que o Movimento ECOS se funda. Projetos como hortas sustentáveis, captação de águas pluviais, compostagem de matérias orgânicos, galinheiros sustentáveis, a utilização de redes sociais como espaço contínuo de conscientização e outros tantos projetos, são colocados como instrumentos de mudança de uma realidade ambiental tão cruel criada pela sociedade de consumo.

No final, a natureza agradece e o ser humano engrandece.

Pois, sabemos que JUNTOS, PODEMOS!