Degelo na Antártica triplica e impulsiona elevação do nível do mar

 

A Antártica perdeu impressionantes 3 trilhões de toneladas de gelo desde 1992, fazendo o nível dos oceanos aumentar em nível global quase 8 milímetros, e esta tendência se acelerou de forma espetacular ao longo dos últimos cinco anos, segundo um estudo divulgado nesta semana.

Até 2012, o continente branco situado no Polo Sul havia perdido 76 bilhões de toneladas de gelo ao ano, calcularam 84 cientistas que participaram deste estudo de referência, divulgado na revista científica Nature.

Após esta data, a cifra saltou para 219 bilhões de toneladas ao ano. Dito de outra forma, após cinco anos, o gelo derreteu em um ritmo quase três vezes maior do que antes, o que representa uma ameaça para centenas de milhões de pessoas que vivem em áreas costeiras.

“Agora temos uma imagem inequívoca do que está acontecendo na Antártica”, ressalta Eric Rignot, coautor do estudo e pesquisador do Jet Propulsion Laboratory da NASA.

“Consideramos esses resultados como mais um alarme para agir, para desacelerar o aquecimento global”, insiste o cientista francês, que estuda os glaciares e polos há 20 anos.

Coberta mais de 98% por gelo permanente, o continente cercado pelo Oceano Antártico responde por 90% do gelo terrestre e contém a maior reserva de água doce do planeta. Se toda essa massa de gelo derretesse, elevaria o nível do oceano em quase 60 metros.

Até agora, os cientistas lutavam para determinar se a Antártica ganhou massa através da queda de neve ou a perdeu devido ao derretimento do gelo ou à separação de icebergs.

Mas mais de duas décadas de observações por satélite fornecem uma visão mais completa.

“Sinal de alarme”

Mais de 90% do gelo está no leste da Antártica, que se manteve relativamente estável apesar do aquecimento global.

O oeste da Antártica, por outro lado, é muito mais sensível, especialmente a península antártica, onde mais de 6.500 quilômetros quadrados de gelo já se desprendeu do resto do continente.

Nos últimos 25 anos, o período abrangido pelo estudo, quase toda a massa de gelo perdida foi perdida na zona oeste.

“Embora ainda haja uma incerteza considerável sobre a evolução da massa do leste da Antártica, está se tornando cada vez mais claro que a perda de gelo no oeste se acelerou”, observa Kate Hendry, uma cientista da Universidade de Bristol, que não participou do estudo.

Se a tendência continuar, a Antártica pode se tornar a principal causa do aumento do nível do mar, à frente da dilatação térmica – a água ocupa mais espaço à medida que se aquece – e o derretimento do gelo na Groenlândia e em geleiras ao redor do mundo.

“Os dados mostram que a situação está piorando a cada ano”, diz Isabella Velicogna, professora da Universidade da Califórnia em Irvine e coautora do estudo, cujos resultados foram elogiados por vários cientistas.

“A força desta pesquisa é ter reunido resultados e metodologias de diferentes equipes ao redor do mundo”, aponta Twila Moon, cientista do National Snow and Ice Data Center (NSIDC), no Colorado.

Cabe agora às autoridades políticas agir em resposta.

“O futuro da Antártica está ligado ao do resto do planeta e da sociedade humana. Agora, é preciso tomar medidas para desacelerar o ritmo das mudanças ambientais, aumentar a resiliência da Antártica e reduzir o risco de (…) mudanças irreversíveis “, afirma o oceanógrafo australiano Steve Rintoul, autor de outro estudo sobre a Antártica publicado nesta quarta-feira na Nature.

“Deve ser um enorme sinal de alarme”, diz Martin Siegert, professor do Imperial College London, que não participou do estudo.

AFP

SOS Mata Atlântica entrega propostas para pré-candidatos

A Fundação SOS Mata Atlântica apresentou nesta quarta-feira (13) uma plataforma que reúne suas propostas para os pré-candidatos das eleições de 2018. Batizado de “Desenvolvimento para Sempre”, o documento chama atenção para os marcos da legislação ambiental dos últimos 30 anos. A instituição apresentou suas propostas aos representantes dos movimentos Acredito, Agora, Bancada Ativista e Muitas, com foco na conservação da Mata Atlântica.

Dentre as propostas da ONG estão a extinção do desmatamento ilegal no bioma, a validação de todos os Cadastros Ambientais Rurais (CAR) na Mata Atlântica, dando prioridade a regiões estratégicas para abastecimento e à manutenção da política de criação de parques e áreas de preservação. Além disso, a fundação ainda reiterou a importância de vetar integralmente as iniciativas que busquem reduzir as áreas protegidas.

O ambientalista e ex-secretário estadual de Meio Ambiente de São Paulo, Fábio Feldmann, disse em nota que as preocupações com o meio ambiente não estão vinculadas a ideias de esquerda ou direita, e sim com a ideia de pensar no futuro. “Quando participei da construção do capítulo de meio ambiente da Constituição Federal, estávamos saindo de um regime autoritário e se encontrando na democracia. Hoje, a política se esvaziou de conteúdo e chegamos no descrédito da democracia.”

Erika Bechara, advogada especialista em direito ambiental, questionou as plataformas dos políticos, que pouco tocaram na questão ambiental em suas propostas. “Onde estão os pré-candidatos com pauta ambiental? A sociedade comprou a ideia de que o ambiente é um estorvo, algo antieconômico. Precisamos mudar essa concepção. Meio ambiente é essencial para a qualidade de vida de todo mundo, é um direito humano”, disse.

“Como vamos sobreviver a esse Congresso Nacional em cenário hostil? Trabalhar com a Frente Parlamentar Ambientalista é uma das saídas, pois ela é a única que ouve a sociedade civil”, disse em nota Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, afirmando ainda que, para se pensar em políticas ambientais, é preciso conhecer os representantes dos diversos setores no Congresso.

Agência Estado

MOVIMENTO ECOS, EXPERIÊNCIA (RE) INOVADORA NA QUESTÃO SOCIOAMBIENTAL

O Movimento ECOS é um projeto socioambiental, que utiliza de atividades educativas realizada por alunos e professores de algumas Escolas Públicas e Privadas, com o objetivo de promover a consciência ambiental. Tem por objetivo discutir transversalmente, de modo duradouro, a implementação de novos valores e condutas, tanto individuais como coletivas, que de alguma maneira contribuam para uso responsável e sustentável dos recursos naturais, agindo solidariamente não só com as gerações atuais mas também com as que estão por vir.

No primeiro momento, foi feito contato com algumas escolas com a finalidade de efetivar o Acordo de Cooperação entre a Secretaria de Educação de Minas Gerais e o Movimento ECOS, ampliando o número de Escolas Estaduais participantes. Após o aceite da Direção das Escolas, as Equipes do Movimento ECOS iniciaram os trabalhos nas instituições. Cada professor Coordenador apresentou o Movimento, bem como as ações e objetivos, aos professores orientadores de cada Escola. Os coordenadores também auxiliaram na formação das equipes, na elaboração do Pré-projeto e, por fim, orientaram para a concretização do Projeto. Em tão pouco tempo é possível notar o engajamento das equipes das Escolas dispostas a discutir as questões ambientais e tentar fazer a diferença.

A cada mês será apresentada um testemunho ou entrevista de membros de cada escola coordenada pela Prof. Coordenadora Lívia Maria Cruz Gonçalves de Souza e pela Monitora Coordenadora, graduanda do curso de Direito, Larissa Martins Alves dos Santos.

O destaque deste mês vai para as escolas: E.E. Bernardo Monteiro, E.E. Padre João de Matos Almeida, Escola Estadual Walt Disney e Colégio Tiradentes da PMMG (Unidade Gameleira). Confira as entrevistas e depoimentos de professores e diretores de cada uma.

Entrevista com a Diretora da Escola Estadual Bernardo Monteiro

Diretora: Gioconda

Professor Orientador: Paulo Zordan

Prof. Coordenadora do ECOS: Lívia Maria Cruz Gonçalves de Souza

Bolsista: Vânia Cristina dos Santos

  1. Você pode nos contar um pouco sobre a E. E. Bernardo Monteiro?
    A E. E. Bernardo Monteiro oferece o Ensino Fundamental II e o Ensino Médio. Localizada em um bairro de classe média, a escola acolhe alunos de diversos bairros de BH. A estação do metrô do bairro Calafate é o elemento facilitador, contribuindo dessa forma para esse público tão diverso. Temos alguns problemas no entorno da escola. Nossos alunos não têm o sentimento de pertencimento com a comunidade do bairro, o que dificulta o estreitamento de laços e parcerias com a mesma. Muitas vezes, escutamos críticas da comunidade em relação aos nossos alunos. Já foram sugeridas algumas parcerias, mas não obtivemos êxito. A escola está localizada na Praça Dr. Carlos Marques, um local com um ambiente agradável e belo. Mas muitas vezes se torna alvo de depredação por parte de alguns alunos, que danificam aparelhos de ginástica colocados pela prefeitura. Alguns chegam a fazer uso de drogas e é também o local para alguns matarem aula. Fomos procurados por uma moradora recentemente para participarmos do projeto de revitalização da praça. Falei inclusive do Movimento ECOS, ela demonstrou bastante interesse e quer participar apoiando a escola.
  2. O que a escola espera com o movimento ECOS?
    Esperamos que agregue ações positivas na vida dos nossos adolescentes, como adquirir uma postura mais ética em relação ao meio ambiente.
  3. Quais os objetivos a escola espera alcançar com o projeto?
    Despertar no aluno o gosto pela pesquisa, pela participação coletiva em um projeto, entendendo que é um trabalho em grupo e que a participação de todos é de extrema importância. Que haja mudança de comportamento em casa e na escola, contribuindo para um ambiente mais saudável e preservando tudo o que nele existe.
  4. Qual o impacto do projeto na vida dos discentes, docentes, funcionários e sociedade?
    Por enquanto apenas muita curiosidade. Em virtude da greve, paralisação e pontos facultativos, o trabalho teve muitos recortes.

Entrevista com o Professor Orientador da Escola Estadual Padre João de Matos Almeida

Professor Orientador: Reginaldo Gomes Moraes

Diretor: Adimar Fonseca da Silva

Prof. Coordenadora do ECOS: Lívia Maria Cruz Gonçalves de Souza

Bolsista: Thais dos Santos Vieira

  1. Este é seu primeiro ano no Movimento ECOS, quais as suas perspectivas sobre tudo já feito até agora?
    Sim, este é o primeiro ano no Movimento ECOS.
    As perspectivas são as melhores possíveis, pois tenho formação na área ambiental e, de alguma forma, estarei trabalhando em prol dos projetos relacionado ao tema. Dentre outras perspectivas, esperamos que os alunos valorizem os espaços da escola e aprendam a valorizar e conhecer produtos alternativos que respeitem o meio ambiente.
  2. O que você considera mais significativo dentre as propostas feitas pela equipe?
    As ações propostas pela equipe contribuirão para que a escola se torne ainda mais um ambiente em que o aluno esteja comprometido com o espaço onde vivem boa parte de suas vidas. Suas contribuições dentro de cada ação prevista pelo projeto ECOS são significativas para seu amadurecimento e comprometimento com o meio ambiente. Eles também irão aprender a planejar e executar tarefas estabelecidas.
  3. O que você espera da sua equipe? E da equipe de bolsistas e professores ECOS?
    Esperamos que os alunos aprendam a trabalhar em equipe e foque nos objetivos. Almejamos que a equipe Escola Estadual Padre João de Mattos Almeida tenha muito empenho, comprometimento, responsabilidade e trabalho, para tornarmos a escola ainda melhor dentro das ações previstas. Da equipe bolsista e professores ECOS, todos da equipe E.E.P.J.M.A esperam o apoio necessário para o desenvolvimento deste projeto.
  4. Qual é o maior desafio enfrentado como professor orientador?
    O maior desafio enfrentado como professor orientador é conseguir colocar em prática todas as ideias/ações que surgiram no início do projeto.
  5. Qual o maior desafio enfrentado pela equipe até agora?
    Os maiores desafios enfrentados com a equipe até agora são as datas, pois dentro de um cronograma surgiram greves, paralisações, que interferiram diretamente no andamento do trabalho da equipe (E.E.P.J.M.A).

Testemunho da Escola Estadual Walt Disney

Vice Diretor: Marco Aurélio Oliveira

Professora: Soraia Batela

“A implantação do Projeto ECOS na E. E. Walt Disney proporciona a nossa comunidade escolar uma maior interação entre o meio ambiente, escola e comunidade, criando a consciência em nossos alunos e a responsabilidade em cuidar de seu ambiente, além de incentivar a prática da cidadania.”

Testemunho do Colégio Tiradentes da PMMG (Unidade Gameleira)

Professora: Kelly Assis

Diretor Pedagógico: Daniel Avelar

“O Movimento Ecos é uma iniciativa louvável que vem possibilitando à comunidade escolar do Colégio Tiradentes Unidade Gameleira a reflexão sobre ideias e sobre os hábitos que conduzem a sociedade rumo à destruição. Esse projeto nos trouxe a oportunidade de ressignificar e de nos reposicionar de forma crítica, responsável e criativa, pautados em valores alinhados com a sustentabilidade e com o direito de proteção à vida acima de todas as outras ambições. Além de favorecer a equidade e inclusão social, promovidas através da concessão de bolsas de estudos na faculdade Dom Helder Câmara, esse trabalho pode tornar real o sonho de muitos dos nossos alunos que vislumbraram ao longo da vida cursar uma faculdade de excelência.”

Escolas coordenadas pela Monitora Larissa Martins Alves dos Santos:

  • Escola Estadual Flávio dos Santos;
  • Escola Estadual Walt Disney;
  • Escola Estadual Ordem e Progresso;
  • Escola Estadual Maestro Villa Lobos;
  • Escola Estadual Maurício Murgel;
  • Escola Estadual Olegário Maciel;
  • Colégio Tiradentes da PMMG – Unidade Prado;
  • Colégio Tiradentes da PMMG – Unidade Gameleira;
  • Colégio Tiradentes da PMMG – Unidade Minas Caixa.

Escolas coordenadas pela Professora Lívia Maria C. G. Souza:

  • E.E. Bernardo Monteiro;
  • E.E. Cândida Cabral;
  • E.E. Cândido Portinari;
  • E.E. Cristiano Machado;
  • E.E. Dom Cabral;
  • E.E. Geraldo Jardim Linhares;
  • E.E. Manuel Casasanta;
  • E.E. Nossa Senhora Aparecida;
  • E.E. Padre João De Mattos Almeida;
  • E.E. Professor Morais;
  • E.E. Professora Maria Do Socorro Andrade.

Terras indígenas foram invadidas com soja transgênica, conclui Ibama

Por Rubens Valente

O Ibama multou em R$ 2,7 milhões produtores rurais e associações indígenas após confirmar o plantio de soja e milho transgênicos em quatro terras indígenas no oeste de Mato Grosso, levados por produtores rurais que fecharam contratos com os índios para exploração da área. O cultivo e a pesquisa de OGMs (Organismos Geneticamente Modificados) em terras indígenas são proibidos pela lei 11.460, de 2007.

Exames laboratoriais levaram o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) a interditar cerca de 7,5 mil hectares nas terras indígenas Paresi, Rio Formoso e Uirapuru, dos índios parecis, e Tirecatinga, dos nambiquaras. Os responsáveis pelo plantio são quatro associações de indígenas e quatro agropecuárias. Do total de R$ 2,7 milhões em multas, as associações foram autuadas em R$ 240 mil.

Os fiscais ambientais também embargaram outros 16 mil hectares que eram arrendados pelos indígenas para exploração agrícola, o que implicou outros R$ 23,2 milhões em multas aplicadas. O Ibama também apontou como ilegal o plantio em terras indígenas mesmo com espécies de plantas não transgênicas.

A ação do Ibama revolve um assunto que divide opiniões entre indígenas e indigenistas e é considerada uma bandeira da bancada ruralista no Congresso: conseguir alterar a lei a fim de permitir o arrendamento de terras indígenas para a monocultura.

O Ibama considera a atividade ilegal, com base na lei de crimes ambientais, a 9605/1998, e que ela afronta a previsão constitucional de que as terras indígenas são aquelas “necessárias à reprodução física e cultural” dos índios, “segundo seus usos, costumes e tradições”.

Para o órgão, não há outra saída senão aplicar a legislação que veda a presença de transgênicos em terras indígenas e a lei de crimes ambientais em três artigos, entre os quais “impedir ou dificultar a regeneração natural de florestas e demais formas de vegetação”.

“A transgenia em terras indígenas é 100% ilegal e não se discute”, disse o coordenador-geral de Fiscalização Ambiental do Ibama, Renê Luiz de Oliveira.

“Fala-se muito de garimpo e madeira como ameaças às terras indígenas, porém há também as ameaças da soja e do boi. Cada vez mais as comunidades indígenas estão sendo pressionadas a permitir isso. Até então, vinham na cultura que impede o acesso do não indígena à terra, mas passaram a ser mais liberais. Os grandes guardiões das terras indígenas são os próprios índios. Eles podem caçar, produzir, mas não podem franquear acesso irrestrito aos não indígenas para plantio. A pressão sobre os índios está crescendo.”

O Ibama foi investigar como se dá a participação dos índios parecis e nambiquaras na agricultura de soja e milho nas suas terras e concluiu que os índios não têm papel direto na atividade, toda desenvolvida e realizada por não indígenas, quase sempre produtores rurais das imediações.

Os contratos não trazem grandes vantagens para os índios. Os percentuais variam, mas a maioria registra o pagamento, para as associações indígenas, de apenas seis sacas de soja para cada 60 produzidas, ou seja, apenas 10% de toda a produção. Nas safrinhas, o percentual é ainda menor, de uma saca e meia para cada 60 sacas.

Parte dos índios parecis, porém, quer ter autorização legal para arrendar a terra, sob o argumento da melhoria das condições de vida nas aldeias a partir do dinheiro proporcionado pela exploração da monocultura. A atividade agrícola é desenvolvida nas terras dos parecis desde, pelo menos, 2004, segundo registros da Funai (Fundação Nacional do Índio).

Em setembro de 2015, o coordenador de atividade produtiva de uma das associações agora autuadas pelo Ibama, a Waymarê, Arnaldo Zunizakae, esteve em audiência com o então presidente da Funai, João Pedro Gonçalves da Costa. Segundo a Funai, na ocasião Zunizakae afirmou que as associações indígenas já têm recursos financeiros para pagar o licenciamento ambiental e que estava sendo “adquirido maquinário e realizada qualificação da mão de obra indígena”.

Funcionários da Funai manifestaram, na reunião, apoio à soja nas terras parecis. O então coordenador regional da Funai em Cuiabá, Benedito Garcia, disse que “nós estamos tratando de uma forma de sobrevivência, de se trabalhar dentro da legalidade”. Outro funcionário da mesma unidade, Carlos Barros, disse que já havia um parecer técnico da Funai favorável à atividade.

A bancada ruralista no Congresso Nacional também faz carga pela liberação do arrendamento. O líder da frente parlamentar do agronegócio, Nilson Leitão (PSDB-MT), promoveu uma audiência na Câmara em outubro passado. O mesmo líder pareci, Arnaldo Zunizakae, disse que “o modelo de parceria” com os produtores rurais foi adotado porque os índios não conseguiam crédito para o plantio. “O índio entra com a terra e a mão de obra, e todo o custeio é feito por fazendeiros. Neste ano tivemos projeto que investiu R$ 800 mil em máquinas. Projetos indígenas, com dinheiro do índio”, argumentou Zunizakae.

Procurada, a Funai não havia se manifestado até o fechamento deste texto. A Folha não conseguiu localizar as associações indígenas e produtores rurais autuados pelo Ibama.
Amazônia.org, 12-06-2018

Morte sem precedentes de baobás milenares africanos assustam pesquisadores

 

Muitos dos baobás mais antigos da África estão morrendo há dez anos, alertaram nesta segunda-feira pesquisadores, que evocam a mudança climática como possível causa para este desaparecimento “de escala sem precedentes”.

“É chocante e espetacular testemunhar durante o curso de nossas vidas o desaparecimento de tantas árvores milenares”, explica à AFP Adrian Patrut, da Universidade Babe?-Bolyai, na Romênia, co-autor do estudo publicado na revista Nature Plants.

“Durante a segunda metade do século XIX, os grandes baobás do sul da África começaram a morrer, mas nos últimos 10/15 anos seu desaparecimento aumentou rapidamente por causa das temperaturas muito altas e da seca”, diz o pesquisador.

Com entre 1.100 e 2.500 anos de idade, os baobás e seus troncos maciços coroados por galhos parecidos com raízes, são uma das silhuetas mais emblemáticas das áridas savanas.

Mas, nos últimos 12 anos, nove dos treze baobás mais velhos estão parcialmente ou totalmente mortos, de acordo com o estudo.

Entre as vítimas, três monstros simbólicos: Panke, do Zimbábue, o baobá mais velho com 2.450 anos, a árvore de Platland da África do Sul, uma das maiores do mundo, com um tronco mais 10 metros de diâmetro e o famoso baobá de Chapman do Botswana, no qual Livingstone gravou suas iniciais, classificado monumento nacional.

Os pesquisadores descobriram essa situação de “escala sem precedentes” quase por acaso: eles estudaram essas árvores para desvendar o segredo de suas incríveis medições.

Para isso, entre 2005 e 2017, Adrian Patrut e seus colegas estudaram todos os maiores (e portanto geralmente os mais antigos) baobás da África, mais de 60 no total.

Viajando pelo Zimbábue, África do Sul, Namíbia, Moçambique, Botsuana e Zâmbia, coletaram amostras de diferentes partes das árvores. Fragmentos dos quais eles definiram a idade usando datação por carbono.

“A cavidade de um velho baobá zimbabuano é tão grande que quase 40 pessoas podem se abrigar dentro”, ressalta o site do Parque Nacional Kruger, na África do Sul. Eles poderiam ser usados ??como loja, prisão ou simplesmente como um ponto de ônibus.

Também têm sido usados ??há muito tempo por exploradores ou viajantes para encontrar caminhos.

“Os baobás periodicamente produzem novos troncos, como outras espécies produzem galhos”, segundo o estudo. Esses caules ou troncos, muitas vezes de diferentes idades, depois se fundem.

Quando muitos caules morrem, a árvore desaba. “Antes de começarmos nossa pesquisa, fomos informados sobre o colapso do baobá Grootboom na Namíbia, mas pensávamos que era um evento isolado”, disse Adrian Patrut à AFP.

“Essas mortes não foram causadas por uma epidemia”, afirmam os autores, que sugerem que a mudança climática pode afetar a capacidade do baobá de sobreviver em seu habitat, embora “mais pesquisas sejam necessárias para apoiar ou refutar essa hipótese”.

Mas “a região em que os baobás milenares morreram é um daqueles em que o aquecimento é mais rápido na África”, diz Adrian Patrut.

AFP

Com regras mais rígidas, novo código de mineração também incentiva o setor

 

BRASÍLIA – O presidente Michel Temer assinou nesta terça-feira (12) decretos que regulamentam o novo código de mineração, estabelecendo regras ambientais mais rígidas e a obrigatoriedade de execução de fechamento de minas, mas que também visam incentivar financiamentos para o desenvolvimento do setor.

De agora em diante, a empresa mineradora terá a responsabilidade de recuperar áreas degradadas pela atividade de mineração, um dos principais segmentos da economia do Brasil, que tem na Vale a maior produtora global de minério de ferro.

Para possibilitar o desenvolvimento de novas tecnologias e a consequente redução de passivos ambientais, um dos decretos prevê ainda que a Agência Nacional de Mineração (ANM) discipline em resolução o aproveitamento de rejeitos e resíduos da atividade mineradora.

Daqui para frente, as práticas que degradam o meio ambiente não vão mais ocorrer, destacou o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, na cerimônia de assinatura dos decretos.

Além disso, será obrigatória a execução adequada de um plano de fechamento de mina, que passa a integrar o conceito de atividade minerária.

Pela nova regra, o governo também vai permitir o uso do título minerário (portaria de lavra) como garantia de financiamento dos projetos.

“O objetivo é gerar linhas de crédito e estimular investimentos no setor”, disse o Ministério de Minas e Energia em nota.

Outro item do novo código prevê que as áreas minerárias devolvidas ou retomadas pela União serão ofertadas ao mercado via processo de seleção e julgamento com critérios objetivos, em substituição ao atual procedimento, caracterizado como moroso.

Segundo o ministro de Minas e Energia, a modernização do código de mineração, em vigor há mais de cinco décadas, é um dos principais atos do governo de Michel Temer. Há anos o Brasil vem tentando modernizar as regras que regem o setor de mineração.

“De setor em setor, o governo está alinhando nossos marcos regulatórios à realidade contemporânea. Estamos trazendo o país para o século 21”, disse o presidente Michel Temer.

Municípios

As novas regras estabelecem ainda a destinação de 15 por cento da arrecadação dos royalties do setor para municípios não produtores mas impactados pelo transporte, embarque e presença de instalações industriais relacionadas à atividade.

Para isso, serão reduzidas as fatias dos royalties –a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM)– dos demais entes da federação.

Assim, os municípios produtores passarão a receber 60 por cento da CFEM, ante os 65 por cento anteriores. A participação dos Estados cairá de 23 para 15 por cento, e a da União, de 12 para 10 por cento.

Em 2017, o setor de mineração pagou cerca de 1,8 bilhão de reais referente à CFEM.

 

Reuters

Juntos, podemos!

Meu nome é Rogério Monteiro e sou novato no Movimento ECOS, realizado pela Escola Superior Dom Helder Câmara, em parceria com a Secretaria estadual de Educação do Estado de Minas Gerais. Meu ingresso se deu de última hora e, ao iniciar, não conhecia essa atividade da Faculdade em que leciono. Aos poucos, fui me familiarizando até chegar ao ponto em que me encontro hoje: sinto-me um parceiro das escolas que coordeno. Sou responsável por oito: E.E. Caio Nelson; E. E. Margarida de Mello Prado; E. E. Benvida de Carvalho; E.E. Silviano Brandão; E. E. Guimarães Rosa; E.E. Professor Alisson Pereira Guimarães; E.E. Ursulina De Andrade Melo; e E. E. Guia Lopes

Além de acompanhar as atividades técnicas de cada escola, como elaboração dos projetos para consecução dos objetivos propostos pela Faculdade Dom Helder, aos poucos, fui descobrindo o que sequer cogitava encontrar. Há uma parte evidente, relatada pelas comunidades escolares, que é o nosso descaso social para com a educação fundamental. Essa (ir)responsabilidade não é de um governo específico, pois todos nós não somos agentes que lutam para transformar a Educação no país. Reclamamos de impostos, corrupção, violência, desigualdade social, mas não somos capazes de uma grande mobilização pela Educação. Na rede estadual, prevalecem estudantes de baixa renda. São jovens que enfrentam obstáculos muito maiores para realizar seus sonhos do que aqueles que já nascem com facilidades de construírem uma história cultural caudalosa. Alguns jovens não chegam nem mesmo a sonhar, visto que suas realidades pessoais estão bastante apartadas de uma vida que não seja a repetição de contextos desfavoráveis ao desenvolvimento pleno da dignidade da pessoa humana. Mas apesar desse lado duro, cru e perverso (a perversidade é nossa – a indiferença), existe também muita esperança e alegria. Meninas e meninos, liderados por professoras e professores muito dedicados, querem transformar, desenvolver-se e construir caminhos que façam a vida valer a pena. Também são pessoas que abraçam a nossa Mãe Terra com um carinho extraordinário. Todas as escolas devem cumprir dois objetivos gerais: diminuir o consumo de energia e de água. Além desses, um terceiro é obrigatório. No entanto, nas reuniões que fizemos, precisei conter o ímpeto de quase todas/todos, pois a vontade de abarcar um número enorme de cuidados com o meio ambiente era pulsante. Reunir com essa garotada sempre me faz ver a potência criativa de todos eles. O elã e o engajamento se transformam em um espírito comunitário, que evidencia, rapidamente, como o bem comum (difícil de ser compreendido na Modernidade e na Pós-Modernidade) continua a fazer sentido em nossas vidas.

O entusiasmo explícito do corpo discente ganha força com o respaldo do corpo docente. Estou absolutamente impressionado com a qualidade dos profissionais com quem estou lidando. Qualidade que também atesto dos gestores, pois a sensibilidade dos diretores/diretoras nos ensina o sentido da palavra “educação”. Todos eles, professores e gestores, conseguem promover adaptações teóricas e práticas a seus contextos específicos. Isso tem me chamado a atenção, pois a alteridade brota em cada um, com sabedoria, senso prático e resiliência.

O projeto Movimento Ecos me colocou diante de realidades multifacetadas e muito, mas muito ricas de energia e vontade de viver. A ecologia integral, como tanto menciona Boff, em sua dimensão holística, nos permite compreender o mundo como um complexo de energia que interage a todo instante. Infelizmente, o ser humano, pela ganância e arrogância, usa essa força para destruir nossa Mãe Terra e obter benefícios individuais, exclusivamente. Mas todas as escolas, com a comunidade que movimenta cada uma delas, especialmente pelos olhares e vozes de gente sem muitas facilidades, tem me mostrado que jamais devemos desistir de uma caminhada coletiva. Nessas meninas e nesses meninos ecoa a voz da Criação de Deus em nosso planeta, que não separa ser humano e natureza. Somos o todo. O projeto de extensão da Dom Helder é também um movimento de boas energias, que, agregadas, nos permitem dizer: juntos, podemos!

Confira o álbum de fotos!

Zerar o desmatamento é possível e necessário

 

On a flight from Alta Floresta to Claudia with a view of the rainforest seen during the burning season when large sections of forest are set on fire by farmers to be cleared for soy farming or cattle breeding.

Oito organizações ambientalistas – Greenpeace Brasil, ICV, Imaflora, Imazon, IPAM, Instituto Socioambiental, WWF-Brasil e TNC Brasil – apresentaram pela primeira vez no Brasil o relatório “Desmatamento zero na Amazônia: como e por que chegar lá”. O seminário, que aconteceu em São Paulo com a mediação do jornalista Marcelo Tas, teve como objetivo debater as propostas apresentadas pelo grupo no documento para frear o desmatamento.

Atualmente, o desmatamento causa enormes perdas para o Brasil – desequilíbrio do clima, destruição da biodiversidade e prejuízos à saúde humana. E, ao contrário do que muitos acreditam, compromete também a competitividade da produção agropecuária.

Paulo Moutinho, pesquisador do IPAM, apresentou o tema “Agropecuária pode prosperar sem desmatar”, destacando que “dentre os ganhos com o fim do desmatamento está a preservação dos direitos dos povos da floresta”.

Também falando em benefícios, o cientista Paulo Artaxo, da Universidade de São Paulo, explicou que não há nada mais barato do que reduzir as emissões de gases de efeito estufa provenientes de desmatamento – responsável pela emissão de 11% dos gases no mundo. “Esse número já foi 18%, e caiu em 15 anos sem provocar recessão. (O desmatamento zero) É possível? A resposta clara e óbvia é: sim, com gigantescos ganhos ambientais”, afirmou.

Entre as causas do desmatamento, o relatório destaca a pecuária como principal responsável: do total desmatado, 65% são usados para pastagens de baixa eficiência, com menos de um boi por hectare. “Dos 75 milhões de hectares de corte raso de floresta que existem na Amazônia, pelo menos 27 milhões estão em situação muito ruim: são áreas em regeneração, pastos degradados e pastos improdutivos. Ora, vou desmatar para quê, se posso usar políticas de recuperação desses pastos para produção agrícola?”, questiona o pesquisador Eduardo Assad, da Embrapa, que participou do evento. “Quando o ganho tecnológico é grande, você não precisa desmatar. São 27 milhões de hectares na Amazônia que, se recuperados, entram no sistema econômico.”

A trilha para o desmatamento zero, de acordo com o relatório, envolve ações de governos, setor privado e sociedade e passa, necessariamente, por quatro eixos de atuação:

implementação de políticas públicas ambientais efetivas e perenes;

apoio a usos sustentáveis da floresta e melhores práticas agropecuárias;

restrição drástica do mercado para produtos associados a novos desmatamentos;

engajamento de eleitores, consumidores e investidores nos esforços de zerar o desmatamento.

Veja aqui a versão completa do relatório

O relatório destaca também que o setor privado deve ampliar esforços no monitoramento completo das cadeias produtivas e bloqueio de produtores que desmatam. Ao falar sobre o papel das empresas no fim do desmatamento no bioma, Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade do Carrefour, afirmou que desde 2010 grupo assume o compromisso pelo desmatamento zero nos 34 países em que atua, trabalhando com mecanismos excludentes: se há um alerta na cadeia, a compra é suspensa. “Mas a gente sabe que, aquilo que é recusado pelo Carrefour ou por outra empresa com política semelhante, será vendido de alguma maneira”, disse, defendendo uma legislação menos permissiva e mudanças urgentes em políticas públicas.

Ao falar sobre prioridades, Cristiane Mazzetti, da campanha da Amazônia do Greenpeace e integrante do grupo ressaltou que “o tempo para que o desmatamento seja zerado depende muito das sinalizações políticas de governos e empresas. Entretanto, no caso de governos, não podemos esperar muito no momento, já que as propostas em discussão no Congresso Nacional, especialmente as lideradas pela bancada ruralista, seguem o caminho contrário”. Cristiane também salientou que a participação da sociedade para mudar essa situação é fundamental. “Desde 2012 a população vem se mobilizando pelo desmatamento zero através de uma proposta de lei popular que obteve o apoio de mais de 1,4 milhão de brasileiros”, comenta.

O fim do desmatamento na Amazônia coloca o Brasil na frente de uma crescente demanda do mercado, que é entregar aos seus consumidores produtos livres de conversão de ecossistemas nativos: além de abrir e manter mercados, o desmatamento zero é um estímulo ao desenvolvimento de outras alternativas econômicas em harmonia com a floresta e seus povos.

Greenpeace

ONU pede restrição de sacolas plásticas para evitar contaminação dos oceanos

A Organização das Nações Unidas pediu nesta semana que sejam tomadas medidas contra o uso de sacolas plásticas, como parte do desafio global para reduzir e acabar com a poluição dos oceanos que aumenta a cada ano.

O pedido, feito na véspera do dia mundial do Meio Ambiente, cujo lema é “um planeta sem poluição por plásticos”, destaca “as medidas audazes” assumidas nesse sentido por alguns países da América Latina.

“Como resultado do consumo excessivo de plásticos de um só uso e da má gestão dos resíduos, a cada ano são recolhidos do oceano 13 milhões de toneladas de plásticos”, informou a agência do Meio Ambiente da ONU em uma declaração emitida em Lima.

“Se os padrões atuais de consumo continuarem, em 2030 a produção anual de plástico será de 619 milhões de toneladas em nível global”, advertiu a agência.

Os números são assustadores. “Calcula-se que a cada ano são consumidas 5 trilhões de sacolas de plástico no mundo”, informou.

As sacolas de plástico são feitas em sua maioria de polietileno, um polímero derivado do petróleo que demora pelo menos 500 anos para ser decomposto.

A luta contra as sacolas de plástico inclui as três cidades mais povoadas da região: Cidade do México, São Paulo e Buenos Aires.

A Cidade do México está na vanguarda, pois desde agosto de 2009 proibiu o comércio de oferecer as sacolas gratuitamente. Em 2015, foi a vez de São Paulo proibir a distribuição gratuita de sacolas plásticas. Buenos Aires desde 2017 proíbe os supermercados de entregar as sacolas, passando a cobrar por elas.

AFP

Movimento Ecos promove concurso de Dança de Rua

Apresentação será realizada no dia 29 de junho, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

O Movimento Ecos divulgou, nesta semana, o edital para o primeiro concurso de Dança de Rua voltado para as escolas participantes do Projeto Socioambiental 2018. A proposta é abrir espaço para que os alunos possam criar outras formas de consciência socioambiental, podendo abordar temáticas voltadas para o desenvolvimento do projeto de sua escola.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas de 9 a 21 de junho, através da postagem da tarefa no sistema Ecos. A escola participante pode inscrever, apenas, alunos matriculados na própria instituição, dos 9º ano EF, 1º aos 3º anos do EM, mediante comprovação, ou algum professor, sendo no mínimo 3 alunos e no máximo 15 alunos.

As inscrições devem conter o nome da Instituição de Ensino, o nome do diretor ou do professor responsável pelo acompanhamento do Ecos e os nomes dos membros da equipe de Dança de Rua, com número da matrícula e da identidade.

Apresentação

No dia 29 de junho, haverá uma apresentação geral para escolha das cinco melhores equipes participantes da Dança de Rua. Os alunos e professores inscritos deverão apresentar o documento informado no ato da inscrição.

As cinco equipes melhor classificadas poderão apresentar sua dança na festa de encerramento no dia 20 de outubro onde estarão concorrendo à premiação final. São de responsabilidade exclusiva de cada equipe as despesas com o deslocamento para comparecimento ao evento.

Cada equipe deverá indicar o estilo da dança de rua no ato da inscrição, podendo essa ter a mistura de até três estilos de acordo com a performance desejada. A apresentação musical da equipe terá que cumprir o tempo estipulado para a apresentação do número de dança da seguinte maneira:

TEMPO MINIMO: 01 minuto

TEMPO MÁXIMO: 04 minutos

TEMPO DE TOLERÂNCIA PARA ENTRADA E SAÍDA: 01 minuto (não incluído no tempo da dança acima mencionado)

As equipes de danças deverão postar até o dia 21 de junho, no campo das tarefas, um release esclarecendo a escolha e objetivos da modalidade escolhida.

Estilos

A Dança de Rua é uma atividade artística praticada frequentemente em eventos, maratonas e em concursos específicos. A dança de rua nasce entre as ruas e bairros nova-iorquinos e se divide em: Hip-Hop (Breaking, Locking, Popping) e street dance. Pode ser uma forma de luta contra pré-conceitos étnicos, sociais e religiosos.

Critérios

As equipes serão avaliadas de acordo com os seguintes critérios: organização, originalidade, desenvolvimento, harmonia, identificação de estilo, coreografia, vestuário e manifestação do público.