Escola Professora Luiza Maria confirma participação

A Escola Municipal Professora Luiza Maria de Souza integrará novamente o Movimento Ecos em 2017. Uma equipe de 30 alunos do 9º ano já foi cadastrada e pretende contribuir com ações para melhorar as condições ambientais na escola e seu entorno, conforme dispõe o edital de 2017.

“Desde que iniciou a sua participação no Movimento, em 2011, a instituição passou a perceber a importância no processo de transformação no cotidiano do seu espaço escolar em vários aspectos, com o ambiental, o sociocultural e o pedagógico. A parceria trouxe benefícios e autoestima a seus jovens, conforme relato de seu corpo docente”, conta o professor Elmo Júlio, que participa da coordenação do Movimento.

Luiza Maria

A escola está localizada na região do Justinópolis, em Ribeirão das Neves, e atende alunos de vários bairros de seu entorno: São José, Santa Fé, Havaí, Lagoa e Cátia, entre outros. Apresenta diversidade cultural e enfrenta realidades complexas, como problemas ligados ao fornecimento de água, coleta de lixo, mortalidade infantil e precariedade no setor de saúde.
 
“O Movimento Ecos levou os jovens estudantes a refletir, passando a desenvolver ideias e propostas que poderiam minimizar parte desses problemas que fazem parte do cotidiano da comunidade e da escola, de maneira que possam contribuir para uma nova mentalidade e posturas através dos projetos”, informa o professor Elmo.
 
A nova administração da Prefeitura Municipal de Ribeirão das Neves, junto à sua Secretaria de Educação, estará em pleno acompanhamento e disponibilizará auxílios, colocando-se a disposição da escola para o desenvolvimento dessas atividades.
 
Premiação
 
A Escola Luiza Maria foi premiada duas vezes pelo Movimento Ecos com projetos temáticos sobre água e reciclagem, em 215 e 2016, respectivamente. “Eles exerceram papéis fundamentais para a mudança de novas posturas no interior da escola e comunidades do entorno”, afirma Elmo Júlio.
 
A parceria entre o Movimento e a escola, inclusive, foi uma iniciativa do professor, que atua como analista ambiental e funcionário da rede de educação há 10 anos. Ele vem desenvolvendo projetos ligados às realidades do município, buscando tentativas para obter melhorias através do plano da Educação Ambiental, proposta central do Movimento Ecos.
 
“É importante salientar também o envolvimento que o Movimento Ecos possibilita, a comunicação e as relações entre jovens e professores com a Dom Helder Escola de Direito, apoiadora do Movimento, que abre espaço a esses jovens, ofertando propostas de iniciação a pesquisas, além de aprimoramento em aspectos pedagógicos curriculares e transversais”, completa Elmo.
 
Equipe
 
Neste ano, o desenvolvimento do projeto na Escola Maria Luiza será acompanhado pela professora Patrícia de Andrade Rocha, pela supervisora pedagógica Marina Corrêa e pela professora de artes Fernanda Mara Silva.
 
A professora Andrea Nunes, responsável pela turma do 5º ano, relata que desde que o Movimento se ingressou na escola, possibilitou a amplitude do conhecimento no aspecto ambiental para todos os alunos, além de aumentar a autoestima desses jovens.
 
“A professora sempre acompanhou e participou das atividades do Movimento, incluindo atividades e metodologias de conteúdos e práticas transversas, que colaboram muito no desenvolvimento e formação plena dos alunos. Esses alunos de 5º anos também se envolvem e auxiliam a equipe do Ecos na escola, desenvolvendo trabalhos e campanhas”, relata o professor Elmo.
 
Para a professora Sandra Rezende, que conduziu o projeto em 2016, o Ecos proporcionou atitudes positivas na instituição, como o recolhimento de materiais que antes eram considerados lixo, e passaram a ter o significado de objetos reciclados, envolvendo neste trabalho a criação de uma nova mentalidade para toda a comunidade escola.
 
“Importante a ressaltar que, embora a instituição seja de Ensino Fundamental I e II, os alunos cursam o ensino médio em outras escolas que também participam do Movimento Ecos, como a Escola Estadual Antônio Miguel de Cerqueira, possibilitando dessa maneira a participação no Sistema de Bolsas de Estudos nos processos específicos dos vestibulares da Dom Helder”, explica Elmo.
 
Visitas
 
As visitas à Escola Maria Luiza foram realizadas pelo professor Elmo Júlio e pelo monitor Warlem Claret. “Observamos intensa motivação e interesse dos jovens e professores pelo Movimento Ecos, que já faz parte intensamente do cotidiano e do calendário da escola”, conta Elmo.
 
De acordo com o professor, a educação quando extensiva e continuada, com processos que possam integralizar em uma formação plena, será sempre capaz de construir um mundo melhor para esses jovens, tornando-os capazes de adquirir aprendizado, ações e estratégias para buscar melhorias sócio ambientais e econômicas, entre outras.

Movimento Ecos realiza oficina na Escola Caio Líbano Soares

Na última terça-feira (21), o Movimento Ecos realizou visita à Escola Municipal Caio Líbano Soares, localizada no bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte. Apoiado pela Dom Helder Escola de Direito, o Movimento mais uma vez levou a bandeira em prol de melhorias socioambientais às instituições parcerias, neste caso, a Escola Caio Líbano, participante do Ecos desde 2013.

Oficina

O Movimento foi representado pelo professor Elmo Júlio de Miranda e pela estudante de Direito Helen Viggiano, que compõe a monitoria responsável pela Caio Líbano. “Fomos recebidos pelo professor Vilmar, que gentilmente organizou o encontro, juntamente com 30 alunos do ensino médio, compondo uma sala de debates sobre meio ambiente, cidadania e o papel da Educação Ambiental”, conta o professor Elmo. 

Segundo ele, o grupo também discutiu iniciativas para transformar atitudes e ações em prol de um ambiente equilibrado, minimizando os impactos sobre os recursos naturais e promovendo a qualidade de vida em vários aspectos. 

“Os estudantes fizeram várias abordagens e passaram a descrever realidades de seu cotidiano na escola e em suas diferentes comunidades, como os bairros Serra, São Lucas, Santa Efigênia, Santo Antônio, Santa Lúcia e outros, formando um espaço recriado por diversidades”, aponta Elmo. 

Em seguida, o professor apresentou as propostas do Movimento Ecos para 2017, de forma oferecer às equipes plenas condições de desenvolver os seus projetos. Prestou também esclarecimentos sobre os processos seletivos da Dom Helder Escola de Direito, apoiadora do Movimento, que fornece bolsas de estudos aos alunos que fazem parte das equipes parceiras.

Inserção

A Escola Caio Líbano Soares possui tradicionalmente um trabalho de inserção social, com acompanhamento de projetos sociais demandados pela Secretaria Municipal de Educação. A iniciativa conta com total apoio de seus professores. 

“Com a oficina, percebemos que a Escola possui todos os fatores para promover um bom trabalho nesta parceria, somando as iniciativas do professor Vilmar ao nível de interesse dos estudantes”, completa Elmo.  

Escola Estadual Pedro II confirma participação em 2017

A tradicional Escola Estadual Pedro II, localizada na região hospitalar de Belo Horizonte, aderiu ao Movimento Ecos mais uma vez. Nos dias 13 e 14 deste mês, o professor Elmo Júlio Miranda reuniu-se com a estudante Júlia Reis, da Dom Helder Escola de Direito. Ela é ex-aluna do Pedro II e monitora do projeto. Após as reuniões, Elmo e Júlia realizaram visita à Escola. Foram recebidos pela professora de biologia, Cristiane, atual diretora do Pedro II. 

“Novamente tivemos uma recepção carinhos e bem disposta para com os representantes do Ecos. As propostas de projeto no Pedro II giram em torno de problemas relacionados ao interior da escola, embora a equipe tenha apontado várias necessidades de melhoria no entorno”, explica Elmo. 

Devido ao conhecimento do espaço escolar, a monitora Júlia e a direção procuram incentivar os alunos com propostas que possam contribuir para melhorias ambientais, de forma de estimular toda a escola a ter maior compromisso em suas ações e comportamentos.

Instituto de Educação recebe equipe ECOS

Na segunda-feira (13), integrantes do Ecos visitaram o Instituto de Educação de Minas Gerais, localizado no bairro Funcionários, com o objetivo de apresentar as propostas do movimento para 2017. Eles foram recebidos pela professora Marília, orientadora do projeto no Instituto pela segunda vez. Em seguida, ministraram palestra para os alunos e professores, que lotaram o auditório. 

“Foi um encontro muito promissor, devido ao grande interesse dos alunos, sobretudo os que estão cursando o 3º ano do ensino médio. Os jovens passaram a entender melhor a estrutura e o edital do Movimento Ecos 2017, além de conhecer mais sobre os processos de vestibular para a Dom Helder Câmara e a EMGE, apoiadoras do movimento”, conta o professor Elmo Júlio de Miranda, que coordenou a equipe do Ecos na ocasião. 

O professor Elmo falou também sobre o papel dos jovens e da educação no processo de transformação de posturas e novas atitudes que podem contribuir para melhorias ambientais. “Discuti alguns problemas que estamos passando atualmente, envolvendo questões como as doenças por vetores que incluem os processos de desmatamento, má utilização da água, desperdício, má alimentação e problemas que se originam devido à falta do conhecimento”, afirma Elmo.

De acordo com o professor, a estratégia do Ecos é levar um pouco mais de conhecimento a esses estudantes e oferecendo assessoria através de suas equipes nas escolas, com iniciativas de projetos por segmentos e orientados, de maneira a contribuir com a comunidade escolar e com a cidadania, repensando os problemas ambientais na esfera global.

“O que se percebe nesses encontros e oficinas do Movimento Ecos é a maturidade adquirida a cada ano, alunos e professores interagem e se preocupam cada vez mais com o meio ambiente”, completa o professor Elmo Júlio.

Movimento Ecos retoma atividades e define cronograma

O Movimento Ecos deu início às atividades de 2017 com uma série de encontros e reuniões realizada durante o mês de fevereiro. O objetivo foi discutir propostas e apresentar as estratégias e metodologias que farão parte do Movimento ao longo de todo o ano.

Os encontros contaram com a participação dos professores Francisco Haas, Pró-reitor de Extensão da Dom Helder, Luiz Antônio Chaves, coordenador do Núcleo de Prática Jurídica (NPJ), José Cláudio Junqueira, que integra o corpo docente do Mestrado, e Elmo Júlio de Miranda, representante do Movimento junto às escolas da rede pública. Eles trabalharam também na avalição, planejamento e estruturação do projeto Socioambiental de 2017.

“Para este ano, o Movimento traz algumas inovações e mudanças, que estão ligadas diretamente a segmentos específicos em torno das questões socioambientais. Entre os temas escolhidos estão os impactos ambientais, água, energia, alimentação saudável, consumo e a sustentabilidade, de forma geral”, explica o professor Elmo.

As propostas foram repassadas às escolas parceiras por meio de ofício e visitas, realizadas professor Elmo Júlio juntamente com as estagiárias Júlia Reis, Larissa Ferreira e Warlem Claret, da Dom Helder. Mas de 30 instituições já confirmaram sua participação, entre elas:

  • Instituto de Educação de Minas Gerais
  • Colégio Tiradentes da PMMG
  • Escola Ordem e Progresso
  • Escola Estadual Flávio dos Santos
  • Escola Estadual Pedro II
  • Escola Estadual General Carneiro
  • Escola Estadual Sagrada Família
  • Escola Estadual Maestro Villa Lobos
  • Escola Estadual Henrique Diniz
  • Escola Estadual Professora Amélia de Castro
  • Escola Estadual Zilda Arns Newman
  • Escola Estadual Três Poderes
  • Escola Estadual Francisco de Menezes
  • Escola Estadual Ana de Carvalho
  • Escola Municipal Caio Líbano Soares
  • Escola Estadual Izabel da Silva Polck

Quatro escolas aderiram ao movimento pela primeira vez:

  • Escola Estadual Mendes Pimentel
  • Escola Estadual Maurício Murgel
  • Escola Estadual Dr. Paulo Diniz
  • FUNEC

Cronograma

As inscrições oficiais serão realizadas entre os dias 6 e 24 de março, juntamente com o cadastramento e registro das parcerias. Para as escolas aprovadas, as atividades terão início no dia 24 de março. Já no dia 25 acontece a primeira reunião, com a participação dos diretores e professores dessas escolas.

“Uma importante observação é perceber que o Movimento teceu uma grande intimidade e transformação, passando a fazer parte do espaço sociocultural das escolas parceiras. O Ecos contribui também para uma maior compreensão da Educação Ambiental e de sua capacidade transformadora, revendo valores e criando raízes. Essa percepção está na expectativa dos alunos, professores e diretores, quando retornamos às escolas em visitas”, afirma o professor Elmo Júlio.

ECOS: Equipes vencedoras participam de confraternização

As equipes vencedoras do Projeto Socioambiental 2016 participaram, na quarta-feira (14), de confraternização no Campus II da Dom Helder Escola de Direito. Os estudantes foram recepcionados pela coordenação do Movimento Ecos, juntamente com seus professores e diretores. A festa também contou com a presença de alunos do curso de Direito da Dom Helder, que são monitores nas escolas parceiras.

“O evento foi uma confraternização para os jovens e professores que, durante o ano, se destacaram com os projetos desenvolvidos. A recepção foi muito confortável, completa e animada”, afirmou o professor Francisco Haas, pró-reitor de extensão da Dom Helder, que coordenou o evento juntamente com o professor Luiz Chaves.

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Distribuição gratuita de sacolas plásticas é proibida oficialmente na Califórnia

Distribuição gratuita de sacolas plásticas é proibida oficialmente no estado da Califórnia, nos Estados Unidos

A nova lei estadual não proíbe a produção de sacolas plásticas, mas será cobrado dos clientes dez centavos por sacola utilizada


Imagem: Victor Andronache/European Parliament

Uma sacola de plástico demora, em média, mil anos para se decompor completamente. Todos os anos, os estadunidenses jogam fora 100 bilhões de sacolas de plástico, causando enormes danos no meio ambiente e colocando em risco a vida de várias espécies de animais – principalmente espécies marinhas, como baleias, peixes, tartarugas e focas.

O estado da Califórnia, nos Estados Unidos, criou um referendo, o California Plastic Bag Veto Referendum, para consultar sua população sobre a proibição do uso de sacolas plásticas. O referendo foi realizado no dia 8 de novembro e teve 51,97% de votos a favor da proibição.

A nova lei estadual não proíbe a produção de sacolas plásticas, mas será cobrado dos clientes dez centavos por sacola utilizada. O objetivo é incentivar o uso de sacolas de compras reutilizáveis. Uma iniciativa semelhante na Inglaterra diminuiu o uso de sacolas de plástico em 85%. Na cidade de São Paulo, medidas semelhantes foram tomadas.

“Esta é uma vitória ambiental importante que significará uma eliminação imediata de 25 milhões de sacolas de plástico que poluem a Califórnia todos os dias, ameaçando a vida selvagem”, comemora Mark Murray, co-presidente da California Against Waste.

 

As sacolas de plástico começaram a ser utilizadas nos supermercados na década de 1980. Mas, após diversos estudos mostrarem o perigo que elas representam para o meio ambiente e a vida animal, países do mundo inteiro vêm aprovando medidas para diminuir o seu uso. Em 2014, a União Europeia, por exemplo, aprovou uma diretriz para reduzir o uso de sacolas de plásticos em 80% até 2019, incentivando o uso de sacos biodegradáveis ou aplicando taxas sobre o consumo. Hong Kong, Quênia e África do Sul são alguns dos outros países que também proibiram o uso de sacolas de plástico.


Fonte: EcoD, via Razões para Acreditar

País combate exploração ilegal de madeira

 
 
Paulo de Araújo/MMA

Deusdará: sistema de rastreamento

Diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro apresenta, em Cancun, ações para rastrear origem legal e sustentável do produto no mercado.

 

ELIANA LUCENA
Enviada especial a Cancun

O diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Raimundo Deusdará, defendeu hoje (03/12), em Cancun, no México, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e outras iniciativas que estão sendo adotadas no Brasil contra o desmatamento, exploração e comércio ilegal de madeira, durante entrevista organizada pela União Internacional de Organizações de Pesquisa Florestal (IUFRO).

De acordo com o diretor, as ações do SBF estão alinhadas com a preocupação global com a exploração ilegal de madeira. Durante a entrevista, o secretário-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Erik Solheim, reconheceu o esforço que o Brasil tem feito para garantir avanços na área ambiental, mesmo passando nos últimos anos por crises na economia e na política.

Entre os instrumentos citados por Raimundo Deusdará para fiscalizar as concessões florestais, está o aplicativo de rastreabilidade da madeira, que é gratuito e permite ao consumidor verificar a origem legal e sustentável do produto oferecido no mercado. Ele também fez referência ao Sistema de Cadeia de Custódia das Concessões Florestais, com o objetivo de controle da produção e da saída dos produtos madeireiros em Florestas Públicas da União.

A IUFRO é uma rede mundial para a cooperação em pesquisa florestal que reúne 15 mil cientistas e 700 instituições de 110 países. Deusdará informou que o próximo Congresso Mundial da entidade será realizado em Curitiba, em 2019. As instituições brasileiras encarregadas de organizar o evento são o Serviço Florestal Brasileiro e a Embrapa.

 

Atendimento à imprensa em Cancun: Eliana Lucena, (61) 9 9323-0987

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): (61) 2028-1227

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

 

Quatro grandes cidades afirmam que vão proibir veículos a diesel até 2025

Os líderes de quatro grandes cidades da Europa e da América se comprometeram a proibir a circulação de carros e caminhões a diesel até meados da próxima década.

Os prefeitos de Paris, Cidade do México, Madri e Atenas dizem que estão implementando a proibição para melhorar a qualidade do ar, e vão incentivar o uso de veículos alternativos, bem como o ciclismo.

As afirmações foram feitas no México em uma reunião bienal de líderes municipais.

Problema de saúde

O uso de diesel nos transportes foi objeto de estudo crescente nos últimos anos, uma vez que as preocupações com o seu impacto na qualidade do ar aumentaram.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) disse que cerca de três milhões de mortes por ano estão ligadas à exposição à poluição do ar.

Os motores a diesel contribuem para o problema de duas maneiras principais – através da produção de partículas (PM) e óxidos de nitrogênio (NOx). A fuligem PM pode penetrar nos pulmões e contribuir para doenças cardiovasculares e morte. Já os óxidos de nitrogênio podem ajudar a formar ozônio no nível do solo e exacerbar dificuldades respiratórias, mesmo para pessoas sem histórico de problemas respiratórios.

À medida que a evidência cresce, os grupos ambientais tentam impor normas e regulamentos que melhorem a qualidade do ar. No Reino Unido, os ativistas recentemente tiveram sucesso em forçar o governo a agir mais rapidamente. Agora, os prefeitos de uma série de grandes cidades decidiram reprimir o uso de diesel.

Forçando a melhora

A proibição do diesel nessas capitais é extremamente significativa. Os fabricantes de veículos perceberão que é apenas uma questão de tempo até que outras cidades sigam esse exemplo.

A história da fabricação de veículos mostra que as empresas que não acompanham as melhorias ambientais falham em um mercado global. Os maiores formadores de design automotivo não são as companhias, mas sim as autoridades que fazem leis.

Já existe uma corrida para melhorar carros elétricos e híbridos. Isso agora se tornará uma demanda.

Os quatro prefeitos declararam que farão tudo o que estiver ao seu alcance para incentivar o uso de veículos elétricos e híbridos.

Ações

Paris já tomou uma série de medidas para reduzir o impacto de carros e caminhões a diesel. Os veículos registrados antes de 1997 já foram proibidos de entrar na cidade, com restrições que aumentam a cada ano até 2020.

Além disso, uma vez por mês, a avenida Champs-Élysées é fechada ao trânsito, enquanto recentemente uma seção de 3 km da margem direita do rio Sena, que já foi uma autoestrada de duas faixas, se tornou uma faixa para pedestres.

A Cidade do México também está investindo em mudanças de infraestrutura urbana.

“Não é segredo que na Cidade do México enfrentamos problemas com poluição do ar e tráfego”, disse o prefeito da cidade, Miguel Ángel Mancera. “Ao expandir opções de transporte alternativas, como o Bus Rapid Transport e os sistemas de metrô, ao mesmo tempo em que investimos em infraestrutura de ciclismo, estamos trabalhando para aliviar o congestionamento de nossas rodovias e de nossos pulmões”.

Contra o aquecimento global

Muitas das medidas propostas para reduzir a poluição do ar têm a vantagem de também conter as emissões que exacerbam o aquecimento global.

“A qualidade do ar que respiramos em nossas cidades está diretamente ligada à luta contra as mudanças climáticas”, disse a prefeita de Madri, Manuela Carmena. “À medida que reduzimos as emissões de gases de efeito estufa geradas em nossas cidades, nosso ar ficará mais limpo e nossos filhos, nossos avós e nossos vizinhos serão mais saudáveis”.

Muitos dos planos delineados pelos prefeitos reunidos no México já estão tendo um impacto positivo.

Em Barcelona, bicicletas publicamente disponíveis reduziram as emissões de CO2 em mais de 9.000 toneladas, o equivalente a mais de 33 milhões de quilômetros conduzidos por um veículo médio. [BBC]

Fonte: hype science

Debate sobre hidrelétricas na Amazônia

Debate sobre hidrelétricas na Amazônia mobiliza ONGs, MPF, legislativo e poder público no Congresso Nacional, no dia 6

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

 

ICV – A decisão política, econômica e socioambiental do governo brasileiro de investir na predominância da matriz energética hidráulica nos próximos anos, em especial, na Amazônia, se tornou um tema de discussão nacional pela complexidade dos projetos implementados e em curso quanto à relação de seu custo-benefício e impactos atuais e nas próximas décadas.

O tema chega ao Congresso Nacional, com a realização do Seminário Hidrelétricas na Amazônia: Conflitos Socioambientais e Caminhos Alternativos, no dia 6 de dezembro, das 9h às 18h, no Plenário 8 – Anexo 2, da Câmara dos Deputados, em Brasília. O evento é uma organização da Aliança dos Rios da Amazônia, do Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social, da Frente por uma Nova Política Energética e do GT Infraestrutura em parceria com a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados.

O debate será divido em três grandes eixos: Aspectos críticos do planejamento e licenciamento de hidrelétricas na Amazônia; Responsabilidade socioambiental de agentes financeiros e Hidrelétricas na Amazônia a caminhos alternativos para a política energética nacional. Para isso, foram convidados representantes de diferentes segmentos, desde os Ministérios de Meio Ambiente e de Minas e Energia ao Ministério Público Federal (MPF), Academia e terceiro setor.

Durante o evento, também participarão representantes de populações mais vulneráveis aos empreendimentos hidrelétricos: assentados, indígenas, ribeirinhos e atingidos por barragens.

Lançamentos e debates no dia 5: documentário e livro

 Para subsidiar este debate, neste ano estão sendo lançados diferentes documentários e obras. Também em Brasília, precedendo ao seminário, no dia 5 de dezembro, das 19h às 22h, haverá dois lançamentos, no Centro Universitário IESB (Auditório Benedito Coutinho, SGAN, Quadra 609, Módulo D, L2 Norte). São o documentário “Belo Monte: Depois da Inundação, com produção da International Rivers (IR), Amazon Watch e Todd Southgate, com narração de Marcos Palmeira (que estarão no evento); e a publicação “Impactos Econômicos da Construção da Hidrelétrica de São Luiz do Tapajós: uma Análise do Provimento de Serviços Ecossistêmicos”, da CSF.

 Neste ano, já foram lançados o documentário O Complexo (referente aos impactos na Bacia do rio Teles Pires, MT), com roteiro de João Andrade e Thiago Foresti e apoio do Instituto Centro de Vida (ICV) e IR, e o livro Ocekadi: Hidrelétricas, Conflitos Socioambientais e Resistência na Bacia do Tapajós, entre outras publicações.

Fonte: Pauta Socioambiental