Seminário “Movimento Ecos e Sustentabilidade Socioambiental”

No dia 25 agosto, de 8h às 12h, ocorrerá, na sede da Escola Superior Dom Helder Câmara, o Seminário “Movimento Ecos e Sustentabilidade Socioambiental”. Com o intuito de promover a educação ambiental, o Movimento ECOS conta com a cooperação técnica da Secretaria de Educação do Estado de Minas Gerais e tem mais de 100 escolas parceiras.

O seminário contará com a participação do palestrante George Rubadel, especialista em Relacionamento Interpessoal, PNL (Programação Neurolinguística) e Hipnose. Ele utiliza a mágica para mudar paradigmas e fazer com que equipes se sintam mais motivadas e as pessoas mais conectadas. Rubadel é um exemplo de superação: começou como office-boy aos 14 anos, foi faxineiro nos Estados Unidos, mas conseguiu se tornar diretor financeiro da multinacional Stema Group. Ele já somou mais de 4.000 mil apresentações, que já foram assistidas por quase 3 milhões de pessoas.

O Seminário é voltado sobretudo para diretores, professores orientadores, representantes e vices do ECOS e bolsistas.

As escolas devem confirmar a inscrição no Seminário através da ficha de inscrição que deve ser anexada no site EAD, até o dia 20 de agosto.

Para os alunos da Dom Helder e EMGE que não são bolsistas, mas querem participar, o Seminário valerá o equivalente a 4 horas de atividades complementares na área da Extensão.

Confira a programação:

8:00 – Recepção dos convidados com cafezinho

8:30 – Mesa abertura (5 minutos para cada)

  • Reitor da Dom Helder
  • Reitor da EMGE
  • Representante da Secretaria de Educação
  • Coordenador do ECOS

9:00 – Certificado da Pegada Ambiental

9:15 – Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG

9:30 – Agenda do ECOS e Encaminhamentos

  • Concurso Dança de Rua; Concurso Garoto e Garota ECOS; Caminhada Ecológica; Alteração de cadastro.

10:15 – Intervalo para lanche

10:30 – Palestra Motivacional: “Sustentabilidade socioambiental” com George Rubadel

11:30 – Reunião com o professor articulador

  • Cada professor com os bolsistas, diretores, professor orientador e alunos representantes fará os encaminhamentos das suas escolas.

A semente que se plantou, agora germina

Um novo olhar se desponta num horizonte de linhas esperançosas de transformação. O que antes era semente, hoje já se germina. Fazemos mesmo a diferença quando estamos juntos em um mesmo objetivo.

De modo transformador, o Movimento ECOS, ecoou. Trouxe nas escolas a ressonância de seu propósito, qual seja: a construção de um meio ambiente sustentável.

As escolas progrediram em seus projetos, desenvolveram ideias, envolveram pessoas, persistiram com criatividade e estabeleceram prioridades. Já se vê em cada escola participante o alvorecer de novos tempos.

No Movimento Ecos, tarefas são estabelecidas para que as escolas realizem atividades que são pontuadas pela organização do Movimento, de acordo com critérios pré-estabelecidos. Já caminhamos para a reta final. Visando à redução do consumo de água e energia, as escolas se mobilizaram. Tanto o corpo docente quanto o discente se empenharam no planejamento e na execução de medidas que cumprissem esses dois objetivos básicos.

Ana Góes, aluna do 3° ano e representante da Escola Estadual Presidente Dutra no movimento ECOS, disse que “estamos nos dedicando intensamente às novas propostas que o projeto Ecos trouxe, como por exemplo, estamos mais atentos a economia de energia e água. Desde prestar atenção às luzes acesas após o turno de aulas até a torneira mal fechada. Além disso, nos dedicarmos a horta é um momento de enorme paz e felicidade, além de enfatizarmos para nós mesmos e para toda a escola a importância da preservação do ambiente escolar e do planeta Terra. O Movimento Ecos é possível em qualquer lugar!”.

A etapa do projeto para esse momento é a coleta de dados preliminares como resultado do que já foi feito. A etapa final se aproxima, mas já é visível, pelos resultados parciais, que o projeto valeu a pena em cada escola. Já se colhe o que se plantou, já aplica o que aprendeu. Atualmente, todas as escolas encontram-se na fase de execução, próximas de entregar o relatório que descreverá e contará o que fizeram nos últimos meses.

O segundo semestre chegou e a vida educacional retomou seu ritmo normal. Ainda no dia 25 deste mês, acontecerá um evento com a finalidade de alinhar as diretrizes e desenvolver uma comissão para a grande Caminhada Ecológica a ser realizada em outubro. Mais ainda, no dia 31, ocorrerá a apresentação do concurso Dança de Rua, cujos passos já estão afinados por alguns grupos.

Por se tratar de um projeto que envolve milhares de pessoas, direta e indiretamente, não é difícil de se supor que os passos são difíceis. E é exatamente esse um dos pontos mais importantes para o êxito desse grande projeto de sustentabilidade. Nós, professores e professoras que acompanhamos as escolas, assim como nossas alunas e alunos bolsistas (da Dom Helder e da EMGE) escutamos algumas vezes que “não daria certo”. Quem falou isso? Quem se manifestou negativamente? O comum, o “normal” é escutarmos que não haverá os resultados esperados em qualquer empreitada na vida. Não faltam os pessimistas de plantão.

Para que as tarefas fossem executadas com sucesso, a capacidade de negociação das equipes foi e sempre será uma das mais importantes virtudes, para que projetos que visem ao bem comum sejam bem-sucedidos. Imagine a situação de uma escola brasileira do ensino médio, portanto, em um país não acostumado (infelizmente) com a questão da sustentabilidade, que decide, pelo convite inicial de uma faculdade parceira, dedicar-se a mudar a cultura interna de seus funcionários e alunos. Nessas escolas, a reação esperada da maioria da comunidade envolvida não tinha como ser outra que não a de oposição, afinal, é desconfortável mudar, ainda mais quando essa mudança não traz um resultado certo e facilmente mensurável. E tem mais: a certeza de que outros milhões de brasileiros continuarão com o mesmo agir viciado, descomprometido com a questão ambiental. Então, por que ser diferente?

Ao que tudo indica, pelo que vivenciamos nesses meses, as escolas que mais avançam são as que melhor conseguem superar os “nãos” internos. Eis uma questão bastante interessante, porque, muitas vezes, em ambientes de muita oposição em que mais “nãos” são superados, aumenta-se a criatividade e a produtividade. Não basta, por parte das equipes diretamente envolvidas, uma fantástica boa vontade de fazer diferente. Se não forem capazes de mobilizar a escola inteira, ou, pelo menos, boa parte dela, o projeto pode “emperrar”, e aquela energia inicial, capaz de importantes transformações, corre sério risco de morrer na praia.

Todas as vezes que me deparei com manifestações de resistência, em reuniões com docentes ou discentes, valorizei o argumento de oposição. Mas eu, assim como os outros professores da Dom Helder, tenho encontros esporádicos com as equipes. São os membros das equipes que souberam negociar e superar os “nãos” recebidos das “pessoas difíceis” (expressão utilizada pelo professor de Harvard, William L. Ury, um dos mais importantes especialistas em técnicas de negociação, no mundo todo). Ainda que inconscientemente, equipes bem-sucedidas souberam lidar com esses “nãos”.

Em poucos meses, conheceremos o resultado do Movimento Ecos. Uma Escola Estadual será declarada vencedora. Esse ganho, no entanto, de aprenderem a como lidar com os oponentes, respeitando-os, buscando superar as resistências e não desistindo em razão desse tipo de situação, será uma conquista definitiva na vida de todas essas pessoas, pois, afinal, não há ambiente social em que todos sejam iguais e estejam sempre de acordo com os mesmos propósitos, nem pessoas idênticas que não se oponham, umas às outras.

Finalizando, arrisco a dizer que, por trás da Escola vencedora, estarão alunas, alunos e docentes com alta capacidade de negociação. Vencerão em outros momentos. Uma pena saber que nem sempre teremos notícias de suas conquistas, mas é uma enorme satisfação ter a certeza de que elas acontecerão.

Sobre as atividades desenvolvidas na 4ª fase e a mobilização para o evento de Dança de Rua

O Movimento socioambiental Ecos retoma a dinâmica de suas atividades após o período de descanso da última quinzena do mês de julho e, juntamente com as equipes das escolas parceiras, seguem o cumprimento das tarefas propostas, bem como o estabelecimento das agendas e compromissos programados.

Nesse segundo semestre, o Ecos passa a receber os pré-resultados do desempenho de atividades realizadas nos projetos das escolas. Esses resultados parciais já são frutos do trabalho planejado e segmentado pelas equipes das escolas, que estão relacionados às categorias escolhidas por essas equipes, de acordo com a realidade de cada escola. Dessa forma, já se observa que várias equipes vêm concluindo com seriedade e compromisso o que foi proposto, de maneira conjuntural e recebendo o apoio dos estudantes, monitores e professores da Faculdade de Direito Dom Helder Câmara e EMGE (Escola de Engenharia de Minas Gerais), ambas apoiadoras do Movimento.

As escolas iniciam a fase final de conclusão de seus projetos, efetivando a entrega de relatório com resultados parciais, apresentando resultados como o reaproveitamento e destino de papel coletado na escola, a transformação de resíduos em objetos, diminuição do consumo de energia e de água, melhora nos padrões da merenda escolar, através do cultivo de verduras orgânicas e todo um melhoramento no espaço escolar. O Movimento demonstra para esses jovens e professores que é possível obter um espaço de convivência mais saudável e sustentável, através da mudança e transformação de novas posturas.

Neste mês de agosto, o Movimento também orienta para o evento “Dança de rua”. Esta atividade estimulará o processo de resgate cultural e autoestima dos alunos. O concurso de dança de rua vem mobilizando várias escolas com entusiasmo e fortalecendo a ideia do coletivismo, da participação e da inclusão social, extremamente importantes para as comunidades escolares. Em visitas, observou-se que as escolas estão muito comprometidas com o evento, tais como a Escola Estadual Henrique Diniz, Escola Estadual Manoel Martins, Escola Municipal Professora Luiza Maria de Souza, Escola Estadual Antônio Miguel, Escola Estadual João Alphonsus, Escola Estadual General Carneiro, dentre outras. As escolas já estão ensaiando seus números de danças e o esperado é que mais de 50 escolas disputem as classificatórias. As escolas pré-classificadas farão uma apresentação no dia 31 de agosto, pela manhã, no Espaço Cultural José Aparecido, na Assembléia Legislativa de Minas Gerais.

Movimento ECOS já está na 4ª tarefa

O mês de agosto será de muito trabalho para as escolas participantes do Movimento Ecos. As escolas terão até o dia 26 para postar os resultados parciais da implantação do projeto.

As equipes trabalharam durante os meses de junho e julho na 3ª fase, ou seja, para a implantação do projeto. Durante todo o mês de agosto, irão se empenhar na fase seguinte, a fim de demonstrar os resultados parciais das iniciativas de redução do consumo de água, de energia, de papel, de resíduos sólidos, além da promoção da alimentação saudável e da conservação do ambiente escolar.

Algumas equipes já começaram a postar o relatório parcial com fotos, registrando as ações da implantação do projeto, que incluem palestras, passeatas, apresentações e reuniões.

A Escola Estadual Padre João Bosco Penido Burnier, por exemplo, começou apresentando o projeto Ecos para toda escola, por meio de palestras. Em seguida, coletaram latinhas para que a venda delas garanta fundos para a compra de torneiras mais econômicas. A escola também apostou no reaproveitamento de folhas A4 e na confecção de placas para sinalizar a importância da economia de energia e lembrar a todos de apagarem a luz após a saída.

A Escola Estadual Professora Maria Elizabeth Viana apostou na construção de uma horta, que será irrigada por um sistema de coleta de água da chuva. A conscientização dos alunos e da comunidade também é parte viva do projeto, que, através de palestras, inclusive durante a Festa da Família, está recebendo muito apoio.

A Escola Estadual Cel. Adelino Castelo Branco escolheu pela coleta seletiva, sobretudo de garrafas pet e papel, bem como na criação de uma horta. Assim como as demais escolas, investiu tempo para preparar palestras e reuniões para conscientizar os alunos sobre a preservação do ambiente escolar e do meio ambiente como um todo.

A Escola Estadual Diogo de Vasconcelos anunciou em sua festa junina que está participando do Movimento ECOS e recebeu o apoio de toda comunidade. A escola fez uma reunião pedagógica para que os professores e demais funcionários se sintam envolvidos no projeto, bem como os alunos. A área destinada a horta da escola já foi limpa e tão logo as mudas serão plantadas.

Movimento ECOS: persistência e objetividade na concretização do projeto sem perder de vista a realidade econômica e socioambiental

O Movimento ECOS, projeto socioambiental iniciado nas escolas estaduais da região metropolitana de Belo Horizonte, deu novo passo a caminho da concretude do projeto. Concluídas as primeiras tarefas, diagnóstico das escolas e elaboração do pré-projeto, todas as instituições participantes tiveram a oportunidade de finalizar e apresentar o os resultados parciais do projeto ECOS da sua escola.

Foi momento relevante que contou com a ajuda de todas equipes, cada uma preocupada não só com a redução do consumo de água e energia, mas também com outras ações que viabilizem um ambiente escolar consciente e participativo no tocante à questão ambiental. Na elaboração do projeto foi possível debater o problema levantado por cada equipe, os objetivos do projeto, assim como encontrar a metodologia adequada para alcançar a finalidade proposta.

Nas palestras ministradas em cada escola percebeu-se o envolvimento dos alunos e professor orientador, todos buscando de forma criativa, mesmo com todas as dificuldades encontradas, solucionar ou minimizar os efeitos negativos que afetam o ambiente escolar e oferecer para comunidade acadêmica gotas de esperança por um mundo melhor.

Juntos podemos!

Prof.ª Coordenadora das escolas parceiras do Movimento ECOS nas regiões oeste e noroeste: Lívia Maria Cruz G. de Souza

Como mencionado, todo mês será apresentado um testemunho ou entrevista de algum membro de cada escola coordenada pela Prof. Lívia Maria Cruz Gonçalves de Souza e pela Monitora Coordenadora, graduanda do curso de Direito, Larissa Martins Alves dos Santos.

Os destaques do mês vão para as seguintes escolas:

Escola Estadual Professor Morais
Prof.ª Orientadora: Maria Das Dores de Amorim Soares
Prof.ª Coordenadora do ECOS: Lívia Maria Cruz Gonçalves de Souza
Alunas Bolsistas Dom Helder: Camila Barbosa de Rezende Paiva e Jacqueline dos Santos Sena Alves

Entrevista com a Professora Orientadora:

1) Como é a Escola Professor Morais, onde está localizada e quais são os pontos positivos e os que ainda precisam ser trabalhos na instituição?

A E.E. Professor Morais está localizada na região Noroeste de Belo Horizonte, no bairro Padre Eustáquio. Os alunos, na sua maioria, são de classe média baixa, oriundos de diversos bairros de BH e Região Metropolitana.
A E. E. Professor Moais é uma escola que atende somente alunos de Ensino Médio. Hoje estão matriculados na escola 1.311 alunos, funcionando nos turnos manhã, tarde e noite. O corpo docente é formado por 64 professores do Ensino Médio.
O ponto forte de nossa escola é o comprometimento de professores e alunos com a qualidade do ensino, apresentando resultados positivos nas avalições externas como o ENEM, com grande número de alunos ingressando em diversas universidades e faculdades.
O ponto fraco da escola é a falta de espaço físico, principalmente para a prática de educação física. Atualmente, temos uma quadra de esportes em construção que foi interditada judicialmente, sem previsão de término.

2) O que motivou a escola a fazer parte do Movimento ECOS?

O que motivou a escola a participar desse movimento foi a necessidade de mudanças para a preservação dos recursos naturais.
Os objetivos do Projeto ECOS, como redução do consumo de água, energia e resíduos sólidos vieram de encontro aos nossos objetivos, que também são a conservação e recuperação desses recursos.
Outro ponto que nos motivou foi a possibilidade que os alunos terão de ingressar em uma faculdade de renome como a Dom Helder Câmara.

3) Quais os objetivos a serem alcançados pela equipe do Projeto ECOS?

Nós, participantes do Projeto ECOS, esperamos cumprir as metas de redução de energia, água e resíduos sólidos em nossa escola e que esse objetivo seja estendido para as famílias dos participantes e comunidade escolar.

4) Quais são os próximos desafios do Projeto?

O desafio maior será a implantação do Projeto, principalmente porque a escola está passando por um momento difícil com paralisações e greves constantes. Arrecadar recursos para implantação das ações propostas também será desafiador. Outro obstáculo pode ser a mudança de hábitos em si, como a formação de uma consciência ecológica na comunidade escolar, para alcançarmos a sustentabilidade de nosso planeta.

Escola Estadual Nossa Senhora Aparecida
Prof.ª Orientadora: Aimée do Amaral Figueiredo
Prof.ª Coordenadora do ECOS: Lívia Maria Cruz Gonçalves de Souza
Alunos Bolsistas Dom Helder: Kaique Alves Gonçalves e Nathalia Laís Nunes de Castro

Relatório apresentado pela Professora Orientadora:

A Escola Estadual Nossa Senhora Aparecida está situada no bairro Jardim América, Belo Horizonte, com corpo docente de 32 professores e corpo discente de 495 alunos. Está inserida entre duas comunidades de carência econômica e de grande vulnerabilidade social. Tanto o Morro das Pedras como a Vila Ventosa são favelas onde a comunidade está exposta a violência e tráfico de drogas. Os alunos da escola em sua maioria são provenientes dessas comunidades.

De modo geral, a equipe docente tem boa formação nas áreas de atuação, são profissionais graduados e pós-graduados, preocupados com a aprendizagem dos seus alunos. Porém, existe uma rotatividade muito grande na equipe de funcionários, isso atrapalha a coesão de equipes de trabalho e consequentemente reflete no desenvolvimento dos projetos interdisciplinares.

A escola está sempre aberta a firmar parcerias no que se refere ao processo de ensino. O Movimento Ecos é uma dessas oportunidades, tendo em vista que a Faculdade Dom Helder é uma instituição idônea e propõe um tema atual e necessário ao processo formativo do cidadão.

O projeto político pedagógico da escola contempla a educação ambiental como parte da formação do indivíduo, pois visa a sensibilização da coletividade sobre as questões ambientais e à sua organização e participação na defesa da qualidade do meio ambiente. Com a equipe Ecos pretende-se promover o racionamento do consumo de água e energia e ainda desenvolver a coleta seletiva do lixo na escola.

Um dos desafios para alcançarmos nossos objetivos é conseguir firmar outras parcerias para gerar recursos que viabilizem nossas propostas, como a compra de lâmpadas de LED para melhorar a eficiência energética da escola. Nosso maior desafio agora será ajustar nossa agenda que se encontra atrasada, em virtude das paralisações e greves que ocorreram no decorrer do ano.

Testemunho da Professora orientadora, Elisângela Rodrigues, da Escola Estadual Flávio dos Santos, ganhadora do 1º lugar do Movimento Ecos/2017:

“O ECOS tende a viabilizar, nas escolas da rede pública, o protagonismo juvenil, no que lhe é mais urgente, mudar o mundo! Buscando um desenvolvimento de consciência e atitudes socioambientais corretas, objetivando a preservação da natureza e dos recursos naturais como um todo”.

Escolas coordenadas pela Monitora Larissa Martins Alves dos Santos:

  • Escola Estadual Flávio dos Santos;
  • Escola Estadual Walt Disney;
  • Escola Estadual Ordem e Progresso;
  • Escola Estadual Maestro Villa Lobos;
  • Escola Estadual Maurício Murgel;
  • Escola Estadual Olegário Maciel;
  • Colégio Tiradentes da PMMG – Unidade Prado;
  • Colégio Tiradentes da PMMG – Unidade Gameleira;
  • Colégio Tiradentes da PMMG – Unidade Minas Caixa.

Escolas coordenadas pela Professora Lívia Maria C. G. Souza:

  • Escola Estadual Bernardo Monteiro;
  • Escola Estadual Cândida Cabral;
  • Escola Estadual Cândido Portinari;
  • Escola Estadual Cristiano Machado;
  • Escola Estadual Dom Cabral;
  • Escola Estadual Geraldo Jardim Linhares;
  • Escola Estadual Manuel Casasanta;
  • Escola Estadual Nossa Senhora Aparecida;
  • Escola Estadual Padre João De Mattos Almeida;
  • Escola Estadual Professor Morais.

Soluções para fazer a diferença

Neste mês de julho, as equipes do Movimento Ecos começaram a colocar em prática o projeto socioambiental nas suas escolas. Todos os projetos trabalham com a conscientização e promoção de atitudes que desenvolvam redução de consumo de água e energia elétrica como principal ação, mas há outras que também podem ser objeto de trabalho, como conservação sustentável do espaço da escola.

“Um plano para salvar o planeta”, assim era o título da palestra com crianças do fundamental sobre conscientização ambiental promovida pela equipe da escola Anita Brina Brandão. “Poupe enquanto há tempo”, esse foi o tema da palestra da equipe da escola Coronel Juca Pinto, sobre a importância de preservar a água. Já a equipe da escola Maria Carolina Campos vem desenvolvendo um jardim vertical, transformando o ambiente da escola. Por sua vez a equipe da escola Afrânio de Melo Franco vem trabalhando na elaboração de uma horta sustentável.

Na Escola Madre Carmelita, a equipe já arrecadou 74 garrafas pets de lacres de latinhas, com intuito de adquirir verba para implantação de seu projeto. Já na escola Professor Affonso Neves, a equipe foi até as ruas movimentadas perto da escola para conscientizar as pessoas sobre o perigo do uso de cerol em pipas. A equipe da escola Geraldina Ana Gomes deu ênfase a importância da reciclagem e preservação da água.

Acompanhe todas essas ações nas fotos abaixo.

Movimento Ecos promove mais que educação ambiental

O Movimento Ecos vivencia a diversidade cultural, social e econômica nas escolas públicas por onde efetiva seus projetos de educação ambiental. Escolas com dificuldades, mas aguerridas em proporcionar a seus alunos a conscientização ambiental na promoção e preservação do meio.

A política de educação ambiental foi uma grande conquista para o povo brasileiro, que vive dos recursos minerais e das riquezas naturais tão explorados em nome do consumo e do desenvolvimento.

As diretrizes do Projeto Ecos são desenvolvidas e movimentam as instituições, despertando o interesse dos alunos, o que contribui para consolidar as parcerias e o despertar da consciência ambiental na comunidade. As escolas estão empenhadas em reduzir o consumo de água e energia, promovendo atividades com esta finalidade.

A educação ambiental nas escolas é fundamental para conscientizar os jovens de que os recursos naturais são finitos e que a conservação é o caminho a ser seguido. Precisamos desacelerar a extração e utilização (consumo) para manter a biodiversidade e conservar a vida de humanos e não humanos.

Percebemos esse comprometimento na Escola Estadual Lar dos Meninos, que atende em tempo integral aproximadamente 450 alunos carentes da comunidade, proporcionando alimentação, esporte, cursos profissionalizantes e moradia. Trabalho árduo desenvolvido por pessoas preocupadas com o futuro dos jovens e do país. A frente dessa instituição está o Professor Aristeu Veloso Brandão, profissional dinâmico e comprometido, que aliado a Professora Guilhermina de Oliveira Souza prontamente aceitaram o desafio, dedicando seus esforços para a construção do projeto ambiental.

A Escola Estadual Engenheiro Francisco Bicalho conta com o Professor José Américo Barbosa Marques na direção, que trabalha em prol de uma escola aberta à comunidade e livre da violência, sempre engajado nas causas sociais e no desenvolvimento de um excelente trabalho junto aos educadores e educandos. A frente do Projeto Eecos, temos o Professor Emanuel Vitor Junior, líder nato, pessoa vibrante e alegre que desenvolve um trabalho de grande relevância, sempre preocupado em integrar os demais colegas para construção de um trabalho efetivo e interdisciplinar.

A Escola Estadual Alberto Delpino conta com a direção da Professora Sônia de Jesus Pereira Santos, profissional de brilhantismo ímpar, competente e engajada, que abraçou o projeto Ecos, hoje efetivado e supervisionado pela Professora Ediane Pereira de Lima, que em sua alegria e jovialidade, contagia os alunos e desenvolve as ações com dedicação e empenho.

Na Escola Estadual Doutor Aurino Morais temos a Diretora Denise de Freitas e Silva Avelino, profissional dinâmica e capaz, que está sempre disponível. Ela faz um trabalho singular com o apoio da Professora Selma Carvalho Cardoso e do Professor Heitor que tem o dom de motivar e envolver os alunos, sempre dispostos a proporcionar uma educação de qualidade e rica em experiências que contribuam com o aprendizado profícuo.

As escolas estão comprometidas em proporcionar uma educação de qualidade, mas também em formar cidadãos conscientes de que o planeta Terra é nossa casa e precisamos cuidar dela.

A criatividade que reinventa a vida

O projeto Movimento ECOS, realizado pela Escola Superior Dom Helder Câmara e pela EMGE, em parceria com a Secretaria Estadual de Educação, é um tremendo desafio para todas as pessoas que com ele se envolvem. Afinal, trata-se de uma questão que, até muito pouco tempo atrás, sequer era debatida pela sociedade. Excetuando-se os chamados “ambientalistas”, quem se preocupava com a finitude da água, com os resíduos sólidos, com a poluição causada pelo excesso de veículos em todas as cidades, dentre outros dramas ambientais?

O problema era para o futuro, ou era preocupação de “países de primeiro mundo”. Como já é bem sabido, esse futuro chegou e todos os países são e serão afetados pelas agressões ao meio ambiente, principalmente os mais pobres.

Alunas e alunos das escolas participantes do projeto estão enfrentando o desafio com uma criatividade espetacular. O Movimento Ecos tem seus objetivos definidos, tantas soluções para situações problemáticas locais que demandam atenção específicas, cuja solução ajudam no global, faz com que essa juventude exercite habilidades que lhes serão úteis para sempre.

Os problemas nos impulsionam à criação de saídas, essa arte de transcendermos as adversidades. Como já disse o poeta inglês Willian Blake: “O gozo fecunda, a dor faz parir”. Do lixo nasce muita coisa boa e útil. Aí está o ponto! E, de repente, meninas e meninos estão ajudando a mudar o mundo, sem que percebam de imediato, e saibam, também, que estão se modificando.

Hortas estão sendo revitalizadas; feiras de jardinagem organizadas; preparação de alimentação mais saudável nas escolas; nova destinação aos resíduos sólidos; mudança de hábito no uso da energia elétrica; conscientização para diminuir o consumo de água; aproveitamento da água das chuvas; reciclagem de vários materiais (não é difícil imaginar o consumo de papel em uma escola); reuniões comunitárias que debatem os objetivos constantemente; criação de aplicativos para smartphones (a tecnologia a favor do meio ambiente), que auxilia na racionalização e no uso consciente da água e da energia; conscientização pelas redes sociais e pela retomada de jornais e rádios próprios das escola. Esses são alguns exemplos da criatividade que está sendo observada na ação extraordinária dessa juventude que faz a esperança ir às alturas.

Ainda estamos em julho, mas já somos gratos pela reinvenção da vida que vocês estão nos mostrando. Que venham os próximos meses com mais inventividade para cuidarmos do planeta Terra – e de todos nós.

Resultado das bolsas de estudo

Ontem, na segunda-feira, foi o dia dos alunos classificados para as bolsas para o 2º semestre de 2018. Eles compareceram a cobertura do prédio da Escola Dom Helder Câmara no horário das 11:20 e 17:20, onde foi definido a contrapartida e seleção das escolas, assinatura do termo aditivo ao contrato e receberam as orientações sobre o Movimento Ecos.

Para o 2º semestre de 2018, são 65 alunos bolsistas do Ecos que participaram do processo seletivo para o curso de Direito, 59 bolsistas do Ecos da EMGE e 67 bolsistas da graduação de Direito da bolsa pelo edital do programa de bolsas.

Todos os bolsistas deverão participar de 2 horas mensais de formação aqui na Dom Helder. Os dias de formação para o segundo semestre de 2018 já estão marcados:  06/08, 27/08, 17/09 e 08/10 sempre no horário das 11:20 ou 17:20.

Além dos dias de formação, os bolsistas deverão dispor de 8 horas por mês para as atividades do Projeto ECOS, inclusive reuniões nas escolas públicas, fora do horário de aulas na Dom Helder e EMGE.

Segundo Francisco Haas, Coordenador do Movimento Ecos, no ano passado o Movimento recebeu o Prêmio Hugo Werneck como o Melhor Exemplo de Educação Ambiental do Brasil pela inovação metodológica do Projeto em aliar Pesquisa, Formação e Prática nas Escolas parceiras. Essa metodologia tem uma capilaridade que neste ano desenvolve o projeto em 112 escolas com mais 50 mil alunos diretos e mais de 500 mil alunos indiretos.

Os bolsistas serão avaliados mensalmente em função de critérios de participação, desenvolvimento das atividades previstas e resultados das escolas acompanhadas. Esta avaliação poderá modificar, positiva ou negativamente, os percentuais das bolsas iniciais.

A bolsa de estudo destina-se apenas à cobertura dos encargos e serviços educacionais relativos ao período de concessão do benefício, ficando expressamente excetuados desse valor débitos anteriores custos referentes a disciplinas em que o aluno selecionado for reprovado e/ou custos integrais referentes a quaisquer atividades complementares, extraordinárias ou de caráter facultativo.

Pra não dizer que não falei das flores…

Parece frase de efeito ou de título de música, que pelos 50 anos de aniversário, padece no esquecimento.

Tema de lutas e combate a restrição de liberdades, que em um momento político brasileiro tão conturbado, tornou-se lema de movimentos sociais espalhados pelo território, no sentido de conduzir a um processo de redemocratização.

Jargão de luta por liberdades cassadas: “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”, tornou-se meio de chamamento e responsabilidade da união de pessoas por um mesmo objetivo.

O tema desse texto não é esse, muito embora, pelo contexto educacional também poderia se valer.

Aqui, o lugar de fala é outro. Uma fala de ato e potência humana.

“Todas as flores do mundo estão contidas nas sementes de hoje”. Esse velho provérbio chinês remete a conclusão de que há um determinismo do universo entre o que se é (semente) e que se pode ser (flores).

A construção de um mundo sustentável (com mais flores) depende da capacidade de ações que realizamos (sementes). A educação ambiental se destaca nesse contexto, como instrumento de conscientização da comunidade local, tomando ações para a construção de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores comunitários.

Plantam-se muito mais que sementes e se fazem muito mais do que hortas.

Solidificam as bases da comunidade, construindo coletivamente um plano ideal de mudança da realidade de consumo e de desperdício.

O Movimento ECOS, atento a essa exigência, direciona esforços para o desenvolvimento de modelos criativos e sustentáveis, incentivando a comunidade escolar a perceber que sua realidade pode ser melhorada, com instrumentos de ações educacionais e agregadoras.

Hoje, são 112 escolas de Belo Horizonte e Região Metropolitana que direcionam seus esforços a construção de uma nova realidade comunitária, mas que do ponto de vista sistêmico, agregam economias de recursos naturais e econômicos pela ação em eixos ambientais, tais como energia elétrica, água, resíduos sólidos, dentre outros.

Dividido em fases, cada qual com sua tarefa específica, os alunos desenvolvem atividades escolares internas e externas, a fim permitir a capacitação do grupo diretamente envolvido e conscientização de toda comunidade escolar.

Como um efeito borboleta, em que cada batida de sua asa uma leve brisa é produzida, o somatório de todas as batidas de asas e de todas as borboletas do mundo, teria efeito imensurável, o Movimento Ecos pretende assim o fazer.

Se cada ação fragmentada de melhoria do meio ambiente for vista como uma semente, primaveras belíssimas teremos em pouco tempo, pois sabemos que isoladamente fazemos pouco, mas JUNTOS, PODEMOS!