MOVIMENTO ECOS, EXPERIÊNCIA (RE) INOVADORA NA QUESTÃO SOCIOAMBIENTAL

O Movimento ECOS é um projeto socioambiental, que utiliza de atividades educativas realizada por alunos e professores de algumas Escolas Públicas e Privadas, com o objetivo de promover a consciência ambiental. Tem por objetivo discutir transversalmente, de modo duradouro, a implementação de novos valores e condutas, tanto individuais como coletivas, que de alguma maneira contribuam para uso responsável e sustentável dos recursos naturais, agindo solidariamente não só com as gerações atuais mas também com as que estão por vir.

No primeiro momento, foi feito contato com algumas escolas com a finalidade de efetivar o Acordo de Cooperação entre a Secretaria de Educação de Minas Gerais e o Movimento ECOS, ampliando o número de Escolas Estaduais participantes. Após o aceite da Direção das Escolas, as Equipes do Movimento ECOS iniciaram os trabalhos nas instituições. Cada professor Coordenador apresentou o Movimento, bem como as ações e objetivos, aos professores orientadores de cada Escola. Os coordenadores também auxiliaram na formação das equipes, na elaboração do Pré-projeto e, por fim, orientaram para a concretização do Projeto. Em tão pouco tempo é possível notar o engajamento das equipes das Escolas dispostas a discutir as questões ambientais e tentar fazer a diferença.

A cada mês será apresentada um testemunho ou entrevista de membros de cada escola coordenada pela Prof. Coordenadora Lívia Maria Cruz Gonçalves de Souza e pela Monitora Coordenadora, graduanda do curso de Direito, Larissa Martins Alves dos Santos.

O destaque deste mês vai para as escolas: E.E. Bernardo Monteiro, E.E. Padre João de Matos Almeida, Escola Estadual Walt Disney e Colégio Tiradentes da PMMG (Unidade Gameleira). Confira as entrevistas e depoimentos de professores e diretores de cada uma.

Entrevista com a Diretora da Escola Estadual Bernardo Monteiro

Diretora: Gioconda

Professor Orientador: Paulo Zordan

Prof. Coordenadora do ECOS: Lívia Maria Cruz Gonçalves de Souza

Bolsista: Vânia Cristina dos Santos

  1. Você pode nos contar um pouco sobre a E. E. Bernardo Monteiro?
    A E. E. Bernardo Monteiro oferece o Ensino Fundamental II e o Ensino Médio. Localizada em um bairro de classe média, a escola acolhe alunos de diversos bairros de BH. A estação do metrô do bairro Calafate é o elemento facilitador, contribuindo dessa forma para esse público tão diverso. Temos alguns problemas no entorno da escola. Nossos alunos não têm o sentimento de pertencimento com a comunidade do bairro, o que dificulta o estreitamento de laços e parcerias com a mesma. Muitas vezes, escutamos críticas da comunidade em relação aos nossos alunos. Já foram sugeridas algumas parcerias, mas não obtivemos êxito. A escola está localizada na Praça Dr. Carlos Marques, um local com um ambiente agradável e belo. Mas muitas vezes se torna alvo de depredação por parte de alguns alunos, que danificam aparelhos de ginástica colocados pela prefeitura. Alguns chegam a fazer uso de drogas e é também o local para alguns matarem aula. Fomos procurados por uma moradora recentemente para participarmos do projeto de revitalização da praça. Falei inclusive do Movimento ECOS, ela demonstrou bastante interesse e quer participar apoiando a escola.
  2. O que a escola espera com o movimento ECOS?
    Esperamos que agregue ações positivas na vida dos nossos adolescentes, como adquirir uma postura mais ética em relação ao meio ambiente.
  3. Quais os objetivos a escola espera alcançar com o projeto?
    Despertar no aluno o gosto pela pesquisa, pela participação coletiva em um projeto, entendendo que é um trabalho em grupo e que a participação de todos é de extrema importância. Que haja mudança de comportamento em casa e na escola, contribuindo para um ambiente mais saudável e preservando tudo o que nele existe.
  4. Qual o impacto do projeto na vida dos discentes, docentes, funcionários e sociedade?
    Por enquanto apenas muita curiosidade. Em virtude da greve, paralisação e pontos facultativos, o trabalho teve muitos recortes.

Entrevista com o Professor Orientador da Escola Estadual Padre João de Matos Almeida

Professor Orientador: Reginaldo Gomes Moraes

Diretor: Adimar Fonseca da Silva

Prof. Coordenadora do ECOS: Lívia Maria Cruz Gonçalves de Souza

Bolsista: Thais dos Santos Vieira

  1. Este é seu primeiro ano no Movimento ECOS, quais as suas perspectivas sobre tudo já feito até agora?
    Sim, este é o primeiro ano no Movimento ECOS.
    As perspectivas são as melhores possíveis, pois tenho formação na área ambiental e, de alguma forma, estarei trabalhando em prol dos projetos relacionado ao tema. Dentre outras perspectivas, esperamos que os alunos valorizem os espaços da escola e aprendam a valorizar e conhecer produtos alternativos que respeitem o meio ambiente.
  2. O que você considera mais significativo dentre as propostas feitas pela equipe?
    As ações propostas pela equipe contribuirão para que a escola se torne ainda mais um ambiente em que o aluno esteja comprometido com o espaço onde vivem boa parte de suas vidas. Suas contribuições dentro de cada ação prevista pelo projeto ECOS são significativas para seu amadurecimento e comprometimento com o meio ambiente. Eles também irão aprender a planejar e executar tarefas estabelecidas.
  3. O que você espera da sua equipe? E da equipe de bolsistas e professores ECOS?
    Esperamos que os alunos aprendam a trabalhar em equipe e foque nos objetivos. Almejamos que a equipe Escola Estadual Padre João de Mattos Almeida tenha muito empenho, comprometimento, responsabilidade e trabalho, para tornarmos a escola ainda melhor dentro das ações previstas. Da equipe bolsista e professores ECOS, todos da equipe E.E.P.J.M.A esperam o apoio necessário para o desenvolvimento deste projeto.
  4. Qual é o maior desafio enfrentado como professor orientador?
    O maior desafio enfrentado como professor orientador é conseguir colocar em prática todas as ideias/ações que surgiram no início do projeto.
  5. Qual o maior desafio enfrentado pela equipe até agora?
    Os maiores desafios enfrentados com a equipe até agora são as datas, pois dentro de um cronograma surgiram greves, paralisações, que interferiram diretamente no andamento do trabalho da equipe (E.E.P.J.M.A).

Testemunho da Escola Estadual Walt Disney

Vice Diretor: Marco Aurélio Oliveira

Professora: Soraia Batela

“A implantação do Projeto ECOS na E. E. Walt Disney proporciona a nossa comunidade escolar uma maior interação entre o meio ambiente, escola e comunidade, criando a consciência em nossos alunos e a responsabilidade em cuidar de seu ambiente, além de incentivar a prática da cidadania.”

Testemunho do Colégio Tiradentes da PMMG (Unidade Gameleira)

Professora: Kelly Assis

Diretor Pedagógico: Daniel Avelar

“O Movimento Ecos é uma iniciativa louvável que vem possibilitando à comunidade escolar do Colégio Tiradentes Unidade Gameleira a reflexão sobre ideias e sobre os hábitos que conduzem a sociedade rumo à destruição. Esse projeto nos trouxe a oportunidade de ressignificar e de nos reposicionar de forma crítica, responsável e criativa, pautados em valores alinhados com a sustentabilidade e com o direito de proteção à vida acima de todas as outras ambições. Além de favorecer a equidade e inclusão social, promovidas através da concessão de bolsas de estudos na faculdade Dom Helder Câmara, esse trabalho pode tornar real o sonho de muitos dos nossos alunos que vislumbraram ao longo da vida cursar uma faculdade de excelência.”

Escolas coordenadas pela Monitora Larissa Martins Alves dos Santos:

  • Escola Estadual Flávio dos Santos;
  • Escola Estadual Walt Disney;
  • Escola Estadual Ordem e Progresso;
  • Escola Estadual Maestro Villa Lobos;
  • Escola Estadual Maurício Murgel;
  • Escola Estadual Olegário Maciel;
  • Colégio Tiradentes da PMMG – Unidade Prado;
  • Colégio Tiradentes da PMMG – Unidade Gameleira;
  • Colégio Tiradentes da PMMG – Unidade Minas Caixa.

Escolas coordenadas pela Professora Lívia Maria C. G. Souza:

  • E.E. Bernardo Monteiro;
  • E.E. Cândida Cabral;
  • E.E. Cândido Portinari;
  • E.E. Cristiano Machado;
  • E.E. Dom Cabral;
  • E.E. Geraldo Jardim Linhares;
  • E.E. Manuel Casasanta;
  • E.E. Nossa Senhora Aparecida;
  • E.E. Padre João De Mattos Almeida;
  • E.E. Professor Morais;
  • E.E. Professora Maria Do Socorro Andrade.

Juntos, podemos!

Meu nome é Rogério Monteiro e sou novato no Movimento ECOS, realizado pela Escola Superior Dom Helder Câmara, em parceria com a Secretaria estadual de Educação do Estado de Minas Gerais. Meu ingresso se deu de última hora e, ao iniciar, não conhecia essa atividade da Faculdade em que leciono. Aos poucos, fui me familiarizando até chegar ao ponto em que me encontro hoje: sinto-me um parceiro das escolas que coordeno. Sou responsável por oito: E.E. Caio Nelson; E. E. Margarida de Mello Prado; E. E. Benvida de Carvalho; E.E. Silviano Brandão; E. E. Guimarães Rosa; E.E. Professor Alisson Pereira Guimarães; E.E. Ursulina De Andrade Melo; e E. E. Guia Lopes

Além de acompanhar as atividades técnicas de cada escola, como elaboração dos projetos para consecução dos objetivos propostos pela Faculdade Dom Helder, aos poucos, fui descobrindo o que sequer cogitava encontrar. Há uma parte evidente, relatada pelas comunidades escolares, que é o nosso descaso social para com a educação fundamental. Essa (ir)responsabilidade não é de um governo específico, pois todos nós não somos agentes que lutam para transformar a Educação no país. Reclamamos de impostos, corrupção, violência, desigualdade social, mas não somos capazes de uma grande mobilização pela Educação. Na rede estadual, prevalecem estudantes de baixa renda. São jovens que enfrentam obstáculos muito maiores para realizar seus sonhos do que aqueles que já nascem com facilidades de construírem uma história cultural caudalosa. Alguns jovens não chegam nem mesmo a sonhar, visto que suas realidades pessoais estão bastante apartadas de uma vida que não seja a repetição de contextos desfavoráveis ao desenvolvimento pleno da dignidade da pessoa humana. Mas apesar desse lado duro, cru e perverso (a perversidade é nossa – a indiferença), existe também muita esperança e alegria. Meninas e meninos, liderados por professoras e professores muito dedicados, querem transformar, desenvolver-se e construir caminhos que façam a vida valer a pena. Também são pessoas que abraçam a nossa Mãe Terra com um carinho extraordinário. Todas as escolas devem cumprir dois objetivos gerais: diminuir o consumo de energia e de água. Além desses, um terceiro é obrigatório. No entanto, nas reuniões que fizemos, precisei conter o ímpeto de quase todas/todos, pois a vontade de abarcar um número enorme de cuidados com o meio ambiente era pulsante. Reunir com essa garotada sempre me faz ver a potência criativa de todos eles. O elã e o engajamento se transformam em um espírito comunitário, que evidencia, rapidamente, como o bem comum (difícil de ser compreendido na Modernidade e na Pós-Modernidade) continua a fazer sentido em nossas vidas.

O entusiasmo explícito do corpo discente ganha força com o respaldo do corpo docente. Estou absolutamente impressionado com a qualidade dos profissionais com quem estou lidando. Qualidade que também atesto dos gestores, pois a sensibilidade dos diretores/diretoras nos ensina o sentido da palavra “educação”. Todos eles, professores e gestores, conseguem promover adaptações teóricas e práticas a seus contextos específicos. Isso tem me chamado a atenção, pois a alteridade brota em cada um, com sabedoria, senso prático e resiliência.

O projeto Movimento Ecos me colocou diante de realidades multifacetadas e muito, mas muito ricas de energia e vontade de viver. A ecologia integral, como tanto menciona Boff, em sua dimensão holística, nos permite compreender o mundo como um complexo de energia que interage a todo instante. Infelizmente, o ser humano, pela ganância e arrogância, usa essa força para destruir nossa Mãe Terra e obter benefícios individuais, exclusivamente. Mas todas as escolas, com a comunidade que movimenta cada uma delas, especialmente pelos olhares e vozes de gente sem muitas facilidades, tem me mostrado que jamais devemos desistir de uma caminhada coletiva. Nessas meninas e nesses meninos ecoa a voz da Criação de Deus em nosso planeta, que não separa ser humano e natureza. Somos o todo. O projeto de extensão da Dom Helder é também um movimento de boas energias, que, agregadas, nos permitem dizer: juntos, podemos!

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Movimento Ecos promove concurso de Dança de Rua

Apresentação será realizada no dia 29 de junho, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

O Movimento Ecos divulgou, nesta semana, o edital para o primeiro concurso de Dança de Rua voltado para as escolas participantes do Projeto Socioambiental 2018. A proposta é abrir espaço para que os alunos possam criar outras formas de consciência socioambiental, podendo abordar temáticas voltadas para o desenvolvimento do projeto de sua escola.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas de 9 a 21 de junho, através da postagem da tarefa no sistema Ecos. A escola participante pode inscrever, apenas, alunos matriculados na própria instituição, dos 9º ano EF, 1º aos 3º anos do EM, mediante comprovação, ou algum professor, sendo no mínimo 3 alunos e no máximo 15 alunos.

As inscrições devem conter o nome da Instituição de Ensino, o nome do diretor ou do professor responsável pelo acompanhamento do Ecos e os nomes dos membros da equipe de Dança de Rua, com número da matrícula e da identidade.

Apresentação

No dia 29 de junho, haverá uma apresentação geral para escolha das cinco melhores equipes participantes da Dança de Rua. Os alunos e professores inscritos deverão apresentar o documento informado no ato da inscrição.

As cinco equipes melhor classificadas poderão apresentar sua dança na festa de encerramento no dia 20 de outubro onde estarão concorrendo à premiação final. São de responsabilidade exclusiva de cada equipe as despesas com o deslocamento para comparecimento ao evento.

Cada equipe deverá indicar o estilo da dança de rua no ato da inscrição, podendo essa ter a mistura de até três estilos de acordo com a performance desejada. A apresentação musical da equipe terá que cumprir o tempo estipulado para a apresentação do número de dança da seguinte maneira:

TEMPO MINIMO: 01 minuto

TEMPO MÁXIMO: 04 minutos

TEMPO DE TOLERÂNCIA PARA ENTRADA E SAÍDA: 01 minuto (não incluído no tempo da dança acima mencionado)

As equipes de danças deverão postar até o dia 21 de junho, no campo das tarefas, um release esclarecendo a escolha e objetivos da modalidade escolhida.

Estilos

A Dança de Rua é uma atividade artística praticada frequentemente em eventos, maratonas e em concursos específicos. A dança de rua nasce entre as ruas e bairros nova-iorquinos e se divide em: Hip-Hop (Breaking, Locking, Popping) e street dance. Pode ser uma forma de luta contra pré-conceitos étnicos, sociais e religiosos.

Critérios

As equipes serão avaliadas de acordo com os seguintes critérios: organização, originalidade, desenvolvimento, harmonia, identificação de estilo, coreografia, vestuário e manifestação do público.

Escolas parceiras iniciam ações em prol do meio ambiente

Texto: Professor Elmo Júlio e estagiária Júlia Reis

A fase de cadastramento das equipes no Movimento Ecos, projeto socioambiental, concretiza-se com a participação de dezenas de escolas, superando o número de 102. Essas equipes já estão desenvolvendo atividades de levantamentos diagnósticos para o início do percurso metodológico de suas categorias a serem trabalhadas, em busca de objetivos e resultados. Para 2018, o sucesso da adesão das parcerias traduz os esforços da coordenação do Movimento, associado aos novos elementos e aspectos inovadores, inclusive do convênio firmado com a Secretaria de Estado de Educação (SEE), que reconheceu o Ecos como um projeto capaz de atender às demandas de assuntos e conteúdos transversais, tocante aos temas socioambientais e que atendem às propostas curriculares educacionais, exigidas nos Planos Educacionais de Bases.

Assim, em 2018, mais de 72 novas escolas se integram ao Ecos, juntamente às escolas tradicionais e pioneiras no Movimento, com o intuito de elevar os níveis curriculares para pleno desenvolvimento do currículo da educação pública do ensino regular da Rede Metropolitana de Belo Horizonte. O Movimento Ecos é apoiado pela Dom Helder Escola de Direito e pela Escola de Engenharia de Minas Gerais (EMGE). As equipes das escolas integrantes já demonstram a organização e o início de suas atividades para com o compromisso cidadão na luta em prol da melhoria e qualidade ambiental de seus espaços de convivência e exercendo papel junto à sociedade.

IEMG – INTITUTO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS:

A escola das mais tradicionais de Belo Horizonte, localizada na região central da capital mineira, mais uma vez, confirma sua participação no Movimento. A orientação é da professora Marília Pereira, assumindo o compromisso com sua equipe de alunos em desenvolver pesquisas e atividades temáticas para melhorias do próprio espaço, de modo a multiplicar a ideia de que a educação e a coletividade são capazes de conduzir e atingir resultados que possam contribuir para uma vida mais saudável do planeta. O educandário pretende desenvolver o projeto na escola preocupada com a sustentabilidade e o direcionamento de resíduos em geral.

ESCOLA ESTADUAL PEDRO II:

Localizada na área hospitalar, a nossa vizinha, também das mais antigas da capital, integra também no Movimento Ecos novamente, valorizando a ideia que possível melhorar as condições ambientais de seu espaço escolar e entorno. A equipe será orientada pelo professor Ronaldo Ferreira Rezende. A escola pretende, através de processos e metodologias educativas centralizadas em estudos, pesquisas e atividades temáticas no campo ambiental que apresentam preocupações com a realidade da escola.

A escola Pedro II é um educandário inovador, presente e que se preocupa com a plena formação de seus jovens estudantes, contribuindo para uma nova sociedade consciente e compromissada com a relação homem-natureza e demais aspectos que norteiam a questão ambiental. O projeto na escola irá englobar temas e segmentos da sustentabilidade, formas de consumo e alimentação e a equidade e utilização de matérias primas, tais como o consumo de papel e os recursos naturais.

COLÉGIO TIRADENTES DA PMMG – UNIDADE AVELINO CAMARGOS:

A unidade da Rede Tiradentes, localizada no bairro Água Branca, estreia a sua participação no Movimento Ecos 2018. A equipe está bem disposta e preocupada com as questões ambientais vigentes. O projeto na escola será orientado pelo professor de biologia Michell, que assumiu o compromisso com o Movimento Ecos.

O professor Michell já organizou a equipe e fez a seleção de temas ligados à adequação e aproveitamento dos espaços da escola. Uma de suas maiores preocupações que é a sustentabilidade. O professor orientador viu a necessidade de melhorar a utilização de áreas da escola que estão inutilizadas ou em mau uso.

Dessa maneira, a proposta da equipe é buscar conhecimentos, pesquisas e promover atividades como a reciclagem e a reprodução desses espaços para obter resultados positivos e que possam contribuir em conscientizar os jovens e docentes para um processo de transformação e de novas posturas entre os vários relacionamentos das sociedades com a natureza.

A equipe vem se organizando, procurando inovação e diz estar muito otimista com o Ecos na escola, que será uma ferramenta fundamental para dimensionar o ensino aprendizagem, despertando o sentimento da investigação e pesquisa, fortalecendo os conteúdos interdisciplinares e curriculares.

ESCOLA ESTADUAL JOÃO ALPHONSUS

A antiga escola Grupo Escolar João Alphonsus, também conhecida como escola do Caminho da Baleia, hoje escola de ensino médio da SEE, integra no Movimento Ecos com propostas inovadoras e de boas atitudes para buscar melhorias ambientais no seu interior e entorno. A orientação do projeto na escola será do professor Flávio, da disciplina de educação física.

Localizada no bairro Paraíso, a escola está em uma posição divisória entre os limites do bairro Santa Efigênia e bairro Saudade, bem próxima aos contrafortes das montanhas que se iniciam na área hospitalar da Baleia, denominada a região de Mata da Baleia. O interior e entorno da escola possuem um pequeno mosaico natural que necessita ser valorizado pela comunidade e a escola será o espaço para irradiar o processo de conscientização desse patrimônio. A equipe pretende revitalizar as áreas das escolas, com atividades e oficinas de reaproveitamento e reciclagem, além de expandir a sua área de cultivo orgânico de hortaliças para a merenda da escola.

Movimento Ecos lança a consolidação da parceria do Projeto Socioambiental 2018

Com o objetivo de promover, nas escolas públicas de Minas Gerais, um processo de conscientização que leve à redução do consumo de água, energia e papel, geração de resíduos, além de promover uma alimentação saudável, dentre outros, o Movimento Ecos lançou, na manhã deste sábado (14), no auditório da Dom Helder Escola de Direito, a consolidação da parceria do Projeto Socioambiental 2018. Uma das novidades do oitavo ano de atuação do Ecos é que agora o número de escolas parceiras, que fazem parte da rede pública de ensino da Região Metropolitana de Belo Horizonte, chega a 118. Isso foi possível devido à assinatura de um convênio com a Secretaria de Educação de Minas Gerais, ocorrida no fim do ano de 2017.

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Ecos começa 2018 com formato ampliado e novas escolas

 

Em seu oitavo ano de atuação, o Movimento Ecos traz novidades para fortalecer seu objetivo principal: promover a responsabilidade socioambiental nas escolas, e por consequência, conscientizar a população da capital mineira. A assinatura de convênio com a Secretaria de Educação de Minas Gerais, no final de 2017, possibilitou o ingresso de novas instituições. Dessa forma, o movimento conta agora com 110 escolas parceiras, todas integrantes da rede pública de ensino da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

“O Ecos trabalha conteúdos transversais exigidos no currículo do ensino público atual, conforme as exigências do Plano Nacional de Educação (PNE). São questões relacionadas ao meio biótico natural e também à realidade social dos grupos culturais, que interferem diretamente na saúde do planeta”, explica o professor Elmo Júlio, que integra a coordenação do movimento.

De acordo com o professor, esse debate traz uma nova mentalidade aos jovens e docentes, que leva à mudança de posturas e atitudes em prol do meio ambiente. “O intuito é que toda a orientação prestada pelo Movimento Ecos possa ser transformada em iniciativas reais e multiplicadoras a partir das escolas, promovendo uma conduta coletiva e responsável sobre a utilização dos recursos naturais”, completa Elmo.

Projeto Socioambiental

Uma das principais frentes de atuação do movimento é o Projeto Socioambiental, que está com inscrições abertas até o final deste mês. Neste ano, o número de categorias foi ampliado. Cada equipe deverá desenvolver no âmbito de sua Escola ações em três das áreas relacionadas, no mínimo.

São elas: redução do consumo de água, redução do consumo de energia, redução do consumo de papel, redução da geração de resíduos sólidos, reciclagem e reaproveitamento de resíduos sólidos, promoção da alimentação saudável, recuperação e conservação do ambiente escolar, inclusive áreas verdes, melhoria e conservação da infraestrutura escolar, melhoria do trânsito no entorno da escola e inserção de temas ambientais nos conteúdos curriculares.

“O Movimento Ecos é reconhecido no sistema de ensino regular de Belo Horizonte pela essência de suas propostas e pela responsabilidade socioambiental que promove, além de proporcionar aos jovens estudantes do ensino público a oportunidade de ingressar nos cursos da Dom Helder e da EMGE através do sistema de bolsas”, destaca Elmo.

O professor informa também que várias reuniões foram realizadas nos meses de fevereiro e março para a divulgação do edital e do regulamento do Projeto Socioambiental 2018. Confira abaixo:

EDITAL

REGULAMENTO

Extensão divulga resultado final das bolsas de estudo do Ecos

A Pró-reitoria de Extensão da Dom Helder Escola de Direito divulgou nesta sexta (2) o resultado final das bolsas de estudo para o Movimento Ecos.

Os graduandos selecionados devem comparecer na próxima quinta-feira (8), das 14h às 16h, na sala da cobertura da Dom Helder para assinar o termo da bolsa, definir as escolas onde os estudantes irão atuar e receber orientações diversas sobre o Movimento Ecos.

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Escolas promovem eventos sócio cultural, ambiental e educativo

O Movimento Ecos 2017 atinge sua fase final conforme o regulamento para o encerramento do exercício desse ano, restando apenas duas atividades oficiais. Com isso, as equipes das escolas integrantes estão realizando as atividades e concluindo resultados e objetivos em seus projetos.

Entre os dias 17 a 30 de setembro de 2017, o Colégio Tiradentes, o Instituto de Educação de Minas Gerais e a Escola Estadual Pedro II, efetivaram atividades ligadas à arte, com intuito de enviar os seus “recados ambientais”. As intenções foram trabalhar em palco, números artísticos, musicais e peças teatrais que pudessem atentar a sociedade sobre questões que vem prejudicando toda a biosfera.

O Instituto de Educação de Minas Gerais, coordenado pela professora Marília Pereira, apresentou em seu belo auditório de convenções uma peça que traz a trama de uma história sobre o comportamento da nova sociedade, seus abscessos, escolhas, confrontos e consumo, envolvendo-se com toda a problemática ambiental vigente. O público alvo foi adultos, jovens e crianças que tiveram o privilégio de assistir o espetáculo em vários horários de apresentação durantes as manhãs, tardes e noite.

O Colégio Tiradentes (unidade Argentino Madeira), juntamente com a Escola Pedro II organizaram o evento sócio-cultural e ambiental, coordenados pelo professor Robson de Andrades Pereira e a professora Cristiane atual diretora. Os alunos fizeram apresentações no Salão cultural da Ala Bandeirante de ABUCSUD, Igreja de Jesus Cristos dos Santos dos Últimos Dias. As apresentações contaram com cenário completo. As apresentações dos jovens dessas escolas comoveram toda a platéia presente, composta por jovens alunos das escolas, familiares e comunidades religiosas.

O professor Elmo Júlio de Miranda, um dos representantes do Movimento Ecos, os alunos da Dom Hélder Escola de Direito, apoiadora do Movimento, Júlia Reis, Larissa Martins e Marlon, estiveram presentes em todos os eventos.

“Essa arte recriada e levada por esses jovens nos eventos vem sendo de grande riqueza para que a nova geração perceba que são necessárias mudanças de atitudes, revisão no estabelecimento dos valores e mudanças de hábitos”, disse o professor Elmo.

“Estive presente e me comovi com todas essas apresentações, e percebo que o Movimento Ecos, cada vez mais hasteia a bandeira de que realmente junto nós podemos”, concluiu o professor com a equipe de monitores presentes em um dos eventos.

Movimento Ecos avalia preparativos para a IV Caminhada Ecológica

No último sábado (16), a coordenação do Movimento Ecos reuniu-se com monitores e representantes das escolas parceiras para avaliar os preparativos para a IV Caminhada Ecológica em prol do meio ambiente, que será realizada no dia 21 de outubro, em Belo Horizonte.

O trajeto dos manifestantes e a segurança do evento foram alguns dos pontos discutidos. De acordo com o professor Elmo Júlio Miranda, que integra a comissão organizadora, a caminhada será acompanhada pela Polícia Militar, Guarda Municipal, BHTrans, Corpo de Bombeiros e também pela Polícia Civil.

Trajeto 

A concentração terá início às 8h30, na Praça da Liberdade. Em seguida, os manifestantes seguem até a Praça da Assembleia, no bairro Santo Agostinho. “Durante a reunião, concretizamos os elementos necessários para o êxito do evento”, afirmou Elmo.

Alegorias

Os participantes da reunião também discutiram a fabricação de alegorias, abordando temas como a água, energia e reciclagem, e as apresentações artísticas que serão realizadas no dia do evento. Fanfarras e bandas de música já confirmaram presença. Será realizada também a eleição do Garoto e da Garota Ecos, representados por alunos das escolas devidamente estilizados, refletindo os temas de seus projetos.

Ecos assina novos contratos de bolsas e define ações do semestre

Com equipe montada, o Movimento ECOS realizou na tarde desta quinta-feira (10) reunião para a assinatura de contrato de bolsas de estudos e para estabelecer o tema de trabalho deste ano. O encontro foi orientado pelos professores Francisco Haas, coordenador do ECOS, José Cláudio Junqueira e Elmo Júlio de Miranda, colaboradores do projeto. Participaram da reunião alunos da Dom Helder, da EMGE e graduandos da Instituição que entraram na faculdade por meio do projeto socioambiental.

“O projeto Ecos, enquanto instituição, iniciou seu trabalho em 2011. Aos poucos, as escolas de Belo Horizonte e região adeririam ao projeto. Caminhamos devagar, começando com algumas atividades e disputas com gincanas. Atualmente o Ecos tomou uma configuração consistente e estruturada”, ressaltou o professor Elmo.

Neste ano, os alunos que participam do Movimento ECOS estão desenvolvendo trabalhos de cunho social e ambiental com 29 escolas de Belo Horizonte e região.

Projeto 2017

O Ecos promove a sustentabilidade nas escolas, desenvolvendo ações para o consumo consciente. Pensando nisso, o professor José Cláudio Junqueira , que coordena o grupo de iniciação científica do ECOS junto à Dom Helder, apresentou para os alunos o projeto 2017.

Estão programadas ações que visam redução do consumo de água, energia, geração de papel, geração de resíduos, realizar o reaproveitamento e reciclagem, alimentação saudável e melhoria do trânsito.

“Cada escola pode desenvolver um projeto que deve contemplar pelo menos três ações. Evidente que para o desenvolvimento desses projetos os alunos devem entender que cada ação de educação ambiental será avaliada no âmbito de cada uma delas”, disse Junqueira.

Caminhada Ecológica

O professor Haas alertou os alunos sobre a importância do envolvimento com o projeto e falou sobre a caminhada ecológica. “No dia 21 de outubro faremos a grande caminhada ecológica. Vamos sair da Praça da Liberdade até a Praça da Assembleia Legislativa. Neste ano, temos a expectativa de um grande evento, com a participação estimada entre sete a oito mil pessoas”, ressaltou.

Movimento ECOS

O ECOS Movimento Socioambiental Dom Helder Câmara é um instituto sem fins lucrativos e sem qualquer vinculação político-partidária.

O Instituto tem por fundamentos informar, educar, difundir os temas que envolvam os interesses difusos e coletivos, ou seja, os interesses da sociedade humana, abrangendo todas as áreas que permitam identificar o papel do homem no seu meio ambiente cultural, em suas relações sociais, ambientais, interpessoais e de trabalho transformando esse meio em um lugar que a pessoa humana possa se desenvolver de forma segura e equilibrada.

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Texto e fotos: Patrícia Almada / DomTotal