ECOS 2018: As escolas parceiras entram na fase final de conclusão dos projetos

Outubro de 2018, o Movimento Ecos inicia sua fase de conclusão de todos os seus objetivos e agenda, que bem logo após os eventos Dança de Rua e o Garoto e garota Ecos, se volta à sua assessoria principal àquela em que se destina em auxiliar as escolas à conclusão de seus projetos. Necessariamente, muitas escolas já possuem resultados concretos e até mesmo fabulosos da intenção primordial de seus projetos às diversas categorias escolhidas, de modo que irão contribuir e somar aos objetivos de uma série de melhorias estruturais e comportamentais à saúde do ambiente escolar e comunidades. O momento é a preparação para entrega dos relatórios e tarefas finais.

As escolas em sua maioria conseguiram desenvolver trabalhos e oficinas ligadas ao reaproveitamento de resíduos, reciclagem de material orgânico para hortas, conseguindo melhorar a merenda escolar, reaproveitamento do papel, lata, madeira, conscientizar sobre o consumo de água e energia, além de promover campanhas sobre o trânsito e outras problemáticas do cotidiano que envolvem as escolas e seus entornos. Além dessas ações e condutas, esmera-se o sentido de multiplicar as idéias de transformação e repensar em questões que “juntos podemos”, ofertando parcela de melhoria à vida no planeta.

Escolas tradicionais, mais antigas como a Escola Pedro II, Instituto de Educação, Colégio Tiradentes, Mendes Pimentel, Izabel da Silva Polck e escolas periféricas como Antonio Miguel, Manoel Martins, Carmélia Gonçalves Loff, General Carneiro, Escola professora Amélia de Castro, dentre outras, que estão em outros municípios da RMBH, tem efetuado trabalhos interessantes nesta construção do Ecos 2018.

O valor pedagógico, ambiental e científico, tem ofertado a essas escolas, estímulos de um modelo de educação mais completa, otimizando as diretrizes da Educação Ambiental, que ainda não possui cadeira disciplinar, mas que se insere no currículo da educação pública.

Notadamente, um espelho de todos esses trabalhos elaborados pelas escolas, esteve nas imagens do Evento Garoto e Garota Ecos, que mostrou a criatividade e complexidade nos trajes dos jovens dessas escolas, que foi do papel ao vidro e fibras naturais, um esplendor ao que se refere ao reaproveitamento de resíduos. Além desse aspecto material, as escolas levaram temáticas que sobrevoam a nossa realidade atual, tais como questões de desigualdades sociais, homofobia, feminicídio, e simbologias nas vestes sobre a devastação do patrimônio e dos recursos naturais. Esse evento já é uma grande conquista para o Movimento, que hoje reúne mais de 100 escolas públicas.

 

O Movimento Ecos e as Obras Sociais

Em compromisso de um de seus objetivos o Movimento Ecos iniciou esta semana as campanhas que disponibilizam Bolsas de Estudo aos estudantes das escolas parceiras, para os cursos de Direito, Engenharia e Ciência da Computação. Essas bolsas traduzem toda a dedicação das equipes pelos trabalhos desenvolvidos, da participação efetiva na elaboração dos projetos. Essa contrapartida muito feliz é organizada com levantamentos e processos avaliativos criteriosos, que revelam que o estudante da escola pública tenha a oportunidade de inserção ao curso superior.

Os estudantes do Curso de Direito da Dom Helder e da Engenharia Civil da EMGE, estão visitando as escolas para a divulgação dos processos dos vestibulares e conduzindo informações bem específicas para que o processo seja realizado com sucesso, sendo supervisionado por professores e coordenação do Movimento.

A visão que se tem do Ecos nesse mês de outubro, está sendo a realização de suas intenções, não somente pela questão de concretizar os projetos, mas sim de mobilizar parte da sociedade em buscar também melhorias de sua própria condição, aqui no caso a educação.

Em tantas dificuldades atuais em geral, é muito importante e promissor em observar que ainda se colhe frutos de trabalhos coletivos, mesmo em tempo de tantas contradições políticas e econômicas, e mais ainda, observa que vários resultados são possíveis e que se canalizam na soma do coletivo, da educação consciente e na força da vontade em se ter um ambiente melhor, comentou o professor Elmo Júlio de Miranda, integrante do Movimento Ecos, desde 2010.

 

Matéria: Professor Elmo Júlio de Miranda E. Souza

             Júlia Reis, estudante e estagiária de Direito 7º período.