Brasil: gigante adormecido


A média de riqueza familiar brasileira tem quase triplicado desde o ano de 2000, crescendo de USD 7.900 por adulto para USD 23,300. Enquanto o movimento das taxas de câmbio tem causado oscilações, incluindo quedas consideráveis em 2008, 2011 e 2013, atualmente as taxas de câmbio não fizeram diferença quanto ao crescimento global nos últimos 13 anos. A Riqueza atual está agora bem acima do nível encontrado antes da crise financeira global em qualquer base de taxa de câmbio.  

                                   

Ativos financeiros são de especial importância no Brasil. 42% dos ativos brutos não estão tão abaixo de 50% do referencial que representa a média aproximada para os países avançados. A forte representação de ativos financeiros tem sido alcançada, apesar do declínio do mercado de ações em aproximadamente 12% desde 2009 e o precoce histórico de inflação brasileira, que desencorajava a detenção dos ativos financeiros de forma segura, por exemplo, em depósitos e investimentos imobiliários. Responsabilidades domésticas são 21% de ativos brutos, novamente refletindo o desenvolvimento financeiro, contudo também indicam vulnerabilidade do setor doméstico diante as flutuações das condições macroeconômicas.    

Dentre os vários outros países da América Latina, o Brasil tem mais pessoas na faixa de USD 10,000–100,000  em relação ao resto do mundo, mas menos números em cada uma das outras faixas. Isso talvez possa dar uma impressão enganosa, que a desigualdade é menor do que a média. Na verdade, a desigualdade global é relativamente alta, como fora indicado pelo valor do coeficiente de Gini de 82% e pelo número de moradores ricos. O Brasil tinha 221 mil milionários e 315 mil adultos no topo de 1% dos detentores da riqueza global. O alto nível de desigualdade de riquezas em parte reflete a dispersão de renda, que por sua vez está relacionada com o assimétrico acesso a educação e da divisão entre os setores formal e informal da economia.

Veja o gráfico abaixo:

                                         Distribuição da riqueza em relação ao mundo

                

Leia mais sobre a distribuição mundial da riqueza aqui.

Foto: GospelPrime

Fonte: https://publications.credit-suisse.com/tasks/render/file/?fileID=BCDB1364-A105-0560-1332EC9100FF5C83

Publicado: 17 de setembro de 2013.

Autores: Anthony Shorrocks, Jim Davies, Rodrigo Lluberasis com Credit Suisse.

Traduzido por: Matheus Lima.

Se existe um gráfico que vá te deixar desconfortável, esperamos que seja esse.


                  

O Credite Suisse, banco global sediado em Zurique, realizou um gráfico que ilustra a repartição mundial de riqueza. 32 milhões de pessoas- uma massa ligeiramente superior aos integrantes da Benelux, ou 0,7% da população mundial – possuem em suas mãos um total de 41% de todas as riquezas do planeta; 98.700 bilhões de dólares.
Com base no mesmo gráfico, é possível auferir que 3,2 bilhões de pessoas – 68,7% da população adulta- possuem 3% da riqueza mundial ou 7.300bilhões de dólares. (Fonte: Fabrizio Goria; @FGoria)

Um estudo realizado sobre as conseqüências da crise financeira em países desenvolvidos, fora divulgado pela OIT (Organização Internacional do Trabalho). Desta forma, ao avaliar o período entre 2010 e 2011, constatou-se uma crescente quanto ao número de pobres em alguns dos principais expoentes econômicos, tais como Estados Unidos, França, Espanha e Dinamarca. 
Atribui-se a consequência desta crescente ás deteriorações das condições de trabalho e forte aumento de pessoas desempregadas.

Em contrapartida, em países da América Latina a situação econômica e social melhorou. Destes destacam-se Colômbia e Chile. Os pesquisadores da Credit Suisse também fizeram uma projeção sobre o crescimento dos milionários ao redor do mundo nos próximos cinco anos. O Brasil com 84% é um dos países que conseguirão multiplicar seus milionários até o final de 2013 (Fonte: Canal Ibase).

                    

Publicado originalmente em: Express

Data: 09 de outubro de 2013.
Por: Arnaud Lefebvre.
Demais informações e gráficos: Canal Ibase

 

Traduzido por: Matheus Lima