Poluição do ar em Sydney, maior cidade da Austrália, está entre as 20 piores do mundo


A nuvem de fumaça sobre Sydney ao amanhecer é consequência dos incêndios das montanhas Gosper (REUTERS/Stephen Coates)

A poluição do ar em Sydney, a maior cidade da Austrália com mais de 5 milhões de habitantes, está hoje entre as 20 piores do mundo devido fumaça provocada pelos incêndios no leste do país, disseram as autoridades.

Também conhecida como “Big Smoke” (nome dado na Austrália às grandes cidades), Sydney faz jus hoje a esse nome. A fumaça desaparecerá progressivamente ao longo do dia, mas aumentará à noite. Há um alerta de má qualidade do ar”, alertaram os serviços de meteorologia pelo Twitter.

No portal AirVisual, que mede a qualidade do ar em todo o mundo, Sydney ocupa hoje a 17ª posição, duas abaixo da cidade chinesa de Xangai, num ranking liderado por Daca, em Bangladesh.

Dados do governo de Nova Gales do Sul, cuja capital é Sydney, mostram que a qualidade do ar “é pobre”.

A nuvem de fumaça sobre Sydney ao amanhecer é consequência dos incêndios das montanhas Gosper, a cerca de 300 quilômetros (km) a noroeste da cidade e que já queimou cerca de 850 quilômetros quadrados.

O impacto da fumaça, que também afeta as cidades de Wollongongong e Newcastle, deverá ser agravado pelo calor intenso esperado para os próximos dois dias na costa leste da Austrália e que dificulta, há duas semanas, o combate às chamas por mais de 1.300 bombeiros.

Pelo menos seis pessoas morreram devido aos incêndios florestais em Nova Gales do Sul, a região mais atingida pelo fogo e pela seca severa. Desde 1º de julho, foram atingidos 13 mil km² na região.

A temporada de incêndios na Austrália varia de acordo com a área e as condições meteorológicas, embora sejam geralmente registrados entre os meses de dezembro e março.

Os piores incêndios ocorridos no país nas últimas décadas ocorreram no início de fevereiro de 2009, no estado de Victoria (sudeste), e deixaram 173 mortos e 414 feridos. A área afetada foi de 4.500 km².

Agência Brasil

‘Assinatura’ da Venezuela é achada em manchas de petróleo espalhadas pelo Nordeste


Ainda não é possível dizer que todo o vazamento que atinge praias tem a mesma origem. (Prefeitura de Piaçabuçu/Ascom/Fotos Públicas)

Investigações sigilosas da Marinha e da Petrobras encontraram petróleo com a mesma “assinatura” do óleo da Venezuela em manchas que se espalharam até agora por pelo menos 138 pontos do litoral dos nove estados do Nordeste. Nessa terça-feira (8), o presidente Jair Bolsonaro disse não descartar uma ação criminosa. E o Sergipe planeja usar boias para impedir que o material atinja a bacia de rios, como Vaza Barris e São Francisco.

Segundo uma fonte da alta cúpula do governo, trata-se do mesmo tipo de óleo extraído da Venezuela – o que corrobora rumores a esse respeito veiculados desde a semana passada. A conclusão já foi informada ao Ibama, órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente. Mas não é possível dizer que todo o vazamento que atinge praias tem a mesma origem. A Marinha e a Polícia Federal analisam amostras e não deram informações oficiais.

Ainda nessa terça, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que há a possibilidade de que o derramamento tenha sido criminoso. Ele, no entanto, ponderou que as investigações estão em curso. A reportagem questionou a Petrobras sobre a possível presença de óleo da Venezuela nas instalações da refinaria Abreu e Lima, estrutura que, em princípio, seria construída com a parceria da estatal PDVSA. A Petrobras informou que nunca processou óleo de origem venezuelana em Abreu e Lima.

Por meio de nota, a estatal declarou que a análise realizada pela empresa em amostras de petróleo cru encontrado em praias do Nordeste “atestou, por meio da observação de moléculas específicas, que a família de compostos orgânicos do material encontrada não é compatível com a dos óleos produzidos e comercializados pela companhia”. Os testes foram realizados nos laboratórios do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), no Rio.

“Nós temos isso bem documentado, coletamos 23 amostras, nosso centro de pesquisas realizou análises bioquímicas e chegou à conclusão de que não se trata de nenhum óleo produzido e/ou comercializado pela Petrobras”, disse o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, após audiência na Câmara. Segundo ele, já foram recolhidas 133 toneladas de resíduo oleoso de praias.

A estatal PDVSA foi procurada e não se pronunciou. As investigações sobre a origem do óleo ainda não avançaram. Para David Zee, professor da Faculdade de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio (Uerj), o vazamento de um navio constitui “uma hipótese possível”. “Pela quantidade espalhada pode até ser a carga completa de um petroleiro.”

Em nota, a Marinha disse ter empenhado 1.583 militares, cinco navios e uma aeronave nessas operações de análise e monitoramento. A Marinha ainda classificou a ocorrência como “inédita”.

Boias e preocupação

O governo de Sergipe anunciou que colocará boias absorventes para evitar que o óleo que polui a zona litorânea sergipana entre nos rios, sobretudo o São Francisco. Os equipamentos serão cedidos pela Petrobras. O trabalho de retirada do óleo da costa continua, assim como o monitoramento, tanto por parte da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) como por órgãos federais.

A situação preocupa, além das autoridades, ambientalistas. “Sem dúvida é o maior desastre ambiental no litoral do Nordeste do Brasil”, diz Flávio Lima, coordenador geral do Projeto Cetáceos da Costa Branca da Universidade Estadual de Rio Grande do Norte (UERN). Ele e sua equipe estão envolvidos no atendimento dos animais contaminados pelo óleo de origem ainda desconhecida e identificado como petróleo cru.

Até o momento, em todo o Nordeste, 16 tartarugas marinhas, espécie ameaçada de extinção, foram contaminadas pela substância – e o lançamento delas também deixou de ocorrer. O vazamento do óleo já atinge 61 municípios.

“Além do risco de contaminação para a megafauna marinha local, que envolve diversas espécies de aves, cetáceos e o peixe-boi marinho, espécie de mamífero marinho mais ameaçada de extinção do país, é preocupante a exposição da população e dos atores locais que utilizam as praias afetadas”, alerta o coordenador.

Agência Estado/Dom Total

Pesquisa sinaliza que poluição pode contribuir para Alzheimer


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A poluição causa uma lista grande de malefícios à saúde, como dificuldades respiratórias e problemas cardíacos, mas um novo estudo faz um alerta: as partículas de compostos de ferro emitidas por automóveis movidos a combustíveis fósseis podem chegar ao cérebro.

A pesquisa foi feita com amostras de cérebro de pessoas que viveram e morreram em um dos lugares mais poluídos do mundo, a Cidade do México. Os dados foram analisados em um laboratório da Universidade de Lancaster, na Inglaterra.

As nanopartículas de um determinado tipo de óxido de ferro chamado magnetita foram encontradas em tecidos cerebrais. O mesmo tipo de material também foi coletado em Manchester, na Inglaterra, e comparado ao visto no México.

A maior parte das partículas é barrada no nariz, mas as de tamanho inferior vão para o pulmão e acabam na corrente sanguínea

"Identificamos milhões de partículas de poluição no cérebro. Num grama de cérebro humano, haverá milhares de partículas. É um milhão de oportunidades para essas partículas provocarem danos nas células do cérebro", explicou a professora Barbara Maher, da Universidade de Lancaster.

A magnetita pode ocorrer no cérebro, mas apenas em pequenas quantidades. As partículas costumam ter um formato irregular distinto. Já as que aparecerem no estudo são mais numerosas e têm um formato diferente (arredondado e regular). Suspeita-se que essas características só poderiam ser criadas a partir das temperaturas elevadas de motores de automóveis ou de sistemas de freios.

"É uma descoberta. É toda uma nova área para ser investigada e entendida – se essas partículas de magnetita estão causando ou acelerando doenças neurodegenerativas."

A maior parte das partículas é barrada no nariz, mas as de tamanho inferior vão para o pulmão e acabam na corrente sanguínea. As que são muito pequenas podem se ligar aos nervos e irem para o cérebro, que o foi o caso verificado no estudo.

Alzheimer
O estudo não comprova que a poluição pode causar automaticamente doenças no cérebro, mas a hipótese não está descartada, já que há uma forte suspeita de que essas partículas podem quebrar conexões entre as células cerebrais, exatamente como ocorre em doenças como o Alzheimer.

"Esse estudo mostra pela primeira vez que partículas da poluição podem parar no cérebro. Obviamente isso é muito importante, mas ainda não há evidência do papel delas no Alzheimer. Isso é algo que não sabemos", disse Clare Walton, da organização Alzheimer Society.

"As causas da demência são complexas e até agora não houve pesquisas suficientes para dizer se viver em cidades ou áreas poluídas aumenta o risco da doença."

Evitar o fumo, ter uma dieta saudável e se exercitar regularmente são armas para evitar o Alzheimer.

(Via eCycle, com informações do Pnas e BBC Brasil)

Fonte: EcoD

 

Poluição leva México a proibir que 40% dos carros circulem na capital


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O alerta surgiu após os níveis de poluição chegarem aos 161 pontos, acima do limite dos 150
Foto: Wikimedia Commons

A Cidade do México emitiu um novo alerta de poluição atmosférica, o que significa que 40% dos veículos não puderam circular na terça-feira, 3 de maio, e que as indústrias terão de cortar emissões, informou a Agência Lusa.

A poluição na cidade de mais de 20 milhões de habitantes piorou em março, levando as autoridades a emitir os primeiros alertas em uma década e a impor restrições ao trânsito.

As novas regras obrigam que um em cada cinco carros fique fora das estradas diariamente, mas o alerta emitido na segunda-feira (2) fez com que a proibição duplicasse no dia seguinte. Cerca de 5,5 milhões de veículos circulam habitualmente na cidade.

A Comissão Ambiental da Megalópole, que inclui autoridades da capital e de estados, ordenou que as empresas de cimento, químicas, farmacêuticas, de petróleo e energia reduzam as emissões até 40%.

O alerta surgiu após os níveis de poluição chegarem aos 161 pontos, acima do limite dos 150.

 

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Fonte: EcoD

A frágil saúde dos rios tem um recado sério para o Brasil


 

Rafael Pacheco/Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus/Divulgação

Poluição: espuma é vista em trecho do Rio Tietê em Pirapora do Bom Jesus, em 23.06.2015.



Apesar do complemento "básico" no nome, o saneamento é um gargalo histórico no Brasil e nem mesmo a grave crise hídrica de 2014 conseguiu mudar esta sina. Uma abrangente pesquisa da ONG ambientalista SOS Mata Atlântica divulgada neste 22 de março, Dia Mundial da Água, comprova que pouco se tem feito para preservar este bem essencial à vida lá na sua origem – os rios, córregos e lagos do país.

O levantamento mediu a qualidade da água em 289 pontos de coletas distribuídos em 76 municípios de 11 estados brasileiros e do Distrito Federal e constatou que nada menos do que 36,3% dos pontos analisados apresentam qualidade ruim ou péssima.

Outros 59,2% estão em situação regular, o que significa um estado de alerta. Do total, apenas 13 pontos foram avaliados com qualidade de água boa (4,5%). Nenhum, porém, foi avaliado como ótimo.

Os dados da pesquisa foram coletados entre março de 2015 e fevereiro de 2016, um período marcado por fortes chuvas, e comparados aos resultados da pesquisa anterior, de março de 2014 a fevereiro de 2015, quando as regiões Nordeste e Sudeste enfrentaram uma grave estiagem.

"Buscamos essa comparação para ver como como os picos climáticos impactam na qualidadde da água e no controle de poluentes. Existe uma percepção de que as chuvas aumentam a capacidade de autodepuração dos poluentes nos rios. Mas a gente tem notado que, nos últimos anos, as chuvas têm influenciado negativamente a qualidade da água em regiões urbanas, principalmente nas áreas metropolitanas, como São Paulo", explica Malu Magalhães, coordenadora da Rede das Águas da Fundação SOS Mata Atlântica.

Neste ano, a cidade de São Paulo perdeu dois pontos que, até 2015, apresentavam qualidade de água boa, localizados em áreas de manancial no Parque dos Búfalos (Represa Billings) e em Parelheiros (Represas Billings/Guarapiranga).

O que mudou

Na comparação em todo o país, 125 pontos de coleta monitorados apresentaram tendência de comprometimento da qualidade da água, com leve piora nos indicadores. Houve ainda um aumento dos pontos com qualidade ruim de 41,6% para 47,2% e apenas 3,2% dos rios seguem apresentando qualidade de água boa.

Falta de tratamento de esgoto, lançamento ilegal de efluentes industriais e desmatamento associado a ocupações irregulares e a mudanças no uso do solo próximo a mananciais são as principais causas de poluição das águas e fontes de graves doenças de veiculação hídrica, como diarréia, hepatite e cólera. 

Diante de números tão preocupantes, o estudo assinala o papel fundamental do cuidado com o meio ambiente natural para a garantia de água de boa qualidade. Boa parte dos pontos (4,5%) que se encaixaram nessa categoria estão localizados em áreas protegidas e que contam com matas ciliares preservadas.

Em contrapartida, nas áreas com pouco cobertura verde, como a Cantareira, que possui apenas 20% de vegetação remanescente, as fortes chuvas aumentam as cargas difusas de poluição, como lixo, material particulado de veículos diesel e a gasolina, sedimentos, entre outros.

"Temos aí um alerta para as autoridades de que as chuvas não resolvem o problema da poluição. Mudar esse quadro exige que o saneamento entre para as prioridades dos gestores públicos", aponta Malu.
 
O tamanho do desafio

Em um país onde metade da população ainda não tem esgoto coletado em suas casas e cerca de 35 milhões de pessoas nem sequer têm acesso a água tratada, tal ambição pode parecer fadada ao fracasso.

Historicamente, o setor de saneamento sempre foi visto como uma espécie de patinho feio da infraestrutura, e o estudo comprova este descaso.

O próprio Plano Nacional de Saneamento Básico postergou a universalização do saneamento no país para 2033 – sendo que antes o prazo era até 2020 – em virtude da falta de investimentos no tratamento de esgoto e para acabar com os lixões nos municípios.

De acordo com a especialista da SOS Mata Atlântica, esses indicadores reforçam a importância da campanha "Saneamento Já", lançada pela ONG com o objetivo de engajar a sociedade em uma petição pela universalização do saneamento e por água limpa nos rios e praias brasileiras.

"As pessoas não associam a questão da saúde ao saneamento, coleta de esgoto e de lixo e acesso à agua tratada. Só a mudança de mentalidade vai transformar o saneamento em prioridade" diz. "Os rios são espelhos das políticas públicas, se a saúde deles vai mal, alguma coisa não está sendo feita", alerta. 

É fato que o cenário econômico desfavorável e os cortes nos gastos públicos do ajuste fiscal devem reduzir os investimentos no setor, mas a implementação de projetos de melhoria enfrentam um obstáculo maior: a má gestão. 

Um levantamento recente do Instituto Trata Brasil, ONG que faz estudos sobre saneamento, mostra que a burocracia somada à problemas de gestão ajudam a retardar o avanço do setor por aqui.

Do total das 337 obras de água e esgoto do PAC monitoradas pela ONG, apenas 29% estão concluídas, 15% em situação normal e 52% estavam em situação inadequada (sendo 20% paralisadas, 17% atrasadas e 15% não iniciadas). Talvez só mesmo uma ampla demonstração de insatisfação popular mude esse quadro.

Fonte: Planeta Sustentável 

Poluição: Uma nova economia do plástico é urgente


Poluição: Uma nova economia do plástico é urgente. Entrevista especial com Reinaldo Dias

 

“No mundo todo, mais de 70% do plástico produzido é depositado em aterros ou lançado em cursos d’água”, alerta o professor e especialista em Ciências Ambientais.

 

Foto:www.ecologiaverde.com

poluição provocada pelo descarte inadequado do excedente gerado pela lógica do consumo exacerbado, inerente ao sistema capitalista, que alimenta a obsolescência e incentiva a substituição incessante de bens de todo tipo, é um problema conhecido. As consequências desse comportamento também são sabidas, porém ele continua recorrente. A situação se agrava quando ao examinamos o material do qual é formada a maior parte desses produtos descartados: o plástico. Pesquisas revelam que as diversas formas assumidas pelo plástico, seja a presente emgarrafas PET ou nas fraldas descartáveis, levam cerca de 450 anos para se decompor na natureza. O pior é que a maior parte de todo o plástico produzido no mundo não é reutilizada e é descartada de forma inadequada, poluindo aterra e principalmente a água, tanto rios como oceanos.

 

Em entrevista por e-mail à IHU On-Line, o professor e especialista em Ciências Ambientais, Reinaldo Dias, chama a atenção para os dados divulgados recentemente pelo relatório “A nova economia do plástico: repensando o futuro”, elaborado pela Consultoria McKinsey & Co. e a Organização Não Governamental Ocean Conservancy e apresentado neste ano no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. Para o pesquisador, o estudo é “um alerta para a humanidade de que estamos inviabilizando a vida marinha, sua diversidade e o enorme potencial que os oceanos possuem de produzir alimentos que amenizariam o problema da fome no mundo”.

Segundo o professor, atualmente “há cinco grandes manchas de lixo nos oceanos que podem ser vistas do espaço e que contêm cerca de 90% de resíduos plásticos. A ilha de lixo situada entre o Havaí e a Califórnia tem uma extensão de 1,4 milhão de km2. A mancha menos conhecida é a do Oceano Índico, mas acredita-se que é enorme, podendo chegar a uma extensão de 5 milhões de km2”.

Brasil, através da Lei 12.305/2010 busca regulamentar a questão do descarte de lixo instituindo a Política Nacional dos Resíduos Sólidos. Porém, da mesma forma que outras tantas leis no país, tais normas não são cumpridas. Diasaponta que “a lei havia dado prazo até agosto de 2014 para que as cidades acabassem com os lixões e aterros sem condições técnicas, no entanto até hoje menos de 40% dos municípios atingiram a meta estabelecida e se mantiver a média de crescimento do setor, o objetivo somente será atingido em 150 anos”.

O pesquisador afirma que a conscientização sobre o papel individual de cada cidadão, se responsabilizando pelo descarte correto do lixo que produz, e uma mudança na mentalidade política e econômica em relação à reutilização são os caminhos mais promissores em direção à mudança desse cenário. “A questão da reciclagem, de plástico e de outros materiais, deve ser vista dentro do contexto de formação de uma economia verde, de maior eficiência energética e na perspectiva do desenvolvimento sustentável. Nesse caso, deve ser considerada um novo nicho industrial, de transformação do lixo em riqueza”, ressalta.

Reinaldo Dias é graduado em Ciências Sociais, mestre em Ciência Política e doutor em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP. É especialista em Ciências Ambientais pela Universidade São Francisco – USF e atualmente leciona no curso de Administração do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas – CCSA da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Confira a entrevista.

 

Foto:www.setorenergetico.com.br

IHU On-Line – O que representam os dados do relatório “A nova economia do plástico: repensando o futuro”, elaborado pela Consultoria McKinsey & Co. e a ONG Ocean Conservancy e apresentado no Fórum de Davos?

 

Reinaldo Dias – Representa em primeiro lugar um alerta para a humanidade de que estamos inviabilizando a vida marinha, sua diversidade e o enorme potencial que os oceanos possuem de produzir alimentos que amenizariam o problema da fome no mundo. Em segundo lugar representa uma reafirmação da cultura do desperdício que afeta as empresas, mas também os cidadãos. É a incapacidade de pensar que os recursos são limitados e escassos, e que os espaços públicos devem ser tratados com os mesmos cuidados com que tratamos as áreas particulares.

Um terceiro ponto diz respeito à incipiente compreensão humana da nossa dependência do mundo natural, do qual dependemos totalmente, não havendo um único material em nossas casas e cidades que não tenha origem natural. Esse aparente distanciamento da cultura humana em relação à natureza deve ser combatido, pois não criamos um mundo artificial que independe do natural, eles são interdependentes e temos que realizar um intenso trabalho deeducação ambiental para que todos os humanos compreendam isso.

IHU On-Line – Qual é o impacto, em termos de quantidade e potencial poluente, causado hoje ao meio ambiente pelo uso e descarte inadequado do plástico?

Reinaldo Dias – No mundo todo, mais de 70% do plástico produzido é depositado em aterros ou lançado em cursos d’água resultando em perdas enormes para alguns setores como o turismo, navegação e pesca. Além disso, também há um custo significativo para o poder público, que se vê às voltas com problemas causados pelo descarte inadequado desses materiais, como entupimento de redes de água e esgoto nas grandes cidades, causando alagamentos e destruição dos equipamentos públicos e a mortandade de peixes e outros animais de água doce e marinhos. Muitos animais ameaçados de extinção, como as diversas espécies de tartaruga, morrem em grande númeroasfixiados pela ingestão de plástico.

IHU On-Line – Que caminho em geral o plástico faz antes de chegar aos oceanos? De onde provém a maior parte desse material?

Reinaldo Dias – Predominantemente do descarte feito pelas pessoas, garrafas pets estão entre os mais encontrados, entre outros objetos de uso pessoal. Esse plástico das residências vai para os rios e daí para os oceanos. O aumento da conscientização das pessoas de que sua ação individual causa esse impacto no mundo natural é fundamental para combater o problema.

IHU On-Line – Qual é a área mais poluída dos oceanos? Por quê?

“Há cinco grandes manchas de lixo nos oceanos que podem ser vistas do espaço

  

 

Reinaldo Dias – Todos os mares apresentam correntes que se movem-se na forma de uma espiral e, na medida que avançam, vão concentrando todos os resíduos que encontram no caminho, formando ilhas ou manchas de lixo marinho, constituído principalmente de material plástico.

Há cinco grandes manchas de lixo nos oceanos que podem ser vistas do espaço e que contêm cerca de 90% de resíduos plásticos. A ilha de lixo situada entre o Havaí e a Califórnia tem uma extensão de 1,4 milhão de km2. A mancha menos conhecida é a do Oceano Índico, mas acredita-se que é enorme, podendo chegar a uma extensão de 5 milhões de km2.

IHU On-Line – De que forma o Brasil trata da questão do descarte adequado do lixo? Como estão as políticas para este setor? E em outros países, quais tratam desse tema de maneira melhor e pior no planeta?

Reinaldo Dias – O Brasil possui a Lei 12.305 de 2010 que instituiu a Política Nacional dos Resíduos Sólidos, que se fosse cumprida estaríamos numa situação bem melhor do que estamos agora. A lei havia dado prazo até agosto de 2014 para que as cidades acabassem com os lixões e aterros sem condições técnicas, no entanto até hoje menos de 40% dos municípios atingiram a meta estabelecida e se mantiver a média de crescimento do setor, o objetivo somente será atingido em 150 anos. O problema somente será resolvido com vontade política e amadurecimento da população em relação à necessidade de destinação correta do lixo.

política pública da destinação de lixo no Brasil deveria dar um enfoque central na educação ambiental ampla, precisa ser uma política efetiva de Estado, sem improvisos. Um dos países que enfrenta melhor o problema é aAlemanha, em termos de eficiência e sendo considerada a campeã da reciclagem. Nesse país, dos resíduos gerados,45% são reciclados38% queimados e 17% são destinados à compostagem. A política europeia para o lixo está focada no slogan “lixo pode virar ouro”, que incentiva a criação de negócios relacionados com o reaproveitamento dos resíduos descartados.

Os países com a situação mais deplorável no que diz respeito ao tratamento do lixo são inúmeros, sendo impossível identificar o pior. É importante destacar a contribuição negativa dos países desenvolvidos ao descartarem seu lixo em países em desenvolvimento, principalmente localizados na África e na Ásia, neste último caso com destaque paraBangladesh, que recebe em suas praias grande quantidade de material depositado por navios originados de países ricos.

IHU On-Line – No caso do Brasil, há dados sobre a situação dos rios quanto à poluição com lixo?

Reinaldo Dias – Os dados são específicos para determinados rios que chamam mais atenção, como o Tiete ouPinheiros em São Paulo, mas a situação se repete em todo o país, principalmente nas cidades. É facilmente encontrável na Internet cenas de acúmulo de milhares de garrafas PET e outros materiais em determinados pontos dos rios. Alguns cursos d’água se assemelham mais a esgotos a céu aberto irradiando mau cheiro, fenômeno comum em todas as capitais brasileiras. Infelizmente esta é a situação, que somente será resolvida com a ação efetiva do poder público, punindo empresas que contaminam e aumentando o nível de conscientização da população sobre o problema.

IHU On-Line – É possível encontrar uma alternativa ao uso do plástico? Quais são as variáveis envolvidas nesse processo?

Reinaldo Dias – O plástico tornou-se um componente essencial na nossa vida, é difícil encontrar no ambiente humano algum lugar onde não haja esse tipo de material. O que pode ser feito sempre é um melhor uso, com aresponsabilidade compartilhada do seu descarte entre fabricantes, comerciantes e consumidores. Outro movimento deve ser a adoção, em alguns produtos, de plásticos formados por material biodegradável, que ameniza seus impactos ao meio ambiente, como por exemplo, nas sacolas utilizadas no comércio.

IHU On-Line – No mundo, o Brasil é o campeão na reciclagem de latas, reciclando 98% do total produzido no país. Por que ainda não se tem índices de reutilização como estes para o plástico?

Reinaldo Dias – Este é um bom exemplo de como pode ser encontrada uma solução no contexto do atual modo deprodução capitalista, que é o vigente. A reciclagem das latas de alumínio foi transformada num bom negócio, sendo menor o custo de sua reciclagem do que a sua obtenção diretamente na natureza.

plástico deve trilhar o mesmo caminho, tem que viabilizar negócios rentáveis que gerarão empregos e contribuirão para o meio ambiente. A questão é que a relação custo-benefício está desfavorável para que isto aconteça, pois a principal matéria-prima para o plástico, que é o petróleo, está em queda livre, com preços cada vez menores, o que barateia o seu custo de produção. Neste caso, a solução seria a criação de políticas de incentivo ao setor, maior profissionalização dos empreendedores com a adoção de métodos de gestão adequados para o setor e geração de empregos decentes, pois ocorre neste campo muita exploração de mão-de-obra, com a justificativa de que se está oferecendo trabalho para pessoas necessitadas. Isso tudo deve ser permeado sempre, e fundamentalmente, pelo aumento da conscientização, o que implica em políticas públicas amplas de educação ambiental.

IHU On-Line – De que maneira a reciclagem, além de contribuir para a preservação do ambiente, pode também exercer uma função social?

Reinaldo Dias – Como havia mencionado anteriormente, temos que enfrentar o problema de que muitos programas de reciclagem de plástico envolvem uma exploração da mão-de-obra, buscando neste caso a redução de custos. Isto contraria frontalmente a proposta de sustentabilidade que envolve a reciclagem e a formação de uma economia circular, pois se foca somente no aspecto econômico e marginalmente no ambiental e social. A reciclagem pode exercer um importante papel social, como mostra o exemplo da União Europeia onde o tratamento de resíduos emprega mais de dois milhões de pessoas e com uma receita estimada em mais de 145 bilhões de euros.

  

“O preconceito em relação ao manuseio do lixo deve dar lugar a uma abordagem de máxima reutilização dos materiais descartados

IHU On-Line – Deseja acrescentar algo?

Reinaldo Dias – A questão da reciclagem, de plástico e de outros materiais, deve ser vista dentro do contexto de formação de umaeconomia verde, de maior eficiência energética e na perspectiva do desenvolvimento sustentável. Nesse caso, deve ser considerada um novo nicho industrial, de transformação do lixo em riqueza. Acontece que para que isto ocorra deve haver uma mudança de mentalidade, que pode começar nas universidades, incentivando a criação de startups voltadas para a reutilização de materiais descartados como negócio viável. Os estudantes devem aprender a ver o lixo como uma mina de múltiplos materiais que foram retirados da natureza e que podem ser reutilizados com diminuição de custo de fabricação.

Um bom exemplo ocorreu na reunião do clima, a COP21 que aconteceu em Paris em dezembro de 2015. Nesse evento a Adidas e a “Parley for the Oceans”, uma organização sem fins lucrativos que visa a proteção dos oceanos, apresentaram um calçado esportivo inovador que possui sua parte superior e uma sola impressa em 3D, fabricadas com resíduos plásticos dos oceanos. A iniciativa, além de contribuir para a diminuição da contaminação nos oceanos, cria um produto que já nasce com uma imagem positiva sancionada pela sociedade.

preconceito em relação ao manuseio do lixo deve dar lugar a uma abordagem de máxima reutilização dos materiais descartados. Cabe aos empreendedores tornar o negócio viável adotando soluções criativas para cada caso: plásticosalumíniopapel, metaisprodutos eletrônicos etc. O desafio é este para as universidades: geração de empreendedores que veem o lixo como fonte de riqueza, um dos componentes de um sistema circular e não como um produto final de um sistema linear que ainda é predominante em nossa economia.

(Por Leslie Chaves)

Fonte: IHU 

Milão proíbe tráfego de carros


Milão proíbe tráfego de carros até 4ª feira para tentar reduzir poluição

Outros 11 municípios da região da Lombardia adotaram a mesma medida.
Velocidade do transporte público está limitada a 30 km/h. 

Ciclista usa máscara de proteção em Roma, em registro feito na última quinta-feira (24). (Foto: Gregorio Borgia/AP)Ciclista usa máscara de proteção em Roma, em
registro feito na última quinta-feira (24).
(Foto: Gregorio Borgia/AP)

A cidade de Milão proibiu o tráfego de automóveis desde esta segunda-feira (28) até quarta, com o objetivo de tentar reduzir os altos níveis de poluição. Outras cidades do país optaram por medidas como potencializar o uso do transporte público.

A prefeitura informou que o tráfego está proibido desde as 10h (7h, em Brasília) até as 16h (13h, em Brasília), com exceção do serviço de táxi e dos carros compartilhados.

Além disso, os veículos do transporte público não poderão superar os 30 km/h.

Esta medida foi aplicada também em outros 11 municípios da região da Lombardia, cujo presidente, Roberto Maroni, convocou para esta segunda-feira uma reunião destinada a coordenar com os prefeitos uma ação conjunta que diminua a poluição.

Milão, uma das cidades mais industrializadas do país, superou durante em 97 dias do ano os valores permitidos de partículas em suspensão PM10, enquanto o máximo previsto pela legislação local é de 35 dias por ano.

Outras cidades italianas que fecharam seu centro urbano à circulação foram Pavia, no norte, e Frosinone, próxima à capital italiana.

Roma voltou hoje a proibir o tráfego de carros com placas ímpares enquanto amanhã deverão permanecer estacionados os com placas pares.

Além disso, Roma pretende reduzir a circulação facilitando o uso do transporte público e, deste modo, o bilhete para todo o dia custará um euro e meio –  normalmente, é o valor para 100 minutos.

Esta medida foi implementada também na setentrional Turim.

A poluição se transformou em um caso político já que diferentes partidos políticos criticaram as Prefeituras e o governo pelos altos níveis de poluição registrados nas últimas semanas, assim como por estas medidas e pelos prejuízos que supõem para o deslocamento dos cidadãos.

O secretário federal da Liga Norte, Matteo Salvini, disse que a limitação do trânsito "não serve para nada" porque "contribui como muito para 20% da poluição total".

O líder do Movimento Cinco Estrelas, Beppe Grillo, culpou o governo por esta situação e por seu "política industrial própria do século XIX" que, na sua opinião, "envenena" os cidadãos.

Fonte: G1

Poluição do ar pode ter relação com aumento de casos de AVC, diz estudo


Quem vive em áreas poluídas têm mais chance de entupimento de artérias.
Investigação foi feita com 300 mil pessoas em cidades dos EUA, como NY.

Falta de manutenção do escapamento prejudica a saúde dos moradores de São Carlos, SP. (Foto: Paulo Chiari/EPTV)
Fumaça emitida por escapamento de automóveis lança materiais particulados que prejudicam a saúde de quem respira o ar contaminado (Foto: Paulo Chiari/EPTV)

Um novo estudo divulgado nesta segunda-feira (16) sugere que a poluição do ar tem relação com um possível estreitamento das artérias carótidas, responsáveis por transportar o sangue arterial do coração para o cérebro.

O entupimento delas pode provoca um acidente vascular cerebral (AVC).

Pesquisadores do Centro Médico Langone, hospital da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, analisaram registros de mais de 300 mil pessoas que vivem em Nova York, Nova Jersey e Connecticut.

Com os dados, eles descobriram que quem vivia em endereços com maior presença de poluição particulada ficou mais propenso ao estreitamento de suas artérias carótidas internas em relação a quem vivia em áreas menos poluídas.

A análise foi feita entre os anos de 2003 e 2008, com a ajuda de índices de poluentes obtidos pela Agência de Proteção Ambiental (EPA)

As principais fontes de emissões do material particulado são os veículos automotores, processos industriais e queima de biomassa. Esses agentes contaminantes causam danos graves à saúde, segundo cientistas.

O material particulado (que tem a sigla em inglês PM2,5) é uma denominação para um conjunto de poluentes como poeiras, fumaças e todo titpo de material sólido e líquido que fica suspenso na atmosfera por causa do seu tamanho pequeno.

As principais fontes de emissões desse tipo de material são os veículos automotores, processos industriais e queima de biomassa. Esses agentes contaminantes causam danos graves à saúde, segundo cientistas.

Menos poluição, menos risco
De acordo com o pesquisador Jeffrey Berger, da Divisão de Cardiologia da Universidade de Nova York, os dados reforçam a possibilidade de que a poluição do ar diária pode representar um alto risco de AVC, além dos fatores de risco tradicionais como a pressão arterial alta, colesterol, diabetes e tabagismo.

As duas artérias carótidas internas estão situadas em ambos os lados do pescoço e fornecem sangue ao cérebro. Normalmente, o AVC resulta do acúmulo de placas nessas artérias.

Segundo Jonathan Newman, cardiologista que liderou a investigação científica, ainda não é possível estabelecer a influência direta da poluição, mas a análise sugere que a hipótese de que a redução dos níveis de contaminação do ar influencia na queda da incidência de problemas nas artérias carótidas e, consequentemente, possíveis episódios de AVC.

Fonte: G1

China se arma para difícil luta contra poluição


            

Meta agora são as partículas finas

A capital chinesa está tentando acelerar a redução de poluentes de partículas, com o objetivo de chegar a um nível reconhecido como seguro internacionalmente, no mesmo momento em que concorre para sediar as Olimpíadas de Inverno de 2022.

Apesar dos desafios, Beijing fará todos os esforços de diminuição de suas concentrações das chamadas PM2.5, matéria particulada com um diâmetro de 2.5 microns, disse ontem Pan Tao, chefe do Instituto de Pesquisa de Proteção Ambiental da capital chinesa.

Os poluentes PM.25 podem penetrar nos pulmões e são muito perigosos para a saúde. Pan disse estimar que a intensidade das partículas na cidade deverá ser reduzida em 60 microgramas por metro cúbico a partir de 2017, e 35 microgramas a partir de 2030 – em relação aos atuais 89.5 microgramas.

A ambição de sediar as Olimpíadas de 2022 com Zhangjiakou, uma cidade na vizinha província de Hebei, chamou a atenção pública para a questão da poluição, debatida intensamente na China nos últimos anos.

Uma das medidas é a criação de novos tribunais ambientais,  multas diárias para poluidores ou o fechamento de suas operações. Analistas afirmam que se trata de passos positivos, mas não uma garantia de progresso.

“Não podemos dizer que estamos otimistas, mas vemos sinais de esperança,” afirmou Ma Jun, um importante ambientalista baseado em Beijing. “Estamos vendo ações muito concretas, planos muito amplos, que têm algumas medidas fortes, incluindo a supervisão pública,” disse ele, de acordo com o Yahoo News.

Foto: erhard.renz/Creative Commons

Fonte: Planeta Sustentável

China vai reduzir consumo de carvão em Pequim para conter poluição


        

A China vai fechar as termelétricas a carvão em Pequim e limitar o uso do material para uso industrial neste ano, a fim de combater a poluição do ar na capital chinesa.

As medidas buscam cortar o total de carvão utilizado neste ano em 2,6 milhões de toneladas, e, no lugar disso, adotar energia limpa e a gás como uma alternativa menos poluente. As informações foram divulgadas recentemente pela agência oficial de notícias, Xinhua.

O gigante asiático prometeu reverter os danos causados a seu meio ambiente durante décadas de forte crescimento econômico e identificou as regiões de Pequim, Hebei e Tianjin como alvos-chave para o programa destinado a desacelerar indústrias como aço, energia térmica e cimento – todas grandes fontes de poluição atmosférica.

A cidade industrial de Tianjin, no norte do país, deve adotar várias medidas nos dias de poluição pesada, incluindo a restrição ao número de veículos em circulação nas ruas.

Crescimento econômico x qualidade de vida

O crescimento econômico sempre esteve no topo da agenda política na China, mas a irritação da população com a poluição vem provocando protestos e o governo agora promete ser mais firme e fazer da limpeza do meio ambiente uma prioridade.

Mesmo assim, as autoridades enfrentam com frequência dificuldades para fazer as medidas serem cumpridas por indústrias que provocam muita poluição e autoridades locais, obcecadas com o crescimento.

Fonte: Terra 

Laísa Mangelli