Confraternização encerra o Movimento Ecos de 2019 com muito entusiasmo


Mais um ano se encerra com o sentimento de dever cumprido. Nesta quarta-feira (11), foi realizada a confraternização dos ganhadores das atividades do Movimento Ecos 2019. Estiveram presentes os alunos das Equipes Ecos das E. E. Guimarães Rosa, E. E. Dr. Lucas Monteiro Machado, E. E. Geraldo Jardim Linhares e E. E. Caio Nelson de Sena, além dos professores orientadores, nucleadores e a coordenação do movimento.

Alegres com o reconhecimento do trabalho, os alunos conheceram o Campus III, da Dom Helder Escola de Direito e Escola de Engenharia de Minas Gerais (EMGE), apoiadoras do projeto.

Francisco Haas, coordenador geral do Ecos, traduz a confraternização como um momento de “comemoração diante das conquistas dos alunos”. Ao fazer um balanço do projeto em 2019, classificou como um ano “de muito trabalho, aprendizado e conquistas”.

Junto ao Movimento Ecos, os alunos conseguiram arrecadar mais de 200 toneladas de lixo reciclado, reduzir 35% do consumo de água em relação a 2018 e uma redução para 0,6 Kwh/mês por pessoa. Tudo isso gerou uma economia de R$ 150 mil. Além disso, devido ao trabalho desenvolvido nas escolas públicas de Belo Horizonte e Região Metropolitana, o Ecos recebeu o prêmio de Cidadania Metropolitana da RMBH em 2019.

Veja também:

Caminhada Ecológica e premiação

Vale lembrar que no dia 22 de novembro foi realizada a Caminhada Ecológica do Movimento Ecos, que precede o grande encerramento do projeto. Com trajeto saindo da Praça Raul Soares, passando pela Av. Olegário Maciel até a Praça da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, a caminhada reuniu mais de 20 mil pessoas entre alunos e cidadãos belo-horizontinos.

Já na Praça Carlos Chagas, no anfiteatro da ALMG, foram realizadas as finais do Concurso de Fotografia Garota e Garoto EcoDom e Concurso de Dança EcoDom revelando os grandes ganhadores. Confira abaixo a classificação:

Concurso de Dança EcoDom

1º lugar: E. E. Guimarães Rosa

2º lugar: E. E. Padre João Botelho

3º lugar: E. E. Carmo Giffoni

4º lugar: E. E. Caio Nelson de Sena

5º lugar: E. E. General Carneiro

 

Concurso de Fotografia Garota e Garoto EcoDom

1º lugar Garota: Beatriz Alves Dias Santos – E. E. Caio Nelson de Sena

1º lugar Garoto: Felipe Santos Chagas – E. E. Caio Nelson de Sena

2º lugar Garota: Mariana Eugência de Castro Santos – Colégio Tiradentes – Unidade Contagem

2º lugar Garoto: André Tavares Viana – Colégio Tiradentes – Unidade Contagem

3º lugar Garota: Helena de Freitas Monteiro – Colégio Tiradentes – Unidade Argentino Madeiro

3º lugar Garoto: Miguel Rute dos Santos Barbosa – E. E. Professor Clóvis Salgado

4º lugar Garota: Karine Ferreira da Silva – E. E. Professor Clóvis Salgado

4º lugar Garoto: Augusto Alves Pinto de Paula Batista – E. E. Doutor Lucas Monteiro Machado

5º lugar Garota: Juliana de Aquino Corrêa de Oliveira – E. E. Doutor Lucas Monteiro Machado

5º lugar Garoto: Pedro Paulo Carvalho de Souza – Colégio Tiradentes – Unidade Argentino Madeiro

Também foram reveladas as 12 escolas com melhor Pegada Ambiental em 2019. São elas: E.E. Bolivar Tinoco Mineiro, E.E. Coronel Adelino Castelo Branco, E.E. Domingas Maria de Almeida, E.E. General Carneiro, E.E. Imperatriz Pimenta, E.E. Manoel Martins de Melo, E.E. Maria Floripes Nascimento Alves, E.E. Mendes Pimentel, E.E. Professor João de Arruda Pinto, E.E. Professora Alaíde Lisboa de Oliveira e Cesec Clemente de Faria.

E a grande campeã do dia, ganhadora do Projeto Socioambiental 2019, foi a E. E. Guimarães Rosa. A professora orientadora da escola, Ana Cláudia Cardoso, contou que a instituição participa do movimento desde 2018, ressaltando o constante aprendizado por parte dos alunos. “Foram ganhos muito grandes para a escola em vários sentidos, não só ambientais, mas físicos e disciplinares também. Houve mudanças de postura, de hábitos por parte dos alunos, não só daqueles que fizeram parte da Equipe EcoDom, mas da escola como um todo. Nós percebemos que toda a escola está se atentando mais às questões ambientais”, diz.

Premiação

Os alunos vencedores dos concursos e professores orientadores foram premiados durante o churrasco de confraternização com um smartphone. Além disso, os ganhadores da Pegada Ambiental também receberam uma viagem ao arquipélago de Fernando de Noronha (PE).

Beatriz Alves, do terceiro ano do ensino médio da E. E. Caio Nelson de Sena, também futura aluna do Direito Integral da Dom Helder, agradeceu a oportunidade de participar do Movimento Ecos 2019, e disse que o projeto foi muito importante para o amadurecimento dos alunos. Segundo ela, foi uma experiência diferente. Em nome da escola, declara: Nós batalhamos bastante, porque sabíamos que era uma oportunidade real de entrar em uma instituição de ensino superior. Nós só temos a agradecer ao Movimento Ecos e à Dom Helder e EMGE pela oportunidade”.

Bárbara Teixeira – Equipe EcoDom

Como a gastronomia sustentável pode ajudar o planeta?


O princípio de uma gastronomia sustentável se deve também aos benefícios, do ponto de vista nutricional e econômico (Pixabay)

Patrícia Almada

Com consumidores cada vez mais exigentes, pensando em um planeta sustentável, a gastronomia teve que se adequar oferecendo diferenciais e experiências que vão além do sensorial. A chamada gastronomia sustentável é um movimento que convida a modificar a conduta de negócios e repensar a forma de produzir e descartar os alimentos.

A mudança, com objetivo de se adotar uma prática sustentável, vai desde modificações na gestão operacional, logística, ciclo produtivo, energia, na origem dos produtos e safras, sazonalidade, regionalização, desperdício, destino dos resíduos, e até na composição dos cardápios que os restaurantes oferecem.

Para o chef de cozinha Eduardo Roberto Batista, a gastronomia sustentável surge da própria necessidade dos restaurantes e cozinhas de evitar o desperdício. “Quem trabalha em uma cozinha conceito, seja bistrô ou renomada, até por virtude de cortes e apresentação de um formato, há perdas de muitos alimentos. Trabalhei em cozinhas de restaurantes renomados e pude perceber que se jogava muita coisa fora. O descarte impacta no preço e na própria sustentabilidade. Vem de uma necessidade global, a questão do desperdício, que realmente precisa de ser evitado”, disse.

O chef ressalta que o princípio de uma gastronomia sustentável se deve também aos benefícios, do ponto de vista nutricional e econômico. “Da parte da nutrição, acaba-se jogando uma parte fora do alimento que pode ser rica em nutrientes, como talos de couve, entre outros. E do lado econômico, sem desperdício e com o aproveitamento de forma integral, o preço acaba sendo mais justo. ”, conta.

Desafios

Para Eduardo, o maior desafio desse tipo de gastronomia é fazer com que as mudanças de hábito do consumidor sejam realmente efetivadas, para assim, mostrar a gastronomia sustentável de uma forma mais chamativa, mais gourmet.

“Quando pensamos em Belo Horizonte, por exemplo, a população é muito conservadora do ponto de vista alimentar. Geralmente vamos nos mesmos restaurantes, de preferência sentamos nos mesmos lugares e pedimos os mesmos pratos. Já para experimentar um prato diferente que envolva sobras de alimentos, como uma casca de abóbora, a pessoa logo já pensa: ‘Eu não quero sair de casa para comer esse tipo de comida’”, explica.

Mercado

De acordo com o relatório “Tendências em alimentação saudável”, elaborado pela empresa inglesa de pesquisa Mintel em 2019, os consumidores estão mais preocupados com saúde e sustentabilidade na hora de comer: 52% dos entrevistados têm dado preferência a alimentos e bebidas ricos em proteínas, fibras e com menos açúcar. Para a indústria, esse novo comportamento traz oportunidades de criar produtos, desenvolver diferentes nichos de mercado e aumentar o faturamento, aponta o estudo.

Além de dar preferência a alimentos naturais e nutritivos, os consumidores estão desenvolvendo um olhar abrangente, preocupando-se com o impacto dos seus hábitos alimentares no meio ambiente.

Eduardo classifica o movimento como positivo e vê o mercado com grandes potencialidades de crescimento. “As consciências ecológicas e ambientais têm mudado. Se conseguirem fazer algo chamativo pode ser uma grande tendência. A fome é uma questão global. Então, até no âmbito mundial, a partir da hora em que não há exagero no consumo e que se consegue reaproveitar, não comprando de uma maneira desenfreada, você está praticando uma gastronomia sustentável. Uma nova consciência sobre a alimentação nos faz consumir menos de forma equilibrada, mais saudável e consciente.

Aplicabilidade

Os benefícios da gastronomia sustentável são muitos. Vão desde a diminuição da emissão de gases do efeito estufa, economia de energia, proteção das espécies, tanto animal como vegetal em extinção, como a valorização da produção local, reaproveitamento, dentre outros. Mas, de acordo com o chef, apesar das inúmeras qualidades, a gastronomia sustentável, propriamente dita, está longe de ser implementada em sua totalidade.

“Ainda estamos muito distantes de uma realidade onde se aplica a integralidade de uma gastronomia sustentável. As próprias faculdades de gastronomia ainda não pensam em compostagem, por exemplo. Existe um restaurante em São Paulo onde se servem pratos com talos, raízes com brotos, alimentos que até então não se pensava em utilizar. Concluindo, existem alguns restaurantes que trabalham sim com gastronomia sustentável, porém o número é irrisório. Muito mais uma tentativa do que uma realidade, pois ainda assim se perde muita coisa. Mas, de todo jeito, é válido”.

Eduardo ainda complementa que para que todas as mudanças sejam aplicadas de fato dentro da gastronomia sustentável é essencial uma ampliação da compreensão do termo. “Mudar de comportamento, pensar em uma questão ambiental mais abrangente demanda tempo, conscientização e não é algo que acontece da noite para o dia”, finaliza.

Dom Total

Caminhada Ecológica EcoDom mobiliza 10 mil pessoas na região Centro-Sul de BH


Nesta sexta-feira, dia 22 de novembro, a partir das 8h30, para marcar o encerramento de mais um ano de muitas atividades, o Movimento EcoDom realiza a tradicional Caminhada Ecológica, com a participação de 200 escolas, sendo as 139 escolas que participaram do Projeto Socioambiental ao longo do ano e mais 61 escolas que participaram, exclusivamente, do Campeonato Estadual de Matemática (CEM). Gratuito e aberto ao público, a expectativa dos organizadores é que a caminhada receba aproximadamente 10 mil pessoas. O cortejo sairá da praça Raul Soares, no centro da capital, e seguirá pela avenida Olegário Maciel até a praça da Assembleia Legislativa no Santo Agostinho.

O evento contará com a premiação do projeto Pegada Ambiental, que avalia as escolas participantes em dez indicadores: consumo de água, consumo de energia, consumo de papel, geração de resíduos, coleta de recicláveis, áreas verdes, alimentação saudável, trânsito sustentável, infraestrutura e trabalho de temas transversais nas disciplinas. O projeto, que contou com a participação de 78 escolas, constatou uma redução de 35% no consumo de água em 2019, quando comparado com 2018. Esse ano esse índice chegou a 6,5L per capta por dia. Em 2018 essa média foi de 10L. Outro indicador levantado foi o consumo de energia, que em 2019 alcançou a média de 0,6 Kwh/mês por pessoa. As medições ocorreram entre outubro de 2018 e setembro de 2019, totalizando 12 meses.

Segundo Francisco Haas, coordenador-geral do Movimento EcoDom, a caminhada é um dos momentos mais emocionantes do projeto, uma vez que reúne todos os participantes, com cartazes, faixas, alegorias dos trabalhos, transformando o dia em uma grande festa. “As caminhadas são animadas por fanfarras, coreografias e apresentações artísticas de livre iniciativa de cada participante e a alegria e o entusiasmo dos alunos refletem o espírito de participação de cada escola”, garante.

Haas conta que outro fator emocionante é que a motivação de todos é direcionada para o mesmo objetivo, que é a preservação dos recursos naturais. “A Caminhada EcoDom, além de mostrar para a sociedade as atividades desenvolvidas pelas escolas participantes ao longo do ano em prol do meio ambiente, constitui-se como um grande momento de confraternização e mobilização estudantil.”

Premiações e Dia Mundial da Limpeza

Ao final da Caminhada, em um palco montado no anfiteatro da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, localizado na praça Carlos Chagas, serão realizadas as finais do Concurso de Dança EcoDom e do Concurso de Fotografia Garota e Garoto EcoDom. Participam da final do Concurso de Dança a E. E. Caio Nelson de Sena, E. E. Carmo Giffoni, E. E. General Carneiro, E. E. Guimarães Rosa e E. E. Padre João Botelho. O ritmo escolhido para a competição deste ano foi o forró. Já na final do Concurso de Fotografia foram classificadas o Colégio Tiradentes PMMG – Unidade Argentino Madeira, o Colégio Tiradentes PMMG – Unidade Contagem, a E. E. Caio Nelson de Sena, a E. E. Doutor Lucas Monteiro Machado e E. E. Professor Clóvis Salgado.

Além das duas competições, o evento conta também com a premiação dos ganhadores do Projeto Socioambiental, onde as escolas escolhem três índices do Pegada Ambiental para desenvolverem projetos de sustentabilidade.

Outra novidade deste ano será a realização de uma ação especial do Dia Mundial da Limpeza. Celebrada no dia 21 de setembro, a ação busca mobilizar voluntários para a limpeza de ruas, praças e demais espaços públicos, chamando a atenção da sociedade para a questão do descarte de resíduos em vias urbanas. Durante a Caminhada Ecológica, uma equipe formada por alunos, professores e demais voluntários seguirá todo o percurso recolhendo o lixo que possa ser gerado no dia.

Os coordenadores do Movimento EcoDom convidam a todos para participarem desta grande festa de encerramento do projeto. Além disso, os alunos da Dom Helder que comparecerem à caminhada irão receber 6h de atividades complementares a área de extensão.

Equipe EcoDom

Menos consumo e adeus ao fast luxury: a moda direcionada para a sustentabilidade


Empresas devem apostar cada vez mais na moda sustentável (Divulgação)

64% da população mundial é constituída pela Geração Z (2,6 bilhões de pessoas nascidas desde 1997) e pelos Millennials (2,14 bilhões de indivíduos nascidos entre 1981 e 1996): segundo estimativas do Deutsche Bank, até 2020, eles representarão cerca de 40% da demanda de bens do segmento de luxo mundial. Um problema não apenas para o setor, porque os consumidores de amanhã (mas, agora, também do presente) são aqueles que acima de tudo valorizam a sustentabilidade.

Certamente, de acordo com David Pambianco, CEO da empresa com o mesmo nome que organizou a 24ª edição do Fashion Summit, para as empresas Made in Italy, trata-se de um grande desafio, mas a produção local já é altamente sustentável: produções artesanais, rastreabilidade da cadeia de suprimentos, vínculo com o território e proteção dos trabalhadores são aspectos que caracterizam a indústria italiana. Mas em nível global, a situação é muito mais delicada. De acordo com Erika Andreetta, parceira da PwC, especialmente os mais jovens são “ativistas da saúde pessoal e do planeta”, a ponto de 90% dos participantes estarem dispostos a pagar um preço premium por produtos da moda éticos e sustentáveis.

Como consequência, Francesca Di Pasquantonio, do Deutsche Bank, observa que, se a notoriedade e o prestígio de uma marca ainda permanecem os critérios fundamentais das escolhas de compra, as considerações sobre o impacto da mesma sobre o meio ambiente e a saúde, o tratamento dos trabalhadores, a orientação social e ética estão assumindo um papel cada vez mais importante. Traduzido: a sustentabilidade está se tornando um pilar do valor da marca. E as marcas de luxo devem levar isso em consideração.

No entanto, o caminho ainda é difícil: das 317 empresas em todo o mundo incluídas no DJ World Sustainability Index, apenas quatro pertencem ao segmento de luxo: Kering, Hugo Boss, Burberry e Moncler. E, juntas, representam menos de 1% da capitalização total das empresas do índice, que – segundo o relatório do banco comercial alemão – vale 10,13 bilhões de bilhões. Juntas, as quatro empresas representam 16% da capitalização do mercado do índice global do setor do luxo: o mesmo que dizer que existem 84% do mercado para os quais a sustentabilidade ainda é uma miragem.

“A maioria das empresas e grupos do segmento do luxo – explica a especialista da Db – está inserida nos balanços de sustentabilidade, e algumas delas são particularmente ativas e se comunicam bastante sobre esses temas. Os consumidores, especialmente as novas gerações, não se contentam com certificações quando se trata de sustentabilidade. As mudanças no setor de luxo se tornaram cada vez mais numerosas e estão afetando tanto a cadeia de suprimentos (envolvendo decisões sobre materiais, processos, uso de recursos, quantidade) quanto o desenvolvimento e a criação de novos produtos e meios de comunicação. Para acompanhar os novos consumidores, várias empresas estão experimentando soluções inovadoras que combinam moda e materiais sustentáveis. Por exemplo, a Adidas fez uma parceria com a Parley para produzir calçados esportivos de plástico oceânico reciclado. A Prada colaborou com a National Geographic para filmar curtas-metragens sobre a iniciativa de re-nylon”.

Os especialistas observam que, no momento, as empresas se concentraram na reutilização de resíduos, no banimento de produtos químicos e na particular ênfase ao fornecimento ecológico e sociológico compatíveis, mas é claro que a sustentabilidade levará ao fim – ou pelo menos a um questionamento – do fast luxury para chegar a uma redução dos consumos. “Tudo isso – conclui Di Pasquantonio – terá um custo e provavelmente levará a um novo desafio: como reabsorver o excesso de capacidade e redistribuir ganhos, custos e ineficiências entre as várias partes interessadas. Desse ponto de vista, a sustentabilidade também poderá representar uma oportunidade para estimular a inovação e a criação de valor”.

Giuliano Balestreri / Business Insider

Fórmula 1 anuncia plano de longo prazo para se tornar sustentável


Direção pretende utilizar sistemas de logística e viagens ‘ultra-eficientes’ e escritórios, facilities e fábricas abastecidas com energia 100% renovável (Pixabay)

A Fórmula 1 anunciou nesta terça-feira (12) um plano de longo prazo para se tornar sustentável. A primeira meta da categoria, conhecida por ser uma das mais poluentes do mundo, é tornar o evento totalmente sustentável do ponto de vista do meio ambiente até 2025. E a segunda é neutralizar todas as emissões de carbono relacionadas ao campeonato até 2030.

“Esta iniciativa vai envolver todos os carros da Fórmula 1, todas as atividades na pista e as demais operações da categoria como esporte”, anunciou a direção da categoria. “O plano ficou pronto após 12 meses de intenso trabalho com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), especialistas em sustentabilidade, times da F-1, promotores e parceiros, resultando num plano ambicioso, porém executável.”

Com a decisão, a F-1 espera se manter na vanguarda da tecnologia, uma das marcas de sua história, influenciando os carros comuns, das cidades. “Estar na vanguarda da inovação automotiva dá à F-1 uma plataforma global para acelerar o progresso e desenvolver tecnologias para reduzir e eliminar as emissões de carbono dos atuais motores de combustão interna.”

Para tanto, a F-1 argumenta que a mudança para os motores híbridos, em 2014, foi o primeiro passo na categoria. Os híbridos contam com sistema elétrico, que aumenta a potência dos carros sem elevar o consumo de combustível. “Com mais de 1 bilhão de veículos no mundo usando motores à combustão, este é o potencial para reduzir as emissões de carbono globalmente.”

Ainda sem apresentar detalhes sobre o projeto, a direção da categoria promete eliminar plásticos, até dos assentos dos carros, utilizar sistemas de logística e viagens “ultra-eficientes” e escritórios, facilities e fábricas abastecidas com energia 100% renovável.

“Ao longo dos seus 70 anos de história, a F-1 foi pioneira em numerosas tecnologias e inovações que deram contribuições positivas à sociedade e ajudaram a combater as emissões de carbono. Desde a aerodinâmica inovadora ao design dos freios, o progresso liderado pelas equipes da F-1 beneficiou centenas de milhões de carros de passeio. Poucas pessoas sabem que as unidades de potência híbrida da F-1 atual é a mais eficiente do mundo, já que oferece mais potência com menos combustível e, portanto, emite menos CO2, que qualquer outro carro”, afirmou Chase Carey, atual chefão da Fórmula 1.

“Acreditamos que a F-1 pode seguir sendo uma líder para a indústria automotiva, trabalhando com o setor para oferecer o primeiro motor de combustão interna híbrido que reduza enormemente as emissões de carbono. Ao lançar a primeira estratégia de sustentabilidade da F-1, reconhecemos o papel fundamental que todas as organizações devem desempenhar para abordar este problema global”, declarou o dirigente.

Agência Estado

A Revolução da Alimentação


Em um mundo fragmentado e dominado pelo medo, algumas iniciativas brotam para disseminar a cultura da boa produção e alimentação. De forma saudável e diversa, no coração das transformações política, social e econômica a Schumacher College nos ensina como a escolha dos alimentos é importante para o futuro do nosso planeta.
 
  
 
Apesar das diferenças e diversidades, estamos todos conectados. Conectados através da terra e do alimento, a verdadeira rede da vida. Conectados através da nossa humanidade comum.
 
O diferencial e revolucionário ato de optar por comunidades de produtores locais menos suscetíveis a processos industriais – diferenciados pela sua autenticidade e qualidade dos seus produtos – busca colocar pequenos produtores como plano central no sistema alimentar. A globalização subestima a economia local, o conhecimento indígena e a diversidade de espécies e culturas.
  
 
Durante as últimas décadas, a produção, o processo e distribuição de alimentos tem excluído inúmeras mulheres, pequenos produtores, assim como a agricultura familiar, passando a ser monopolizados por grandes corporações globais como Monsanto, Cargill, Phillip Morris e Nestlé. Pequenos produtores ao redor do mundo estão sendo excluídos e destruídos pela injusta competição dos gigantes do agronegócio. O movimento antiglobalização tem focado na injusta competição do mercado global que está levando os pequenos produtores à falência, dívidas e até mesmo suicídio.
 
No entanto, a despeito dessa guerra injusta, os pequenos produtores e as comunidades locais não só se recusam a desaparecer como estão moldando um futuro além da globalização. A resiliência dos produtores que continuam a salvar e compartilhar suas diversas sementes, vivendo suas diversas culturas e celebrando seus diferentes modos de alimentação mantêm a força e energia necessária para a continuação desta batalha. É preciso manter acesa a chama que promove o pequeno mercado descentralizado e a produção biodiversa.
 
Este não é o mundo da Organização Mundial do Comércio (World Trade Organization – WTO) onde somente o agronegócio existe, onde agricultura significa basicamente soja, milho, arroz e trigo, onde uma única empresa (Monsanto) controla 94% dos organismos geneticamente modificadas (GMOs – geneticaly modified organism) e onde a maioria da produção não serve de alimento para os seres humanos, mas para bilhões de animais de cativeiro em fazendas industriais. Este é um mundo onde pequenos produtores agrícolas geram mais do que fazendas industriais usando menos recursos.
 
A biodiversidade protege a saúde da terra e a saúde das pessoas. A qualidade, o gosto e a nutrição deveriam ser os elementos essenciais e requisitos para a produção e para o processo alimentar, sem elementos tóxicos e sem gerar um lucro exorbitante para o agronegócio. A diversidade nos oferece a oportunidade de transformar nosso sistema de alimentação. A diversidade do cultivo, de alimentos e de culturas produz a resistência à monocultura e estimula alternativas criativas. Nossa força vem de nossa variedade e singularidade, uma força que pode ser erradicada somente quando desistimos de nós mesmos.
 
Campanha “Comida é Patrimônio" do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN)
 
É importante oferecer oportunidades e canais para articularmos um novo paradigma para alimentação. É importante defender nossos direitos a uma alimentação sadia e estimular o conhecimento e criatividade dos pequenos produtores. Precisamos abandonar a lacuna entre produtor e consumidor. De acordo com o fundador do movimento Slow Food, Carlos Petrini: "precisamos ser coprodutores. Consumir significa destruir. No ato de nos alimentarmos já estamos participando da produção. Ao nos alimentarmos de orgânicos estamos falando "não" aos agrotóxicos e estamos apoiando os produtores de orgânicos. Ao rejeitar sementes geneticamente modificadas estamos votando pelo direito à agricultura familiar, pelos pequenos produtores, e também pelos direitos da populaçãà informação e à saúde. Ao nos alimentarmos da produção advinda das comunidades de produtores locais, estamos enfraquecendo e diminuindo os lucros das empresas do agronegócio e fortalecendo nossa comunidade local de produtores. Os que comem são então os coprodutores, pela sua relação com os pequenos agricultores que criam um caminho possível para a sustentabilidade, justiça e um sistema alimentar saudável. 
 
Cartaz retirado da revista Nova Escola. (Clique na imagem para ampliar)
 
Ao fazer escolhas sobre o que comemos, fazemos escolhas sobre quem somos. A industrialização e globalização do nosso sistema de alimentação está nos dividindo: Norte-Sul, produtores e consumidores, ricos e pobres. A parte mais significativa da fonte desta separação é o mito da alimentação “barata, o mito de que sistemas de alimentação industrializados produzem mais alimentos e consequentemente são necessários para acabar com a pobreza. No entanto, pequenos, biodiversos cultivos orgânicos têm maior potência do que a produção de monocultura em larga escala. Os alimentos produzidos de maneira industrial não são baratos. O custo é muito alto para o planeta, para os produtores e para a nossa saúde. O planeta não pode mais carregar as consequências da exploração de águas subterrâneas, poluição devido aos agrotóxicos, a perda de espécies e a desestabilização do clima. Produtores não podem mais carregar o peso das dívidas inevitáveis causadas em decorrência da valorização excessiva da agricultura industrial. Cento e cinquenta mil produtores cometeram suicídios na Índia como um sintoma da profunda crise devido ao dominante modelo de produção e exploração do agronegócio.
 
A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) revelou que o mundo produz alimento para 12 bilhões de pessoas, enquanto existem "apenas” 6.3 bilhões de pessoas vivendo no planeta. Destes, 800 milhões estão com fome e 1.7 bilhão sofrem de obesidade. A batalha que estamos lutando faz parte de uma guerra pela civilização e é contra um sistema que é incapaz de produzir alimento de maneira segura, culturalmente apropriada, saborosa e com qualidade. E é incapaz de produzir alimento suficiente para todos porque atua sem se preocupar com o desperdício de terras, água e energia. A agricultura industrial consome dez vezes mais energia do que produz e dez vezes mais água do que agricultura ecológica. E é, portanto, dez vezes menos eficiente. A eficiência do trabalho é também um mito. Todos os pesquisadores, bioengenheiros, produtores de agrotóxicos, motoristas de caminhões e soldados engajados em guerras pelo óleo fazem parte do processo industrial do sistema do agronegócio. Quando a agricultura se torna uma guerra e armas de destruição em massa são substituídas por agrotóxicos e GMOs, o alimento se torna o não alimento. O mercado baseado em preços irreais e injustos não é mais mercado, se torna exploração. A agricultura industrial é barata não porque é eficiente – seja em termos de recursos ou de eficiência de energia – mas sim porque é apoiada por subsídios e representa todos os custos – as guerras, as doenças, a destruição ambiental, a decadência cultural e a desintegração social.
 
 
Fonte: Porto Alegre RESISTE!
 
A Schumacher College é um espaço no qual é possível celebrar a agricultura honesta e onde os preços não mentem. Não há exploração do planeta nem dos guardiões da terra. Schumacher é uma celebração de uma economia viva na qual coproduzimos com as formigas, lagartas e com os fungos. Estamos todos conectados na teia da vida e é o alimento que gira esta teia.
 
 
Estou testemunhando uma nova democracia da agricultura através da liberdade dos produtores e fazendeiros. Fazendas orgânicas, livres de agrotóxicos, toxinas e corporações – sementes geneticamente modificadas e patenteadas – estão criando uma nova democracia para contestar o atual sistema ditatorial da agricultura. E você? Está comendo o que?
 

Read more: http://www.autossustentavel.com/2015/09/a-revolucao-da-alimentacao.html#ixzz4QyDrvHPE

Canadá doa terrenos em ilha paradisíaca


Canadá doa terrenos em ilha paradisíaca para pessoas que prometerem preservá-la (e ainda paga salário)

Canadá doa terrenos em ilha paradisíaca para pessoas que prometerem preservá-la (e ainda paga salário)

05 out 2016
 

Você é daquelas pessoas que ama o meio ambiente e costuma cuidar muito bem do que tem? Então essa oportunidade pode ser para você: o Canadá está doando terrenos em Cape Breton, uma ilha paradisíaca do país. O pré-requisito para ganhar um pedacinho de terra? Preservá-la!

Os empresário locais estão selecionando pessoas com o perfil necessário. Por enquanto, elas ganham o direito de morar no lugar por cinco anos e um salário (não muito gordo, eles avisam!) para garantir que a terra e seus recursos naturais sejam conservados. Os escolhidos também passam a participar da The Farmer’s Daughter Country Market, negócio que visa à produção orgânica de alimentos.

Se após cinco anos o proprietário fizer sua lição de casa direitinho, o terreno é passado para o seu nome. Interessou? Todas as informações sobre a oportunidade estão aqui, mas já avisamos: para se inscrever, é preciso ter autorização legal para trabalhar no Canadá.

Partiu consulado para tirar o visto de trabalho?

Fonte: The Greneest Post

Suécia quer reduzir imposto para estimular cultura do reparo


Exame.com

São Paulo – Políticas de incentivos fiscais geralmente entram em cena para estimular o consumo de novos bens e serviços e, por tabela, aumentar o Produto Interno Bruto (PIB) potencial de um país. Mas, agora, a Suécia pretende lançar mão desse mecanismo de uma forma diferente: o país não faz muita questão de que as pessoas comprem novas roupas, bikes e eletrodomésticos, mas que elas consertem esses produtos.

O plano intrigante do governo sueco busca reduzir a cultura do descarte e incentivar hábitos mais sustentáveis. Para isso, o país pretende baixar o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), que incide sobre a despesa ou consumo e tributa o “valor acrescentado” das transações efetuadas, para serviços de reparo.

A proposta, que será votada pelo parlamento sueco em dezembro, poderá reduzir em até 25% a taxa de imposto IVA aplicado aos consertos de bicicletas, roupas e sapatos, a fim de incentivar os consumidores a reutilizar os seus itens antigos em vez de simplesmente substituí-los.

Ela também permitirá que os consumidores peçam a devolução de até metade do imposto de renda sobre o custo de reparos de aparelhos de grandes dimensões, como fogões, geladeiras e máquinas de lavar.

"Acreditamos que isso poderia reduzir substancialmente o custo e assim tornar mais racional o comportamento econômico para reparação de bens", disse ao The Guardian, Per Bolund, ministro da Suécia para os mercados financeiros e membro do Partido Verde.

Com a medida, as autoridades suecas também esperam reduzir as emissões de carbono do país e sua pegada ecológica, além de proporcionar emprego para imigrantes sem educação formal com oflorescimento da indústria de reparos.

Fonte: Tetra Pak

O Código Florestal e a sustentabilidade da agricultura brasileira


Em 28 de abril passado, a Agroicone promoveu o evento “O Código Florestal e a Sustentabilidade do Agronegócio”, reunindo especialistas, representantes dos setores produtivos e financeiros, do governo federal, de associações e de organizações não-governamentais para refletir sobre a importância do Cadastro Ambiental Rural (CAR) como pré-requisito para a implementação do Código Florestal e seus benefícios para o planejamento da agricultura e gestão do território.

A coordenadora do programa Finanças Sustentáveis do GVces, Annelise Vendramini, foi uma das convidadas do evento e gravou uma entrevista destacando a relevância do Código Florestal para a gestão do território brasileiro. “Com ele, vamos poder fazer a gestão da base de dados sobre a terra. No longo prazo, isso vai permitir que o Brasil avance com as políticas públicas de gestão e fiscalização do território”, disse Annelise.

Confira abaixo a entrevista de Annelise e clique aqui para saber mais sobre o evento e assistir às demais entrevistas.

Projetos de extrativismo sustentável na Amazônia


Projetos de extrativismo sustentável na Amazônia podem ser inscritos até 4 de julho

FBB – Até o dia 4 de julho estão abertas as inscrições para o Edital Ecoforte Extrativismo, destinado a entidades sem fins lucrativos que reúnem produtores extrativistas em projetos em unidades conservação federais de uso sustentável no Bioma Amazônia.
A seleção vai apoiar empreendimentos coletivos nas fases de produção, beneficiamento ou comercialização de produtos extraídos por meio de práticas sustentáveis na floresta. São R$ 8 milhões de investimento social da Fundação Banco do Brasil e do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).  A ação vai contribuir para a inclusão socioprodutiva das comunidades e a preservação do bioma em seis estados: Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Pará e Rondônia.
Para participar, as entidades devem existir legalmente há dois anos, no mínimo, e apresentar uma proposta no valor de até R$ 600 mil. A execução do projeto deverá ser realizada em pelo menos uma e no máximo quatro unidades de conservação e não exceder o prazo de 24 meses.
Os recursos podem ser usados para as seguintes despesas: obras e instalações, máquinas e equipamentos novos, de fabricação nacional; móveis, utensílios, equipamentos de informática, comunicação e software nacional; veículos novos de tração humana ou animal, embarcações e utilitários; aquisição de matéria-prima, embalagens, rótulos e outros materiais utilizados nas etapas de beneficiamento e comercialização; equipamentos de proteção individual (EPI); contratação de profissionais para gestão e contabilidade e de serviços técnicos especializados relacionados à atividade produtiva.
Os documentos exigidos pelo edital devem ser reunidos em um único envelope e entregues pessoalmente na Fundação BB até as 18h do dia 4 de julho ou postados até esta data para o endereço SCN, Quadra 1, Bloco A, Edifício Number One, 10º andar, CEP 70.711-900, Asa Norte, Brasília – DF. As dúvidas enviadas por e-mail até o dia 27 de junho estão disponíveis para consulta na página do Edital Ecoforte Extrativismo, no portal da Fundação BB.
Ecoforte – O programa faz parte da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PNAPO) e do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo) – que buscam estimular e integrar políticas públicas de produção orgânica e de base agroecológica, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida da população, por meio do uso sustentável dos recursos naturais e da oferta e consumo de alimentos saudáveis. Realizado via edital de seleção, o Ecoforte extrativismo se destina a oferecer investimento social para entidades sem fins lucrativos que atuam de forma sustentável em Unidades de Conservação da Amazônia. O objetivo é apoiar e qualificar a estruturação de empreendimentos econômicos coletivos para o beneficiamento e comercialização de produtos advindos do uso sustentável do Bioma Amazônia.
Fonte: Pauta Socioambiental