47 países mais pobres do mundo querem viver só de energia limpa


 

A ideia é ignorar os combustíveis fósseis em sua industrialização – e pular direto para a energia solar e eólica

A parte mais pobre do planeta pode estar prestes a dar um baile ecológico nos mais ricos. As 47 nações com menos dinheiro no mundo pretendem, até 2050, usar apenas energias 100% renováveis

A meta surgiu durante a Conferência sobre Mudanças Climáticas da ONU, que terminou no último dia 18, no Marrocos. O evento discutiu quais serão os próximos passos depois que o mundo inteiro se comprometeu a reduzir as emissões de carbono, por meio do Acordo de Paris – que tem como objetivo não deixar a temperatura da Terra subir mais do que 2ºC até o fim do século.

A ideia é aprender com os erros do restante do mundo – e pular a parte poluente da história das nações. Os países que se comprometeram com o projeto ainda estão em uma fase embrionária da industrialização – e evitariam que suas fábricas sejam construídas dependendo de combustíveis fósseis. As indústrias já se formariam utilizando energia solar ou eólica, por exemplo.

Apesar de nunca ter sido feito algo nessas proporções, não é a primeira vez que a ideia de salto tecnológico aparece. Um dos casos mais famosos aconteceu na parte mais rural da África. Até a virada do século 21, o número de linhas de telefone fixo por lá era escasso – assim as operadoras telefônicas resolveram investir diretamente em celulares, sem passar pelos fixos. Com isso, o número de linhas móveis em continente africano saltou de 7,5 milhões em 1999 para 76,8 milhões em 2004.

Para que dê tempo, os 47 países (entre eles, Palestina, Sudão do Sul e Afeganistão) têm quatro anos para enviar à ONU seu planejamento. Até 2030 as coisas devem estar começando.

A ideia vai contra as ações que algumas das nações mais ricas estão tomando. “Não sabemos o que os países estão esperando para avançar rumo à neutralidade de carbono e ter 100% das energias renováveis”, afirmou à BBC Edgar Gutierrez, primeiro ministro da Costa Rica. “Todos deveriam começar a transição, ou todos sofreremos”, completou.

Enquanto isso, nos EUA, o presidente eleito Donald Trump já declarou não acreditar no aquecimento global – e o governo Obama, que se comprometeu a doar US$ 3 bilhões para a ONU no combate ao aquecimento global, até agora, entregou “apenas” US$ 500 milhões.

Fonte: Exame
 

Metrô na França gera energia limpa com passos dos passageiros


 

metro1

Olha que incrível, o piso do metrô de Sait-Omer, no norte da França, gera energia com os passos dos passageiros. Sempre que alguém pisa em um dos 14 “azulejos” retangulares instalados no chão, a placa produz cerca de 7 watts de eletricidade.

A energia fica armazenada em pequenas baterias e tem um tempo de vida de 72 horas. No momento, a eletricidade está sendo usada para alimentar as lâmpadas de LED da estação. O metrô também instalou duas entradas USB gratuitas para os passageiros recarregarem seus eletrônicos.

Futuramente, o metrô pode se tornar autossuficiente em energia limpa com essa invenção. A tecnologia do piso, inclusive, começa a ser testada em outros lugares do mundo, incluindo o Brasil.

É o caso do campo de futebol do Morro da Mineira, no Rio de Janeiro, queproduz energia a partir dos passos dos jogadores. Lá, a eletricidade gerada é usada para acender os refletores da quadra durante a noite.

A ideia é excelente, mas os moradores reclamam que o preço do aluguel da quadra aumentou muito. A própria empresa responsável pelo projeto reconhece que o alto custo é uma falha do piso, mas ela garante que o preço deve cair na medida em que ele se popularizar.

metro1

metro2

metro3

metro4

metro5metro1

Fonte: Razões pra acreditar

Brasil entre os dez países que mais investem em energia limpa


Depois de dois anos em queda, os investimentos globais em energias limpas aumentaram 17% em 2014 – US$ 270 bilhões ano passado, contra US$ 232 bilhões em 2013

As informações são de um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), divulgado na terça-feira, 31 de março.

Segundo o documento, o aumento foi puxado pela expansão das instalações solares na China e no Japão e dos projetos eólicos em alto mar na Europa. Além disso, o Brasil figura entre os dez países que mais investiu no setor.

O total de investimento é apenas 3% menor do que o recorde, que foi registrado em 2011, quando foram aplicados US$ 279 bilhões. Além de fatores econômicos, o relatório mostra que a queda de investimento registrada nos últimos dois anos também tem relação com a redução do custo das tecnologias. Ano passado, cada dólar era capaz de comprar 103 gigawatts (GW) de energia limpa; em 2013, eram 86 GW; em 2012, 89 GW; e em 2011, 81 GW.

Brasil investiu US$ 7,6 bilhões e figura entre os dez países que mais aplicaram no setor

"Estas tecnologias de energia limpa são indispensáveis e sua importância global vai aumentar à medida que o mercado amadurecer, os preços continuarem a cair e a necessidade de controlar as emissões de carbono se tornar mais urgente", destacou o diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner. "A crescente penetração das energias renováveis nas economias em desenvolvimento é um dos aspectos mais importantes do relatório", acrescentou.

Solar e eólica
A China foi de longe a maior investidora em energia renovável no ano passado — um recorde de US$ 83 bilhões, aumento de quase 40% em relação a 2013. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com US$ 38,8 bilhões em investimentos, aumento de 7%. Em terceiro, o Japão, com US$ 35 bilhões e crescimento de 10%. Um boom em energia eólica em alto mar na Europa resultou em sete projetos de US$ 18,6 bilhões. Enquanto isto, o Brasil investiu US$ 7,6 bilhões e figura entre os dez países que mais aplicaram no setor (7ª posição).

Energia limpa: momento mais que propício ao investimento

Energias solar, eólica, de resíduos e outras fontes renováveis foram responsáveis por gerar 9,1% da eletricidade global, contra 8,5% em 2013. Como em anos anteriores, o mercado em 2014 foi dominado por investimentos recordes em energia solar e eólica, que representaram 92% do total de energias renováveis.

Fonte: EcoDesenvolvimento.

Brasil dá um passo atrás na geração de energia limpa


Até pouco tempo à frente na defesa da produção de energia de fontes renováveis, como etanol, biodiesel, eólica e solar, o Brasil está a poucos passos de sujar sua matriz energética. É o que aponta um amplo estudo sobre sustentabilidade e economia verde, feito pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e a Febraban, em fase de conclusão. Os motivos da mudança de prioridade, segundo a análise, seriam a descoberta e o início da exploração de grandes reservas de petróleo no pré-sal, o excesso de acomodação com as usinas hidrelétricas, além de aspectos tecnológicos e econômicos.

A reportagem é de Eliane Oliveira, publicada pelo jornal O Globo, 28-09-2014.

O trabalho compara os investimentos globais nas chamadas Novas Energias (NEs) agendados para 2014. Eles somam US$ 214 bilhões e a participação brasileira nesse total é de US$ 3,1 bilhões, 1,4% do total. Na comparação com outros emergentes, como a China, o Brasil fica muito atrás. O país asiático investirá US$ 56,3 bilhões (26%). A Índia também aparece na frente, com US$ 6,1 bilhões (2,8%).

Além disso, os autores destacam que, embora as fontes renováveis ainda sejam majoritárias na matriz energética do Brasil, respondendo por 79,3% da eletricidade consumida (dos quais 70,6% de origem hidráulica, especialmente grandes hidrelétricas), esse percentual foi bem maior em anos recentes. Em 2011, era de 88,9% e, em 2012, 84,3%.

“Num contexto mundial, em que uma prioridade estratégica visando ao desenvolvimento sustentável e ao longo prazo é priorizar o uso de energias renováveis, o Brasil caminha no sentido oposto, no que tange à composição de sua matriz", diz o estudo.

Segundo Aron Belinky, do Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV, um dos autores da pesquisa, o grande volume de hidrelétricas construídas no passado ajuda nessa acomodação. Ele cita perda de oportunidade em relação a etanol e biocombustíveis:

— As hidrelétricas trazem uma tecnologia antiga, dos séculos XIX e XX. Não é tecnologia de ponta do século XXI. Por mais que esse tipo de energia não gere efeito estufa, tem impacto local muito grande junto a comunidades ribeirinhas, vegetação, animais etc. É uma tecnologia com uso limitado, que depende de grandes rios.

“O segmento de energias renováveis é um dos que mais têm crescido no mundo em termos de investimentos, enquanto no Brasil praticamente nada tem ocorrido”, diz o estudo.

O técnico ressaltou que o Brasil entrou no século XXI como um país privilegiado no cenário energético, mas, na última década, essa posição vem mudando. Nesse período, o Brasil contou com políticas públicas voltadas às Novas Energias, com destaque para o Proinfa, que impulsionou a implantação de 131 usinas (60 pequenas centrais hidrelétricas, 52 eólicas, 19 térmicas a biomassa), previstas para gerar 11,1GWh em 2014. A expectativa com base na observação do mercado atual das NEs — que não inclui a solar fotovoltaica — é que as eólicas mantenham um ritmo de contratação anual entre 2GW e 2,5GW.

Já o setor de biomassa tem maior dificuldade em viabilizar contratações por causa do maior custo médio de usinas de cogeração (R$ 150/MWh contra R$ 130/MWh das eólicas) e menor priorização do governo. Mas há um potencial de geração de eletricidade a partir do bagaço de cana proporcional à evolução da safra e da produção de etanol.

O secretário de Energia do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura, reconheceu que a participação do Brasil no total de investimentos mundiais é pequena. Mas enfatizou que existe um ambicioso plano decenal para o período 2013-2023.

— Vamos acrescentar 77 mil megawatts aos 127 mil existentes — disse, acrescentando que a projeção de aumento da produção de etanol, até 2023, é de 5,5% ao ano; de biodiesel, 6,4%.

Belinky destaca que não há dados comparativos sobre o Brasil porque é a primeira vez que esse tipo de pesquisa é feita. Mas ressalta que o Brasil está prestes a perder o mote da História.

Brasil entra na lista dos “top 10” em fontes renováveis


Com os novos incentivos a projetos solares, país subiu duas posições no ranking mundial da consultoria EY de atratividade para investimentos em energias limpas

                  


O Brasil entrou, pela primeira vez, na lista dos dez primeiros colocados em um ranking mundial de atratividade para investimentos em energias renováveis formulado trimestralmente pela firma de consultoria EY (antiga Ernst & Young), que mede o ambiente de negócios em 40 países no segmento de fontes limpas de energia.  O Brasil subiu do 12º para o 10º lugar no "Renewable Energy Country Attractiveness Index" (Recai), após a decisão do governo federal de incentivar, a partir deste ano, a construção de usinas solares no país.

A indústria eólica já se consolidou no mercado brasileiro, que incentivou a instalação de aerogeradores a partir de 2003, logo após a crise e o racionamento de energia elétrica em 2001.  A indústria solar, porém, ainda é marginal no Brasil.  Os elevados custos dos painéis e a falta de fabricantes locais de equipamentos, que hoje são produzidos em larga escala na China, sempre emperraram os investimentos.

Mas esse cenário começa a mudar.  A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), braço de planejamento do Ministério de Minas e Energia (MME), começará a oferecer neste ano contratos específicos de energia solar nos leilões de novos empreendimentos de geração.  Em seu relatório, a EY afirma que, em termos de atratividade para investidores em energias renováveis, o Brasil é o lugar mais "quente" do mundo neste momento.  Depois vêm o Quênia e a África do Sul.

"A instalação de parques solares é rápida e poderia ajudar o Brasil neste momento de seca" afirma Mário Lima, diretor executivo de consultoria em sustentabilidade da EY, citando a crise provocada pela queda nos reservatórios das hidrelétricas.  A eólica é uma fonte mais econômica, com custos mais baixos, mas a solar exige menos tempo de instalação, compara o executivo.

No ranking da EY, por exemplo, o Brasil já figura em 7º lugar em atratividade para investimentos em parques eólicos construídos em terra – o país cai para a 26ª posição na exploração de parques eólicos marítimos, que são mais comuns nos Estados Unidos, China e Alemanha.

O Brasil ocupa a 10ª colocação em investimentos em usinas termossolares e a 15ª posição em usinas solares fotovoltaicas.

Segundo Lima, o mercado brasileiro poderia se beneficiar dos pesados investimentos feitos pela China no segmento de energia solar, o que vai manter a tendência de queda nos custos dos equipamentos.  Hoje, todas as usinas solares do planeta possuem uma capacidade instalada de 50 GW.  "Em 2018, a China pretende atingir sozinha 75 GW de potência instalada em energia solar", diz Lima.

A China é altamente dependente de térmicas a carvão e está investindo em fontes alternativas de energia para reduzir suas emissões de CO2, afirma o executivo da EY.  Os índices de poluição são alarmantes em algumas cidades chinesas.

O Brasil, porém, precisa solucionar alguns gargalos para que a indústria solar se desenvolva.  Um deles, diz Lima, é a exigência de um elevado conteúdo local para a concessão de financiamentos por parte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que oferece crédito para os fabricantes de equipamentos por meio da linha Finane.

Normalmente, 70% dos recursos investidos pelos empreendedores nos projetos de geração de energia são alavancados.  Mas, para conceder empréstimos, o BNDES obriga que 60% dos equipamentos sejam fabricados localmente.

Segundo Lima, há expectativas no setor de que a exigência de conteúdo local seja reduzida numa primeira fase, para atrair fabricantes de equipamentos de energia solar para o mercado brasileiro.  O percentual, segundo ele, poderia ser reduzido para 20%.  Essas medidas estão sendo discutidas com o governo brasileiro, mas não há ainda uma "clareza" de como essa política será implementada, afirma Lima.  Segundo ele, uma das hipóteses debatidas seria a criação de uma linha de Finame específica para o setor solar.

"A energia solar é uma indústria de inovação e seria interessante para o Brasil desenvolver esse tipo de tecnologia", diz Lima, ao ressaltar que só a Weg, por exemplo, fabrica inversores no país.  Em sua avaliação, o modelo que o Brasil criou para a eólica é bem-sucedido e poderia ser usado para a solar.

Em energia solar, o Brasil fica bem atrás do Chile, país que ocupa o 13º lugar no índice global da EY.  Na utilização de energia solar concentrada (CSP), tecnologia também conhecida como termossolar, os chilenos já estão em segundo lugar no ranking mundial, com a construção de usinas no deserto do Atacama.

A diferença, porém, é que a economia chilena é mais aberta à importação que a brasileira, o que facilita os investimentos em projetos solares.  "No Chile, os investimentos são puxados pelo setor de mineração, que consome muita energia.  Pode-se criar sinergias interessantes entre os projetos", afirma Lima, lembrando que o Brasil também possui uma indústria de mineração desenvolvida.

Fonte: Observatório do Clima

Gigantes da computação Apple, Google e Facebook lideram uso de energia limpa, diz Greenpeace


              

Na semana passada um dos órgãos de referência mundial no assunto de meio ambiente, o Greenpeace, divulgou uma lista em que cita três gigantes da indústria da computação, Apple, Google e Facebook, no topo do ranking das empresas de tecnologia e internet que usam energia limpa em seus serviços. De acordo com dados fornecidos pela organização, as três empresas estão comprometidas com energia renovável em seus processos.

A Apple é a única das empresas listadas a utilizar 100% da energia renovável para manter os servidores de armazenamento do iClould e do iTunes. A empresa construiu fazendas de energia solar em seu data center na Carolina do Norte. A empresa usa também energia eólica e geotérmica para abastecer seus centros de armazenamentos de dados.

O Facebook, segundo o relatório, também abastece seus data centers com energia limpa nos estados da Carolina do Norte e do Oregon. Além da rede social on-line, os centros também são usados pelo Instagram.

Segundo o Greenpeace, o Google lidera entre todas as empresas da indústria da computação que compram energia limpa em larga escala para alimentar a sua gigante rede de sistemas online. Conforme preconizado no relatório, a companhia consome 3.315 GWh de energia e 34% dos seus serviços – Como Gmail, YouTube e Google Play – São abastecidos com energia renovável.

Outros gigantes da área também são citados no relatório do Greenpeace, como a Microsoft ,do bilionário Bill Gates, e o Yahoo. Segundo o documento essas empresas encontram-se no caminho de ser tornarem empresas “verdes”, e para virarem destaques na área teriam que reduzir a sua demanda muito grande atual em energias poluidoras como a nuclear ou a de gás natural e carvão. Entretanto, a Microsoft assinou recentemente um termo de compromisso com a produção de energia eólica para abastecer um de seus centros de dados, localizado na região do Texas.

Na lanterna do ranking, segundo informações obtidas pela ONG, aparece a Amazon, que utiliza apenas 15% de energia limpa para abastecer seus servidores. Uma empresa que tem destaque negativo no relatório também é o Twitter, que não possui datas centers próprios (utiliza alugados) e não divulga nem o tipo, nem a quantidade de eletricidade para manter seus dados armazenados.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/

Laísa Mangelli

Torre Eiffel vai produzir energia limpa e filtrar água da chuva


    

                           Primeiro andar do famoso ponto turístico abrigará diversas e estratégias de sustentabilidade.
 

O primeiro andar da Torre Eiffel será completamente restaurado até o final de 2014, num conjunto de obras que inclui a instalação de painéis solares, turbinas eólicas e sistemas de reaproveitamento da água das chuvas. O objetivo é fazer com que a adoção das fontes de energia limpa diminua a pegada ecológica do local, que também terá novas medidas de acessibilidade, melhorando a experiência de turismo das pessoas com necessidades especiais e mobilidade reduzida.

 

      

 

O projeto de restauração teve início em 2012 e demandou uma verba total de 24,9 milhões de euros, utilizados também para a demolição e reconstrução de algumas partes do primeiro andar e dos pavilhões Ferrié, onde se encontram serviços, como restaurantes e lojas. Os painéis e turbinas eólicas na estrutura vão produzir eletricidade limpa para iluminar o ponto turístico, que apenas utiliza lâmpadas de LED.

 

      

 

Segundo o site InHabitat, quatro moinhos de vento instalados na torre serão os responsáveis por gerar energia para um sistema de filtragem da água das chuvas, que será captada por meio de um módulo de escoamento inserido na estrutura. Além de restaurantes e lojas, a área também abrigará um museu ao ar livre, um anfiteatro e salas de reuniões.

 

Projetadas pelo escritório de arquitetura Moatti-Rivière, as reformas do primeiro andar da Torre Eiffel incluem a instalação de um piso transparente, para que os visitantes possam olhar para baixo e perceberem que estão a 57 metros acima do chão. Além disso, o local vai ganhar varandas, permitindo que os turistas enxerguem Paris por um ângulo diferente – e muito mais sustentável.

 

Redação CicloVivo

Foto :Maqroll/Flickr

 

Incentivos para solar e eólica na pauta


                                                           

 

Da Agência Câmara – A Câmara analisa o Projeto de Lei 5539/13, do deputado Júlio Campos (DEM-MT), que concede incentivos fiscais à instalação de usinas de produção de energia com a utilização de fontes solar ou eólica. “Trata-se de geração de energia limpa e renovável, cuja matéria prima é inesgotável e abundante, além de, obviamente, gratuita”, ressalta o autor.

 

A proposta desonera do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Importação (II) os bens de capital e o material de construção utilizados para a implantação desse tipo de atividade, da mesma forma que atualmente ocorre no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infra-Estrutura (Reidi) em relação à contribuição para o PIS/Pasep e à Cofins.

 

Adicionalmente, estabelece a depreciação acelerada, em um quinto do tempo previsto na legislação do Imposto de Renda, para os bens adquiridos com esse mesmo intuito. O projeto altera a Lei 11.488/07, que cria o Reidi.

 

Aumento do uso de energia – Campos destaca que a Empresa de Pesquisa Energética, vinculada ao Ministério de Minas e Energia, projeta um aumento de mais de 70% na utilização de energia elétrica no Brasil na próxima década.

 

“O cenário de demanda crescente e escassez de recursos naturais impõe ao gestor público a busca por novos modelos de produção de energia, preferencialmente por processos que não causem danos ao meio ambiente”, destaca.

 

Segundo ele, o governo federal optou pelo acionamento de usinas termoelétricas, “que envolvem altos custos de geração de energia e sérios prejuízos ambientais”.

 

Na visão do deputado, “o estímulo à produção de eletricidade pelo aproveitamento da luz solar ou da força dos ventos não é apenas necessidade, mas obrigação para o desenvolvimento de qualquer plano racional de expansão da oferta desse insumo no país”.

 

Tramitação – De caráter conclusivo, o projeto será analisado pelas comissões de Minas e Energia; de Finanças e Tributação (inclusive quanto ao mérito); e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

Íntegra do PL-5539/2013

 

Fonte: Ambiente Energia

Em 2022, mundo terá dois estados de SP em carros elétricos


Wikimedia Commons

 

O mercado de carros verdes, apesar de pequeno, se tornou uma parte importante da indústria automotiva global. As perspectivas de crescimento não desapontam: mais de 35 milhões de veículos elétricos estarão nas estradas até 2022, aponta um estudo da consultoria Navigant Research.

Isso equivale a mais que o dobro da frota atual de carros do Estado de São Paulo, que é de 16 milhões, segundo dados do Detran SP. Hoje, a frota mundial de carros com propulsão elétrica é um pouco maior, já beira os 17 milhões. Na lista, entram os híbridos, híbridos plug-in e 100% elétricos.

De acordo com a consultoria, os preços elevados do combustível, seja gasolina ou diesel, têm tornado os modelos com propulsão elétrica mais atraentes para o bolso. "Para muitos consumidores a aquisição do carro virou uma questão econômica", diz Scott Shepard, analista de pesquisa da Navigant Research

"Os preço de compra inicial pode ser maior que os modelos convencionais, porém a economia operacional devido à redução dos custos de manutenção e reabastecimento estão provando que os elétricos são competitivos", completa.

SEGURANÇA E COMODIDADE
Na esteira do avanço do mercado de elétricos, cada vez mais países se dão conta da necessidade de investir em infraestrutura, que é um dos pontos fracos da indústria. O consumidor precisa ter segurança de que o carro não vai morrer na estrada, com bateria vazia e sem um posto de recarga próximo.

Na Europa, que tem dado grande ênfase no uso de energias limpas, mudanças estão a caminho. Na última semana de novembro, uma comissão do Parlamento Europeu aprovou uma resolução que exige que os seus estados membros instalem, até 2020, milhares de postos de carregamento de veículos elétricos e de hidrogênio em pontos estratégicos.

A medida, ainda em discussão, visa abrir esse mercado que hoje conta com pouco mais de 64 mil pontos públicos de recarga em todo o mundo, segundo a consultoria.

Fonte: Planeta Sustentável

Brasil está muito atrasado na produção de carros elétricos


Em um mundo onde, até 2030, a frota mundialde carros eve dobrar, investiir em tecnologias limpas é cada vez mais importante. Atenta à nova demanda, a indústria mundial aumentou os investimentos em veículos elétricos nos últimos quatro anos, mas o Brasil não acompanhou a tendência. Pelo contrário, por aqui há políticas de incentivo à gasolina e ao carro convencional. 

"Estamos muito atrasados. Hoje, existem cerca de 340 mil veículos 100% movidos a eletricidade no mundo. No Brasil, temos apenas 70", revelou Paulo Roberto Feldmann, professor da Faculdade de Economia e Administração da USP, durante a edição 2013 do Exane Forúm da Sustentabilidade, que aconteceu em novembro, na cidade de São Paulo. 

Para ele, o número é absurdo, uma vez que o Brasil representa cerca de 3% da economia mundial. "A incoerência é ainda maior, se pensarmos que temos uma matriz energética majoritariamente limpa. Deveríamos estar na frente de países como EUA e China e não o contrário", criticou Feldmann. 

Por que isso não acontece? Mundo afora, há políticas de incentivo para os elétricos, que não existem no Brasil. "O apoio do Estado é fundamental para popularizar esses carros, que de fato são mais caros. É preciso uma parceria entre governo e indústria para atrair os compradores. Esse tipo de prática acontece em todos os países que são líderes de produção", contou Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz Brasil. 

Na China, por exemplo, o governo oferece isenção de US$ 15 mil para aqueles que compram carros menos poluentes. "O mercado de elétricos não é espontâneo. Ele deve ser criado, por isso o Brasil jamais vai decolar no setor sem medidas de incentivo", opinou Schiemer. 

 

Caso decida investir no setor, além dos óbvios ganhos ambientais– como redução da poluição do ar e diminuição dos ruídos nas ruas -, o país também pode ter vantagens econômicas. "O custo do quilômetro rodado com carro elétrico é 10 vezes menor do que com modelos convencionais, movidos a gasolina", garantiu Feldmann. 

AS CIDADES ESTÃO PREPARADAS PARA OS ELÉTRICOS?

Outro ponto fundamental para que os elétricos "peguem" no Brasil é garantir que as cidades tenham infraestrutura para atender à frota. "Veículos 100% movidos a eletricidade têm menos eficiência de uso. São uma boa alternativa para percorrer distâncias curtas, em áreas urbanas, desde que haja infraestrutura para recarregá-los", admitiu Schiemer. 

Paralelamente, deve-se investir em baterias mais duráveis, bem como em técnicas que garantam maior eficiência na hora da recarga. Nesse quesito, o Brasil está um pouco melhor "na fita". 

Dentro da Universidade de São Paulo, por exemplo, já existe um posto de recarga elétrica onde é possível alimentar 80% da bateria do veículo em 20 minutos. "Com investimentos em pesquisa, acredito que haverá o dia em que iremos recarregar a bateria de um elétrico no mesmo período de tempo em que recarregamos um celular", afirmou Feldmann, com esperança

Fonte: Planeta Sustentável