Em busca de grandes resultados


Por Evaldo Junio

O Movimento Ecos está de volta em 2020 com muitas novidades e com grande expectativa de que o ano seja grandioso ao lado de diversas escolas que, cada vez mais, mobilizam sua comunidade do entorno das escolas para que os ajudem como colaboradores. São quase 10 anos impactando vidas com o apoio da Dom Helder Escola de Direito e da Escola de Engenharia de Minas Gerais (EMGE), em cooperação técnica com a Secretária de Educação de Minas Gerais.

O primeiro contanto com as escolas é o mais importante, pois é nele que conhecemos a estrutura delas e fazemos a adesão da instituição no movimento através dos aceites. Com isso, observamos o brilho nos olhos e as primeiras ideias para que o projeto tenha resultados efetivos.

Vale ressaltar que, por lei, todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Este é o papel do Ecos: fazendo com que as vidas futuras tenham condições para viverem melhor.

É nisso que nós do movimento acreditamos. Cremos que podemos mudar vidas e capacitar alunos para serem ativos na preservação do meio ambiente. Por meio de várias ações, que são escolhidas de forma democrática pelas escolas, os alunos se tonam agentes do meio ambiente. Reduzir o consumo de energia, água e papel, gestão de resíduos, implantação de hortas orgânicas e manejo de áreas verdes, são algumas das ações que o projeto promove.

O Ecos busca resultados através dos alunos, pois sem eles o projeto não existiria. São eles que estão ativos na educação ambiental com o intuito de dizer para toda a população que juntos, podemos!

Edição – Bárbara Teixeira – Necom

Movimento Ecos 2020: resultado de uma parceria justa e consciente


Por Nathália Siqueira

Após o grande evento de carnaval, o Movimento Ecos volta com tudo. É grande a expectativa de que as escolas de Belo Horizonte e região metropolitana abracem o projeto, aceitando o convite de participação e integração ao movimento socioambiental que atua em conjunto com a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE).

O termo de adesão, estabelecido entre a escola e o Ecos, reflete em uma parceria equilibrada e consciente em que o movimento visa cultivar o respeito e o cuidado com o meio ambiente e a vida. Por meio da educação ambiental e a preservação de valores protetivos à natureza, será possível então, alcançar e estabelecer a ordem e a dignidade no âmbito social e individual.

Realizado pela Dom Helder Escola de Direito e pela Escola de Engenharia de Minas Gerais (EMGE), o Movimento Ecos no ano de 2020 comemora dez anos. Reflexo de uma trajetória de muito esforço e compromisso, que gerou esperança e realizou sonhos.

O Ecos traz consigo novidades para o ano que iniciou, as equipes do movimento, formadas pelos alunos das escolas parceiras, poderão contar com a participação de até 50 alunos do Ensino médio. Sendo que, 60% das equipes podem ser compostas por alunos de terceiro ano, 25% por alunos do segundo ano e 15% por alunos do primeiro ano do ensino médio.

As equipes representantes do movimento socioambiental devem ser coordenadas por um professor orientador conjuntamente com o aluno líder e o vice-líder. Estes, serão responsáveis pela organização e desenvolvimento do projeto no interior da comunidade escolar.

As inovações de participação e integração ao movimento Ecos não param por aqui. O projeto a cada ano vem expandindo sua atuação nas instituições de ensinos, o movimento hoje, não só conta com a participação das escolas de ensino público, como também, com as escolas de ensino técnico de Belo Horizonte e região metropolitana.

O Ecos é um programa que pensa seriamente as questões ambientais e que se preocupa com o futuro das presentes e futuras gerações, com isso, o movimento busca o incentivo e a implementação dos benefícios gerados pela sustentabilidade.

Em relação à esfera social, o movimento visa estimular o protagonismo fazendo com que o aluno construa sua história respaldado na compreensão dos princípios ambientais. Dessa forma, ele se torna pioneiro para a construção de novas ideias que contribuem para a formação da educação no Estado de Minas Gerais.

Valorizar o que temos hoje na nossa educação e no nosso meio ambiente, reflete a fidelidade que cada um tem com sua história e com o seu próprio lar, compreendendo que o mundo ao qual estamos inseridos é a “nossa casa”. Para que grandes projetos e pensamentos sejam desenvolvidos é necessário ter um olhar original e pensar nas iniciativas locais como ponto de partida para se alcançar a eficiência das condutas de conservação e preservação ambiental no corpo social.

De acordo com Edson Rodrigues dos Santos, professor do ensino público de Minas Gerais, pós-graduado em Educação Ambiental e integrante do Movimento Ecos, “a expectativa para o projeto Ecos no ano de 2020 é positiva pelo dinamismo que o projeto cria entre alunos, professores e no interior da comunidade escolar, criando oportunidades para que os alunos desenvolvam outras habilidades dentro da realidade atual”.

Ele ainda acrescenta que o Ecos é uma “oportunidade para enriquecer o currículo dos alunos que participam do movimento sustentável”. Seu objetivo como educador é, “lutar pela sensibilização e conscientização das questões ambientais, preservando as áreas nativas no entorno da Escola”. Destaca ainda que “trabalhar meio ambiente é trabalhar vidas”.

Sendo assim, as mudanças são necessárias, bem como a adaptação a uma nova ética ambiental. Isso permite o florescimento de novos compromissos locais e a formação de associações livres que buscam lutar em prol de uma educação sustentável e mais justa demonstrando que juntos, podemos mais!

Edição – Bárbara Teixeira – Necom

Movimento Ecos 2020: aprimoramento e educação ambiental para todos


Por Elmo Júlio de Miranda, desde fevereiro de 2011 no Movimento Ecos

Após a pausa do recesso letivo, o Movimento Ecos retorna com suas atividades de educação ambiental. Fevereiro iniciou-se com várias reuniões entre profissionais, professores, nucleadores, estudantes e coordenação geral para sistematizar as diretrizes, regulamento e editais que definem as estratégias do Movimento.

Promovido pela Dom Helder Escola de Direito e pela Escola de Engenharia de Minas Gerais (EMGE), o Ecos está com novas propostas que interiorizam o projeto em busca de maior dinamismo em suas atividades. Uma das transformações é a implantação de elementos facilitadores para melhorar as condições de desenvolvimento das escolas de Belo Horizonte e região metropolitana. Dessa maneira, pretende-se levar mais qualidade para os projetos.

Novas estratégias

Para 2020, o Movimento Ecos ampliou grupos de pesquisas, capacitando seus integrantes para que possam levar maior conhecimento e nível técnico às equipes. O objetivo é suprir as necessidades que giram em torno do descarte de materiais, resíduos, água, energia, melhorias dos espaços das escola e entorno, além de outras categorias que possam colaborar com melhores resultados nas relações das equipes com os espaços físicos-naturais. A proposta é que o Ecos possa ser, cada vez mais, uma ferramenta que possibilite mudanças de posturas em um plano coerente, pedagógico e multiplicador para todas essas comunidades.

A relevância do Projeto Socioambiental para a educação mineira

Espera-se, para 2020, a ampliação e a participação de novos centros de ensino técnicos, ligados à indústria, para a dinamização do Movimento. O Ecos atenderá novas escolas da região metropolitana de Belo Horizonte, tais como Ibirité, Lagoa Santa, Nova Lima, Santa Luzia, Vespasiano e ampliará o número de instituições em Contagem, Ribeirão das Neves e Sabará.
A importância do Movimento nessas escolas vem sendo observada e muito valorizada pela rede de ensino público, visto que o Projeto Socioambiental está legitimamente conveniado à Secretaria de Estado da Educação (SEE-MG), obtendo total reconhecimento institucional entre as partes.

A experiência crescente do projeto

A cada ano, o projeto vem sendo reconhecido pelo estado e pela federação, através de premiações e no aumento de escolas participantes. Tal fato é fruto do trabalho e profissionalismo dos parceiros do projeto que buscam, com detalhes, a dinamização e melhorias estruturais para o Ecos.

Ainda temos “a questão multiplicadora” que possibilita que as famílias, comunidade e todo o entorno das escolas recebam parte dessa educação ambiental, modificando atitudes, repensando ações e adequando suas relações em prol de um ambiente mais equilibrado e harmonioso.

Afinal, o Movimento Ecos, inicia sua décima edição nas escolas…

O Ecos começou seu trabalho com as escolas em 2011, com meia dúzia de instituições participantes. A cada ano esse número aumentou devido ao valor ambiental que o movimento carrega e o seu papel como obra social na educação pública.

Todos nós aprendemos, todos nós reconhecemos e todos nós agradecemos!

Edição – NECOM

EcoDom 2019: A excelência de um projeto que deu certo


Por Elmo Júlio de Miranda e Souza

Seria impossível descrever o Movimento EcoDom desse ano devido à sua complexidade, extensão e objetivos atingidos. Entretanto, pode-se citar, em um quadro geral, a satisfação com os trabalhos, dinâmicas e organização, que culminaram em uma grande final.

Foi um ano difícil para todos e em todos os âmbitos, inclusive na educação, mas que a coordenação do Movimento EcoDom e seus parceiros somaram esforços para dar um sentido real, concreto e satisfatório ao projeto em prol da causa ambiental. As atividades programadas, os eventos, o projeto socioambiental, bem como a Caminhada Ecológica foram cumpridos com sucesso. Com o tema “Em defesa das Minas Gerais”, a caminhada encerrou as atividades do projeto com chave de ouro.

Em avaliação, pode-se concluir que foram desempenhados belíssimos trabalhos e projetos no interior e entorno das escolas, levando consciência ambiental à comunidade escolar e aprendizados sistemáticos aos alunos e professores das escolas públicas de Belo Horizonte e Região Metropolitana.

O lixo que está deixando de ser lixo…

Nos projetos entregues pelas Equipes EcoDom, pudemos perceber mudanças de paradigmas e interpretações distintas sobre os resíduos e sobras em geral. Hoje, o que era descartado foi transformado pela arte e criatividade dos nossos jovens, transformando volumes de materiais, que seriam indevidamente lançados ao ambiente, em artesanatos, objetos utilitários e até obras de arte.

O papel vai deixando de ser bolinha de cesto em sala de aula…

O processo de descarte e conscientização sobre o papel foi implantado e levou a mudanças profundas no dia a dia da comunidade escolar. Com maior consciência sobre a utilização desse material, que muitas vezes é desperdiçado e descartado irregularmente, os alunos recolheram toneladas de papel para reciclagem.

Várias escolas, além de efetivar oficinas de aprendizagem sobre o papel, juntamente com seus alunos, passaram também a organizar pilhas de papel – como livros didáticos ultrapassados e vários tipos de papel e papelão, que eram guardados indevidamente nos arquivos de escolas ­–­ para ter destino correto. Para os jovens estudantes, a experiência com propostas de reutilização fez surgir maior conscientização sobre essa matéria prima.

Um trânsito melhor, através da cooperação e participação de todos…

O Movimento Ecos levou assessoria às escolas, de maneira que todos pudessem auxiliar para um trânsito melhor e mais seguro no entorno da escola. Vários projetos foram desenvolvidos no sentido de melhorar questões como o emplacamento local nos cruzamentos e a questão do respeito em transitar nas vias, tanto para pedestres quanto motoristas. As escolas contaram com a ajuda das Equipes Ecos para observar, registrar e agir sobre fatores que perturbam o bom trânsito no entorno das escolas.

Áreas que antes eram apenas chão, explodem verdes em produção…

Inicialmente, se observava vários locais sem utilização no espaço escolar, solo laminado, ressequido e sem qualquer importância. Após a visita do Ecos nas escolas, muita coisa mudou.

Por meio de reuniões e oficinas, as equipes passaram a ter conhecimento maior do que poderia ser feito naqueles terrenos para elaboração de hortas, jardins e revitalização essas áreas. Hoje, as escolas estão colhendo hortaliças orgânicas e de excelente qualidade para incrementar a merenda escolar, além de tornar os espaços das escolas mais bonitos e sombreados.

A consciência sobre água e energia…

Essas modalidades esse ano foram recordes de sucesso nos objetivos desejados, pois além da elaboração de projetos para estas categorias, houve o reforço da Pegada Ambiental que impulsionou processos que pudessem diminuir o volume diário e mensal do consumo de água e energia.

Foram realizadas ações muito bem orientadas para conduzir e efetivar o controle do consumo e os gastos, que muitas vezes eram altos devido ao desperdício e maneiras indevidas de consumo. Além disso, foram desenvolvidos métodos de reaproveitamento da água e o alerta sobre a relação da água que corre em nossos rios e que em grande parte são base de fornecimento de energia.

Esse foi o nosso Movimento Ecos 2019, que levantou uma bandeira de todas as cores: as cores do alerta, do cuidado, respeito e do compromisso com planeta melhor. Estava evidente a alegria das escolas presentes na caminhada que representava o encerramento do projeto desse ano, levando um ar de esperança para o próximo ano.

Mais de 10 mil estudantes, professores, educadores e pessoas comuns abrilhantaram a Caminhada Ecológica 2019 deixando um gostinho de quero mais.

Ano que vem voltamos com mais entusiasmo e várias novidades. Contamos com a sua participação. Juntos Podemos!

Edição – Equipe EcoDom

Mais de 20 mil estudantes caminham em defesa do meio ambiente


Caminhada EcoDom 2019 para Belo Horizonte e levou mensagem de preservação ambiental Foto (Thiago Ventura/DomTotal)

Belo Horizonte teve grande mobilização em defesa do meio ambiente na manhã desta sexta-feira (22). Mais de 20 mil estudantes, acompanhados pelos seus professores, participaram da VIII Caminhada Ecológica, promovida pelo Movimento EcoDom, celebrando o empenho e as conquistas de projetos de sustentabilidade desse ano. O Movimento EcoDom, da Escola de Direito Dom Helder e Escola de Engenharia EMGE, conta com a participação de escolas da rede pública de educação de Minas Gerais, em convênio com a Secretaria de Estado da Educação (SEE-MG). O evento contou também com as 61 escolas que disputaram, exclusivamente, o Campeonato Estadual de Matemática (CEM) promovido pela EMGE.

Confira também:

Munidos com balões, faixas, tambores e bandeiras, os estudantes deixaram a Praça Raul Soares, às 8h30, e seguiram pela Avenida Olegário Maciel até a Praça da Assembleia Legislativa, no Santo Agostinho. A manifestação foi puxada pela fanfarra do Instituto de Educação de Minas Gerais (IEMG) e parou o Centro de Belo Horizonte. “É muito bonito ver esses jovens com tamanha empolgação e alegria! Temos que nos manifestar mesmo. O meio ambiente agradece”, afirmou a aposentada Maria Helena Costa, que mudou o percurso de suas atividades físicas para acompanhar a caminhada.

Transformar vidas e realizar sonhos: isso é o Movimento EcoDom


Por Ciangeli Clark

Como professora nucleadora do Movimento EcoDom, avalio constantemente a participação dos alunos e a importante contribuição destes para a realização do projeto socioambiental. Em reunião com os estudantes, fizemos uma analise de nosso trabalho e me chamou a atenção o número de vezes que a palavra “sonho” foi mencionada pelos bolsistas, sempre ligada ao projeto.

Assim, gostaria de relatar como o EcoDom modificou vidas! Não só a do aluno que hoje faz parte das faculdades EMGE e Dom Helder, mas também de suas famílias e dos alunos das escolas parceiras do movimento que são impactados com uma palavra de esperança.

O Movimento EcoDom desencadeia um efeito cascata: quando um ganha, vários ganham. Um aluno que passa a estudar na EMGE ou na Dom Helder, destaca o nome de sua escola de origem e, ao retornar a essa instituição, relata suas conquistas e os estudantes passam a acreditar que o “sonho” de estudar nestas instituições é possível. As famílias também são atingidas e renovam as esperanças de um futuro melhor. Todos são modificados pelo Movimento EcoDom.

Na carta encíclica Laudato si’ do santo padre Franciscosobre o cuidado da casa comum – nos alerta: “Se não temos vista curta, podemos descobrir que pode ser muito rentável a diversificação de uma produção mais inovadora e com menor impacto ambiental. Trata-se de abrir caminho a oportunidades diferentes, que não implicam frenar a criatividade humana nem o seu sonho de progresso, mas orientar esta energia por novos canais”.  (Papa Francisco, LS, 2015.) (grifo nosso).

O EcoDom abre horizontes, busca orientar essa diversidade, para alcançar objetivos comuns envolvendo todos os atores, impactando vidas e protegendo nosso planeta Terra mediante ações simples, que levam à reflexão e à mudança de comportamento. Podemos perceber isso nos depoimentos ou relatórios mensais realizados nas escolas pelos bolsistas.

Assim partilho esses relatos, transcritos abaixo para exemplificar essa realidade, de como o Ecodom transforma vidas e realiza sonhos.

Cassio Antônio Ferreira Hilário, do 2º período em Ciências da Computação, relata: “O projeto me transformou em vários aspectos, principalmente no pensar ecologicamente correto. Proporcionou uma noção de que meio ambiente não é só a floresta amazônica, mas também a sala de aula, o bairro, e que todos somos agentes de poluição e preservação desse meio. Outro aspecto que mudou em minha vida foi a oportunidade de fazer o curso dos meus sonhos, que não conseguiria fazer se não fosse a bolsa de estudos que conquistei através do projeto”.

Já para Bruno Santos, também aluno do 2º período da Ciência da Computação, “o projeto me incentivou a nunca desistir dos meus sonhos”. Weverton Fernandes Nascimento, do 2º período de Ciências da Computação, afirma que participar do projeto “proporcionou a perspectiva de um futuro real e melhor”.

Estudante do 4º período do curso de Engenharia Civil, Tamires Cristine da Rocha Silva me deixou impactada ao receber sua redação. No texto, ela expõe todos os seus sonhos, sua visão ampla e integrada de projeto. Esse é nosso objetivo. Leia na integra a redação, feita para um projeto de redação na escola em que ela é bolsista e foi aluna no ensino médio.

“Um por todos e todos por um!” Será que Alexandre Dumas, escritor de Os Três Mosqueteiros poderia imaginar que essa tão famosa frase de seu livro se tornaria hoje símbolo de trabalho em equipe e união? Ou que falaria de nós? Revivemos as respostas para isso toda vez que um grupo de pessoas cheias de ideias se reúne para fazer deste um mundo melhor. E esses foram ingredientes mais que bastaram para que nascesse o nosso grêmio estudantil.

Visando dar voz aos interesses dos estudantes de ensino fundamental e médio, o grêmio cria o ambiente ideal nas escolas para que os alunos possam criar, se expressar e pensar fora da caixa, transformando não só a escola, mas toda sua esfera social.
E no que concerne o impacto que desperta no jovem o interesse de transformar sua realidade, iniciativas como o EcoDom se apresentam como o meio de se atingir esse fim. Abordando mais de 130 escolas de Belo Horizonte e região metropolitana, o projeto surge da urgência de fazer a juventude repensar a maneira como enxergam o meio ambiente. E para isso, projetos de cunho socioambiental são desenvolvidos na escola, na qual as ações são voltadas para a sustentabilidade e melhoria do ambiente escolar.

Então por que não unir essas duas iniciativas — Grêmio que dá voz aos estudantes e o EcoDom que os estimula a cuidar do ambiente em que vivem e perseguir a carreira acadêmica? E, tão logo quanto se indaga isso, nota-se que não há justificativa para não fundi-los. O potencial de transformação que a junção dos dois movimentos apresenta traz perspectivas inéditas para dentro do ambiente escolar, e torna os alunos protagonistas.

Realizando com exímio sucesso, o Grêmio Elite Ecodom faz com que professores, alunos e demais integrantes do corpo escolar se motivem a pensar em iniciativas para transformar a escola. Embora a cirurgia de unificar os dois projetos fosse delicada e exigisse cautela, o resultado já está mais do que operante, rendeu frutos e inspira outras escolas.

O destaque vai além da utilização de ferramentas como o 5W2H, está na causa que motiva cada estudante dali. O coração do grêmio é fazer com que cada aluno tenha participação ativa nas ações, apoiado pelo sonho de cursar uma graduação de nível superior. Grêmio Elite por Ecodom e Ecodom pelo Grêmio Elite.

O valor que se tira disso não é retorno financeiro, mas sim o quanto se envolver com iniciativas assim faz por nós enquanto pessoas e como desenvolve habilidades que, de outra forma, não teriam porque serem trabalhadas, exigindo de todos os colaboradores que se superem a cada novo desafio.

E a missão é esta: explicitar, com mudanças concretas, que nosso contexto pode ser transformado e o que separa o presente da perspectiva é a ação. É preciso despertar, tão cedo quanto possível, a consciência para esse papel que temos na sociedade, enquanto membros de um mundo real globalizado, que se transforma cada vez mais rápido, que exige pessoas mais e mais preparadas para desafios interdisciplinares e complexos, e que nos desafia a sermos melhores para sanar os problemas do dia a dia, sempre em mutação.

Fazer parte da mudança que o Grêmio fez pelo EcoDom é de se orgulhar.
Inspirador é ver a forma com que cada um de vocês pode ajudar nossa equipe de um jeito diferente. De fato, funcionando como uma máquina, dinâmica como um organismo, todos trabalhando pelo mesmo progresso e cada parte cobrindo a lacuna que a outra deixa.

O trabalho até hoje tem sido fenomenal e já deixamos nossa marca na escola – que não para por aí; pelo contrário, a região metropolitana e as outras escolas do EcoDom já ouvem falar de nós, pelo que conquistamos juntando forças com o grêmio. E isso é inédito para a nossa realidade. E mais que isso, é precedente para que cheguemos mais longe.

Podemos não ser os Três Mosqueteiros, mas somos a Equipe EcoDom, nunca me pareceu mais certo dizer: juntos, podemos mais!

Edição – Equipe EcoDom

Conheça duas campanhas que incentivam a economia da água nas escolas


Há algum tempo, economizar água deixou de ser apenas cenário ideal para se tornar necessidade. Cada vez mais, ouvimos falar em racionamento, multas, represas com nível preocupante, entre outros. Pensando nisso, separamos dois ótimos exemplos de campanhas que visam incentivar a redução do uso da água em escolas infantis. Conheça e inspire-se!

Reágua em Santo André (SP)

Em Santo André (SP), o Programa de Uso Racional da Água nas Escolas faz parte do Programa Estadual de Apoio à Recuperação de Águas (Reágua). Realizado pelo Semasa – Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André, o programa realiza diagnósticos em escolas públicas com o objetivo de realizar intervenções para combater o desperdício da água.

O programa espera melhorar os índices de 68 escolas do município, sendo 24 creches e 44 escolas municipais de ensino fundamental. Os diagnósticos foram realizados em 2013, com análise dos equipamentos hidráulicos para verificar o consumo médio, detectar vazamentos e contabilizar equipamentos que necessitarão de troca ou manutenção.

O bacana do projeto é a contrapartida, que envolve subsídio financeiro para troca de equipamentos, e intensificação de ações de educação ambiental nas escolas, visando o combate ao desperdício de água.

Pura – Programa de Uso Racional da Água

Também no estado de São Paulo, o Pura – Programa de Uso Racional da Água, criado em 1996, prevê a redução do consumo de água na região metropolitana de São Paulo. Nas escolas estaduais, em fevereiro de 2014, o programa entrou em sua terceira fase, ampliando sua ação para 1.523 escolas, numa parceria entre a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e a Sabesp.

A ideia é oferecer um desconto de 25% na conta de água das escolas que obedecerem a meta de consumo mensal, além da melhoria dos equipamentos hidráulicos e orientação de cerca de 1,5 milhão de alunos. Das 1.523 escolas que passarão a fazer parte do Pura neste ano, 1.093 são da região metropolitana de São Paulo e 430 são do interior e litoral paulista.

Para saber mais, acesse o site do programa.

Campanha Eu Cuido do Futuro

O Instituto Brookfield quer divulgar histórias de crianças que criaram seu próprio jeitinho de economizar água. Assim, por meio da Campanha “Eu cuido do Futuro”, convidamos pais de todo o Brasil para contar para a nossa equipe de qual forma seus filhos ajudam a economizar água. Para divulgarmos nas nossas mídias, pedimos também que enviem as fotos dos seus filhos, via mensagem na página do Instituto Brookfield no Facebook.

 

Fonte: Instituto Brookfield

Escolas e faculdades uruguais adotam cardápios saudáveis a partir de março


           

 

A partir do mês de março, as cantinas das escolas e faculdades uruguaias não venderão mais refrigerantes, salgadinhos fritos, guloseimas e outros alimentos danosos à saúde. Decisão tomada pelo Ministério Público de Saúde do país, só será permitida a venda de comidas e bebidas saudáveis, como frutas, sucos naturais, cereais, bolos, e sobremesas a base de leite (mas com um máximo de 12,2 gramas de açúcar por 100 ml).

 

 

Fato que não deixa de ser uma grande mudança alimentar, visando uma recompensa em longo prazo, para a saúde do corpo e também da mente. O projeto de lei votada no ano passado entrará em vigor no começo do ano letivo uruguaio, dispõe sobre a proteção “de crianças e adolescentes que frequentam a escola e estudantes do ensino médio, instituições públicas e privadas, através da promoção de hábitos alimentares saudáveis", foi proposta pelo deputado nacionalista Javier García.

 

O Ministério da Saúde Pública, juntamente com o Ministério da Educação e Cultura (MEC) e pela Administração Nacional de Educação Pública (ANEP), desenvolveram a lista completa de alimentos adequados para vender nas instituições de ensino .

 

O director-geral da Saúde, Ministério da Saúde , Marlene Sica , disse em entrevista exclusiva ao jornal El País que as reuniões com a Câmara de Indústria também está mantido, e que " todas as partes " devem apoiar a implementação da nova lei .

A lista, que embora ainda não definitiva tem diretrizes gerais para a versão final, é separado em três grupos: um de "alimentos e bebidas naturais ou minimamente processados, " outros " alimentos processados e ​​embalados dentro dos limites em termos de conteúdo de calorias e nutrientes "e um" embalado no próprio ponto de venda.

"Esta decisão não esta pautada em limitar o acesso aos bens vendidos, tampouco diminiur as vendas e economia gerada, mas sim estabelecer um limite. As cantinas não venderão mais certos produtos, como refrigerantes e lanches processados, mas , obviamente haverá uma transição para que não se gere um prejuízo econômico. ", disse Sica.

 

Além disso,  os saleiros também desaparecerão das cantinas, assim os alunos não terão a possibilidade de adicionar mais condimentos na comida já preparada. Quanto aos alunos que trazem comida de casa, será comunicado aos pais que – embora sem obrigação – que incentivem a trazer alimentos saudáveis, de acordo com a proposta escolar.

O projeto de lei, não só inclui a proibição da venda de determinados alimentos em cantinas de escolas e faculdades , mas também estabelece um plano para a promoção de boas práticas alimentares. Este será composto de publicidade em vários meios de comunicação e na entrega de um folheto para todos os alunos. Sica disse também que as medidas a serem implementadas nas cantinas serão fiscalizadas de acordo com as disposições do Ministério . "De qualquer forma , nós não queremos punir, mas sim aumentar uma conscientização  alimentar", comentou o diretor de Saúde .
 

E diante de tal cenário vale ressaltar: adotar uma postura consciente diante dos alimentos que oferecemos às nossas crianças e adolescentes é de suma importância para o seu desenvolvimento físico, intelectual e emocional. Decisão governamentais pautadas neste pensamento sempre merecem destaques e apalusos, pois, pensando bem, cuidar da alimentação de uma nação é também ter cuidado com tudo que a envolve; um efeito dominó com saldo positivo, e como sabemos, somos o que comemos.

 

Laísa Mangelli

Tradução EL País

Educação Ambiental nas escolas


Em entrevista, Sueli Furlan afirma que os gestores precisam experimentar iniciativas, mesmo que pontuais, em busca de uma escola sustentável

                                    

Aquecimento global, tsunamis, créditos de carbono. Essas expressões, que hoje estão presentes no cotidiano das pessoas, eram desconhecidas do público no final da década de 1990, época em que os Parâmetros Curriculares Nacionais foram publicados. Segundo a professora da Faculdade de Geografia da Universidade de São Paulo, Sueli Furlan, o volume do PCNs que aborda o tema transversal meio ambiente já trazia os embriões dessas questões ambientais que, no século 21, ganharam escalas mundiais. Nesta entrevista, ela fala dos novos temas que devem ser abordados em sala de aula e da importância dos gestores assumirem o desafio de transformar suas instituições em escolas sustentáveis.

Que novas questões surgiram sobre o tema transversal meio ambiente desde a publicação dos PCNs?
Sueli Furlan As questões ambientais ganharam uma nova roupagem nesta década. Em 1997, quando foram publicados, os PCNs levaram os professores a pensar nos conteúdos de meio ambiente de modo a construir uma postura cidadã e formar um sujeito mais comprometido com seu espaço, com a sua vida, com seus limites dentro do planeta. Isso era bastante inovador para a época.

Anos depois, o debate sobre meio ambiente ganhou outro volume, tanto do ponto de vista temático – passando a incluir questões como o aquecimento global em escala planetária – quanto em escala nacional. Após os PCNs, foram criadas leis voltadas para a temática ambiental, como a que estabelece o Sistema Nacional de Áreas Protegidas e a lei do Estatuto da Cidade – um documento importante que organiza o ambiente urbano. Dentro das novas legislações, encontramos princípios focados no controle ambiental e fica fácil perceber que a sociedade passou lidar com as questões ambientais de uma maneira diferente.

Na sua avaliação, atualmente o tema meio ambiente está mais presente nas escolas?
Sueli Furlan A questão ambiental surgiu na sociedade, e não na escola, e foi escolarizada depois. Contudo, não podemos afirmar que o tema esteja suficientemente enraizado na escola, temos ainda muita coisa pra fazer.

Uma das limitações que existe refere-se ao ponto de vista metodológico. As pessoas sabem muito sobre o tema meio ambiente, mas não sabem atuar para resolver os problemas. Há uma grande diferença entre falar sobre o tema e fazer Educação Ambiental. Em geral, a mídia e os professores já falam bastante sobre questões ambientais, mas precisam avançar em direção à Educação Ambiental, que envolve mudança de valores e atitudes dos adultos e ensino desses novos valores e atitudes para as crianças na escola.

Como é possível fazer isso em sala de aula?
Sueli Furlan Para avançar em direção à Educação Ambiental é importante definir o âmbito de atuação dos professores e saber com clareza até onde, de fato, a escola pode agir. Tomando como exemplo a questão do lixo – tema muito presente nas escolas – é comum ver projetos que acabam frustrando os alunos por mostrarem a eles uma realidade em que não conseguem interferir. Eles começam com a compreensão de um processo e o entendimento do que é o resíduo. Em seguida, estudam como fazer a coleta, como separar o lixo, como ele é constituído, o que é um aterro sanitário, o que é um sistema integrado de tratamento. Quando vão colocar em prática o que aprenderam, notam que a cidade não tem sistema reciclagem porque o poder público não tem uma política para a área. Ou seja, a escola ensina de um jeito, o aluno vê que lá fora a realidade é outra e acaba achando que o que ele aprendeu não serve.

Por isso, é preciso saber a limitação que se tem e deixá-la clara aos alunos. Eles podem compreender a dimensão do problema. Podem, sim, ser pessoas menos perdulárias com o desperdício de recursos. Mas precisam também, num caso como este que eu exemplifiquei, aprender como o cidadão deve agir, caso não haja políticas públicas efetivas voltadas para a resolução de questões ambientais. Mobilizar um grupo para pressionar a prefeitura, participar de movimentos, ONGs, são alguns exemplos de outros níveis de ação, que não vão necessariamente tratar o lixo em si, mas levam a compreender melhor a complexidade real do problema e como agir de maneira mais articulada.

Qual é o papel do gestor escolar nesses projetos?
Sueli Furlan Hoje, seria muito interessante que os gestores escolares assumissem o compromisso de transformar a escola em exemplo de sustentabilidade, com uso responsável de recursos, no consumo de energias, na manutenção dos equipamentos, na utilização dos materiais, com a qualidade de vida e do ambiente na escola. O que se deseja idealmente é que as pessoas possam perceber-se no mundo e possam lidar com as questões ambientais a ponto de querer transformar o seu próprio modo de viver e seu modo de interagir com os recursos existentes. E a escola deveria ser um lugar privilegiado para que essa percepção acontecesse.

Que iniciativas simples poderiam tornar a escola mais responsável do ponto de vista ambiental?
Sueli Furlan A escola muitas vezes trabalha com questões macro para discutir grandes problemas ambientais, e não consegue ir além do que a mídia já faz: informar sobre o problema. É necessário, então, pensar em pequenas atitudes concretas. Um exemplo está na quantidade de mobiliário quebrado que a gente vê nas escolas e ninguém toma uma providência. Aquilo é recurso natural que está lá. Quase toda escola tem um lugar onde são guardados esses móveis. As pessoas até fazem projetos e identificam isso como um problema, mas não percebem que resolvê-lo é muito importante. A mesma coisa acontece com o desperdício de água e energia, que podem ser projetos de solução de um probleminha muito micro, muito pontual, mas na temática do meio ambiente, o pontual é sempre parte de uma totalidade. Cada um com o seu trabalho pontual é capaz de promover uma grande mudança.

 

Fonte: Gestão Escolar

Educação Ambiental nas escolas


Em entrevista, Sueli Furlan afirma que os gestores precisam experimentar iniciativas, mesmo que pontuais, em busca de uma escola sustentável

                                    

Aquecimento global, tsunamis, créditos de carbono. Essas expressões, que hoje estão presentes no cotidiano das pessoas, eram desconhecidas do público no final da década de 1990, época em que os Parâmetros Curriculares Nacionais foram publicados. Segundo a professora da Faculdade de Geografia da Universidade de São Paulo, Sueli Furlan, o volume do PCNs que aborda o tema transversal meio ambiente já trazia os embriões dessas questões ambientais que, no século 21, ganharam escalas mundiais. Nesta entrevista, ela fala dos novos temas que devem ser abordados em sala de aula e da importância dos gestores assumirem o desafio de transformar suas instituições em escolas sustentáveis.

Que novas questões surgiram sobre o tema transversal meio ambiente desde a publicação dos PCNs?
Sueli Furlan As questões ambientais ganharam uma nova roupagem nesta década. Em 1997, quando foram publicados, os PCNs levaram os professores a pensar nos conteúdos de meio ambiente de modo a construir uma postura cidadã e formar um sujeito mais comprometido com seu espaço, com a sua vida, com seus limites dentro do planeta. Isso era bastante inovador para a época.

Anos depois, o debate sobre meio ambiente ganhou outro volume, tanto do ponto de vista temático – passando a incluir questões como o aquecimento global em escala planetária – quanto em escala nacional. Após os PCNs, foram criadas leis voltadas para a temática ambiental, como a que estabelece o Sistema Nacional de Áreas Protegidas e a lei do Estatuto da Cidade – um documento importante que organiza o ambiente urbano. Dentro das novas legislações, encontramos princípios focados no controle ambiental e fica fácil perceber que a sociedade passou lidar com as questões ambientais de uma maneira diferente.

Na sua avaliação, atualmente o tema meio ambiente está mais presente nas escolas?
Sueli Furlan A questão ambiental surgiu na sociedade, e não na escola, e foi escolarizada depois. Contudo, não podemos afirmar que o tema esteja suficientemente enraizado na escola, temos ainda muita coisa pra fazer.

Uma das limitações que existe refere-se ao ponto de vista metodológico. As pessoas sabem muito sobre o tema meio ambiente, mas não sabem atuar para resolver os problemas. Há uma grande diferença entre falar sobre o tema e fazer Educação Ambiental. Em geral, a mídia e os professores já falam bastante sobre questões ambientais, mas precisam avançar em direção à Educação Ambiental, que envolve mudança de valores e atitudes dos adultos e ensino desses novos valores e atitudes para as crianças na escola.

Como é possível fazer isso em sala de aula?
Sueli Furlan Para avançar em direção à Educação Ambiental é importante definir o âmbito de atuação dos professores e saber com clareza até onde, de fato, a escola pode agir. Tomando como exemplo a questão do lixo – tema muito presente nas escolas – é comum ver projetos que acabam frustrando os alunos por mostrarem a eles uma realidade em que não conseguem interferir. Eles começam com a compreensão de um processo e o entendimento do que é o resíduo. Em seguida, estudam como fazer a coleta, como separar o lixo, como ele é constituído, o que é um aterro sanitário, o que é um sistema integrado de tratamento. Quando vão colocar em prática o que aprenderam, notam que a cidade não tem sistema reciclagem porque o poder público não tem uma política para a área. Ou seja, a escola ensina de um jeito, o aluno vê que lá fora a realidade é outra e acaba achando que o que ele aprendeu não serve.

Por isso, é preciso saber a limitação que se tem e deixá-la clara aos alunos. Eles podem compreender a dimensão do problema. Podem, sim, ser pessoas menos perdulárias com o desperdício de recursos. Mas precisam também, num caso como este que eu exemplifiquei, aprender como o cidadão deve agir, caso não haja políticas públicas efetivas voltadas para a resolução de questões ambientais. Mobilizar um grupo para pressionar a prefeitura, participar de movimentos, ONGs, são alguns exemplos de outros níveis de ação, que não vão necessariamente tratar o lixo em si, mas levam a compreender melhor a complexidade real do problema e como agir de maneira mais articulada.

Qual é o papel do gestor escolar nesses projetos?
Sueli Furlan Hoje, seria muito interessante que os gestores escolares assumissem o compromisso de transformar a escola em exemplo de sustentabilidade, com uso responsável de recursos, no consumo de energias, na manutenção dos equipamentos, na utilização dos materiais, com a qualidade de vida e do ambiente na escola. O que se deseja idealmente é que as pessoas possam perceber-se no mundo e possam lidar com as questões ambientais a ponto de querer transformar o seu próprio modo de viver e seu modo de interagir com os recursos existentes. E a escola deveria ser um lugar privilegiado para que essa percepção acontecesse.

Que iniciativas simples poderiam tornar a escola mais responsável do ponto de vista ambiental?
Sueli Furlan A escola muitas vezes trabalha com questões macro para discutir grandes problemas ambientais, e não consegue ir além do que a mídia já faz: informar sobre o problema. É necessário, então, pensar em pequenas atitudes concretas. Um exemplo está na quantidade de mobiliário quebrado que a gente vê nas escolas e ninguém toma uma providência. Aquilo é recurso natural que está lá. Quase toda escola tem um lugar onde são guardados esses móveis. As pessoas até fazem projetos e identificam isso como um problema, mas não percebem que resolvê-lo é muito importante. A mesma coisa acontece com o desperdício de água e energia, que podem ser projetos de solução de um probleminha muito micro, muito pontual, mas na temática do meio ambiente, o pontual é sempre parte de uma totalidade. Cada um com o seu trabalho pontual é capaz de promover uma grande mudança.

 

Fonte: Gestão Escolar