Metrô na França gera energia limpa com passos dos passageiros


 

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Olha que incrível, o piso do metrô de Sait-Omer, no norte da França, gera energia com os passos dos passageiros. Sempre que alguém pisa em um dos 14 “azulejos” retangulares instalados no chão, a placa produz cerca de 7 watts de eletricidade.

A energia fica armazenada em pequenas baterias e tem um tempo de vida de 72 horas. No momento, a eletricidade está sendo usada para alimentar as lâmpadas de LED da estação. O metrô também instalou duas entradas USB gratuitas para os passageiros recarregarem seus eletrônicos.

Futuramente, o metrô pode se tornar autossuficiente em energia limpa com essa invenção. A tecnologia do piso, inclusive, começa a ser testada em outros lugares do mundo, incluindo o Brasil.

É o caso do campo de futebol do Morro da Mineira, no Rio de Janeiro, queproduz energia a partir dos passos dos jogadores. Lá, a eletricidade gerada é usada para acender os refletores da quadra durante a noite.

A ideia é excelente, mas os moradores reclamam que o preço do aluguel da quadra aumentou muito. A própria empresa responsável pelo projeto reconhece que o alto custo é uma falha do piso, mas ela garante que o preço deve cair na medida em que ele se popularizar.

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Fonte: Razões pra acreditar

Na França, quem for de bicicleta para o trabalho ganhará remuneração


 

 Atualmente, cerca de 2,5% dos franceses preferem a bicicleta para ir e voltar ao trabalho, mas o governo pretende que esse número aumente em pelo menos 50% nos próximos meses. É que um programa vai pagar as pessoas que utilizarem a bike com essa finalidade.

O programa conta com adesão de 20 empresas de grande porte, totalizando mais de 10 mil funcionários. Todos que se comprometerem a ir e voltar de bicicleta, vão ganhar 25 centavos de euro por quilômetro percorrido. No país europeu, a distância média dessa viagem é de três quilômetros e meio.

Já existem, na Europa, iniciativas parecidas com essa em outros países. Alguns oferecem redução de imposto, outros dão apoio financeiro para compra da bicicleta, e outros adotam o mesmo sistema de pagamento por quilômetro percorrido.
Entre eles estão Dinamarca, Alemanha, Bélgica, e a Holanda, país plano que tem um dos maiores índices de ciclistas: Em torno de 25% das pessoas que vão de casa para o trabalho fazem isso de bike.

Além da remuneração financeira, os trabalhadores-ciclistas contribuem com o meio ambiente, ao deixarem de emitir gases poluentes, além de não congestionarem o trânsito e ainda praticarem uma atividade física saudável.
Será que teremos iniciativa semelhante aqui no Brasil, um dia?

Fonte: ecodesenvolvimento.org

Obama e Hollande lançam chamada por acordo internacional sobre mudanças climáticas


                    

Os dois presidentes François Hollande e Barack Obama assinaram uma coluna em comum publicada pelo The Washington Post e pelo jornal Le Monde no dia 11 de fevereiro. Eles reafirmam seus objetivos de alcançar um “crescimento forte, durável e equilibrado” e anunciaram um acordo internacional de luta contra mudanças climáticas, focado sobre o objetivo de redução das emissões de gases do efeito estufa.

O crescimento consiste, portanto em um objetivo centralizado entre os Estados Unidos e a França. Esse objetivo de renascimento da economia procede da vontade de criar empregos e de estimular a inovação, particularmente sobre o domínio da energia “baseada no carbono”. O apoio de países em desenvolvimento ajudará “a se voltarem para as fontes de energia com baixo uso de carbono”.

A luta contra as mudanças climáticas constituirá de fato uma das metas principais da cooperação franco-americana. Essa ação se manifestará pelos esforços dirigidos para redução de emissões de gases contribuintes ao efeito estufa, que deverão ser concretizadas por um acordo internacional, reunindo preferencialmente mais países com a finalidade de compartilhar “o peso e o preço da liderança”.

Um acordo será talvez confeccionado, na conferência de Paris sobre o clima, a ser realizada no próximo ano. É o sucessor do Protocolo de Kyoto, de 1997, que continua a ser o único acordo internacional para combater as emissões de CO2. Este protocolo ainda não foi ratificado pelos Estados Unidos.

François Hollande optou por não pronunciar sobre as metas francesas em matéria de redução da frota nuclear. Concentrando seus esforços na redução das emissões de gases do efeito estufa (GEE), uma questão ainda particularmente aguda na escolha da estratégia energética francesa. Uma eventual extensão ou possível renovação da frota nuclear francesa ainda é de relevância pertinente.

Fonte: http://www.actu-environnement.com/ae/news/Obama-Hollande-changement-climatique-appel-20739.php4
Publicado em: 11 de fevereiro de 2014.
Autor: Pierre Emmanuel Bouchez.
Tradução: Matheus Lima

 

França pretende pagar para quem for trabalhar de bicicleta


O objetivo: incentivar o uso da bicicleta. Com esta ideia em mente, alguns países realizaram diversas propostas, desde baixar os impostos que taxam as bikes até elaborar um Plano Nacional da Bicicleta. A França propõe algo a mais: subsidiar os trabalhadores que pedalarem até seu local de trabalho. Com uma cifra de 21 centavos de euro por quilômetro percorrido, Thierry Mariani, atual ministro do Transporte, retoma uma ideia proposta por seu antecessor. As empresas realizariam o abono, em troca de isenções fiscais. O Governo gastará 20 milhões de euros com a medida e espera poupar 5,6 bilhões de euros na área da saúde.

A aposta da França nas bicicletas é séria. Depois de aprovar um ambicioso Plano Nacional da Bicicleta, que permite que os ciclistas circulem na contramão em algumas vias ou interpretem alguns semáforos vermelhos como amarelo, Paris segue seu esforço para promover as duas rodas. Agora, além de poupar em combustível, melhorar seu estado de saúde e favorecer um ambiente urbano mais limpo, os franceses que pedalam para o trabalho receberão um plus econômico.

Esta ideia não é nova. Mas agora, com as pinceladas que o ministro do transporte deu sobre a medida, parece avançar um passo mais. Embora os ciclistas estejam encantados com a proposta, ela recebeu críticas dos ativistas porque não será uma subvenção obrigatória para todas as empresas. O Governo oferecerá bonificações fiscais para assegurar a adesão da maioria das companhias, mas conta com um orçamento limitado de 20 milhões de euros. A subvenção estará dentro de um programa integral que busca melhorar a circulação dos ciclistas nas cidades, financiando a construção de estacionamentos de bicicletas em zonas estratégicas ou aumentando a segurança para evitar roubos.

Em outros países da Europa, como Espanha, ainda há poucas medidas para fomentar o uso da bicicleta. Um plano espanhol aprovado em outubro oferecia ajuda de 200 euros para a compra de  bicicletas elétricas. O deputado Odón Elorza (PSOE) apresentou uma proposta para impulsionar o uso da bicicleta. Entre as medidas, pedia uma liquidação do IVA (imposto sobre o valor da mercadoria) que taxa as bicicletas, que o abaixaria de 21% a 10%. Outra das propostas era a elaboração de um Plano Nacional da Bicicleta semelhante aos lançados na França, Grã-Bretanha ou Alemanha. Além disso, propunha a constituição do Conselho Estatal da Bicicleta, uma entidade que reuniria os diferentes ministérios implicados em mobilidade, entidades, associações e empresas do setor para permitir o dialogo sobre o ciclismo. "Em mobilidade ainda há muito o que se fazer", comentava Elorza, depois de apresentar sua proposta.

 

Matéria originalmente publicada em: http://brasil.elpais.com/brasil/2013/12/27/sociedad/1388172257_849294.html

Fonte: Cidades Sustentáveis

Paris 2015: conferência sobre clima na França, uma aposta?


PLANETALaurent Fabius (Ministro das relações exteriores da França) apresentou nesta segunda-feira o programa francês para a conferência sobre o clima (COP 21) que poderá ocorrer em Paris no ano de 2015.

Depois da ducha fria em Copenhague, o planeta continua a aquecer, mas as negociações parecem nubladas. Nesta segunda-feira François Hollande recebeu o presidente do GIEC (Grupo de especialistas intergovernamentais sobre a evolução do clima), cujo relatório publicado em 27 de setembro, mais uma vez ressaltou a urgência em reduzir os gases do efeito estufa.

Um ato diplomático
Para o Ministro das relações internacionais Laurent Fabius, a conferência sobre o clima que ocorrerá em Paris “não deve ser uma reunião para tentar: esta reunião será para decidir”. Após o fracasso de Copenhague e a procrastinação seguinte “é essencial um acordo universal, com compromissos ambiciosos, para atingir a redução de emissores de gases do efeito estufa e isto será bem concluído em 2015”, anunciou Laurent Fabius.

          

Porque a França é sucesso enquanto outros países falham? Para Pascal Canfin, Ministro delegado ao desenvolvimento aplicado na organização da conferência sobre o clima “a França possui uma rede diplomática que lhe permite trabalhar com todos os países do mundo, estamos presentes no G8, G20, além de laços estreitos com alguns países africanos”.

Um exemplo a demonstrar

Pascal Canfin tem participado mensalmente junto de Laurent Fabius e o Ministro da Ecologia Philip Martin, em um projeto piloto para realização da conferência. Acreditam que o sucesso da conferência em 2015 está na sua preparação. “Temos pouco mais de dois anos, mas a armadilha seria deixar para mais tarde e não aproveitar o tempo para discutir por reuniões com representantes do mundo” afirma Canfin. 

O contexto internacional deverá igualmente ajudar a França a sair de cabeça erguida desta reunião da cúpula. As considerações ambientais tornam-se importantes dentro dos discursos da China e Barack Obama. Obama quer deixar o verde como um rastro de seu segundo mandato e um legado contra as mudanças climáticas nos Estados Unidos. Se a crise econômica não se arrastar até 2015, a França poderá muito bem realizar sua conferência sobre uma estrela de sorte. Não se esquecendo que a organização desta conferência obriga a França a ter uma liderança que passa, concretamente, a implementação de medidas, como a contribuição clima-energia ou a redução do consumo de energia em 50% até 2050. A França possui dois anos para se tornar um exemplo em matéria de emissores de gases do efeito estufa. Uma aposta não tão simples de  vencer.

– Audrey Chauvet
Publicada dia 30/09/2013 à 18h42 – atualizado em 30/09/2013 à 18h43
Fonte: 20 Minutes
Tradução: Matheus Lima