Suécia quer reduzir imposto para estimular cultura do reparo


Exame.com

São Paulo – Políticas de incentivos fiscais geralmente entram em cena para estimular o consumo de novos bens e serviços e, por tabela, aumentar o Produto Interno Bruto (PIB) potencial de um país. Mas, agora, a Suécia pretende lançar mão desse mecanismo de uma forma diferente: o país não faz muita questão de que as pessoas comprem novas roupas, bikes e eletrodomésticos, mas que elas consertem esses produtos.

O plano intrigante do governo sueco busca reduzir a cultura do descarte e incentivar hábitos mais sustentáveis. Para isso, o país pretende baixar o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), que incide sobre a despesa ou consumo e tributa o “valor acrescentado” das transações efetuadas, para serviços de reparo.

A proposta, que será votada pelo parlamento sueco em dezembro, poderá reduzir em até 25% a taxa de imposto IVA aplicado aos consertos de bicicletas, roupas e sapatos, a fim de incentivar os consumidores a reutilizar os seus itens antigos em vez de simplesmente substituí-los.

Ela também permitirá que os consumidores peçam a devolução de até metade do imposto de renda sobre o custo de reparos de aparelhos de grandes dimensões, como fogões, geladeiras e máquinas de lavar.

"Acreditamos que isso poderia reduzir substancialmente o custo e assim tornar mais racional o comportamento econômico para reparação de bens", disse ao The Guardian, Per Bolund, ministro da Suécia para os mercados financeiros e membro do Partido Verde.

Com a medida, as autoridades suecas também esperam reduzir as emissões de carbono do país e sua pegada ecológica, além de proporcionar emprego para imigrantes sem educação formal com oflorescimento da indústria de reparos.

Fonte: Tetra Pak

Suécia testa 1ª rodovia elétrica para caminhões do mundo


Suécia inaugurou neste mês o primeiro sistema de rodovia elétrica para transporte de cargas pesadas do mundo, investida que vai ao encontro da meta do país de tornar toda a sua frota de transporte livre de combustíveis fósseis até 2030.

Durante os próximos dois anos, um trecho de dois quilômetros na rodovia E16 ao norte de Estocolmo, equipado com a tecnologia ‘eHighway’, da multinacional Siemens, passará por testes. Segundo a empresa, esse sistema é duas vezes mais eficiente no consumo deenergia que o convencional sistema de combustão interna e, também, menos poluente.

Dois caminhões híbridos (diesel e elétrico) da Scania foram adaptados para o teste, que vai criar uma base de conhecimentos para saber se o sistema de rodovia elétrica é adequado para o futuro uso comercial de longo prazo.

Copyright: Scania CV AB

Caminhão da Scania em teste da rodovia elétrica com tecnologia Simens na Suécia (foto 2)

Como funciona

A operação é simples. Os caminhões se movimentam por um mecanismo instalado no topo, chamado de pantógrafo inteligente, combinado com um sistema de acionamento híbrido.

Sensores permitem que o pantógrafo seja conectado e desconectado da rede aérea a velocidades de até 90 km por hora. Graças ao sistema híbrido, também são possíveis operações fora da linha de contato, mantendo assim a flexibilidade dos caminhões.

Soluções de baterias ou gás natural, por exemplo, também podem ser implementadas como uma alternativa ao sistema de acionamento híbrido a diesel.

É inevitável indagar por que o país não considera transportar mais mercadorias por meios ferroviários, prática já estabelecida por lá.

Segundo a Siemens, o crescimento esperado para o transporte rodoviário de mercadorias vai ser tão grande quanto o do transporte de cargas por ferrovia, então o ideal é realmente encontrar uma forma de torná-lo mais sustentável, sem sobrecarregar outros meios.

Outro motivo é que nem toda mercadoria pode ser transportada por trem.

“De longe a maior parte das mercadorias transportadas na Suécia passa pelas rodovias, mas apenas uma parte limitada das mercadorias pode ser transferida para outros tipos de modal. É por isso que temos de libertar os caminhões de sua dependência de combustíveis fósseis, para que eles também possam ser utilizados no futuro. Rodovias elétricas oferecem essa possibilidade e são um excelente complemento para o sistema de transporte”, diz Anders Berndtsson, estrategista-chefe da Administração de Transportes da Suécia, em nota.

Fonte: Exame

Suécia reaproveita 99% dos resíduos que produz


Quando se fala em sustentabilidade, a Suécia está sempre entre os países com maior destaque em todo o mundo. A nação escandinava dá exemplo em diversos setores, um deles é no manejo de resíduos. Apenas 1% do lixo produzido pelos suecos vai para lixões, o restante é reciclado, reutilizado ou transformado em energia renovável.

A eficiência do sistema de gestão de resíduos na Suécia é tão grande, que o país é obrigado a importar lixo de outras nações para garantir a sua produção de energia. Conforme informado em reportagem do jornal Huffington Post, são 32 usinas especializadas no aproveitamento da biomassa para a produção de eletricidade.

O sucesso do modelo sueco é fruto de um trabalho de décadas. Desde 1970 o país possui leis de logística reversa e a reciclagem se faz presente em todos os setores. Todas as empresas e pessoas são obrigadas a separarem adequadamente seu lixo e os fabricantes precisam se responsabilizar pela recolha dos resíduos pós-consumo originados por seus produtos.

Uma das principais razões para que o sistema funcione está na forma como as autoridades locais encaram o problema. “Os resíduos hoje são uma mercadoria diferente do que tem sido. Eles não são apenas lixo, são um negócio”, explicou Anna-Carin Gripwell, diretora de comunicação da empresa nacional de gestão de resíduos da Suécia.

A medida resolve dois grandes problemas de uma só vez: a falta de espaço para o descarte de resíduos e a energia. Antes de o lixo ser incinerado, tudo o que pode ser reciclado é reaproveitado. Apenas o que sobra é destinado para a produção de energia.

A opção é altamente eficiente, mesmo quando comparada aos combustíveis fósseis. De acordo com Göran Skoglund, porta-voz da Öresundskraft, uma das principais empresas de energia da Suécia, cada três toneladas de lixo é capaz de produzir a mesma quantidade de eletricidade que uma tonelada de petróleo.

As usinas funcionam da seguinte forma: os resíduos são dispostos em incineradores, onde são queimados. Este processo gera vapor, usado para girar grandes turbinas, que produzem eletricidade. A partir daí, a energia é transmitida pelas redes de transmissão e entregue à população.

A Suécia usa esta opção para queimar, anualmente, dois milhões de toneladas de lixo por ano. Esta opção faz com que o país deixe de consumir, anualmente, 670 mil toneladas de petróleo e outros combustíveis fósseis.

Fonte: Redação CicloVivo

Chuveiro sustentável reutiliza 90% de água e 80% de energia



    Criado na Suécia, equipamento também filtra a água e garante banhos mais longos sem muita culpa.

Criado na Suécia, equipamento também filtra a água e garante banhos mais longos sem muita culpa.

Um novo chuveiro sustentável desenvolvido na Suécia é capaz de economizar 90% da água e 80% de eletricidade por métodos sustentáveis, além de filtrar a água fornecida para as residências por meio da rede de esgotos. Fora reduzir os preços nas tarifas de água e de energia, o novo sistema permite que as pessoas tomem banhos mais longos sem causar sérios impactos no meio ambiente.

Batizado de OrbSys, o chuveiro foi inspirado em tecnologias utilizadas por cosmonautas, e, de acordo com seus criadores, ele é capaz de gerar, para as residências, uma economia superior a mil dólares nas tarifas de água e energia. No site da empresa, o internauta pode estimar a economia média oferecida pelo sistema de acordo com a cidade em que vive – no Brasil, estão disponíveis os cálculos para São Paulo, onde o OrbSys traria uma diferença média de cerca de três mil reais ao fim do ano, considerando que quatro banhos de dez minutos são tomados diariamente na residência.

Além de filtrar e bombear a mesma água durante o banho, o sistema armazena a maior parte do aquecimento em seu interior, provocando uma significativa economia de eletricidade. “Com o meu chuveiro, que está em constante reciclagem da água, você só usaria cerca de cinco litros de água por um banho de 10 minutos. Em um banho regular, você iria usar 150 litros de água, 30 vezes mais. É muita economia”, enfatiza Merhdad Mahdjoubi, responsável pelo equipamento.

O novo chuveiro sustentável teve brilhante desempenho durante a fase de testes, em que se constatou que o sistema pode fornecer vazão de até 24 litros por minuto, os quais são reutilizados imediatamente no banho. Vale lembrar, também, que os modelos convencionais possuem vazão média de fluxo de água de 15 litros por minuto – o que faz os usuários do OrbSys tomarem uma ducha mais confortável e sem preocupações com o gasto excessivo do recurso.

O projeto foi apresentado pela primeira vez quando Mahdjoubi ainda estava cursando Desenho Industrial na Universidade de Lund, um dos mais influentes centros acadêmicos da Suécia. O inventor projetou o chuveiro em parceria com o Centro Espacial Johnson da NASA, que, na época, tinha por objetivo difundir novas tecnologias para expedições espaciais. Até agora, o chuveiro sustentável de alto desempenho não é comercializado.

 

Fonte: CicloVivo

Borás na Suécia recicla 99% do lixo que produz.


Localizada no oeste da Suécia, a cidade de Borás, com aproximadamente 100 mil habitantes é a campeã mundial quando se trata de reaproveitamento dos resíduos sólidos. A alta taxa de reciclagem, cerca de incríveis 99%, está dando tão certo que o país compra atualmente 800 mil toneladas de resíduos dos países vizinhos para suprir a demanda de ‘matéria prima’.

A iniciativa teve inicio em 1988 com 300 famílias, na Universidade de Borás. Difundiu-se rapidamente por toda a cidade com o apoio financeiro do governo e colaboração da população. O governo local disponibiliza gratuitamente duas sacolas distintas, uma preta para lixo orgânico e uma branca para lixo reciclável. O método de separação do lixo é bem diferente do que conhecemos aqui no Brasil, com diversas lixeiras coloridas para separar cada item individualmente. Em Borás, o método é simples, basta separar os resíduos em úmidos e secos, o que facilita consideravelmente o processo de reciclagem dentro de casa.

Depois de separados, as sacolas são depositadas em pontos de coleta espalhados por toda a cidade. Em seguida são recolhidos por caminhões que seguem para a usina, onde a transformação acontece: as sacolas pretas com o resíduo orgânico são direcionadas a obtenção de biogás em um processo totalmente automatizado e as sacolas brancas são incineradas em fornos não poluentes gerando energia elétrica.

Em Borás, toda a frota de transporte público e táxis são abastecidos pelo biocombustível gerado a partir do lixo reciclado. E grande parte do comércio e residências utiliza a energia elétrica gerada também a partir do lixo. Desta forma, houve grande diminuição nos gastos com a conta de luz e no transporte. Além de impulsionar a economia local, a iniciativa teve excelente resultado na preservação do meio ambiente, despoluindo o rio Viskan que no passado era um esgoto a céu aberto e alcançando apenas 1% dos resíduos em aterros sanitários.

Atualmente o modelo é exportado e a Universidade de Borás presta assessoria a cidades no mundo inteiro, inclusive brasileiras (Macaé, no Rio de Janeiro e Sobral, no Ceará). Além disso, segundo o professor Hans Björk da Universidade local, a meta de Borás é reduzir a zero o consumo de combustíveis fósseis até 2025.

Foto: Você realmente sabia?

Laísa Mangelli

Primeira banca eletrônica do mundo que imprime jornais e revistas instantaneamente.


   Com o propósito de diminuir o consumo acelerado e o desperdício de papel, reduzir o gasto das empresas com impressão e transporte até as bancas e abolir o grande volume de mercadorias devolvidas às editoras, uma empresa sueca desenvolveu uma banca eletrônica.

   A inovação fornece jornais e revistas de acordo com a demanda do leitor a partir de um sistema de impressão instantânea que, além de reduzir os custos de produção para as editoras, pode ser uma grande aliada do meio ambiente.

   A Meganews, empresa sediada em Estocolmo e que desenvolveu este projeto, criou um sistema plenamente automatizado que permite ao leitor escolher o exemplar desejado e que pode ser retirado em dois minutos. A máquina imprime instantaneamente a revista ou o  jornal escolhido a partir de arquivos digitalizados que podem, inclusive, ser atualizados ou corrigidos pela editora momentos antes da impressão. Por fim, o pagamento é realizado por meio de cartão de crédito ou débito.

   A idéia promete promover uma revolução no mercado editorial, visto que além de ajustar a oferta à demanda, gera uma significativa economia dos recursos naturais. Veja, ao longo da reportagem, as fotos da banca eletrônica.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Portal Pitanga