Curso: Geração de Energia Solar Fotovoltaica


Aprenda como funciona o sistema fotovoltaico de geração de energia elétrica através do Sol, os equipamentos necessários, fatores que influenciam a produção de energia, tipos de ligações e as manutenções do sistema. Aprenda como gerar sua própria energia sem o uso de combustíveis e sem agredir o meio ambiente.

Conteúdo programático: Estrutura dos painéis coletores; Como a energia é produzida; Equipamentos e características; Fatores positivos e negativos na geração de energia solar; Tipos de sistemas fotovoltaicos;  Aproveitamento da energia gerada; Regulamentações e normas existentes; e Manutenção dos sistemas.

Duração:  de 10 a 11 de julho de 2014

Informações:http://www.inaci.com.br/

Ônibus sustentável tem tarifa zero na Austrália


                Com emissão zero de gases poluentes, sem combustível fóssil e gerado integralmente por energia solar. Assim funciona o primeiro ônibus urbano sustentável, batizado de Tindo, de origem aborígene que significa “sol”. Com autonomia para rodar por 200km entre uma recarga e outra, o Tindo ainda oferece aos passageiros conexão Wi-Fi e ar-condicionado, e tem capacidade para 40 pessoas sentadas e outras 20 em pé.

                O ônibus foi produzido a partir de componentes de alta qualidade fornecidos por companhias de transporte e tecnologia como os gigantes MAN e Siemens. Produzido pela empresa Neo-Zelandesa Designline International, o ônibus não possui motor a combustão, o que o torna extremamente silencioso e sem emissões.

                                 

                Administrado pela companhia Adelaide Connector Bus, o ônibus Tindo já percorreu 60 mil quilômetros, economizando 14 mil litros de diesel e mais de 70 toneladas de gases poluentes deixaram de ser emitidos. Em operação desde fevereiro deste ano, a iniciativa foi aprovada pela população e tem como meta estabelecer uma frota inteira de ônibus movidos a energia solar.

Foto: Adelaide City Council

Laísa Mangelli

Gelo feito a partir de energia solar


Gelo feito a partir de energia solar leva desenvolvimento à comunidade no Amazonas

Em uma região longínqua do Amazonas residem oito famílias que são intimamente dependentes da pesca e da plantação de frutos para a sobrevivência e para a renda. Essas famílias vivem na Vila Nova do Amanã, uma região do município de Maraã. Por ser uma região de acesso difícil, somente é possível chegar até lá pelo acesso fluvial, a tecnologia demora a trazer recursos de desenvolvimento às famílias.

Agora a comunidade recebeu três máquinas de gelo que funcionam com energia solar e são capazes de produzir até 90 Kg do produto por dia. Otacílio Soares Brito, do setor de tecnologias sociais do Instituto Mamirauá, responsável pela implantação do projeto Gelo Solar na região, afirmou à Agência Brasil que as máquinas serão importantes para a conservação de polpas de frutas e pescado e trarão, com isso, desenvolvimento à região.

Uso e manutenção das máquinas

Brito explica que a manutenção das máquinas é muito simples sendo necessária apenas uma limpeza com pano nos módulos uma vez por mês. Outro beneficio delas é o fato de que a produção de energia elétrica para a transformação do gelo vem de equipamentos solares; evita-se o uso de baterias que poluem o meio ambiente e têm vida útil curta. As máquinas podem durar até 25 anos com manutenção simples.

“A população está sendo capacitada para a gestão comunitária da tecnologia. A ideia é que a gente acompanhe e ajude a pensar a melhor forma de gestão dessa tecnologia.”, acrescenta Brito. Um dos objetivos do projeto é que as fábricas de gelo ajudem a aumentar a renda das famílias, já que a quantidade de produção do gelo é excedente e pode ser vendida nas regiões vizinhas, além do próprio sistema deconservação de alimentospermitir que eles tenham uma durabilidade maior e possam ser vendidos em prazos maiores para o consumo.

Cada máquina de gelo custa cerca de R$ 25 mil. A tecnologia é de responsabilidade de pesquisadores da Universidade de São Paulo em parceria com o Instituto Mamirauá, ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O projeto foi premiado no fim do ano passado pelo Desafio de Impacto Social da empresa Google no Brasil.

O prêmio foi utilizado para a implantação das máquinas na vila e, hoje, o Instituto monitora a eficiência do equipamento e sua viabilidade para que seja levado também a outras comunidades. A máquina vem como um respiro de cidadania e insere essas populações em um universo mais confortável e rentável.

Fonte: Pensamento Verde

Fernando de Noronha ganha primeira usina de energia solar


             

A ilha de Fernando de Noronha (PE) recebeu no mês de Julho sua primeira usina para produção de energia solar, o que ajudará a reduzir a produção de poluentes como carbono no destino turístico.

Antes da instalação da nova usina, toda a energia produzida em Noronha era considerada suja por ser originada na queima de óleo diesel. Agora, a ilha deixa de queimar 200 mil litros de diesel por ano, de acordo com a Celpe (Companhia Energética de Pernambuco), distribuidora de energia no Estado. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente do Estado, a produção de energia elétrica é a segunda maior fonte de gases que provocam efeito estufa na ilha, perdendo apenas para a aviação comercial, que tem três voos diários.

Com 1.644 painéis de silício policristalino, a nova usina gera uma média mensal de 50 MWh (megawatts-hora), o equivalente a 4% do consumo da ilha -o que, para efeito de comparação, seria suficiente para abastecer 600 residências no Recife. O volume de energia captado e distribuído depende da incidência da iluminação solar e das condições climáticas. Ou seja, em dias nublados, a geração é menor e, à noite, é nula.

Cada cliente da ilha consome, em média, 567 KWh (quilowatts-hora) por mês. Esse valor chega a ser cinco vezes maior que a média individual na capital, já que pousadas equipadas são as principais consumidoras em Noronha.

A nova usina solar custou à Celpe R$ 5 milhões e vai fornecer 80% da energia consumida pela Aeronáutica. Essa energia vai alimentar, por exemplo, as 41 casas da vila da aeronáutica, o sítio de telecomunicações e o hotel de trânsito. Quando houver, a energia excedente será distribuída ao restante da ilha. Hoje a cargo da Celpe, a usina passará a ser operada pela Aeronáutica em um ano.

Nos próximos meses, serão iniciadas as obras de uma segunda usina de energia solar com capacidade de gerar uma média mensal de 64,75 MWh, o equivalente a 6% do consumo total da ilha.

Essa unidade, orçada em R$ 6 milhões e prevista para operar no primeiro semestre do ano que vem, deve fornecer 65% da energia consumida pelos prédios públicos da ilha de Fernando de Noronha.

CARBONO

Segundo a Celpe, juntas, as duas usinas de energia solar de Fernando de Noronha vão deixar de emitir 100 toneladas de carbono por ano. É como se a usina térmica, principal fornecedora de energia da ilha, deixasse de operar durante um mês.

Como está isolada, Fernando de Noronha tornou-se uma espécie de laboratório para a empresa, que pretende investir outros R$ 17 milhões na modernização do monitoramento e na geração de energia na ilha. "São [projetos] pilotos, mas sempre com base em tecnologias já consolidadas de alguma forma. Não existe nenhum risco de essa usina ou a próxima terem alguma dificuldade de operação", afirmou o presidente da Celpe, Luiz AntonioCiarlini.

Além disso, o governo de Pernambuco e a iniciativa privada preveem instalar na ilha cinco geradores de energia eólica em uma usina de compostagem e em prédios públicos até outubro deste ano, segundo a administração de Fernando de Noronha. Esses equipamentos devem gerar até 104,5 KWh/ano.

Fonte: Folha de São Paulo 

Laísa Mangelli

Ford desenvolve veículo movido a energia solar



A Ford está desenvolvendo o C-Max Solar Energi Concept, um veículo experimental movido a energia solar, que pode revolucionar a mobilidade urbana sustentável. Equipado com um painel fotovoltaico de um metro e meio de extensão instalado no teto, o C-Max tem autonomia de cerca de 34 quilômetros e pode ser abastecido com combustíveis convencionais quando acaba a bateria movida com os raios de sol.

O veículo é construído pela indústria automobilística norte-americana em parceria com o Instituto de Tecnologia da Geórgia e a empresa Sunpower, especializada em aplicações de energia fotovoltaica. Mike Tinskey, diretor de infra-estrutura da Ford, disse que o veículo será testado durante este ano, e, caso tenha sucesso em todas as etapas, passará a ser produzido e vendido em larga escala.  

Segundo a Ford, os painéis fotovoltaicos do automóvel geram energia a uma bateria e demoram cerca de sete horas para serem abastecidos completamente, garantindo o uso da energia renovável como combustível. Durante o período de recarga, o C-Max Solar Energi deve ficar estacionado num local em que receba luminosidade, mesmo que o dia esteja nublado. O primeiro exemplar do C-Max Solar Energi Concept será apresentado em Las Vegas, durante o evento Consumer Electronics Show, que será realizado nos próximos dias.

Pelo fato de o C-Max Solar Energi ainda estar em fase de testes, especialistas do setor automobilístico consideram a possibilidade de o veículo não ser comercializado em larga escala tão rapidamente. Além disso, a inovação pode sofrer pressão da indústria petrolífera, que já considera os carros elétricos e híbridos como ameaças para a utilização de combustíveis no mundo todo.

      

Fonte: Redação CicloVivo

Empresa cria notebook que recarrega bateria a partir de energia solar



A empresa canadense WeWi Telecommunications acaba de criar o SOL, um notebook que dispensa tomadas por ser equipado com placas de energia solar.

De acordo com a companhia, o dispositivo roda Ubuntu Linux, tem resolução HD, disco rígido de 250GB e 2GB de memória RAM. Para recarregar o notebook, o usuário deve liberar os painéis solares que ficam acoplados na tampa atrás da tela e desdobrá-los para a captura de energia.

A WeWi ainda afirma que se os painéis ficarem ativos por duas horas será o suficiente para obter uma autonomia de, aproximadamente, dez horas de uso seguidas. O SOL é recomendado para pesquisadores em locais como desertos, trabalhos militares em regiões isoladas ou ainda locais carentes de energia elétrica.

O notebook deve chegar primeiro em Gana, na África, por cerca de US$ 300. 

As informações são do Adnews.

 

Fonte: Ciclo Vivo

Energia Solar ganha novo modelo de curso e amplia capacitação em todo Brasil


usina-solar 2016-11-20

 por Fabbio Vemgiz Lobo* – Há mais de 10 anos o Ambiente Energia vem atuando no mercado de energia de forma integra e comprometida com a qualidade. Para contribuir com a formação de profissionais e fazer a minha parte como empresário determinado a estimular ações sustentáveis que possam melhorar a vida das pessoas, e consequentemente, uma melhoria do planeta em que vivemos, criei o Ambiente Energia. Uma fonte gratuita de informações para quem quer identificar oportunidades de trabalho e negócios, em todo o Brasil, na área de energia. Com os resultados positivos desta primeira ação e com o retorno dos leitores do portal percebi que precisava fazer ainda mais e assim surgiu o Ambiente Energia Treinamentos, que tem o mesmo objetivo do portal, mas também um comprometimento com a empregabilidade e fonte de ideias para novos negócios no setor de energia.

No atual cenário de crescimento do uso e produção de energia renovável pelos consumidores tenho escutado diversas dúvidas sobre como atuar no mercado de energia por parte de quem quem quer entrar no mercado. Costumo participar como expositor de muitas feiras de energia solar e faço questão de conversar com todos que chegam no estande para tirar dúvidas sobre o mercado e oportunidades de negócios.

Vejo a área de energia solar como o futuro para o desenvolvimento sustentável do planeta e também, é claro, como uma forma das pessoas terem uma renda extra ou até mesmo ter nas energias renováveis um próspero caminho profissional, tão importante para o nosso país.

O posicionamento no mercado, inserção do produto no cotidiano do cliente e os preços praticados pelo setor têm sido os principais questionamentos daqueles que o AE procura orientar através de notícias e cursos presenciais. Porém, enxergamos que essas dúvidas são comuns para quem está iniciando e não contempla todas as variáveis de possibilidades do negócio, não conhece as diferentes formas de atuação no mercado e o perfil que cada uma exige do profissional. Mesmo para quem já trabalha neste mercado, nem todas as possibilidades são claras e/ou exploradas.

Apesar do momento vivido pelo país, não me vejo desistindo de fomentar ações para formar profissionais competentes e especializados para o setor de energia limpa. Sabendo da grande procura dos cursos presenciais oferecidos por nós, decidi pela possibilidade de oferecer um curso online para aqueles que nos acompanham, mantendo a qualidade atestada do Ambiente Energia Treinamentos, nascendo assim o Curso de Energia Solar Online Oficial do Ambiente Energia.

Teremos o mesmo conteúdo do curso presencial, mas sem a necessidade de deslocamento e com a possibilidade de que cada aluno determine o seu ritmo e por um valor 50% menor que o habitual, e com a qualidade já atestada por diversos profissionais, de empresas como Ministério de Minas e Energia (MME), Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Ministério do Meio Ambiente (MMA), Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e outras empresas de diferentes segmentos como: Santander, Itaú, Unicamp, USP, UFRJ, Coca-Cola, Rede Globo, entre outras.

Como o meu principal objetivo é tornar acessível conhecimentos que podem transformar a vida das pessoas, com um conteúdo diferenciado para aumentar as suas chances de ter um negócio de sucesso no mercado de energia solar fotovoltaica e incentivar o empreendedorismo, decidimos por oferecer o curso curso presencial, já consagrado pelo mercado, no modelo online pela metade do preço. Isso mesmo, daremos 50% de desconto e quem quiser aproveitar esta oportunidade poderá ainda parcelar em  até 12 vezes no cartão. Mas esse valor é promocional e válido até o dia 25/11 às 23:59. As inscrições estão abertas.

O curso é ministrado pelo engenheiro Rogério Assis, atuante no mercado há 25 anos e com experiência em projetos de pequeno, médio e grande porte. No curso falaremos dos conceitos de sistemas fotovoltaicos, ensinamos o cálculo para o dimensionamento de equipamentos, das legislações que regem o setor, sobre o ambiente de negócio no Brasil e da análise de viabilidade de projetos de diferentes portes.

A turma online iniciará no dia 21/12 e os participantes podem realizar o curso via internet, no melhor horário e local que convier. Não há previsão de abertura de outras turmas online, não perca a essa oportunidade única!

Essa é mais uma contribuição que oferecemos em apoio aos profissionais interessados e atuar no segmento e para o desenvolvimento do mercado fotovoltaico no Brasil.

Serviço:

Curso Energia Solar Online
50% de desconto até o dia 25/11
Clique aqui para mais informações sobre inscrições

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* Fabbio Lobo é Diretor Executivo do Grupo Ambiente Energia

 

Energia solar: por que não deslancha?


Energia solar: por que não deslancha? artigo de Heitor Scalambrini Costa

energia solar

 

[EcoDebate] A capacidade instalada no Brasil levando em conta todos os tipos de usinas que produzem energia elétrica é da ordem de 132 gigawatts (GW). Deste total menos de 0,0008% é produzida com sistemas solares fotovoltaicos (transformam diretamente a luz do Sol em energia elétrica). Só este dado nos faz refletir sobre as causas que levam nosso país a tão baixa utilização desta fonte energética tão abundante, e com características únicas.

O Brasil é um dos poucos países no mundo, que recebe uma insolação (numero de horas de brilho do Sol) superior a 3000 horas por ano. E que na região Nordeste conta com uma incidência média diária anual entre 4,5 a 6 kWh. Por si só estes números colocam o pais em destaque no que se refere ao potencial solar.

Diante desta abundância, então porque persistimos em negar tão grande potencial? Por dezenas de anos, os gestores do sistema elétrico (praticamente os mesmos) insistiram na tecla de que a fonte solar é cara, portanto inviável economicamente quando comparadas com as tradicionais. Até a “Velhinha de Taubaté” (personagem do magistral Luis Fernando Veríssimo), que ficou conhecida nacionalmente por ser a última pessoa no Brasil que ainda acreditava no governo, sabe que o preço e a viabilidade de uma dada fonte energética dependem muito da implementação de políticas públicas, de incentivos, de crédito com baixos juros, de redução de impostos. Enfim, de vontade política para fazer acontecer.

O que precisa ser dito claramente para entender o porquê da baixa utilização da energia solar fotovoltaica no país é que ela não tem apoio, estímulo nem neste, e nem teve nos governos passados. A política energética na área da geração simplesmente relega esta fonte energética de produção de energia elétrica. Daí, em pleno século XXI, a contribuição da eletricidade solar na matriz elétrica brasileira é pífia, praticamente inexiste.

Mesmo com a realização de dois leilões exclusivos para esta fonte energética, claramente ficou demonstrado que não basta simplesmente realizar os leilões é necessário que o preço final seja competitivo para garantir a viabilidade das instalações. O primeiro leilão realizado a nível nacional em outubro de 2014, resultou na contratação de 890 MW, e o valor final atingiu R$ 215,12/MWh. O segundo realizado em agosto de 2015 terminou com a contratação de 833,80 MW, a um valor médio de R$ 301,79/MWh. Ainda em 2015, em novembro próximo será realizado um terceiro leilão especifico para a fonte solar.

Por outro lado à geração descentralizada, aquela gerada pelos sistemas instalados nos telhados das residências praticamente não recebem nenhum apoio e consideração governamental. Apesar do enorme interesse que desperta, segundo pesquisas de opinião realizadas junto à população.

Mesmo a entrada em vigor em janeiro de 2013 da Norma Resolutiva 482/2012 da Agencia Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que estabeleceu regras para a micro (até 100 kW) e a mini geração (entre 100 kW e 1.000 kW), permitindo assim que consumidores possam gerar sua própria energia, e trocar o excedente por créditos, que dão desconto em futuras contas de luz; não alavancou o uso desta fonte energética. Os dados estão ai.

Segundo a própria Aneel, a evolução acumulativa do numero destes sistemas implantados foi: de jan/mar 2013 – 8 sistemas instalados, de abr/jun – 17 sistemas, de jul/set – 43, de out/dez -75, de jan/mar 2014 – 122, de abr/jun – 189, de jul/set – 292, de out/dez – 417, de jan/mar2015 – 541 e de abr/jun – 725 sistemas estavam instalados (deste total 681 são sistemas fotovoltaicos, 4 biogás, 1 biomassa, 11 solar/eólica, 1 hidráulico, 27 eólico). Números insignificantes quando comparado, por exemplo, com a Alemanha que dispõe de mais de um milhão de sistemas instalados nos telhados das residências.

Fica mais que evidente que obstáculos persistem para o crescimento, e uma maior participação da eletricidade solar na matriz elétrica. O que depende para transpor os obstáculos são políticas públicas voltadas ao incentivo da energia solar. Por exemplo, a criação pelos bancos oficiais de linhas de credito para financiamento com juros baixos, a redução de impostos tanto para os equipamentos como para a energia gerada, a possibilidade de ser utilizado o FGTS para a compra dos equipamentos, e mais informação através de propaganda institucional sobre os benefícios e as vantagens da tecnologia solar.

Mas o que também dificulta enormemente, no que concerne a geração descentralizada é as distribuidoras, que administram todo o processo deste a análise do projeto inicial de engenharia até a conexão a rede elétrica. Cabe às distribuidoras efetuarem a ligação na rede elétrica, depois de um burocrático e longo processo administrativo realizado pelo consumidor junto à companhia.

E convenhamos, aquelas empresas que negociam com energia (compram das geradoras e revendem aos consumidores) não estão nada interessadas em promover um negócio que, mais cedo ou mais tarde afetará seus lucros. Isto porque o grande sonho de consumo do consumidor brasileiro é ficar livre, não depender das distribuidoras com relação à energia que consome. O consumidor deseja é gerar sua própria energia.

Ai está o “nó” do problema que o governo não quer enfrentar. O lobby das empresas concessionárias, 100% privadas, dificulta o processo através de uma burocracia infernal, que nem todos que querem instalar um sistema solar estão dispostos a enfrentar. Enquanto que em dois dias você instala os equipamentos na sua residência, tem que aguardar quatro meses para estar conectado na rede elétrica.

O diagnóstico dos problemas encontrados é quase unânime. Só não “enxerga” quem não quer. E não “enxergando”, os obstáculos não serão suplantados. Assim o país continuará patinando, mergulhado em um discurso governamental completamente deslocado da realidade.

Acordem “ilustres planejadores” da política energética, pois a sociedade não aceita mais pagarem pelos erros cometidos por “vossas excelências”. Exige-se mais democracia, mais participação, mais transparência em um setor estratégico, que insiste em não discutir com a sociedade as decisões que toma.

Heitor Scalambrini Costa, Articulista da EcoDebate, é Professor da Universidade Federal de Pernambuco

in EcoDebate, 04/09/2015

Energia solar: por que não deslancha?


Energia solar: por que não deslancha? artigo de Heitor Scalambrini Costa

energia solar

 

[EcoDebate] A capacidade instalada no Brasil levando em conta todos os tipos de usinas que produzem energia elétrica é da ordem de 132 gigawatts (GW). Deste total menos de 0,0008% é produzida com sistemas solares fotovoltaicos (transformam diretamente a luz do Sol em energia elétrica). Só este dado nos faz refletir sobre as causas que levam nosso país a tão baixa utilização desta fonte energética tão abundante, e com características únicas.

O Brasil é um dos poucos países no mundo, que recebe uma insolação (numero de horas de brilho do Sol) superior a 3000 horas por ano. E que na região Nordeste conta com uma incidência média diária anual entre 4,5 a 6 kWh. Por si só estes números colocam o pais em destaque no que se refere ao potencial solar.

Diante desta abundância, então porque persistimos em negar tão grande potencial? Por dezenas de anos, os gestores do sistema elétrico (praticamente os mesmos) insistiram na tecla de que a fonte solar é cara, portanto inviável economicamente quando comparadas com as tradicionais. Até a “Velhinha de Taubaté” (personagem do magistral Luis Fernando Veríssimo), que ficou conhecida nacionalmente por ser a última pessoa no Brasil que ainda acreditava no governo, sabe que o preço e a viabilidade de uma dada fonte energética dependem muito da implementação de políticas públicas, de incentivos, de crédito com baixos juros, de redução de impostos. Enfim, de vontade política para fazer acontecer.

O que precisa ser dito claramente para entender o porquê da baixa utilização da energia solar fotovoltaica no país é que ela não tem apoio, estímulo nem neste, e nem teve nos governos passados. A política energética na área da geração simplesmente relega esta fonte energética de produção de energia elétrica. Daí, em pleno século XXI, a contribuição da eletricidade solar na matriz elétrica brasileira é pífia, praticamente inexiste.

Mesmo com a realização de dois leilões exclusivos para esta fonte energética, claramente ficou demonstrado que não basta simplesmente realizar os leilões é necessário que o preço final seja competitivo para garantir a viabilidade das instalações. O primeiro leilão realizado a nível nacional em outubro de 2014, resultou na contratação de 890 MW, e o valor final atingiu R$ 215,12/MWh. O segundo realizado em agosto de 2015 terminou com a contratação de 833,80 MW, a um valor médio de R$ 301,79/MWh. Ainda em 2015, em novembro próximo será realizado um terceiro leilão especifico para a fonte solar.

Por outro lado à geração descentralizada, aquela gerada pelos sistemas instalados nos telhados das residências praticamente não recebem nenhum apoio e consideração governamental. Apesar do enorme interesse que desperta, segundo pesquisas de opinião realizadas junto à população.

Mesmo a entrada em vigor em janeiro de 2013 da Norma Resolutiva 482/2012 da Agencia Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que estabeleceu regras para a micro (até 100 kW) e a mini geração (entre 100 kW e 1.000 kW), permitindo assim que consumidores possam gerar sua própria energia, e trocar o excedente por créditos, que dão desconto em futuras contas de luz; não alavancou o uso desta fonte energética. Os dados estão ai.

Segundo a própria Aneel, a evolução acumulativa do numero destes sistemas implantados foi: de jan/mar 2013 – 8 sistemas instalados, de abr/jun – 17 sistemas, de jul/set – 43, de out/dez -75, de jan/mar 2014 – 122, de abr/jun – 189, de jul/set – 292, de out/dez – 417, de jan/mar2015 – 541 e de abr/jun – 725 sistemas estavam instalados (deste total 681 são sistemas fotovoltaicos, 4 biogás, 1 biomassa, 11 solar/eólica, 1 hidráulico, 27 eólico). Números insignificantes quando comparado, por exemplo, com a Alemanha que dispõe de mais de um milhão de sistemas instalados nos telhados das residências.

Fica mais que evidente que obstáculos persistem para o crescimento, e uma maior participação da eletricidade solar na matriz elétrica. O que depende para transpor os obstáculos são políticas públicas voltadas ao incentivo da energia solar. Por exemplo, a criação pelos bancos oficiais de linhas de credito para financiamento com juros baixos, a redução de impostos tanto para os equipamentos como para a energia gerada, a possibilidade de ser utilizado o FGTS para a compra dos equipamentos, e mais informação através de propaganda institucional sobre os benefícios e as vantagens da tecnologia solar.

Mas o que também dificulta enormemente, no que concerne a geração descentralizada é as distribuidoras, que administram todo o processo deste a análise do projeto inicial de engenharia até a conexão a rede elétrica. Cabe às distribuidoras efetuarem a ligação na rede elétrica, depois de um burocrático e longo processo administrativo realizado pelo consumidor junto à companhia.

E convenhamos, aquelas empresas que negociam com energia (compram das geradoras e revendem aos consumidores) não estão nada interessadas em promover um negócio que, mais cedo ou mais tarde afetará seus lucros. Isto porque o grande sonho de consumo do consumidor brasileiro é ficar livre, não depender das distribuidoras com relação à energia que consome. O consumidor deseja é gerar sua própria energia.

Ai está o “nó” do problema que o governo não quer enfrentar. O lobby das empresas concessionárias, 100% privadas, dificulta o processo através de uma burocracia infernal, que nem todos que querem instalar um sistema solar estão dispostos a enfrentar. Enquanto que em dois dias você instala os equipamentos na sua residência, tem que aguardar quatro meses para estar conectado na rede elétrica.

O diagnóstico dos problemas encontrados é quase unânime. Só não “enxerga” quem não quer. E não “enxergando”, os obstáculos não serão suplantados. Assim o país continuará patinando, mergulhado em um discurso governamental completamente deslocado da realidade.

Acordem “ilustres planejadores” da política energética, pois a sociedade não aceita mais pagarem pelos erros cometidos por “vossas excelências”. Exige-se mais democracia, mais participação, mais transparência em um setor estratégico, que insiste em não discutir com a sociedade as decisões que toma.

Heitor Scalambrini Costa, Articulista da EcoDebate, é Professor da Universidade Federal de Pernambuco

in EcoDebate, 04/09/2015

Sol: por que não aproveitar esse ‘mundão’ de energia?


                     

 

 Ao longo da história do progresso da humanidade, a utilização prioritária de energias não renováveis vem causando sérios problemas ambientais nas várias partes do nosso planeta, e a tendência é de esgotamento e/ou escassez, fato que provocará sérios problemas de ordem econômica e social nas várias partes do mundo.A utilização de energias alternativas se constitui em providências imprescindíveis à infraestrutura necessária para garantir tranquilidade à existência humana.

 

Nesse contexto, a energia solar aparece como uma excelente alternativa, notadamente nas regiões de maior incidência de calor proveniente do sol que é extremamente abundante em nosso Estado, e o maior aproveitamento da energia dele proveniente vai beneficiar não somente o meio ambiente, mas os próprios consumidores, que passarão a dispor de uma energia limpa, renovável e muito mais barata

 

O cenário de demanda crescente e escassez de recursos naturais impõem ao gestor público a busca por novos modelos de produção de energia, preferencialmente por processos que não causem danos ao meio-ambiente. O estímulo à produção de eletricidade pelo aproveitamento da luz solar não é apenas necessidade, mas obrigação para o desenvolvimento de qualquer plano racional de expansão da oferta desse insumo no País. “Trata-se de geração de energia limpa e renovável, cuja matéria prima é inesgotável e abundante, além de, obviamente, gratuita.” (Julio Campos).

 

O Brasil e rico em recursos naturais e possui recursos humanos disponíveis para atuar na geração de energia solar fotovoltaica. No entanto, apesar de notáveis esforços em algumas fontes renováveis de energia, são poucos os resultados que promovam a inserção da energia fotovoltaica na matriz elétrica nacional. 

 

                        

 

As Parcerias Públicas Privadas (PPPs) são o futuro das relações entre poder público e setor privado, e essa modalidade de concessão representa a ponte para o desenvolvimento do Brasil. Com a crescente necessidade de se economizar dinheiro e recursos naturais, mediante uma tecnologia sustentável, um dos grandes trunfos é a sustentabilidade gerando economia tanto financeira quanto ecológica, e o resultado é mais satisfatório,

 

As fontes naturais de energia são gratuitas e não prejudicam o meio ambiente, pode ser realizado por meio de uma PPP, em que tanto o setor público quanto a iniciativa privada usufruem dos benefícios a curto, médio e longo prazo.

 

A tendência mundial é a busca por novas fontes de energia que possam atender ao acelerado crescimento da demanda, de forma não poluente e sustentável. No Brasil, temos diversas fontes energéticas, sejam as que já estão consolidadas como as que despontam no cenário, a médio e longo prazo. No caso da geração de energia elétrica a partir de fontes fotovoltaicas o mercado brasileiro é extremamente promissor.

 

Além do fato do país possuir uma fonte inesgotável do principal insumo, o Sol, também dispõe da matéria prima essencial para produção do silício utilizado na fabricação das células fotovoltaicas. A cogeração de energia solar, por sua vez, permite que alguns anos após o investimento, o consumidor nem tenha conta de luz para pagar, apenas a taxa de utilização da rede. Uma nova resolução do governo permite que residências e pequenas empresas façam geração para a rede nacional. Mas a falta de incentivos é um obstáculo.

 

O atraso na energia solar fotovoltaica se deve, segundo o consultor Carlos Faria Café, a um intenso lobby para manter as usinas e o negócio na mão de poucos. Ele refere-se então a existência de tecnologias paradas no tempo em universidades. E conclui reiterando que a energia solar é de longe a mais barata fonte de energia.

 

Produzindo energia solar perto do local de consumo (em nossos telhados), seus custos são bastante competitivos, escreve ainda o consultor Carlos Faria Café. Evitam-se grandes usinas e linhas de transmissão: a infraestrutura está pronta e vem do sol de graça. Em várias regiões do Brasil, hoje já é mais barato produzir a própria energia do que comprar das distribuidoras.”

 

Temos um país com alto potencial para a geração de energias renováveis, A localização geográfica do Brasil favorece a geração de energia solar em grande escala em regiões onde o sol brilha o ano inteiro. “Moro num país tropical, abençoado por Deus” (Jorge Ben Jor), e rico em energia por natureza e que, por isso mesmo, deveria fazer mais para aproveitar um de seus mais preciosos recursos naturais: a energia proveniente do Sol.Porém, a má administração do governo faz com que ele desperdice oportunidades de explorar fontes de energia limpa. Está na hora de mudar o dito popular “Deixa estar para ver como é que fica”

 

Os investimentos em ciência e pesquisa também são baixos, ficando concentrados nas áreas ligadas ao petróleo e a biocombustíveis”. O discurso oficial sempre pendeu mais para “vamos esperar o preço cair’ do que para criar legislação que incentive essas energias renováveis.” (Ricardo Baitelo).

 

Ninguém tem dúvidas de que as energias renováveis vão dominar no futuro. É um processo irreversível, com a Resolução 482 da Aneel*, publicada em dezembro de 2012, abrem-se perspectivas para que os brasileiros possam gerar sua própria energia através do mecanismo de net-metering, onde é possível instalar uma usina solar em nosso telhado e, através do uso de um relógio de medição bidirecional, trocar energia com a distribuidora. “A saída para o desenvolvimento da produção solar, segundo Lima, é através da Geração Distribuída, com a instalação de painéis fotovoltaicos em casas, empresas, estabelecimentos comerciais e prédios, por exemplo.”

 

Fica o questionamento. Você já se perguntou por que não usar a energia solar? O Sol brilha, despejando 1000 watts de energia por metro quadrado da superfície do nosso planeta. Por que não aproveitar esse mundão de energia?

 

Ricardo Machado. Ambientalista, Administrador de Empresas e Voluntário Greenpeace/grupo Rio.

Referencias.

*A Resolução Normativa (RN) 482 de 17/04/12, publicada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) regulamenta a micro e mini produção de energia, ou seja, proprietários de residências, comércio e indústria poderão produzir sua própria energia e, a maior novidade, é que a energia gerada e não consumida no local possa ser enviada à rede para consumo em outro ponto e gerar créditos para o consumidor na próxima fatura.

* Baitelo, Ricardo. Coordenador da Campanha de Energias Renováveis do Greenpeace Brasil.

* Café, Carlos Faria.Fundador e presidente da Studio Equinocio

* Jor. Jorge Ben. Jorge Duílio Lima Meneses. Compositor e cantor

* Lima, Hudson. Economista do Departamento de Energia e Tecnologias Limpas

* Financiadora de Estudos e Projetos – Finep

* Campos. Julio José de. Deputado Federal Júlio Campos (DEM/MT)

http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=124741

http://www.ecodesenvolvimento.org/noticias/brasil-nao-e-potencia-verde-por-ma-administracao-e

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/MEIO-AMBIENTE/460232-PROPOSTA-CONCEDE-INCENTIVOS-FISCAIS-PARA-USINAS-DE-ENERGIA-SOLAR-OU-EOLICA.html

http://www.jb.com.br/economia/noticias/2013/01/17/no-brasil-de-muito-sol-a-energia-solar-ainda-e-inviavel-pelo-alto-custo/

http://rmai.com.br/v4/Read/1426/populacao-brasileira-podera-produzir-propria-energia-eletrica-e-fornecer-o-excedente-as-concessionarias-.aspx

http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/reuniao-anual-da-sbpc-2013/ceu-ainda-nublado-para-a-energia-solar

http://www.canalkids.com.br/meioambiente/cuidandodoplaneta/sol2.htm

 

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