O preço real do petróleo e o custo para o meio ambiente


O preço real do petróleo e o custo para o meio ambiente, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

Assim como a Idade da Pedra não acabou por falta de pedras,

a Era do Petróleo chegará ao fim, não por falta de óleo”

Sheikh Ahmed-Zaki Yamani

[EcoDebate] Os combustíveis fósseis foram os catalizadores do crescimento econômico dos últimos 250 anos. A Revolução Industrial e Energética começou com a utilização do carvão mineral e avançou com o petróleo e o gás.

O petróleo é uma fonte energética criada pela natureza, em um processo geoquímico que durou milhões de anos, a partir da decomposição de matéria orgânica. Houve muitos ciclos na Terra para que essa riqueza ficasse estocada no solo e no subsolo. Em pouco mais de 100 anos, metade das jazidas já foram exploradas e, no ritmo atual, a outra metade pode ser arrancada das entranhas da Terra em outros 100 anos.

Três colheres de óleo contêm o equivalente à energia média de oito horas de trabalho humano. A força produtiva movimentada pelo petróleo equivale, em média, a 50 escravos para cada habitante do Planeta. Nos Estados Unidos esta relação atinge 200 escravos por pessoa. Sem o petróleo a capacidade produtiva do mundo cairia dramaticamente. Toda a agricultura moderna, com fertilizantes, defensivos agrícolas, agrotóxicos e os combustíveis para o transporte dependem do petróleo. Sem uma energia equivalente, a fome no mundo reinaria soberana.

Mas o petróleo é uma fonte finita e as reservas mais baratas já foram exploradas. O gráfico acima mostra que depois da Segunda Guerra até 1973 (os chamados 30 anos gloriosos) o preço do petróleo era “quase de graça”. Essa energia abundante e barata possibilitou que o crescimento econômico do mundo fosse o maior de toda a história humana. A despeito das desigualdades, a civilização deu um grande salto de bem-estar neste período.

Mas a partir de 1974, as crises jogaram o preço real do petróleo para cima. As guerras do Yom Kippur e do Irã-Iraque fizeram o preço disparar entre as metades das décadas de 1970 e 1980. Com o fim da Guerra Fria e a maior oferta internacional de combustíveis, o preço do petróleo caiu para níveis bastante baixos na virada do milênio.

Porém, os preços do petróleo voltaram a subir no início dos anos 2000 e bateram o recorde histórico em 2008 (apresentando um segundo pico em 2011) em decorrência da maior demanda mundial, especialmente da China e de outros países emergentes. A recessão econômica de 2009 foi provocada em grande parte pelo aumento do preço do petróleo. Este aumento incentivou as empresas petrolíferas a investir em novas descobertas e a explorar outros tipos de combustível, como as areias betuminosas (Tar sands) do Canadá e o gás de xisto (shale oil). O fato é que o alto preço dos combustíveis fósseis incentivou o aumento da oferta. Como a economia internacional não cresceu no ritmo esperado, houve excesso de oferta e escassez da demanda e os preços caíram muito em 2015 e começo de 2016. Houve uma crise geral no setor petroleiro. No caso do Brasil, além dos escândalos de corrupção na Petrobras, o atual preço do petróleo inviabiliza a exploração do pré-sal.

Tudo indica que os preços do petróleo vão voltar a subir nos próximos anos e décadas, pois a economia mundial está viciada em combustíveis fósseis e a produção caminha para o Pico do Petróleo (energia escassa e com altos custos de extração). Atualmente as empresas petrolíferas estão em crise pois os preços estão baixos e os custos estão altos. Mas elas confiam que vão poder recuperar os prejuízos no futuro.

Porém, existe um outro problema, pois todo o sucesso econômico gerado pela queima de combustíveis fósseis lançou toneladas de CO2 na atmosfera, agravando o efeito estufa e acelerando o aquecimento global. De meados do século XX até os dias atuais a temperatura média do globo subiu mais de 1º C, mais do que em todo o período do Holoceno (10 mil anos). O Acordo de Paris, assinado na COP21, estabelece como limite máximo 2º C, mas de preferência 1,5º C. Portanto, o mundo precisa reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE).

Diante da pressão mundial, até grandes companhias de petróleo já começam a se adaptar à realidade mundial. A Exxon Mobil, bastião do ceticismo com o aquecimento global, realizou várias reuniões de acionistas que exigem maior empenho na exposição da vulnerabilidade dos negócios em face da mudança climática. Outras companhias com a Chevron e a Total anunciaram que planejam elevar a 20%, até 2036, o investimento em atividades independentes de carbono. Há propostas de reinvestir lucros na sua conversão em empresa de energias renováveis. No Brasil, a Petrobras, enrolada em escândalos e na nacionalista bandeira “o petróleo é nosso”, tem feito pouco para diversificar sua produção.

Os países do G7 (EUA, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e mais União Europeia) estabeleceram pela primeira vez um prazo para o fim da grande maioria dos subsídios para os combustíveis fósseis. Na cúpula de Tokyo, em maio de 2016, os líderes das sete economias capitalistas mais avançadas do planeta estabeleceram a data de 2025 para acabar com os subsídios para o carvão, o petróleo e o gás.

Porém, a Agência Internacional de Energia prevê que os combustíveis fósseis vão continuar dominando a matriz energética mundial e as emissões de GEE vão continuar aumentando até 2040, como mostra o gráfico abaixo.

A concentração de GEE na atmosfera já ultrapassou 400 partes por milhão (ppm). Esse nível é o mais alto, pelo menos nos últimos 800 mil anos. Antes da Revolução Industrial e Energética a concentração de CO2 na atmosfera estava em 280 ppm. O gráfico abaixo mostra que no ritmo atual de emissões a temperatura na Terra pode subir cerca de 5º C até o ano de 2100. Para que a temperatura fique abaixo de 1,5º C seria preciso uma redução significativa das emissões.

Artigo de Damian Carrington, no jornal The Guardian, mostra que se todo o estoque de combustíveis fósseis for usado, o Planeta pode se aquecer em até 10º C, o que causaria danos irreparáveis e poderia levar ao colapso da civilização humana. Com base em trabalho publicado na revista Nature Climate Change, a queima de todas jazidas comprovadas de combustíveis fósseis – um impacto da emissão de toneladas 5 toneladas de emissões de carbono – elevaria a temperatura em 8º C até 2300. Quando se adiciona o efeito de outros gases de efeito estufa, o aumento sobe para 10º C.

O aquecimento previsto pelos modelos não é uniforme em todo o globo. No ártico, os níveis mais elevados de CO2 elevaria a temperatura a 17º C, com outro 3º C de outros gases de efeito estufa. Isto provocaria o degelo na região, liberando a bomba de metano aprisionada no permafrost. Isto teria o efeito de aumentar ainda mais a temperatura global.

Este cenário é catastrófico e levaria à acidificação dos solos e dos oceanos, provocaria inundações em algumas regiões e grandes secas em outras e elevaria o nível dos oceanos em pelos menos 10 metros, o que afetaria a maioria das regiões litorâneas do mundo. A vida na Terra estaria comprometida. Portanto, é melhor nos livrarmos dos combustíveis fósseis antes que ele nos deixe em uma situação perigosa e irreversível.

Referências:

ALVES, JED. Desinvestimento em combustíveis fósseis e o fim dos subsídios. Ecodebate, RJ, 05/06/2015 http://www.ecodebate.com.br/2015/06/05/desinvestimento-em-combustiveis-fosseis-e-o-fim-dos-subsidios-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves/

ALVES, JED. O mito do pré-sal como redenção nacional. Ibase, Rio de Janeiro, Revista Trincheiras, agosto 2015 http://ibase.br/pt/wp-content/uploads/2015/08/2PRINT-TRINCHEIRAS2.pdf

ALVES, JED. Desobediência civil para libertar-se dos combustíveis fósseis. Ecodebate, RJ, 04/05/2016 https://www.ecodebate.com.br/2016/05/04/desobediencia-civil-para-libertar-se-dos-combustiveis-fosseis-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves/

Damian Carrington. World could warm by massive 10o C if all fossil fuels are burned, The Guardian, 23/05/2016

http://www.theguardian.com/environment/2016/may/23/world-could-warm-by-massive-10c-if-all-fossil-fuels-are-burned

 

José Eustáquio Diniz Alves, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE; Apresenta seus pontos de vista em caráter pessoal. E-mail: jed_alves@yahoo.com.br

 

in EcoDebate, 08/07/2016

Mudanças na ISO14001


Mudanças na ISO14001: padrões de sustentabilidade tamanho da fonte aumentar o tamanho da fonte

A norma ISO14001 é a ferramenta de gestão mais difundida no mundo, utilizada por mais de 250.000 organizações, em 167 países

Em setembro deverá ocorrer o lançamento oficial da ISO14001:1015, que estabelece normas para a implantação de um Sistema de Gestão Ambiental (SGS). A partir de então as empresas que já possuem o certificado terão um período de transição de três anos para se adaptarem às novas exigências do padrão internacional.

A certificação desta norma ajuda a prevenir, evitar, reduzir ou controlar os impactos ambientais, utilizando métodos adequados. Uma de suas vantagens é transmitir o compromisso assumido pela organização de forma direta e crível. Os benefícios econômicos de sua aplicação estão na otimização do consumo de energia, de matérias primas e água e pela melhoria dos processos, além de reduzir os riscos legais de recebimento de multas.

A revisão da ISO14001 teve início em 2012 com a criação de um grupo de trabalho internacional na Organização Internacional de Normalização (ISO), formado por 90 especialistas de 70 países. O Brasil participou ativamente desse processo através da ABNT.

A norma revisada é mais acessível para pequenas e médias empresas e organizações do setor de serviços. Entretanto, exige a integração da gestão ambiental na estratégia da empresa; a melhoria da comunicação com as partes interessadas e que as soluções ambientais avancem além da prevenção da poluição. Seu propósito é considerar todo o ciclo de vida e a melhoria da performance ambiental, além  de buscar o comprometimento do alto escalão das organizações com as políticas ambientais.

A nova versão, na realidade, está pronta desde fevereiro deste ano, mas por motivos de logística será apresentada oficialmente no segundo semestre. A nova certificação, sem dúvida, estabelece padrões mais elevados de sustentabilidade e desempenho organizacional, estabelecendo um conjunto de exigências de gestão em toda cadeia de valor da organização, desde os fornecedores e ciclos de produção e de venda até à fase da distribuição final. Inclui, ainda, uma diversidade de atividades como empacotamento, transporte, eliminação, aquisição de bens e serviços, entre outras.

As mudanças estão sintonizadas com a urgente necessidade de adaptação das empresas às exigências que virão para se engajarem mais firmemente na solução dos problemas ambientais que afligem o planeta, principalmente diminuindo as agressões ao meio ambiente e reduzindo as emissões de gás carbônico (CO2). Além disso, visam a versatilidade com outros sistemas de gestão (em particular com a ISO9001, de qualidade), mais clareza na redação para evitar más interpretações e uma tecnologia global que atenda a necessidade de prevenção da contaminação. A norma enfatiza a necessidade das organizações terem um compromisso maior com a solução dos problemas ambientais que afligem a humanidade e assumam com clareza a perspectiva do desenvolvimento sustentável.

As empresas que se anteciparem e adotarem as novas exigências da norma estarão melhor posicionadas no mercado em relação aos concorrentes. Nestes tempos de ajuste fiscal um melhor posicionamento competitivo pode significar a diferença entre sobreviver e perecer.

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Reinaldo Dias é professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas, mestre em Ciência Política e doutor em Ciências Sociais pela Unicamp.

Fonte: Consumidor Moderno Consciente 

Negócio da China


Negócio da China: Brasil embarca em uma nova dependência com sérios danos ambientais, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

Ferrovia Transoceânica

 

[EcoDebate] No século XIX, o imperador Don Pedro II recorreu à Inglaterra – potência econômica da época – pedindo ajuda financeira e ajuda técnica para construir ferrovias no Brasil para escoar a produção de bens primários (minérios, açúcar, café, etc.) voltados à exportação. Naquela época o Brasil estava trocando a dependência ao fraco Portugal pela dependência à forte Inglaterra.

Agora, em pleno século XXI, o Brasil (que já foi considerado quintal dos Estados Unidos) está embarcando em uma nova dependência. Durante as negociações para aprovar o ajuste fiscal no Congresso Nacional, a presidenta Dilma Rousseff e o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang assinaram, no dia 19 de maio de 2015, no Palácio do Planalto, 35 acordos abrangendo oito áreas e um valor total de US$ 53 bilhões.

Talvez estes investimentos prometidos sejam mais uma etapa da sociedade do espetáculo e não tenha efeitos práticos. Em 2010, a Wuhan Iron and Steel (Wisco) anunciou que investiria US$ 3,5 bilhões em uma siderurgia no estado do Rio em parceria com Eike Batista. Mas o projeto foi cancelado. Durante visita da presidenta Dilma, em 2011, à fábrica ZTE, foi anunciado um investimento de US$ 200 milhões em Hortolândia. Mas não saiu do papel. Assim foram várias outras promessas.

Nesta nova versão de cooperação, a maioria dos acordos visam a exportação de bens primários tupiniquins para a China ou a atração de empresas multinacionais chinesas para produzir bens industrializados no Brasil.

De início, foi assinado um protocolo de saúde e quarentena animal. De acordo com o Ministério da Agricultura, esse acordo permite a oito frigoríficos brasileiros exportar carne bovina para o gigante asiático. A escravidão animal no Brasil (e o desmatamento que geralmente a acompanha) vai servir para elevar a base proteica da alimentação de 1,4 bilhão de chineses.

Foi feito acordo de cooperação trilateral entre o governo do estado do Mato Grosso do Sul, o Banco de Desenvolvimento da China e o grupo China BBCA sobre o processamento de milho e soja, visando garantir as exportações brasileiras e o suprimento da crescente demanda chinesa por estes produtos.

Foram feitos dois acordos de cooperação para financiamento de projetos da Petrobras, no valor de US$ 7 bilhões, visando garantir que a produção de petróleo do pré-sal seja direcionada para a China e sua crescente demanda por combustíveis fósseis e energia.

Foram assinados contratos de afretamento entre a Vale e a China Ocean Shipping Company (Cosco), uma empresa chinesa de transporte e logística e acordo envolvendo a Vale é sobre o transporte marítimo de minério de ferro, com a empresa China Merchants Shipping. Isto permitirá que o Brasil continue exportando produtos minerais e comprando produtos industrializados da China.

O Brasil assinou também memorandos de entendimento sobre projeto de compra de 14 navios de minério de ferro de tonelagem de 400 mil toneladas e de financiamento sobre projeto de compra de 10 navios de minério de ferro de tonelagem de 400 mil toneladas. Assim, as riquezas minerais brasileiras vão ser exportadas em modernos navios chineses, que serão financiados pelos bancos chineses.

Foi feito também um acordo de financiamento sobre a compra de 40 aeronaves da Embraer, além de um contrato de financiamento leasing operacional para a Azul Linhas Aéreas. A Azul Linhas Aéreas Brasileiras informou que o acordo de leasing tem o valor de US$ 200 milhões, e foi fechado com o Industrial and Commercial bank of China (ICBC). Os chineses vão “voar” no mercado aéreo brasileiro.

Como não poderia deixar de acontecer, os chineses que estão na vanguarda mundial da produção de energia nuclear, eólica e solar vão investir no Brasil buscando garantir presença no mercado interno.
Por fim e não menos importante, China e Brasil assinaram um memorando de entendimento sobre estudos de viabilidade do Projeto Ferroviário Transcontinental, que prevê uma ferrovia ligando o litoral do Brasil ao Peru. Isto reduziria a dependência chinesa do canal do Panamá.

Algumas pessoas acham que as novas relações China-Brasil são parte do projeto de consolidação dos BRICS e de solidariedade Sul-Sul. Mas a realidade mostra que Pequim deseja projetar sua influência para todos os cantos do mundo e a América Latina – com suas riquezas naturais e ambientais – é um alvo prioritário.

Alguns entusiastas acreditam que o dinheiro e a capacidade chinesa de realizar megaprojetos em prazo recorde poderá viabilizar o Projeto Ferroviário Transcontinental. Há quem sonhe com os trens de alta velocidade, como os que interligam Pequim e Xangai, em composição de alto luxo e alta velocidade. Tudo feito em 40 meses. Mas se a China é conhecida por sua celeridade e eficiência, o Brasil é conhecido pela burocracia, pelos projetos que se arrastam indefinidamente e pelas obras inconclusas.

Neste caso não será diferente. O governo brasileiro queria ligar o Porto do Açu, no Rio, passando por parte pouco explorada do quadrilátero ferrífero da Região Sudeste, até o Peru. Mas os chineses assinaram o acordo visando ligar o litoral peruano a Campinorte (GO). De qualquer forma, a Ferrovia Transoceânica promete diminuir os custos logísticos para a exportação de commodities agrícolas e minerais. A economia poderia chegar a 40%, estimulando as mineradoras e o agronegócio.

Porém, os impactos ambientais da ferrovia serão enormes. Como mostrou Beatriz Carvalho Diniz, em artigo publicado no EcoDebate: “A ferrovia cortaria florestas de maior biodiversidade no mundo, ligando a costa atlântica brasileira com a costa peruana do Pacífico, para reduzir custos de transporte de petróleo, minério de ferro, soja e outras commodities que a China importa. É de chorar de joelhos só de pensar no insustentável modo chinês de obrar seus megaempreendimentos para viabilizar o estúpido crescimento econômico custe o que custar. Os prováveis impactos sobre o meio ambiente, populações tradicionais e indígenas são fortemente preocupantes. Não podemos ser pegos de surpresa já com a decisão tomada pelas ôtoridades, em nome de todos os brasileiros, de fechar esse negócio da China. A natureza não tem fronteiras, um grande estrago feito aqui tem consequências mundo afora, e estamos no momento mais grave que a humanidade já enfrentou exatamente porque extrapolamos limites. Todos precisamos de florestas em pé, para captura de carbono, para manter fontes de água doce, para regular o clima globalmente”.

O Projeto Ferroviário Transcontinental (ou Ferrovia Bioceânica), se sair do papel deve representar um grande desastre ambiental. Mas provavelmente esta obra megalômana – que foi confirmada no programa de concessões em infraestrutura do governo Dilma Rousseff – está destinada a descarrilhar, como o Trem de Alta Velocidade que ligaria o Rio a Campinas e São Paulo, o que se revelou totalmente irreal.

Os chineses são campeões mundiais de poluição e o Brasil não pode mimetizar o caminho que leva à destruição da biocapacidade. O que o acordo Brasil-China não fez foi repensar este modelo neodesenvolvimentista que só se sustenta com base na degradação da natureza e na destruição dos ecossistemas, para usufruto dos humanos que, com elevado grau de destruição, são poucos na rica biodiversidade das espécies da Terra.

 

José Eustáquio Diniz Alves, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE; Apresenta seus pontos de vista em caráter pessoal. E-mail: jed_alves@yahoo.com.br

 

Publicado no Portal EcoDebate, 19/06/2015

Alta tecnologia, economia e sustentabilidade: entenda como funciona um carro híbrido


            

Em busca de um planeta mais sustentável, as empresas vêm estudando alternativas para adaptar as atividades que sempre realizam, para que passem a ser ecologicamente corretas. Em suma, buscas-se, já há algum tempo, soluções socialmente aceitas, economicamente plausíveis e que não prejudiquem o meio ambiente.

O carro híbrido é um exemplo. Ele é composto tanto por motor elétrico quanto a combustão, sendo que o primeiro garante uma redução de consumo de combustível, pelo fato de “auxiliar” o motor principal do carro. Todavia, já existem modelos como o Full Hybrid, que contam com um motor elétrico que atua sozinho, ou seja, sem o auxilio do motor movido à gasolina. Nestes casos, economiza-se no mínimo 20% de combustível.

Entretanto, diferentemente do Full Hybrid, o Mild Hybrid proporciona uma economia de até 20%. Além disso, ele conta com um motor elétrico que auxilia o outro movido a gasolina.

Falando em preço, os carros híbridos, que já são produzidos há 10 anos, não são considerados automóveis populares, mesmo porque custam cerca de 30% a mais que os convencionais. Apesar disso, suas vendas já alcançaram um milhão de unidades por todo o mundo e acredita-se que elas tendem a aumentar nos próximos cinco anos – a estimativa é que tripliquem, alcancem 2,87 milhões, segundo a consultoria Gartner.

Em relação às peças que compõe o carro híbrido temos:

Baterias – Elas armazenam energia ao motor elétrico, o qual pode fornecer ou remover energia ás baterias;

Transmissão – Apresenta a mesma finalidade que os modelos convencionais;

Gerador – é semelhante ao motor elétrico, porém opera de forma a produzir somente energia elétrica;

Motor elétrico – Ele pode atuar tanto como motor quanto como gerador de energia para as baterias, já que é composto por energia eletrônica;

Tanque de combustível – Armazena energia para o desempenho do motor à gasolina;

Motor a gasolina – São parecidos com o motor à gasolina dos outros carros, entretanto, diferem-se no quesito tamanho e tecnologia, pois são um pouco menores e contam com uma tecnologia mais avançada. Visam tanto reduzir a emissão de poluentes quanto aumentar a eficiência.

As peças do carro híbrido são menores e mais leves, sendo que estes dois fatores permitem que o automóvel funcione com menos cilindros. Seu motor, por exemplo, é menor, não necessitando assim, consumir uma energia adicional. Além disso, quando falamos em carros híbridos, nos referimos a um sistema de recuperação de energia cinética, o qual eleva a autonomia da bateria.

Fonte: http://www.dinamicambiental.com.br/blog

Laísa Mangelli

Agenda brasileira para o desenvolvimento sustentável: economia para a sustentabilidade


O primeiro item proposto é a aprovação de uma política fiscal e tributária que incentive as atividades sustentáveis e desincentive as não sustentáveis.

Por Jorge Abrahão*

 

A vida política continua em ebulição, as candidaturas vão se delineando, mas os programas que eles vão defender para balizar suas ações de governo, caso eleitos, parecem ainda muito frágeis.

Daí o movimento de várias entidades da sociedade civil, inclusive do setor privado, em favor da elaboração de uma agenda nacional para o desenvolvimento sustentável, cujo conteúdo estamos comentado aqui neste espaço nas últimas semanas. A mensagem é de que há uma agenda comum proposta pela sociedade civil que pode ser adotada pelos governantes, independentemente dos partidos.

Na última vez que tratamos desse tema nesta coluna, listamos alguns projetos fundamentais que precisam ser adotados pelos governos para reduzir as desigualdades. Hoje, vamos tratar da economia para a sustentabilidade.

O primeiro ponto de proposta da agenda é a aprovação de uma política fiscal e tributária que incentive as atividades sustentáveis e desincentive aquelas não sustentáveis. Vale lembrar que política fiscal significa, grosso modo, a administração das receitas e despesas de um governo. Política tributária é aquela que envolve ações para angariar receitas para o erário público por meio de impostos e taxas.

Juntar política fiscal e tributária significa administrar receitas e despesas da União, dos Estados e dos municípios no sentido de contribuir para o fortalecimento de atividades ou negócios sustentáveis e desincentivar os que não sejam sustentáveis.

Isso já é feito, por exemplo, com o cigarro, cujos impostos não param de crescer há vários anos, para desincentivar o consumo. A medida foi adotada junto com outras ações educativas e de restrição à publicidade. O resultado é que o consumo de cigarros no país caiu 20% nos últimos seis anos.

A proposta é fazer algo parecido, por exemplo, com os materiais recicláveis, que, ao serem encaminhados para reaproveitamento, são novamente tributados como matéria-prima original. Acontece que latas, garrafas pet, aço e plásticos em geral já foram tributados na fonte na primeira vez em que saíram da linha de produção.

O que se perderia em receita de um lado – a desoneração dos recicláveis, no caso – pode ser compensado pelo aumento de tributos dos materiais que não podem ser reciclados e que ainda são utilizados pela indústria. Esse é o “desincentivo” às atividades não sustentáveis.

É claro que tudo isso deve passar por discussões com as diversas indústrias e com a sociedade, para definir as prioridades. Em parte, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e outros marcos regulatórios já trazem essa priorização. A questão principal é criar marcos regulatórios para que o Estado se movimente nessa direção.

Falando em marco regulatório, o país precisa de um que estabeleça e regulamente as compras públicas sustentáveis. Há leis e normas em vários Estados, municípios e órgãos públicos. Todavia, falta uma legislação geral que unifique e harmonize todas as ações locais, algo como uma Política Nacional de Compras Públicas Sustentáveis, que adote condicionantes de sustentabilidade, e não apenas de preço, para que as empresas possam participar de licitações ou vender produtos e serviços ao Estado brasileiro.

A ONU, inclusive, por meio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), lançou um programa global para apoiar a adoção, pelos países-membros da entidade, de programas nacionais de compras públicas sustentáveis para redirecionar gastos públicos para produtos e serviços que tragam benefícios sociais e ambientais relevantes. Esse assunto foi tema de nosso artigo no último dia 30 de abril (“ONU lança programa para deixar os mercados mais sustentáveis”).

Inovação

Outro fator importante da economia para a sustentabilidade é que ela precisa ser inovadora em processos, produtos e serviços, menos intensiva em carbono, mais eficiente no uso e reúso de recursos naturais, gerando oportunidades para os ainda bilhões de excluídos e mantendo o bem-estar para todos. Esse desafio vai exigir o melhor do espírito empreendedor e da criatividade dos brasileiros e das brasileiras. Portanto, também precisaremos que os governos, em todos os âmbitos, incentivem, nas escolas, nas empresas e nos próprios órgãos públicos, a inovação científica e tecnológica no sentido do desenvolvimento sustentável.

Um exemplo brasileiro é o etanol de cana-de-açúcar. Ele foi uma inovação que surgiu ainda nos anos 1970, durante a crise do petróleo, e contou com muito investimento público em pesquisa e desenvolvimento. Hoje, o produto que compramos nos postos de gasolina já é muito mais avançado, graças a contínuos investimentos dos próprios produtores de cana e das empresas distribuidoras do combustível.

Questão de cultura

E não adianta pensar em inovação sem cuidar do aperfeiçoamento cultural de todos os brasileiros, mas principalmente dos jovens da periferia. Inovação implica mais mudança de comportamento do que acesso a bens de consumo. E, no caso do desenvolvimento sustentável, mudar processos, produtos e serviços significa transformar a maneira como vivemos. O bem-estar deve vir mais pelos valores do que pelo consumo, mais pelo compartilhamento do que pela posse de bens individuais. As inovações sustentáveis precisam levar em conta os limites do planeta e as necessidades dos seres humanos, entendendo o bem-estar como saúde, educação, segurança, saneamento e acesso à cultura, que são os bens imateriais da sociedade.

Ainda no âmbito da economia para a sustentabilidade, a agenda propõe que o Brasil aproveite mais as vantagens comparativas, entre outras, de recursos naturais e da janela demográfica (que permitirá ao país ter uma população economicamente ativa relevante, formando, em pouco tempo, imensa força de trabalho e um novo mercado interno).

Outra dessas riquezas que podem dar vantagem ao país na nova geopolítica do século 21 são as comunidades e povos tradicionais, cuja sobrevivência depende de manter e conservar nossos ecossistemas.

Precisamos de um novo padrão de desenvolvimento para garantir o bem-estar dessas populações, utilizando os recursos naturais sem destruí-los e gerando emprego e renda para esses milhões de brasileiros. Só conseguiremos tal patamar com políticas públicas e investimentos em ciência e inovação.

Finalmente, nesse item, não haverá economia para a sustentabilidade sem a progressividade dos tributos, principal ferramenta para uma rápida e consistente redução das desigualdades sociais.

Jorge Abrahão é diretor-presidente do Instituto Ethos.

 

Fonte: Ethos

Pequenos produtores de cacau criam nova economia na Amazônia


O cacau está mudando a face de São Félix do Xingu, no sul do Pará. Em menos de uma década, a cultura cacaueira conseguiu se tornar a melhor alternativa econômica para uma região que fez do estado um dos campeões nacionais do desmatamento. Planta nativa da Amazônia, o cacau mostra-se mais lucrativo que a criação de gado, que ajudou a pôr abaixo milhares de quilômetros quadrados de floresta nativa no município.
 
 
Com aproximadamente 82 mil quilômetros quadrados, São Félix do Xingu ainda tem na pecuária de corte sua base econômica, com cerca de 1,7 milhão de cabeças de gado. Mas é a produção e a comercialização do cacau que se coloca como a alternativa ao desmatamento e põe o futuro da região nas mãos dos pequenos agricultores, aqueles que detêm menos de 300 hectares de terra. A lavoura cacaueira começa a deslocar o eixo do desenvolvimento regional.
 
E esse eixo aponta para uma situação impensável há algumas décadas no município. Pressionados por grandes fazendeiros de gado da região e garimpeiros ilegais, os pequenos agricultores não viam outra saída senão vender suas terras e partir, ou então entrar nos sucessivos ciclos agrícolas de produção de arroz e outros cerais que se esgotavam em pouco tempo. Mas a atuação de entidades de apoio ao manejo sustentável e organização social conseguiu dar às comunidades rurais motivos de sobra para ficar, lutar e prosperar.
 
Na região desde 2011, os técnicos do IMAFLORA – Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola – estão ajudando a mudar a história de São Félix. São 32 famílias de pequenos agricultores amparadas por iniciativas como o projeto Florestas de Valor, que promove a conservação da floresta amazônica ao fortalecer as cadeias de produtos florestais não madeireiros e disseminar as boas práticas agrícolas. O projeto conta com patrocínio da Petrobras desde 2013 e participa do Programa Petrobras Socioambiental, um dos instrumentos da política de responsabilidade social da companhia. O trabalho na região se dá em parceria com a CAMPPAX – Cooperativa Alternativa Mista de Pequenos Produtores do Alto Xingu a ADAFAX – Associação para o Desenvolvimento da Agricultura Familiar do Alto Xingu.
 
SOMBRA E ÁGUA FRESCA – Com sistemas de produção conhecidos como agrofloresta, construídos através do diálogo entre os técnicos do instituto e os agricultores, as árvores do cacau são plantadas à sombra de outras espécies e ajudam a recuperar áreas degradadas. “O cacau recompõe a paisagem nativa, favorece a regeneração da floresta e a recuperação de fontes de água limpa, ao mesmo tempo em que gera significativa renda ao produtor”, explica a engenheira agrônoma do IMAFLORA, Amanda Souto, que desde 2011 atua na região.
 
Atualmente, ela coordena o apoio aos agricultores familiares na recomposição das matas ciliares, áreas florestais, reservas legais e auxilia na interpretação do novo Código Florestal, para que os proprietários possam se adequar ao Cadastro Ambiental Rural (CAR).
 
De acordo com a especialista, a organização das famílias em cooperativas, a adequação socioambiental das propriedades e o domínio de tecnologias apropriadas ao manejo do cacau fazem com que os pequenos produtores sintam-se motivados a permanecer nas áreas rurais, criando condições para o surgimento de cadeias produtivas sustentáveis.
 
Estabelecer e fortalecer os elos dessas cadeias são parte do trabalho do IMAFLORA na região. Com a cultura cacaueira que floresce em São Félix, as grandes indústrias começam a se aproximar. E elas querem grande quantidade de matéria prima de alto padrão. Mas já começam a exigir também que o produto seja “correto” do ponto de vista ambiental e social, explica a especialista do IMAFLORA. O cacau desses produtores de São Félix cumpre todos esses requisitos, garante Amanda Souto.
 
BERÇO – Por ser originário da Amazônia, o cacaueiro desfruta de ambiente ideal para crescer na região, principalmente pela abundância de água e as defesas naturais contra o ataque de pragas, reduzindo a aplicação de fungicidas. Os frutos apresentam a tonalidade avermelhada, aroma frutado, mais nutrientes e manteiga na quantidade exata. As técnicas de cultivo com podas constantes e o processo de beneficiamento (quebra dos frutos, fermentação ideal e seleção das amêndoas) agregam ainda mais qualidade ao cacau produzido em São Félix.
 
No ano passado, a pedido do IMAFLORA, o cacau das regiões atendidas pelo projeto Florestas de Valor passou pelo crivo de testes profissionais entre eles a da Indústria Brasileira de Cacau – IBC e Cacau Show. Aprovado como um cacau de Tipo 1 – destinado à fabricação de chocolates finos –, o produto ganhou ainda mais destaque na vitrine nacional e internacional. “Há bons negócios no horizonte”, anima-se Amanda Souto, que estima que a produção de cacau em São Félix salte das atuais cem toneladas para o dobro disso até 2015.
 
Cada hectare plantado de cacau tem um rendimento de aproximadamente 7 hectares em pastagens para criação de gado e ainda ajuda a conservar o meio ambiente. Cada família pode cuidar de até 10 mil pés de cacau, ocupando apenas 10 hectares, favorecendo a manutenção da Reserva Legal, já que o cacau pode ser produzido dentro da floresta. É um negócio e tanto para um município que já foi o vilão do desmatamento na Amazônia e que ressurge no cenário com um novo modelo de economia florestal.
 
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Sobre o projeto Florestas de Valor
 
O projeto Florestas de Valor existe para fortalecer as cadeias de produtos florestais não madeireiros, disseminar a agroecologia e conservar a floresta em três regiões do estado do Pará: na Calha Norte do rio Amazonas, na Terra do Meio e no município de São Félix do Xingu. O projeto apoia a implantação de sistemas produtivos responsáveis, conecta extrativistas e empresas na lógica do mercado ético e busca sensibilizar a sociedade para o consumo consciente de produtos florestais e para a conservação dos recursos naturais. Saiba mais em www.imaflora.org.br/florestasdevalor
 
Fonte: IMAFlora

Conheça duas campanhas que incentivam a economia da água nas escolas


Há algum tempo, economizar água deixou de ser apenas cenário ideal para se tornar necessidade. Cada vez mais, ouvimos falar em racionamento, multas, represas com nível preocupante, entre outros. Pensando nisso, separamos dois ótimos exemplos de campanhas que visam incentivar a redução do uso da água em escolas infantis. Conheça e inspire-se!

Reágua em Santo André (SP)

Em Santo André (SP), o Programa de Uso Racional da Água nas Escolas faz parte do Programa Estadual de Apoio à Recuperação de Águas (Reágua). Realizado pelo Semasa – Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André, o programa realiza diagnósticos em escolas públicas com o objetivo de realizar intervenções para combater o desperdício da água.

O programa espera melhorar os índices de 68 escolas do município, sendo 24 creches e 44 escolas municipais de ensino fundamental. Os diagnósticos foram realizados em 2013, com análise dos equipamentos hidráulicos para verificar o consumo médio, detectar vazamentos e contabilizar equipamentos que necessitarão de troca ou manutenção.

O bacana do projeto é a contrapartida, que envolve subsídio financeiro para troca de equipamentos, e intensificação de ações de educação ambiental nas escolas, visando o combate ao desperdício de água.

Pura – Programa de Uso Racional da Água

Também no estado de São Paulo, o Pura – Programa de Uso Racional da Água, criado em 1996, prevê a redução do consumo de água na região metropolitana de São Paulo. Nas escolas estaduais, em fevereiro de 2014, o programa entrou em sua terceira fase, ampliando sua ação para 1.523 escolas, numa parceria entre a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e a Sabesp.

A ideia é oferecer um desconto de 25% na conta de água das escolas que obedecerem a meta de consumo mensal, além da melhoria dos equipamentos hidráulicos e orientação de cerca de 1,5 milhão de alunos. Das 1.523 escolas que passarão a fazer parte do Pura neste ano, 1.093 são da região metropolitana de São Paulo e 430 são do interior e litoral paulista.

Para saber mais, acesse o site do programa.

Campanha Eu Cuido do Futuro

O Instituto Brookfield quer divulgar histórias de crianças que criaram seu próprio jeitinho de economizar água. Assim, por meio da Campanha “Eu cuido do Futuro”, convidamos pais de todo o Brasil para contar para a nossa equipe de qual forma seus filhos ajudam a economizar água. Para divulgarmos nas nossas mídias, pedimos também que enviem as fotos dos seus filhos, via mensagem na página do Instituto Brookfield no Facebook.

 

Fonte: Instituto Brookfield

“Não é preciso crescer sempre para que a sociedade se desenvolva”.


Entrevista especial com Junior Ruiz Garcia

 

“Sendo a economia um subsistema aberto do meio ambiente, não há economia sem meio ambiente, já que toda produção econômica depende do fluxo de matéria e energia advinda do meio ambiente”, frisa o economista. 

A solução para o antagonismo entre os conceitos “desenvolvimento” e “sustentabilidade”, quando se trata de pensar um modelo econômico que proporcione desenvolvimento e preserve o meio ambiente, deve ser formulada pela Economia a partir de uma perspectiva econômico-ecológica. A sugestão é do economista Junior Ruiz Garcia, para quem “o desenvolvimento deve ser entendido como um processo de mudanças qualitativas na sociedade, que não necessariamente implicaria em crescimento econômico, entendido como aumento da produção de bens e serviços econômicos”. A concepção de sustentabilidade, de acordo com essa compreensão, “está relacionada ao conceito de ‘durabilidade ou continuidade’ ao longo do tempo. Dessa maneira, a sustentabilidade de uma sociedade dependerá basicamente da sua escala (tamanho físico), de sua estrutura de consumo de bens e serviços econômicos e da tecnologia disponível para produzir os bens e serviços econômicos, desde que respeite os limites biofísicos impostos pelo ecossistema global", esclarece Garcia na entrevista a seguir, concedida por e-mail à IHU On-Line.

Segundo ele, o sistema econômico é um subsistema dentro do “sistema natural”, que sustenta a dinâmica econômica; portanto, “se a produção econômica de bens e serviços de uma sociedade respeita a limitação imposta pelo sistema, (…) essa sociedade seria sustentável”.

Garcia esclarece que a economia neoclássica ensinada nos cursos de Economia “entende o desenvolvimento sustentável como a manutenção do estoque total de capital de uma sociedade, sendo formado pelo capital feito pelo homem (inclui o capital físico, tais como máquinas e equipamentos, capital humano, capital social, etc.) e pelo capital natural (recursos naturais)”. A partir dessa lógica de capitais substitutos entre si, “a sustentabilidade do sistema econômico ou o desenvolvimento sustentável seria alcançado a partir da manutenção do estoque de capital total, independentemente de sua composição.

No limite, essa visão supõe que é possível a sociedade viver sem recursos naturais, já que os capitais são substitutos perfeitos! Na verdade, o capital feito pelo homem e o capital natural são complementares. Desse modo, sempre a sociedade precisará manter um estoque mínimo de capital natural, o problema é saber quanto”, salienta. Considerando as discussões acerca da escassez dos recursos naturais, o economista questiona: “Não deveríamos promover o crescimento nas regiões que realmente precisam de crescimento, como as regiões pobres? Será que as regiões desenvolvidas ainda precisam de crescimento econômico ou de uma melhor distribuição dos benefícios?”.

Junior Ruiz Garcia é graduado em Economia pela Universidade Federal do Paraná – UFPR, mestre em Desenvolvimento Econômico Agrícola e Agrário pelo Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp e doutor em Desenvolvimento Econômico, Espaço e Meio Ambiente pelo Instituto de Economia da Unicamp. É pesquisador do Núcleo de Economia Agrícola e Ambiental – NEEA do Instituto de Economia da Unicamp e do Núcleo de Economia Empresarial do Departamento de Economia da UFPR. Também leciona no curso de Ciências Econômicas, no Mestrado Profissional em Desenvolvimento Econômico e no Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Econômico do Departamento de Economia da UFPR.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Como conciliar os conceitos desenvolvimento e sustentabilidade, visto que para autores como Serge Latouche eles são incompatíveis?

Junior Ruiz Garcia – O desenvolvimento deve ser entendido como um processo de mudanças qualitativas na sociedade, que não necessariamente implicaria em crescimento econômico, entendido como aumento da produção de bens e serviços econômicos. A produção de bens econômicos necessariamente implica a retirada de recursos do sistema natural e a geração de resíduos, já que o sistema econômico é um subsistema aberto dentro do sistema natural. Um subsistema aberto significa que há troca de matéria e energia com o sistema, neste caso, a Terra. Nenhum subsistema pode ser maior que o sistema, ou seja, não é possível pensar em crescimento econômico infinito. Para ilustrar essa questão, veja a seguinte situação: em algum momento de nossas vidas (nós somos um subsistema aberto dentro do sistema maior, representado pela Terra) paramos de crescer em termos quantitativos (biológicos), mas não paramos o nosso desenvolvimento; sempre estamos adquirindo novos conhecimentos e experiências, nos tornando um indivíduo melhor (esperamos que isso sempre aconteça). O mesmo pode ocorrer com uma sociedade: não é preciso crescer sempre para que a sociedade se desenvolva.

Já a sustentabilidade está relacionada ao conceito de “durabilidade ou continuidade” ao longo do tempo. Dessa maneira, a sustentabilidade de uma sociedade dependerá basicamente da sua escala (tamanho físico), de sua estrutura de consumo de bens e serviços econômicos, desde que respeite os limites biofísicos impostos pelo ecossistema global, e da tecnologia disponível para produzir os bens e serviços econômicos. Se a produção econômica de bens e serviços de uma sociedade respeita a limitação imposta pelo sistema (representada por sua capacidade de provimento de recursos naturais e de assimilação dos resíduos), já que o sistema econômico é um subsistema, essa sociedade seria sustentável.

Contudo, no contexto atual, em que vivemos em um mundo com sete bilhões de pessoas e com uma estrutura de consumo intensiva em energia e matéria, não existirá compatibilidade entre desenvolvimento e sustentabilidade, a não ser que a sociedade empreenda uma mudança radical em sua estrutura de consumo e estabilize o crescimento demográfico.

 

“A abordagem acerca da sustentabilidade e da dimensão ecológica deveria ser tratada na dinâmica a partir de uma perspectiva transversal (transdisciplinar), e não como um apêndice”

IHU On-Line – É possível pensar desenvolvimento sustentável a partir de princípios econômicos?

 

Junior Ruiz Garcia – Como a teoria econômica tradicional ignora o sistema natural em suas análises e modelos teóricos, tratando a problemática ambiental a partir apenas da perspectiva de externalidades (efeitos positivos ou negativos não intencionais decorrentes da decisão de produção e consumo de um agente econômico sobre outros agentes que podem gerar uma perda ou um ganho no grau de bem-estar), que significa externo ao mercado, as externalidades são tratadas pela teoria econômica tradicional como uma exceção à regra.

Assim, o entendimento de desenvolvimento sustentável não cabe na teoria econômica tradicional, embora a economia tradicional neoclássica apresente um entendimento. A economia neoclássica, também conhecida como mainstream econômico, que é ensinada em praticamente todos os cursos de economia do mundo e é base para a tomada de decisão dos agentes econômicos, entende o desenvolvimento sustentável como a manutenção do estoque total de capital de uma sociedade, sendo formado pelo capital feito pelo homem (inclui o capital físico tais como máquinas e equipamentos, capital humano, capital social, etc.) e pelo capital natural (recursos naturais). Como essa escola supõe que esses capitais são substitutos perfeitos entre si, a sustentabilidade do sistema econômico ou o desenvolvimento sustentável seria alcançado a partir da manutenção do estoque de capital total, independentemente de sua composição.

No limite, essa visão supõe que é possível a sociedade viver sem recursos naturais já que os capitais são substitutos perfeitos! Na verdade, o capital feito pelo homem e o capital natural são complementares. Desse modo, sempre a sociedade precisará manter um estoque mínimo de capital natural, o problema é saber quanto.

IHU On-Line – As abordagens de desenvolvimento sustentável feitas a partir da perspectiva econômica e do mercado têm recebido críticas de ambientalistas e especialistas da área ambiental, porque têm uma perspectiva mercadológica. Como o senhor interpreta essa concepção de desenvolvimento sustentável?

Junior Ruiz Garcia – Como a teoria econômica tradicional entende a problemática ambiental a partir do conceito de externalidades e o desenvolvimento sustentável implica a manutenção do estoque de capital, a solução seria a internalização das externalidades ambientais na decisão dos agentes econômicos, ou seja, o mercado promoveria a alocação eficiente dos recursos naturais. Para internalizar as externalidades é preciso valorá-las já que elas são externas ao mercado, e aí que vem o problema, como valorar algo que não tem preço? Por exemplo, qual o valor da água, da floresta amazônica, do Rio Tietê, se eles são insubstituíveis, não têm direitos de propriedade definidos e ainda aportam à sociedade um conjunto de bens e serviços que em sua maioria também são insubstituíveis? Ou seja, o mercado por si só não tem condições de promover o desenvolvimento sustentável.

IHU On-Line – Que relações estabelece entre as discussões acerca do meio ambiente e a Economia?

Junior Ruiz Garcia – Sendo a economia um subsistema aberto do meio ambiente, não há economia sem meio ambiente, já que toda produção econômica depende do fluxo de matéria e energia advinda do meio ambiente. Algum bem ou serviço econômico pode ser produzido sem o uso de recursos naturais e sem a geração de resíduos lançados no meio ambiente?

IHU On-Line – Como a discussão acerca da sustentabilidade e do desenvolvimento sustentável deve ser abordada pela Economia?

Junior Ruiz Garcia – Deve ser abordada a partir da restrição absoluta imposta pelo sistema natural, já que a economia é um subsistema daquele. Desse modo, a dimensão ecológica estaria no centro da análise econômica, onde a economia deveria respeitar a capacidade de carga do sistema natural (escala), representada pelo provimento de recursos naturais e por sua capacidade de assimilação de resíduos. Nesta perspectiva, não há espaço, por exemplo, para a busca pelo crescimento econômico infinito como é defendido pela teoria econômica tradicional.

 

“O sistema natural sustenta a dinâmica econômica, sem o qual não existiria o sistema econômico”

IHU On-Line – Por que a discussão acerca do desenvolvimento sustentável não tem sido feita nos cursos de Economia?

 

Junior Ruiz Garcia – A discussão sobre o desenvolvimento sustentável tem sido realizada pelos cursos ou disciplinas de Desenvolvimento Econômico. O problema é que a discussão sobre o papel do sistema natural na dinâmica econômica tem estado ausente nos cursos de economia. Essa afirmação pode ser verificada ao consultar as grades dos principais cursos de Economia oferecidos no Brasil e no restante do mundo e pela bibliografia adotada por estes cursos — no máximo essa discussão é colocada em uma disciplina optativa ou nos últimos capítulos dos livros.

Assim, se houver tempo, o professor discutirá com seus alunos. Isso ocorre porque a principal base teórica (representada pela Economia Neoclássica) adotada pelos cursos de Economia trata a questão ambiental como uma subdisciplina dentro do ensino de Economia e da análise econômica. Por exemplo, no curso de Introdução à Economia, Macroeconomia e Microeconomia, que representam as bases teóricas para a formação do economista, o sistema econômico é visto como isolado do sistema natural, como se ele fosse o todo, o “Universo”, ou seja, não há meio ambiente. Nesta perspectiva, o sistema econômico não precisaria do meio ambiente! Embora exista na economia toda uma discussão sobre a relação entre o meio ambiente e o sistema econômico, levada a cabo pela Economia Ecológica, mas que está ausente dos cursos de economia.

IHU On-Line – Que papel o sistema natural assume na dinâmica econômica?

Junior Ruiz Garcia – O sistema natural sustenta a dinâmica econômica, sem o qual não existiria o sistema econômico.

IHU On-Line – E que papel ele poderia assumir a partir das discussões acerca da sustentabilidade?

Junior Ruiz Garcia – A abordagem acerca da sustentabilidade e da dimensão ecológica deveria ser tratada na dinâmica econômica a partir de uma perspectiva transversal (transdisciplinar) como destaca a Economia Ecológica, e não como um apêndice ou complementar à análise como tem sido apresentada pela Economia Tradicional.

IHU On-Line – É possível conciliar crescimento, desenvolvimento e preservação ao mesmo tempo?

Junior Ruiz Garcia – Não é que eu seja contra o crescimento econômico. Algumas regiões do mundo e do Brasil ainda precisam de crescimento para promover suas mudanças estruturais em termos qualitativos e de bem-estar. Por exemplo, para universalizar o acesso ao saneamento básico (captação, tratamento e distribuição de água, coleta e tratamento de esgoto e dos resíduos sólidos) é preciso crescimento, porque implica o aumento da infraestrutura, a conversão de recursos naturais em bens econômicos. No entanto, quando os economistas falam em crescimento econômico, não importa o tipo de produto que será produzido.

Por exemplo, a produção de armas gera crescimento econômico, mas será que realmente aumenta o bem-estar das pessoas como faria a universalização do acesso à infraestrutura de saneamento básico?

Acrescento ainda os seguintes motivos para essa reflexão sobre o crescimento econômico. Primeiro, a sociedade está vivendo um contexto que chamamos de “mundo cheio”, em que o recurso escasso é o recurso natural; desse modo, não deveríamos promover o crescimento nas regiões que realmente precisam de crescimento, como as regiões pobres? Será que as regiões desenvolvidas ainda precisam de crescimento econômico ou de uma melhor distribuição dos benefícios? Segundo, a sociedade já viveu muitos períodos de crescimento e nem por isso conseguiu eliminar a pobreza no mundo; além disso, aumentou a degradação dos ecossistemas, veja os problemas relacionados com as mudanças climáticas induzidas pela aceleração do efeito estufa.

Terceiro, é impossível buscar o crescimento econômico infinito sendo o sistema econômico um subsistema do sistema natural; nunca um subsistema pode ser maior que o sistema que o sustenta.

IHU On-Line – Depois das crises financeiras de 2008, a Economia e os economistas receberam muitas críticas e ficaram até desacreditados por parte da população. A partir disso e também considerando as discussões acerca da sustentabilidade, há como pensar as questões socioambientais para além da Economia?

Junior Ruiz Garcia – Há, mas isso envolve uma profunda revisão das teorias econômicas e do ensino da Economia na graduação, em que a dimensão ecológica assumiria o centro dos modelos teóricos e da análise econômica.

 

Fonte: IHU – Unisinos

Dicas para ser mais sustentável de forma econômica


Mesmo com os conceitos de sustentabilidade cada vez mais difundidos, ainda existe um medo de que optar por alternativas ecologicamente corretas torne o estilo de vida mais caro.

Evitar a energia vampirizada

Para evitar a energia vampirizada basta tirar da tomada os aparelhos que estão fora de uso. Mesmo quando eletroeletrônicos estão em “stand-by” eles continuam a gastar energia. Outro problema comum são as luzes acesas desnecessariamente. Atente ao apagar as luzes quando o cômodo não estiver em uso ou quando a iluminação natural for suficiente para manter o ambiente claro. Já que a dica é desplugar, aproveite para reduzir o tempo gasto na TV e computador.

A woman unplugs an electrical cord

Trocar lâmpadas por modelos de LED

Lâmpadas incandescentes já foram praticamente abandonadas e trocadas por modelos fluorescentes. Isso representa uma redução significativa na conta de luz de uma residência. Mas, pode ser ainda melhor. As lâmpadas de LED são os modelos mais econômicos e duráveis. Apesar de serem mais caras, em pouco tempo é possível ter o retorno financeiro do investimento. Além da redução no gasto energético, elas não aquecem o ambiente.

#31 - LED

Pare de usar garrafas plásticas e evite beber suas calorias

Além de ser mais caro, o hábito de comprar água engarrafada só contribui para o aumento do lixo acumulado no mundo. Existe muito mais por trás das garrafas plásticas do que podemos ver quando elas estão nas prateleiras. O impacto ambiental é enorme e desnecessário. Tenha um filtro em casa e utilize garrafas reaproveitáveis. Atente aos modelos livres de Bisfenol A, uma substância cancerígena presente em alguns plásticos. Trocar os refrigerantes ou sucos artificiais pela água também é um jeito de reduzir o descarte de garrafas plástica e, acima de tudo, das calorias ingeridas. O açúcar e outros químicos não te ajudarão a elevar a qualidade de vida, sem contar que as bebidas industrializadas são muito mais caras.

                          copo de água

Deixe o carro na garagem – pelo menos para distâncias curtas

Caminhar não paga nada. Bicicletas não necessitam de combustível. Então, por que não utilizar essas opções com mais frequência? O carro acaba tornando as pessoas dependentes. Depois de se acostumar com o conforto de um automóvel, é muito fácil utilizá-lo para ir à padaria, ao mercadinho, farmácia ou outros locais próximos. Mas, isso não é realmente necessário. Qualquer pessoa saudável o suficiente para caminhar consegue andar distâncias de até cinco quilômetros sem dificuldade. Além de não ter a dor de cabeça de encontrar um lugar para estacionar, a caminhada ou pedalada permite a interação com a cidade e a vizinhança. Faça o teste e perceba a melhora no humor e a economia no bolso.

Aproveite, economize e seja mais consciente.

 

FONTE: Ciclo Vivo

Nove dicas para reduzir o desperdício de alimentos


 

Evite o desperdício de alimentos no seu dia a dia. Confira dicas simples

 

 

Estima-se que um terço de toda a comida produzida no mundo é jogada fora. Isso significa um bilhão de toneladas de alimentos – quantidade quatro vezes maior que a necessária para acabar com a fome no planeta. Sem levar em conta as sobras de comida que poderiam ser reaproveitadas, as más condições de logística, transporte e armazenamento também contribuem para o desperdício. 

 

Qual o preço do desperdício de alimentos?

Alimentos custam caro para serem produzidos e distribuídos. Em geral, é preciso que haja desmatamento para o cultivamento de uma área, uso de fertilizantes à base de nitrogênio (que são bem danosos ao meio ambiente), e utilização de combustíveis fósseis em máquinas agrárias e no transporte, além do alto consumo de água doce para irrigação.

 

Obviamente, temos que nos alimentar para nos mantermos vivos, mas podemos reduzir o desperdício dos alimentos e beneficiar outras pessoas (que passam fome) e o meio ambiente (diminuindo o teor de lixo orgânico em aterros sanitários e lixões).

 

Veja neste guia nove dicas simples para não desperdiçar comida.

 

1. Lista de mercado

Fazer uma lista do que falta para consumo na sua casa contribui de uma forma simples para a redução do resíduo de alimentos. Além de auxiliar na quantidade correta de comprar o alimento, a prática reduz o gasto financeiro desnecessário.

 

2. Faça mercado com freqüência

Faça compras com mais frequência – essa forma pode ajudar você a adquirir apenas o necessário, evitando o estoque de alimentos que acabam se deteriorando.

 

3. Resto de ontem

Embora essa dica seja um tanto rejeitada, ela é ótima para reaproveitar as sobras de comidas deixadas na refeição anterior, evitando o desperdício e podendo se transformar até em um prato diferente (confira aqui).

 

4. Potes transparentes

Sobrou comida? Na hora de guardá-la, escolha potes transparentes. Essa atitude simples permite que você se lembre que determinado alimento está guardado. Caso contrário, você pode acabar se esquecendo e o alimento apodrecer.

 

5. Congelados

Certos alimentos não suportam muito bem a temperatura ambiente ou o calor. Em vez de perdê-los, por que não congelá-los e utilizá-los quando for conveniente para uma receita específica? Cliquei aqui e veja o período que certos alimentos duram enquanto congelados.

 

6. Faça suco ou sopa

Comprou mais frutas ou legumes do que deveria? Renove o cardápio e faça sucos e sopas – são nutritivos e alimentam. Confira aqui algumas dicas.

 

7. Ajude quem passa fome

Antes de jogar a comida fora, pare e pense que tem uma pessoa que está passando fome. Se tem algum alimento sobrando e que esteja apropriado para consumo, passe adiante para alguém que não tem o que comer.

 

8. Reduza a quantidade de lixo orgânico

 

Reduza a quantidade de restos de comida jogada no lixo. Faça sua própria compostagem caseira e utilize o húmus resultante do processo em seu jardim. Assim, você contribui para a diminuição de lixo orgânico que vai para aterros, gerando, posteriormente, gases que contribuem para a poluição da atmosfera.

 

9. Empregue a economia

Quem nunca foi a um restaurante e ficou hipnotizado pela grande quantidade de comidas deliciosas? Na gíria popular, "o olho fica maior que a barriga". Mas isso é um problema, pois acabamos deixando grandes quantidades de comida no prato, que vão parar no lixo. Pense duas vezes na hora de encher o prato de comida. Você economizará financeiramente e evitará desperdícios.

 

Fonte: ECycle