Desmatamento pode prejudicar frigoríficos e exportações do Brasil, diz agência


Os efeitos do desflorestamento continuam sendo um desafio para o país (Pixabay)

A agência de classificação de riscos Fitch afirmou na quarta-feira (6) que o desmatamento na Amazônia pode causar danos de reputação a frigoríficos brasileiros e levar à redução das exportações de carnes do país.

Para a Fitch, os efeitos do desflorestamento no maior bioma do país e a eficácia da sustentabilidade no setor continuam sendo um desafio para o Brasil.

A agência disse crer que amplas normas ambientais melhoram os perfis de crédito das empresas da área de proteínas, acrescentando que as consequências dos incêndios na Amazônia colocaram sob holofotes os setores ambiental, social e de governança dessas companhias.

Apesar do alerta ambiental, as exportações de carne do Brasil acumulam fortes ganhos em 2019, estimuladas especialmente pela forte demanda da China, que enfrenta um grave surto de peste suína africana.

Reuters/Redação São Paulo

A sustentabilidade de hoje e a sustentabilidade de amanhã nas empresas


Sustentabilidade é um processo de melhoria contínua.
 
Foi exatamente com essa frase que iniciei minha visita à Fábrica da Fiat em Betim, Minas Gerais, há duas semanas. Na ocasião participei do Circuito das Águas com o intuito de conhecer o programa que reutiliza impressionantes 99,4% da água da fábrica. A verdade é que aquela visita se mostrou muito além de uma empresa que faz excelente gestão de recursos hídricos. Falemos disso no decorrer do texto.
 
Em 2008, quando recém-saída da área de responsabilidade social e na transição para sustentabilidade, já batia na tecla de que sustentabilidade não era uma área isolada na empresa, mas um processo a ser trabalhado por todas as áreas. Inclusive, em 2012, escrevi um white paper sobre o assunto, que está disponibilizado em meu slideshare para quem se interessar:http://pt.slideshare.net/sustentavel1/sustentabilidade-30-email.
 
Mas de volta à visita à Fábrica da Fiat, antes de conhecer o processo de gestão de recursos hídricos, tive a oportunidade de visitar outros setores e verificar como cada área tem sua responsabilidade com metas de sustentabilidade. Para isso, há pontos focais que são responsáveis pela coleta e reporte dos indicadores, que são devidamente monitorados e controlados junto à área de meio ambiente.
 
Se pesarmos do ponto de vista de tempo presente, gestão da sustentabilidade dentro dos processos da empresa é o que tem de melhor a ser feito. E o mais interessante é que você empodera os colaboradores por não precisar ser da área de sustentabilidade para fazer sustentabilidade de verdade.
 
Então fui lá fazer o Circuito das Águas. Uma estação de tratamento moderníssima, com técnicas de tratamento super inovadoras. Não sou muito entendida da área, mas me chamou atenção a utilização do processo de osmose reversa. Graças a ele e ao sistema MBR, a Fiat saltou de 92% no reuso da água para 99,4% em 2010. E o que isso significa? Praticamente a eliminação da captação da água da rede pública e uma economia equivalente ao consumo de uma cidade de 30 mil habitantes!
 
Se não bastasse todo o encantamento que tive com os processos produtivos da Fiat e a sustentabilidade de hoje posta em prática em sua plenitude, veio a cerejinha do bolo. E aí meu olho brilhou de verdade: a visão de futuro.
 
Há um bom tempo venho batendo na tecla de que num futuro não tão longínquo, mais do que processos, a sustentabilidade vai impactar o modelo de negócios das empresas. Sem exceção, independente do setor. Umas vão sofrer mais, outras menos, mas todas sofrerão. E ai de quem não estiver preparada.
 
Pois bem, durante o almoço tive a oportunidade de conversar com um designer que trabalha na área de pesquisa da Fiat. Não, ele não é um designer que projeta carros mais eficientes, que consomem menos matéria prima ou carros mais leves que podem consumir menos combustível. Ele é um cara que trabalha na área de pesquisa tentando entender o comportamento das cidades daqui a 10, 20 anos e o papel do automóvel nesse novo cenário. Ou seja, a visão de futuro que uma montadora precisa ter.
 
Em cidades cada vez mais urbanizadas e inchadas, falar de sustentabilidade do setor automotivo apenas pela perspectiva de processos é falar basicamente da sustentabilidade de hoje. Mas acontece que o hoje já não é suficiente. Afinal, o que poderemos esperar a partir desse único olhar de sustentabilidade dentro de processos? Carros ultra eficientes gerando ecoengarrafamentos!
 
Pensar o papel do automóvel em cidades que caminham para o baixo carbono, pensar o papel do carro dentro de um contexto de transporte de alta capacidade ou de transportes não motorizados, pensar o papel do carro pela perspectiva dos seus impactos, sociais, ambientais e econômicos é fundamental.
 
Por isso, falar de sustentabilidade de uma empresa automobilística no longo prazo é ir muito além de processos; é falar da transição para uma empresa de mobilidade. Só que, somado a isso, é preciso não demonizar o automóvel, que tem papel importantíssimo dentro do sistema econômico dos países, principalmente de um país como o Brasil.
 
Assim, diante de uma visão bem ampla, saí da visita na fábrica da Fiat com a certeza de que, mais do que pensar em vilões, cabe a todo setor automobilístico contribuir para a construção e o planejamento de cidades melhores, onde carros, ônibus, três, metrôs e bicicletas e cidadãos caminham em perfeita harmonia.
Fonte: Um olhar sustentável sobre o mundo empresarial 

Mudanças Climáticas E As Empresas


Mudanças Climáticas E As Empresas – Inventários De Emissões De Gee

 
Data: 14/08/2015 das 08:00:00 às 17:00:00
Palestrantes:Fernando Altino Rodrigues – Engenheiro Químico de formação, fez Mestrado na área de Gestão Ambiental da Produção e Doutorado em Comunicação Ambiental (COPPE/UFRJ). É Professor Adjunto do Instituto de Química da UERJ desde 1992. Atualmente, ocupa o cargo de Diretor desta unidade acadêmica. Tem uma efetiva experiência na indústria química, onde atuou na produção Farmoquímica, Química e, principalmente, na Área Ambiental. É sócio consultor da Interação Ambiental já tendo coordenado e realizado diversos trabalhos nas áreas de gerenciamento de resíduos, gestão ambiental, tratamento e reutilização de efluentes, comunicação em emergências, educação ambiental, entre outras, para grandes empresas do ramo industrial e para outras consultorias. O instrutor tem vasta experiência em implementar o gerenciamento de resíduos em empresas, como: Ambev, Nestlé, Coca-Cola, Vale, entre outras.Fabiane Govermatori – Engenharia Química – UERJ – Universidade Estadual do Rio de Janeiro; Consultora de inventários de gases de efeito estufa; atuação: INMETRO – Elaboração, Desenvolvimento e Implementação do Projeto Piloto de Acreditação de Organismos de Verificação de Inventários de GEE do Inmetro; e INT – Implementação do projeto para Acreditação do INT como Organismo de Verificação de inventários de GEE.Conteúdo programático:• Introdução. Gases de efeito estufa. UNFCCC.
• Acordo de Kyoto. Mecanismos de flexibilização.
• Créditos de carbono. Mercado regulado: MDL. Mercado voluntário: principais iniciativas.
• Inventário de emissões. Principais motivações.
• Definições importantes (CO2eq, materialidade, etc).
• GWP. Principais referências. PB GHG Protocol.
• O que é um inventário? Etapas do inventário. Limites organizacionais. Limites operacionais.
• Escopos de emissões. Coletas de dados. Métodos de Quantificação. Controle e Garantia da Qualidade.
• Planilhas de Cálculo. Exercícios.
• Verificação de inventários. Importância. Requisitos de verificação: EVs do PB GHG Protocol. Processo de verificação.
• Organismos de verificação de inventários.
• Confiança na verificação de inventários.
• A acreditação de OVVs: principais requisitos.
• Vantagens na verificação de inventários por OVVs acreditados.
• Como localizar OVVs acreditados.
Público-alvo:
Empresários, diretores de empresas, gerentes de meio ambiente, engenheiros nas mais diversas áreas, técnicos ambientais, professores, estudantes, especialistas, consultores, representantes de organismos públicos e privados, investidores, fabricantes, compradores, técnicos de segurança do trabalho, entre outros.

Para efetuar a inscrição:
http://cursos.rmai.com.br/gee-gestao-dos-gases-de-efeito-estufa/

Maiores informações:
(11) 3917-2878 / 5095-0077
cursos@rmai.com.br / eventos@rmai.com.br

Fonte: (o) eco

Critérios sustentáveis são fundamentais para os negócios, aponta pesquisa


A sustentabilidade ganha cada vez mais força nas estratégias de compras das grandes empresas, segundo indica uma pesquisa recente da Ernst & Young (EY). O levantamento, realizado com líderes de 14 empresas de grande porte no País, mostrou que 73% dos gestores acreditam que a incorporação de critérios de sustentabilidade nas compras já é determinante para a realização dos negócios.

Manual de Compras Sustentáveis desenvolvido pela EY a pedido do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) serviu como base para a pesquisa. O levantamento revelou que as grandes empresas estão engajadas na defesa do meio ambiente, e que selecionam seus fornecedores pelo critério da consciência ambiental. Contudo, 53% dos executivos entrevistados afirmaram que a introdução de critérios de sustentabilidade para compras aumenta os custos totais de aquisição. Para 13% deles o aumento é significativo.

A contratação de mão-de-obra qualificada e o fornecimento de matéria-prima foram consideradas as categorias mais críticas para a incorporação de critérios de sustentabilidade no processo de compras.

Para 63%, o tema sustentabilidade na sua cadeia de suprimentos é estratégico, com apoio da alta liderança

Para a maioria dos entrevistados, a sociedade e o governo pressionam cada vez mais as empresas a avançar no tema de sustentabilidade na cadeia de fornecedores. Empresas que atuam de forma global já conseguem quantificar os ganhos com a adoção de práticas sustentáveis.

Maior confiabilidade
“As empresas são comandadas por pessoas, e estas são suscetíveis a pressões da sociedade e às necessidades de seus consumidores”, diz Mario Lima, diretor de consultoria em sustentabilidade da EY. Para Lima, a adoção de critérios de compras sustentáveis é uma prática que se paga em médio e longo prazo e tem como retorno uma maior confiabilidade nos fornecedores, maior garantia de direitos humanos e trabalhistas em toda cadeia de suprimentos, maior eficiência operacional e relacionamento mais estreito com seu mercado consumidor.

Para 63% dos entrevistados, o tema sustentabilidade na sua cadeia de suprimentos é estratégico, com apoio da alta liderança. A pesquisa ainda revelou que bancos e seguradoras são as empresas que mais investem em sustentabilidade, seguidos pela indústria de cosméticos e bens de consumo.

Fonte: EcoD

Dez empresas são donas de 73% das sementes de todo o mundo


           

Podem as grandes multinacionais agroquímicas se converterem nos donos dos alimentos que a Terra produz? Podem essas mesmas empresas transformar a natureza e suas sementes em sua exclusiva propriedade privada?

A resposta provoca espanto: Sim! Por esse motivo, a fonte dos alimentos do planeta em que vivemos está hoje em risco. Dez empresas agroquímicas são donas de 73% das sementes que existem no mercado internacional.Devido à sua difusão em grande escala, em alguns países já desapareceram 93% das variedades tradicionais de várias sementes.

Somente no México, 1.500 variedades de milho estão em perigo de extinção, em decorrência das práticas comerciais e legais introduzidas pela Monsanto e outras nove empresas agroquímicas no mercado agrário desse país.É duro acreditar nisso, mas estas empresas estão privatizando as origens da natureza.

A FAO afirma que essas práticas estão prejudicando a agricultura sustentável, destruindo a diversidade biológica e substituindo as variedades nativas por plantas geneticamente modificadas e vulneráveis às doenças.Um relatório publicado pela revista NationalGeographic descreve este desastre:

. Em 1903, as principais variedades de milho existentes no mercado alimentar do mundo eram 307; hoje restam apenas 12 variedades.

. As de repolho eram 544; hoje restam apenas 28.

. As de alface eram 497; hoje restam apenas 36.

. As de tomate eram 408; hoje restam apenas 79

. As de beterraba eram 288; hoje restam apenas 17.

. As de rabanete eram 463; hoje restam apenas 27.

. As de pepino eram 285; hoje restam apenas 16.

Este processo de degradação da natureza é simples e ao mesmo tempo perverso. Quando uma destas multinacionais chega a um país, quase sempre amparada por uma cláusula de um tratado de livre comércio, a lógica simples da natureza é substituída por um encadeamento diabólico de procedimentos legais e comerciais, iniciado nos bancos.

A partir do momento em que a empresa agroquímica abre as suas operações comerciais em um país, os bancos se negam a financiar os camponeses que continuarem semeando as variedades tradicionais. Só dão empréstimos aos que aceitarem cultivar variedades transgênicas patenteadas.

Os bancos também não oferecem assistência técnica para quem não utilizar as suas sementes. Quando chega a época de colheita, as redes de supermercados não compram outras que não sejam as variedades de produtos transgênicos certificados com suas patentes. Depois da colheita, os agricultores não podem conservar as suas sementes.

Os contratos os obrigam a destruí-las. Para voltar a semeá-las, deverão comprar novas sementes patenteadas. Do contrário, são denunciados e submetidos a longos e onerosos processos judiciais.

Os resultados deste encadeamento asfixiante são dramáticos. Somente na Índia, milhares de camponeses se suicidaram desde 1990, e o seu número disparou até chegar a 15 mil camponeses por ano, desde 2001, pressionados por dívidas impagáveis e por embargos judiciais.

Para tragédias como estas, é importante incluir as catástrofes ecológicas provocadas pelo uso em grande escada de agrotóxicos altamente nocivos visando a controlar as pragas nos cultivos transgênicos. Um dos agrotóxicos produzidos pela Monsanto está acabando com milhões de abelhas em vários países da Europa.

Em lugar de suspenderem a venda de seus venenos, a empresa está desenvolvendo em seus laboratórios abelhas robóticas para polinizarem as plantas. Se este projeto for levado adiante, os agricultores europeus não só terão que pagar à Monsanto pelas sementes patenteadas e pelos agrotóxicos, também terão que pagar pelas abelhas…

Se o mundo continuar governado por esta lógica abusiva, as grandes multinacionais agroquímicas vão acabar patenteando como propriedade privada até o livro da Gênese, onde a Monsanto será a criadora de toda a “vida” na Terra.

 

Fonte: mst.org.br ; mma.gov.br 

Laísa Mangelli

Pesquisa mostra que empresas estão dando mais valor à sustentabilidade


Levantamento com 3.344 executivos de diversos países destaca que 64% estão racionalizando o uso da energia em suas companhias, 63% trabalham para reduzir os resíduos e 59% se preocupam com sua reputação com relação à sustentabilidade.

 

A sustentabilidade já é um assunto abordado pelo setor empresarial há um bom tempo, e uma nova pesquisa realizada pela consultoria McKinsey & Company Global com líderes corporativos afirma que esse conceito está se tornando uma parte cada vez mais estratégica e integrada às companhias, apesar de algumas dificuldades em adotar plenamente práticas de sustentabilidade.

Intitulada Sustainability’s Strategic Worth (Valor Estratégico da Sustentabilidade), a pesquisa foi realizada com base nas respostas de 3.344 representantes do setor corporativo de diversas regiões, indústrias, empresas e especialidades, e revelou que a principal razão pela qual os executivos buscam a sustentabilidade, com 43% dos votos, é alinhar esse conceito com suas metas, missões e valores empresariais. Em 2012, última edição da pesquisa, esse índice era de 30%.

Segundo a consultoria, nas últimas versões do estudo, a maioria dos respondentes, quando questionados sobre as razões das companhias para buscar a sustentabilidade, citava o corte de custos e a gestão da reputação das firmas.

Já na última edição, a gestão de reputação ficou em segundo lugar como a razão mais popular, citada por 36% dos executivos (em 2012 foram 35%), e o corte de custos ficou com 26%, uma grande redução em comparação com os 36% de 2012.

“Uma razão para a mudança pode ser os próprios líderes das companhias acreditarem que a questão é mais importante. Os CEOs estão duas vezes mais propensos que eram em 2012 a dizer que a sustentabilidade é sua principal prioridade. Uma parte maior de outros executivos também colocam a sustentabilidade como um dos três principais itens da agenda de seus CEOs”, elucidaram Sheila Bonini and Anne-Titia Bové, que desenvolveram a análise da pesquisa.

O número de CEOs que citaram a sustentabilidade como principal prioridade quase triplicou para 13% em 2014 com relação aos 5% de 2012. Contudo, o número de executivos líderes que citaram a sustentabilidade como uma das três principais prioridades caiu de 37% para 36% no mesmo período. O número de outros executivos que veem a sustentabilidade como uma das três principais prioridades aumentou de 24% para 32%.

Desafios

Bonini e Bové afirmaram também que, com a sustentabilidade aumentando em significância, entender todo o seu valor se tornou mais desafiador – em parte pelo fato de que, quanto mais as companhias priorizam a sustentabilidade, mais o conceito precisa ser integrado aos negócios, o que pode levar a mudanças no sistema produtivo.

Por exemplo, das 13 principais atividades de sustentabilidade elencadas pela McKinsey, 64% dos executivos disseram estar reduzindo o uso da energia em suas operações, 63% afirmaram diminuir os resíduos e 59% declararam gerir sua reputação corporativa em sustentabilidade.

“Essas ações foram citadas mais frequentemente em 2011 e 2012, e uma parcela maior de executivos agora identifica a gestão da reputação como uma atividade essencial”, observaram as analistas.

Mas outros itens, contudo, apresentaram uma implementação mais problemática. O relatório cita como exemplo a extensão do ciclo de vida dos produtos, que ainda deixa a desejar na maioria das empresas.

“Hoje, limitações de recursos estão criando preços e volatilidade sem precedentes nos mercados de recursos naturais. Ainda assim, os resultados indicam que a maioria das companhias sequer começaram a implementar estratégias que estendam a vida de seus produtos e consequentemente reduzam a dependência de recursos de uma forma significativa”, coloca o texto.

“De acordo com outra pesquisa nossa, há um enorme potencial de valor na melhor concepção e otimização de produtos para diversos ciclos de desmontagem e reutilização. Companhias visionárias deveriam começar a investir nesta integração desses produtos, para o benefício da sociedade e para seus resultados. Apenas com materiais, as companhias poderiam economizar possivelmente mais de US$ 1 trilhão por ano”, continua o documento.

Diferentes abordagens para práticas de sucesso

Para identificar práticas de sucesso na implementação da sustentabilidade como estratégia corporativa, Bonini e Bové apontaram quatro abordagens distintas para a organização das práticas sustentáveis: apoio dos líderes, foco em execução, orientação externa e integração profunda.

“A primeira abordagem é caracterizada por líderes ativamente engajados nas companhias, incentivos a funcionários e estratégias claras; a segunda, por uma abordagem clara, responsabilidade e compromisso dos gestores intermediários; a terceira, pelo uso de ideias externas, redes e relacionamentos, assim como o compromisso dos gestores intermediários; e a quarta, pelo incentivo a funcionários para um trabalho sustentável, foco em talentos e compromisso com a sustentabilidade de todos os níveis de gestão”, comentaram as analistas.

“Nossos líderes de sustentabilidade estão representados em cada uma dessas quatro abordagens, confirmando que não há uma única fórmula para o sucesso em sustentabilidade”, continuaram Bonini e Bové.

As autoras concluíram que, para ir em frente com a aplicação da sustentabilidade em toda a cadeia de produção, as empresas devem incluir em suas estratégias três ações: estender o ciclo de vida de seus produtos; buscar tecnologias que levem à melhoria dos índices de sustentabilidade; e focar nas estratégias de sustentabilidade que se quer adotar, como o desenvolvimento econômico ou mudanças de práticas de negócios, e depois dessa definição, desenvolver a estratégia com não mais de cinco prioridades claras e bem definidas.

* Publicado originalmente no site CarbonoBrasil.

Gente e ambiente: sinônimos de qualidade


 

“O supermercado, em parceria com o fornecedor, deve conscientizar o consumidor sobre os produtos. Educá-lo para que saiba o que e porque ele o está adquirindo”, Julio Erthal, executivo da Sustentax

Discutir sustentabilidade está na moda tanto dentro das empresas quanto na mídia. Diferentes estudos apontam que o consumidor está disposto a pagar mais por um produto sustentável. Varejistas dizem ter práticas ambientais. Afinal, será que varejo e cliente sabem o que realmente significa ser sustentável e como usar desta prática?

Pensando nisso, a Associação Brasileira da Indústria, Equipamentos e Serviços Para o Varejo (ABIESV) realizou o 10º Backstage do Varejo – Sustentabilidade e Gestão de Ativos. O evento aconteceu na quarta-feira, dia 14, e contou com a presença de 40 representantes varejistas.

Os palestrantes foram Julio Erthal, executivo da empresa Sustentax, Katia de Assis, superintendente de Serviços Hospital Albert Einstein, Marcelo Nakamura, Diretor Executivo Connect The Dots, e Andrea Vaine, presidente do Grupo Brasileiro de Serviços (GAS).

Quem dá início ao encontro é Julio Takano, presidente da ABIESV e sócio diretor da Kawara Takano – Soluções para o Varejo. Em entrevista, ele fala da maneira de conscientizar os varejistas sobre sustentabilidade criando novos termos técnicos.

“A prevenção e a manutenção preventiva, e não corretiva, ajudam na sustentabilidade do negócio. Numa loja de roupas, por exemplo, o departamento de compras é chamado de setor produtivo, nós, de ‘setor improdutivo’, porque somos despesa. Imagina uma rede aonde os ganhos no final do ano são de 3% e você ainda pode economizar 10% disso. Aí o mundo se volta pra sustentabilidade de negócio”, afirma Julio.

Seguindo este pensamento, Julio Erthal é o primeiro palestrante do evento. “Sustentabilidade do varejo existe quando o negócio é rentável e tem perenidade. O varejista precisa atrair o cliente e garantir melhor experiência de compra”. O momento crucial é sobre os diferenciais competitivos para o varejo baseados na tríade: aprazibilidade, oferta consciente e valor agregado.

“A aprazibilidade é a sensação de bem-estar proporcionada por um ambiente agradável”. Este sentimento descrito por Julio é ligado à loja, não ao produto. Ele pode – e deve – ser transmitido ao consumidor, para que ele volte por sentir-se bem, mesmo sem a intenção de comprar, e ao funcionário, para que ele tenha maior produtividade.

Oferta consciente é a disponibilização de informação sobre os produtos disponibilizados, independente do segmento ao qual ele faz parte. “As empresas focam na origem e deixam de lado o benefício que o item pode fazer ao consumidor. Qualidade, saúde, toxicidade são itens que devem ser explicados ao cliente. O varejista tem a responsabilidade de informar”.

Em meio a necessidade de explicar ao consumidor sobre os produtos, Julio mostra a diferença entre ecológico, verde e sustentável. “Ser ecológico é preservar o ambiente o mais intacto possível; verde são os menores impactos ambientais, saúde humana, como por exemplo, as geladeiras com selo Procel; e sustentabilidade é desejável, não faz mal a saúde e é acessível”.

E o terceiro da tríade: valor agregado. “É a relação custo x benefício. Preço, qualidade, atendimento, comodidade e economia de tempo são os itens que fidelizam os clientes”.

Sustentabilidade em gestão de estrutura e manutenção predial
Ser sustentável na gestão de estrutura está ligado a uma expressão algébrica de dois termos: manutenção predial – gente, gestão e tecnologia – e sustentabilidade – meio ambiente, economia e o homem.

Segundo Marcelo Nakamura, diretor executivo da Connect The Dots – empresa de gestão em infraestrutura e manutenção – a manutenção predial está ligada, diretamente, à produtividade, qualidade e sustentabilidade. “O tripé, gente, gestão e tecnologia garante o foco em preventivas, retroalimentação do processo”. E garante, “gestão sustentável é prática possível”.

A primeira fase do tripé – gestão – é o processo de qualidade: plano de manutenção, gestão de ocorrência com visão do antes e depois e procedimentos operacionais, além de gestores preparados e pró-ativos, planejamento e logística. A terceira parte – tecnologia – é baseada em software de gestão através de serviço, acesso web e móbile, plano de manutenção, ocorrências, relatórios e indicadores.

A segunda parte – gente – é como a base do tripé. “Profissionais bem treinados técnica e legalmente, programas de incentivo ao ensino especializado e superior, bem remunerados e motivados trabalham melhor”, afirma Nakamura. O diretor executivo comenta que salários acima da base sindical, planos de saúde, seguros, bonificação por resultado e plano de desenvolvimento individual são diferenciais aplicáveis e que geram um resultado positivo ao colaborador e à empresa.

Prática sustentável – Case
A superintendente de serviços do Hospital Albert Einstein, Kátia de Assis, apresentou a prática realizada no setor de rouparia e tecidos fornecidos aos pacientes.  “Passamos a reutilizar tecidos danificados: lençóis rasgados são transformados em fronhas, toalhas manchadas são cortadas, devidamente higienizadas e voltam como panos para o centro cirúrgico”, conta.

O hospital mobilizou funcionários e o fornecedor dos tecidos, “o plástico que envolve o material é recolhido pelo fornecedor e transformado em bobinas, os uniformes são produzidos de acordo com a atividade desenvolvida por cada colaborador. Desta forma, houve uma economia de R$260mil para a instituição”, declara Kátia.

GAS
O Grupo de Administradores de Serviços existe desde 1983 e é formado por 33 empresas tomadoras de serviços, é informal e sem fins lucrativos. As metas do GAS são desenvolver indicadores, gerar conteúdo referencial e fortalecer o grupo no mercado para estímulo.

“Incentivar, viabilizar e ser reconhecido pelas práticas responsáveis sociais e sustentáveis são os objetivos dos Facility Managers do grupo”, explica  Andreia Vaine da Costa, presidente do grupo. “São realizadas 11 reuniões ao ano para discutir práticas mundiais que podem se estabelecer. Cada empresa participante do Grupo sedia o espaço para uma reunião”.

O grupo é formado por colabores de empresas como a Natura, GE, Hospital Albert Einstein, Alergan, C&A, Dupont, Unilever, Novartis, Santander, Redecard, Tam e Pepsico.

Fonte: Consumidor Consciente

Tomando a decisão sustentável


                   

 

Cada vez mais as empresas discutem a sustentabilidade, mas exatamente o quê elas querem dizer? Embora muitas pessoas definam práticas sustentáveis como aquelas que beneficiam a sociedade, a sustentabilidade corporativa é reduzida, frequentemente, à minimização de danos ao meio ambiente. Assim, as empresas têm adotado medidas como a redução de materiais e do consumo de energia, e o uso de artigos reciclados.

 

As empresas não têm enfrentado muitas dificuldades para mudar suas práticas para se tornarem socialmente mais responsáveis. A redução da quantidade de energia e materiais utilizados na fabricação de um produto gera significativas economias de custo. Como resultado, a grande maioria das empresas tem alterado sua cadeia de suprimentos e operações para tirar proveito desta “fruta de fácil colheita”.

 

A iniciativa “ecomaginação” da General Electric é um bom exemplo de como uma empresa pode tornar a si mesma, e a seus consumidores, mais sustentável ao impulsionar o crescimento econômico. Estas inovações incluem motores a gás natural, baterias de sódio e sistemas de captação de carbono, que minimizam os impactos no meio ambiente enquanto aumentam a eficiência.

 

Outro exemplo é a garrafa plástica de água “Eco-Fina”, da Aquafina, produzida com 50% menos plástico e que, consequentemente, tem metade do peso. A Aquafina teve economias não só nos custos dos materiais, mas também nas despesas com transporte, restringindo, portanto, as emissões de CO2.

 

A sustentabilidade além da rentabilidade

Há empresas que não dão a importância devida às práticas sustentáveis, considerando a sustentabilidade como sinônimo de rentabilidade. Mas o que acontece quando elas precisam ir um pouco além? Quando chegar o momento, elas estarão dispostas a tomar decisões mais difíceis e dispendiosas que beneficiarão a sociedade? Se tomarmos como base a escolha recente da J.P. Morgan Chase & Co., de não mais participar do mercado de empréstimo estudantil nos EUA, os sinais não são promissores.

 

No início de 2013, um relatório da FICO destacou crescentes quantidades de empréstimos e taxas de inadimplência no mercado norte-americano de empréstimos estudantis. De acordo com Andrew Jennings, diretor de análise e laboratórios da FICO, “esta situação é simplesmente insustentável”. Embora a afirmação não seja surpreendente a princípio, ela representa uma tendência crescente no discurso corporativo de equiparar sustentabilidade e rentabilidade. Se algo que é essencial para beneficiar a sociedade, como o financiamento da educação, deixa de ser rentável, isto significa que o setor privado simplesmente deve abandoná-lo?

 

Thasunda Duckett, diretora executiva de empréstimos estudantis da J.P. Morgan Chase, afirmou que o maior banco norte-americano está se retirando do setor de empréstimos estudantis dos EUA porque “simplesmente não vemos este como um mercado no qual podemos crescer de modo significativo”. Segundo recentes relatórios da FICO, o próprio mercado está em expansão, porém, sua rentabilidade está em queda. De forma semelhante, o US Bancorp parou de aceitar pedidos de empréstimo estudantil em março do ano passado, assim como bancos norte-americanos menores também estão debandando do mercado.

 

O aumento dos pedidos de empréstimos estudantis pode ser atribuído à situação econômica dos EUA e aos custos de ensino cada vez maiores. Mas com os empréstimos federais Stafford limitados a US$ 31 mil e os custos da educação em crescimento devido ao aumento da demanda, onde os estudantes poderão obter empréstimos adicionais para cobrir suas necessidades se não for junto aos bancos privados? À medida que famílias de baixa renda enfrentam maior dificuldade para financiar suas casas e, agora, para educar seus filhos, a decisão por parte dos bancos de abandonar o mercado seria a mais “sustentável” ou simplesmente a mais rentável? E com base em qual perspectiva de tempo a rentabilidade está sendo avaliada?

 

Pensando no futuro

Algumas empresas e indústrias como um todo são obrigadas a expandir suas perspectivas de tempo visando à rentabilidade. O setor farmacêutico é um bom exemplo. Seus produtos exigem um custo inicial significativo e enfrentam riscos elevados de fracasso, mas resultam em soluções que beneficiam, em muito, a sociedade. Embora a indústria de medicamentos seja alvo de muitas críticas, ela oferece pistas sobre como os ganhos em curto prazo podem ser sacrificados visando à rentabilidade no longo prazo para promover a sustentabilidade.

 

A noção de “capital paciente” é proeminente na área do desenvolvimento internacional, no qual os investimentos são feitos com um panorama de 10, 20 ou até 50 anos, assim como na emergente área de operações bancárias sustentáveis. Estes bancos, que surgiram dos movimentos de investimento socialmente responsáveis e de microfinanciamentos, estão voltados para o investimento em empresas e organizações que visam beneficiar a sociedade. O Triodos Bank, sediado na Holanda, investe apenas em iniciativas sustentáveis, avaliando como beneficiarão a sociedade antes de determinar sua viabilidade financeira. O banco também aboliu os bônus para assegurar que os funcionários (ou “colegas de trabalho”, como são chamados no Triodos) não sejam financeiramente incentivados a tomar decisões não sustentáveis.

 

Foco na sociedade, não mais no lucro

A mudança de uma perspectiva com foco no lucro para uma com foco na sociedade exige noções de tempo mais longos, assim como produtos e modelos de negócios inovadores. As empresas geralmente inovam rapidamente se for para aumentar sua rentabilidade no curto prazo, como pudemos ver no desenvolvimento de títulos hipotecários e derivativos que levaram à crise financeira global. No entanto, as empresas precisam agora começar a focar inovações que realmente beneficiem a sociedade. Ao ampliar o período para se obter retornos de investimento e priorizar a sustentabilidade em detrimento da rentabilidade, as empresas passam a promover um futuro promissor para si mesmas e para as sociedades ao seu redor.

 

 

 

Por Francisco Szekely, professor de Leadership and Sustainability da Sandoz Family Foundation e diretor do Global Center for Sustainability Leadership (CSL) no IMD.

 

 

 

 

Fonte: Ideia Sustentável

Pressão pública leva grandes empresas de alimentos a melhorar suas políticas


 
A mobilização de centenas de milhares de pessoas fez com que nove das dez maiores empresas de alimentos e bebidas em todo o mundo melhorassem políticas de compras com impactos sociais e ambientais em suas cadeias de fornecimento ao longo dos últimos doze meses, declara a Oxfam, organização não governamental internacional que combate a pobreza.

A avaliação do primeiro ano do ranking de políticas empresariais da campanha Por trás das Marcas, lançado pela organização em 26 de fevereiro de 2013, mostrou que algumas empresas líderes do setor alimentício fizeram grandes avanços para a melhoria de políticas de compras de matérias primas envolvendo toda a cadeia de fornecimento, com impacto nos direitos à terra, direitos das mulheres e na redução das emissões de carbono. Mas, de maneira geral, as “Dez Grandes” evoluíram pouco como grupo, desmotivadas sobretudo por empresas que não demonstram interesse ou vontade de mudar.

 
 
Por trás das Marcas é um ranking que classifica as “Dez Grandes” de acordo com suas políticas sobre transparência (origem de suas matérias primas), gênero (situação das mulheres produtoras), trabalhadores (condições de trabalho), agricultores impactados, acesso a terras, à água e impactos no clima. Nove delas melhoraram no decorrer dos últimos doze meses. A General Mills, dona das marcas Haagen-Dazs e Nature Valley, entre outras, foi a única exceção, caindo para a última posição.
 
 
As três empresas com melhor desempenho – a Nestlé (1o lugar), a Unilever (2o lugar) e a Coca-Cola (3o lugar) – alcançaram suas posições com as melhores margens, respectivamente 10, 14 e 13%. A ABF, Associated British Foods (9o lugar) e a Kellogg’s (8o lugar) melhoraram significativamente, com 8 e 6%, respectivamente. As empresas com desempenho mediano– a Danone (6o lugar, empatado), a Mars (6o lugar, empatado), a Mondelez (4o lugar, empatado) e a PepsiCo (4o lugar, empatado) – também melhoraram, mas pouco, e precisam fazer muito mais.  
 
 
Para Simon Ticehurst, diretor da Oxfam no Brasil, “essas mudanças nas políticas são um primeiro passo rumo a melhores práticas e menos fome, menos pobreza e menos danos ambientais, impactando as comunidades envolvidas na cadeia de fornecimento das empresas do setor alimentício”.
 
Prioridade a mulheres e direito à terra
 
 
Em 2013, Por Trás das Marcas concentrou suas ações de mobilização pública especialmente nos temas terras e gênero, questões até então amplamente ignoradas pelas “Dez Grandes”. Em março, a Oxfam fez campanha para que a Mars, a Mondelez e a Nestlé, gigantes do chocolate, mudassem suas políticas e ajudassem a acabar com a desigualdade enfrentada por mulheres no campo – com sucesso.
 
 
Em outubro, apontamos para a Coca-Cola, a Pepsi e a ABF práticas que colaborariam com o fim das apropriações injustas de terras em suas cadeias de suprimento. A Coca-Cola, em particular, agiu rápido, e anunciou globalmente uma nova política de tolerância zero à apropriação injusta de terras. A ABF também aderiu a novas políticas, que começam a abordar a questão. A Oxfam está em diálogo com a Pepsi para obter um comprometimento semelhante.
 
 
“A maioria das Dez Grandes está na direção certa, agora que centenas de milhares de consumidores e investidores que controlam trilhões em ativos estão exigindo que o modo tradicional de conduzir os negócios seja repensado”, diz Winnie Byanyima, diretora-executiva da Oxfam Internacional.
 
 
“Algumas empresas mostraram liderança, mas outras parecem precisar ser empurradas. Vai levar tempo para reverter 100 anos de história, em que se dependeu de terra e mão-de-obra baratas, com um alto custo socioambiental, para se produzir em massa a lucros astronômicos. Foi dada a largada para a corrida rumo ao topo, e há tanto líderes quanto retardatários muito bem identificados.”
 
 
Novas políticas de seis das Dez Grandes endossam o princípio da Consentimento Livre Prévio e Informado, que ajuda a garantir que as comunidades locais sejam consultadas e deem seu consentimento antes de que as terras utilizadas por elas possam ser vendidas ou utilizadas em grandes empreendimentos.
 
 
Sete empresas já assinaram também os Princípios de Empoderamento da Mulher, da ONU, um compromisso de alto nível para que empresas melhorem as condições das mulheres impactadas por seus negócios. As três maiores empresas de cacau – Nestlé, Mondelez e Mars – lançarão, em maio de 2014, um plano de ação detalhado para lidar com a desigualdade de gênero em suas cadeias de suprimento. Oito empresas melhoraram suas políticas com impacto no clima, principalmente por meio de uma divulgação mais ampla sobre suas emissões de carbono e os riscos relacionados a mudanças climáticas.
 
Empresas estão preocupadas com a opnião do consumidor
 
 
“A grande lição do primeiro ano de Por trás das Marcas é que as empresas respondem de maneira rápida e eficaz quando os consumidores exigem métodos de produção mais responsáveis. Nas cadeias de suprimento, já vemos produtores e comerciantes agrícolas começando a melhorar suas práticas para não perder negócios com as “Dez Grandes”, suas maiores compradoras. Precisamos que números ainda maiores de consumidores se manifestem.”
 
 
 

Ranking completo em: http://www.behindthebrands.org/pt-br/ranking

 

Fonte: ImaFlora

Congresso GIFE 2014 reunirá investidores sociais, de 19 a 21/03


                     

A cada dois anos, lideranças nacionais e internacionais se reúnem no congresso organizado pelo GIFE – Grupo de Instituições, Fundações e Empresas para debater investimento social. Este ano, o tema do encontro, que acontecerá em São Paulo entre os dias 19 e 21/03, será Por um Investimento Social Transformador e terá quatro eixos de debates – inovação, impacto, escala e redes – para pensar novas estratégias para a atuação social.

Mais de 50 especialistas estarão presentes, entre eles:

– Claudio Sassaki, sócio-fundador da Geekie, start-up de aprendizado adaptativo que personaliza o ensino de acordo com os estudantes;
– Christopher Stone, presidente da Open Society Foundations e especialista internacional em reforma de justiça criminal;
– Lucy Bernholz, responsável pelo lançamento do Laboratório Digital da Sociedade Civil da Universidade de Stanford;
– Pedro Abramovay, diretor para a América Latina da Open Society Foundations;
– Ricardo Abramovay, professor titular da FEA-USP e autor do livro Muito Além da Economia Verde, lançado pelo selo Planeta Sustentável;
– Richard Foster, considerado pela Harvard Bussiness Review como um dos dez “Mestres da Inovação”; e
– Sara Parking, diretora e fundadora do Forum for the Future, organização que atua com inovações para o desafio da sustentabilidade. É autora do livro O Divergente Positivo: liderança em sustentabilidade em um mundo perverso, que será lançado pela editora Peirópolis em parceria com o Instituto Jatobás e apoio do Planeta Sustentável.

As inscrições já estão abertas e devem ser realizadas pelo site do congresso.

Congresso GIFE 2014
Data: 19 a 21/03
Local: World Trade Center – Av. Das Nações Unidas, 12559, São Paulo/SP.
Informações e programação completa no site do evento

Fonte: Planeta Sustentável