Festa de confraternização encerra ano de vitórias do Movimento Ecos

Uma confraternização, realizada no último sábado (4), no Campus II da Dom Escola de Direito, em Brumadinho, encerrou as atividades do Movimento Ecos neste ano.
Participaram da confraternização alunos e professores de duas das três escolas que desenvolveram os três melhores projetos ao longo de 2017. São elas: General Carneiro e Instituto de Educação de Minas Gerais, todas da rede estadual de ensino. Por questões de agenda, estudantes da escola Flávio dos Santos não puderam participar da festa.

Além dos estudantes das equipes e professores, alunos que se destacaram e foram finalistas do concurso “Garoto e Garota Ecos” marcaram presença na festa, que contou com infraestrutura disponibilizada pela Dom Helder por meio dos professores Francisco Hass e Luiz Chaves, coordenadores do Ecos.

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Ecos recebe prêmio ambiental mais importante do Brasil

O Movimento Socioambiental e Jurídico Ecos foi um dos vencedores do VIII Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza.  O projeto, criado em 2011 pela Dom Helder Escola de Direito, foi escolhido como Melhor Exemplo de Educação Ambiental.

A edição deste ano do prêmio teve como tema “A Terra Pede Paz”. Em sua primeira participação, o Movimento Ecos concorreu com mais de 150 projetos na categoria ‘educação ambiental’ de todo Brasil.  A premiação ocorreu em noite de gala na Fundação Dom Cabral, em Belo Horizonte, na semana passada. Os professores Francisco Haas e Luiz Chaves, coordenadores do Ecos, receberam o prêmio, considerado a mais importante honraria ambiental do Brasil.

“O prêmio significa, sem dúvida nenhuma, o mais importante incentivo e demonstra que o Ecos está no caminho certo”, comemora o professor Luiz Chavez.

“Não teria melhor momento para ocorrer tal premiação, porque estamos fechando com a Secretaria de Meio Ambiente um termo de cooperação por meio do qual a Secretaria também reconhece que o Ecos é um movimento importante para os alunos. Com isso, vai franquear nosso acesso a todas escolas públicas de Minas Gerais”, completou o professor.

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Por Rômulo Ávila
Repórter DomTotal

Caminhada Ecos leva milhares de estudantes às avenidas de BH

Belo Horizonte viveu um dia de mobilização pelo meio ambiente. Na manhã deste sábado, uma multidão de estudantes de 29 escolas públicas de BH e de cidades da Região Metropolitana participaram da quarta caminhada do Movimento Ecos, iniciativa da Dom Helder Escola de Direito. São alunos (as) do ensino médio e fundamental que descobriram por meio do projeto a importância do meio ambiente e resolveram desenvolver ações ambientais em prol de um futuro melhor.

“Se não cuidarmos da nossa mãe natureza, também nós, que somos parte dela, vamos perder essa referência”, alertou o professor da Dom Helder e um dos coordenadores do Ecos, Francisco Haas, na Praça da Liberdade, lugar histórico para Minas Gerias escolhido como ponto de partida da caminhada.

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Distribuição gratuita de sacolas plásticas é proibida oficialmente na Califórnia

Distribuição gratuita de sacolas plásticas é proibida oficialmente no estado da Califórnia, nos Estados Unidos

A nova lei estadual não proíbe a produção de sacolas plásticas, mas será cobrado dos clientes dez centavos por sacola utilizada


Imagem: Victor Andronache/European Parliament

Uma sacola de plástico demora, em média, mil anos para se decompor completamente. Todos os anos, os estadunidenses jogam fora 100 bilhões de sacolas de plástico, causando enormes danos no meio ambiente e colocando em risco a vida de várias espécies de animais – principalmente espécies marinhas, como baleias, peixes, tartarugas e focas.

O estado da Califórnia, nos Estados Unidos, criou um referendo, o California Plastic Bag Veto Referendum, para consultar sua população sobre a proibição do uso de sacolas plásticas. O referendo foi realizado no dia 8 de novembro e teve 51,97% de votos a favor da proibição.

A nova lei estadual não proíbe a produção de sacolas plásticas, mas será cobrado dos clientes dez centavos por sacola utilizada. O objetivo é incentivar o uso de sacolas de compras reutilizáveis. Uma iniciativa semelhante na Inglaterra diminuiu o uso de sacolas de plástico em 85%. Na cidade de São Paulo, medidas semelhantes foram tomadas.

“Esta é uma vitória ambiental importante que significará uma eliminação imediata de 25 milhões de sacolas de plástico que poluem a Califórnia todos os dias, ameaçando a vida selvagem”, comemora Mark Murray, co-presidente da California Against Waste.

 

As sacolas de plástico começaram a ser utilizadas nos supermercados na década de 1980. Mas, após diversos estudos mostrarem o perigo que elas representam para o meio ambiente e a vida animal, países do mundo inteiro vêm aprovando medidas para diminuir o seu uso. Em 2014, a União Europeia, por exemplo, aprovou uma diretriz para reduzir o uso de sacolas de plásticos em 80% até 2019, incentivando o uso de sacos biodegradáveis ou aplicando taxas sobre o consumo. Hong Kong, Quênia e África do Sul são alguns dos outros países que também proibiram o uso de sacolas de plástico.


País combate exploração ilegal de madeira

 
 
Paulo de Araújo/MMA

Deusdará: sistema de rastreamento

Diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro apresenta, em Cancun, ações para rastrear origem legal e sustentável do produto no mercado.

 

ELIANA LUCENA
Enviada especial a Cancun

O diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Raimundo Deusdará, defendeu hoje (03/12), em Cancun, no México, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e outras iniciativas que estão sendo adotadas no Brasil contra o desmatamento, exploração e comércio ilegal de madeira, durante entrevista organizada pela União Internacional de Organizações de Pesquisa Florestal (IUFRO).

De acordo com o diretor, as ações do SBF estão alinhadas com a preocupação global com a exploração ilegal de madeira. Durante a entrevista, o secretário-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Erik Solheim, reconheceu o esforço que o Brasil tem feito para garantir avanços na área ambiental, mesmo passando nos últimos anos por crises na economia e na política.

Entre os instrumentos citados por Raimundo Deusdará para fiscalizar as concessões florestais, está o aplicativo de rastreabilidade da madeira, que é gratuito e permite ao consumidor verificar a origem legal e sustentável do produto oferecido no mercado. Ele também fez referência ao Sistema de Cadeia de Custódia das Concessões Florestais, com o objetivo de controle da produção e da saída dos produtos madeireiros em Florestas Públicas da União.

A IUFRO é uma rede mundial para a cooperação em pesquisa florestal que reúne 15 mil cientistas e 700 instituições de 110 países. Deusdará informou que o próximo Congresso Mundial da entidade será realizado em Curitiba, em 2019. As instituições brasileiras encarregadas de organizar o evento são o Serviço Florestal Brasileiro e a Embrapa.

 

Atendimento à imprensa em Cancun: Eliana Lucena, (61) 9 9323-0987

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): (61) 2028-1227

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

 

Quatro grandes cidades afirmam que vão proibir veículos a diesel até 2025

Os líderes de quatro grandes cidades da Europa e da América se comprometeram a proibir a circulação de carros e caminhões a diesel até meados da próxima década.

Os prefeitos de Paris, Cidade do México, Madri e Atenas dizem que estão implementando a proibição para melhorar a qualidade do ar, e vão incentivar o uso de veículos alternativos, bem como o ciclismo.

As afirmações foram feitas no México em uma reunião bienal de líderes municipais.

Problema de saúde

O uso de diesel nos transportes foi objeto de estudo crescente nos últimos anos, uma vez que as preocupações com o seu impacto na qualidade do ar aumentaram.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) disse que cerca de três milhões de mortes por ano estão ligadas à exposição à poluição do ar.

Os motores a diesel contribuem para o problema de duas maneiras principais – através da produção de partículas (PM) e óxidos de nitrogênio (NOx). A fuligem PM pode penetrar nos pulmões e contribuir para doenças cardiovasculares e morte. Já os óxidos de nitrogênio podem ajudar a formar ozônio no nível do solo e exacerbar dificuldades respiratórias, mesmo para pessoas sem histórico de problemas respiratórios.

À medida que a evidência cresce, os grupos ambientais tentam impor normas e regulamentos que melhorem a qualidade do ar. No Reino Unido, os ativistas recentemente tiveram sucesso em forçar o governo a agir mais rapidamente. Agora, os prefeitos de uma série de grandes cidades decidiram reprimir o uso de diesel.

Forçando a melhora

A proibição do diesel nessas capitais é extremamente significativa. Os fabricantes de veículos perceberão que é apenas uma questão de tempo até que outras cidades sigam esse exemplo.

A história da fabricação de veículos mostra que as empresas que não acompanham as melhorias ambientais falham em um mercado global. Os maiores formadores de design automotivo não são as companhias, mas sim as autoridades que fazem leis.

Já existe uma corrida para melhorar carros elétricos e híbridos. Isso agora se tornará uma demanda.

Os quatro prefeitos declararam que farão tudo o que estiver ao seu alcance para incentivar o uso de veículos elétricos e híbridos.

Ações

Paris já tomou uma série de medidas para reduzir o impacto de carros e caminhões a diesel. Os veículos registrados antes de 1997 já foram proibidos de entrar na cidade, com restrições que aumentam a cada ano até 2020.

Além disso, uma vez por mês, a avenida Champs-Élysées é fechada ao trânsito, enquanto recentemente uma seção de 3 km da margem direita do rio Sena, que já foi uma autoestrada de duas faixas, se tornou uma faixa para pedestres.

A Cidade do México também está investindo em mudanças de infraestrutura urbana.

“Não é segredo que na Cidade do México enfrentamos problemas com poluição do ar e tráfego”, disse o prefeito da cidade, Miguel Ángel Mancera. “Ao expandir opções de transporte alternativas, como o Bus Rapid Transport e os sistemas de metrô, ao mesmo tempo em que investimos em infraestrutura de ciclismo, estamos trabalhando para aliviar o congestionamento de nossas rodovias e de nossos pulmões”.

Contra o aquecimento global

Muitas das medidas propostas para reduzir a poluição do ar têm a vantagem de também conter as emissões que exacerbam o aquecimento global.

“A qualidade do ar que respiramos em nossas cidades está diretamente ligada à luta contra as mudanças climáticas”, disse a prefeita de Madri, Manuela Carmena. “À medida que reduzimos as emissões de gases de efeito estufa geradas em nossas cidades, nosso ar ficará mais limpo e nossos filhos, nossos avós e nossos vizinhos serão mais saudáveis”.

Muitos dos planos delineados pelos prefeitos reunidos no México já estão tendo um impacto positivo.

Em Barcelona, bicicletas publicamente disponíveis reduziram as emissões de CO2 em mais de 9.000 toneladas, o equivalente a mais de 33 milhões de quilômetros conduzidos por um veículo médio. [BBC]

Fonte: hype science

Debate sobre hidrelétricas na Amazônia

Debate sobre hidrelétricas na Amazônia mobiliza ONGs, MPF, legislativo e poder público no Congresso Nacional, no dia 6

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

 

ICV – A decisão política, econômica e socioambiental do governo brasileiro de investir na predominância da matriz energética hidráulica nos próximos anos, em especial, na Amazônia, se tornou um tema de discussão nacional pela complexidade dos projetos implementados e em curso quanto à relação de seu custo-benefício e impactos atuais e nas próximas décadas.

O tema chega ao Congresso Nacional, com a realização do Seminário Hidrelétricas na Amazônia: Conflitos Socioambientais e Caminhos Alternativos, no dia 6 de dezembro, das 9h às 18h, no Plenário 8 – Anexo 2, da Câmara dos Deputados, em Brasília. O evento é uma organização da Aliança dos Rios da Amazônia, do Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social, da Frente por uma Nova Política Energética e do GT Infraestrutura em parceria com a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados.

O debate será divido em três grandes eixos: Aspectos críticos do planejamento e licenciamento de hidrelétricas na Amazônia; Responsabilidade socioambiental de agentes financeiros e Hidrelétricas na Amazônia a caminhos alternativos para a política energética nacional. Para isso, foram convidados representantes de diferentes segmentos, desde os Ministérios de Meio Ambiente e de Minas e Energia ao Ministério Público Federal (MPF), Academia e terceiro setor.

Durante o evento, também participarão representantes de populações mais vulneráveis aos empreendimentos hidrelétricos: assentados, indígenas, ribeirinhos e atingidos por barragens.

Lançamentos e debates no dia 5: documentário e livro

 Para subsidiar este debate, neste ano estão sendo lançados diferentes documentários e obras. Também em Brasília, precedendo ao seminário, no dia 5 de dezembro, das 19h às 22h, haverá dois lançamentos, no Centro Universitário IESB (Auditório Benedito Coutinho, SGAN, Quadra 609, Módulo D, L2 Norte). São o documentário “Belo Monte: Depois da Inundação, com produção da International Rivers (IR), Amazon Watch e Todd Southgate, com narração de Marcos Palmeira (que estarão no evento); e a publicação “Impactos Econômicos da Construção da Hidrelétrica de São Luiz do Tapajós: uma Análise do Provimento de Serviços Ecossistêmicos”, da CSF.

 Neste ano, já foram lançados o documentário O Complexo (referente aos impactos na Bacia do rio Teles Pires, MT), com roteiro de João Andrade e Thiago Foresti e apoio do Instituto Centro de Vida (ICV) e IR, e o livro Ocekadi: Hidrelétricas, Conflitos Socioambientais e Resistência na Bacia do Tapajós, entre outras publicações.

Fonte: Pauta Socioambiental 

Americano cria forno que assa, cozinha e frita apenas com o calor do sol

O novo forno solar portátil chega a atingir a temperatura de 205°C sem necessitar de nenhum combustível fóssil ou fonte de energia não-renovável

GoSunStove/ Matt GillespieForno dispensa uso de combustível fóssil para funcionar.

Um inventor norte-americano tem tudo para revolucionar a relação entre a indústria culinária e os seus novos padrões de sustentabilidade. Trata-se da criação do GoSun, nome dado ao forno desenvolvido por Patrick Sherwin que descarta completamente o uso de qualquer combustível fóssil ou fonte de energia não-renovável para fritar, cozinhar ou assar alimentos.

O novo forno solar chega com o objetivo de oferecer uma solução não somente para o planeta, mas, sobretudo, para os seus usuários – contemplados por um equipamento incrivelmente prático, versátil e funcional. Projetado para captar o máximo de energia solar, o GoSun precisa apenas de alguns minutinhos com a Grande Estrela para abastecer sua bateria interna e preparar as melhores refeições.

Com características semelhantes com as de um simples forno comum, o GoSun se destaca como um equipamento portátil, podendo ser utilizado facilmente e transportado para qualquer lugar – sem sofrer alterações em seus níveis de desempenho.

Contando com um design arrojado em formato de tubo, o forno solar esquenta os alimentos em um recipiente de vidro à vácuo com um pouco mais de 12 centímetros de diâmetro, onde pode alcançar a impressionante marca de 205°C. Já disponível para compra em todo território norte-americano, o equipamento, que não gera despesas, pode ser adquirido a partir de 279 dólares.

Para mais informações, acesse o site do GoSun.

Fonte: Pensamento Verde

Regularização ambiental da agricultura familiar

Sociedade Civil e Governo elaboram recomendações para contribuir com a regularização ambiental da agricultura familiar em MT

Compreender e identificar os desafios e oportunidades para a regularização ambiental da agricultura familiar no estado e contribuir para a implementação do Código Florestal. Esses foram os objetivos do Workshop sobre Regularização Ambiental para Agricultura Familiar e Comunidades Tradicionais de Mato Grosso, que foi realizado na última terça-feira (29), em Cuiabá, e reuniu organizações da sociedade civil, movimento social, prefeituras, instituições de ensino e do Governo, como a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e Fundação Nacional do Índio (Funai).

Para nivelar as informações acerca do tema, as diferentes instituições apresentaram as atividades que estão sendo desenvolvidas visando a regularização ambiental da agricultura familiar e comunidades tradicionais, identificando os gargalos e oportunidades de otimização dos esforços.

O encontro resultou em uma carta que pontuou os desafios da regularização, como a falta de integração entre as experiências de sucesso que estão ocorrendo no Estado para ter um sistema que atenda as diferentes necessidades da agricultura familiar, a normatização e implementação do Programa de Regularização Ambiental (PRA) e como tornar a regularização ambiental atrativa ao agricultor familiar.

A carta contém, também, recomendações à órgãos de governo, como Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Incra e Empaer, às prefeituras, que têm papel fundamental nesse processo, a sociedade civil, e as secretarias executivas da PCI e PMS que, segundo a carta, precisam criar mecanismos para implementação de ações em consonância com o que está sendo desenvolvido nos municípios para regularização ambiental da agricultura familiar.

“É essencial o diálogo entre todos! Todas as instituições que estão aqui tem com o que contribuir, seja na parte de instrumentos, de atividades de campo ou mesmo de monitoramento. Precisamos somar esses esforços”, disse Ana Luisa Araújo de Oliveira, analista de gestão ambiental e políticas públicas do Instituto Centro de Vida (ICV).

De acordo com Livia Karina Passos Martins, superintendente do Ibama em Mato Grosso, o Workshop ofereceu a oportunidade de trocar experiências entre os diversos elos. “Essa foi uma importante oportunidade de colocar diversos atores juntos para trocar experiências com quem está na ponta”.

O grupo deverá se reunir novamente no próximo ano para fazer o acompanhamento dessas recomendações. “A entrega da carta aos órgãos não é o último passo. Nesse momento entregamos o documento para as instituições e vamos fazer o acompanhamento das recomendações que foram levantadas”, explicou Ana Luisa.

Fonte: Instituto Centro de Vida

47 países mais pobres do mundo querem viver só de energia limpa

 

A ideia é ignorar os combustíveis fósseis em sua industrialização – e pular direto para a energia solar e eólica

A parte mais pobre do planeta pode estar prestes a dar um baile ecológico nos mais ricos. As 47 nações com menos dinheiro no mundo pretendem, até 2050, usar apenas energias 100% renováveis

A meta surgiu durante a Conferência sobre Mudanças Climáticas da ONU, que terminou no último dia 18, no Marrocos. O evento discutiu quais serão os próximos passos depois que o mundo inteiro se comprometeu a reduzir as emissões de carbono, por meio do Acordo de Paris – que tem como objetivo não deixar a temperatura da Terra subir mais do que 2ºC até o fim do século.

A ideia é aprender com os erros do restante do mundo – e pular a parte poluente da história das nações. Os países que se comprometeram com o projeto ainda estão em uma fase embrionária da industrialização – e evitariam que suas fábricas sejam construídas dependendo de combustíveis fósseis. As indústrias já se formariam utilizando energia solar ou eólica, por exemplo.

Apesar de nunca ter sido feito algo nessas proporções, não é a primeira vez que a ideia de salto tecnológico aparece. Um dos casos mais famosos aconteceu na parte mais rural da África. Até a virada do século 21, o número de linhas de telefone fixo por lá era escasso – assim as operadoras telefônicas resolveram investir diretamente em celulares, sem passar pelos fixos. Com isso, o número de linhas móveis em continente africano saltou de 7,5 milhões em 1999 para 76,8 milhões em 2004.

Para que dê tempo, os 47 países (entre eles, Palestina, Sudão do Sul e Afeganistão) têm quatro anos para enviar à ONU seu planejamento. Até 2030 as coisas devem estar começando.

A ideia vai contra as ações que algumas das nações mais ricas estão tomando. “Não sabemos o que os países estão esperando para avançar rumo à neutralidade de carbono e ter 100% das energias renováveis”, afirmou à BBC Edgar Gutierrez, primeiro ministro da Costa Rica. “Todos deveriam começar a transição, ou todos sofreremos”, completou.

Enquanto isso, nos EUA, o presidente eleito Donald Trump já declarou não acreditar no aquecimento global – e o governo Obama, que se comprometeu a doar US$ 3 bilhões para a ONU no combate ao aquecimento global, até agora, entregou “apenas” US$ 500 milhões.

Fonte: Exame