Distribuição gratuita de sacolas plásticas é proibida oficialmente na Califórnia

Distribuição gratuita de sacolas plásticas é proibida oficialmente no estado da Califórnia, nos Estados Unidos

A nova lei estadual não proíbe a produção de sacolas plásticas, mas será cobrado dos clientes dez centavos por sacola utilizada


Imagem: Victor Andronache/European Parliament

Uma sacola de plástico demora, em média, mil anos para se decompor completamente. Todos os anos, os estadunidenses jogam fora 100 bilhões de sacolas de plástico, causando enormes danos no meio ambiente e colocando em risco a vida de várias espécies de animais – principalmente espécies marinhas, como baleias, peixes, tartarugas e focas.

O estado da Califórnia, nos Estados Unidos, criou um referendo, o California Plastic Bag Veto Referendum, para consultar sua população sobre a proibição do uso de sacolas plásticas. O referendo foi realizado no dia 8 de novembro e teve 51,97% de votos a favor da proibição.

A nova lei estadual não proíbe a produção de sacolas plásticas, mas será cobrado dos clientes dez centavos por sacola utilizada. O objetivo é incentivar o uso de sacolas de compras reutilizáveis. Uma iniciativa semelhante na Inglaterra diminuiu o uso de sacolas de plástico em 85%. Na cidade de São Paulo, medidas semelhantes foram tomadas.

“Esta é uma vitória ambiental importante que significará uma eliminação imediata de 25 milhões de sacolas de plástico que poluem a Califórnia todos os dias, ameaçando a vida selvagem”, comemora Mark Murray, co-presidente da California Against Waste.

 

As sacolas de plástico começaram a ser utilizadas nos supermercados na década de 1980. Mas, após diversos estudos mostrarem o perigo que elas representam para o meio ambiente e a vida animal, países do mundo inteiro vêm aprovando medidas para diminuir o seu uso. Em 2014, a União Europeia, por exemplo, aprovou uma diretriz para reduzir o uso de sacolas de plásticos em 80% até 2019, incentivando o uso de sacos biodegradáveis ou aplicando taxas sobre o consumo. Hong Kong, Quênia e África do Sul são alguns dos outros países que também proibiram o uso de sacolas de plástico.


País combate exploração ilegal de madeira

 
 
Paulo de Araújo/MMA

Deusdará: sistema de rastreamento

Diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro apresenta, em Cancun, ações para rastrear origem legal e sustentável do produto no mercado.

 

ELIANA LUCENA
Enviada especial a Cancun

O diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Raimundo Deusdará, defendeu hoje (03/12), em Cancun, no México, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e outras iniciativas que estão sendo adotadas no Brasil contra o desmatamento, exploração e comércio ilegal de madeira, durante entrevista organizada pela União Internacional de Organizações de Pesquisa Florestal (IUFRO).

De acordo com o diretor, as ações do SBF estão alinhadas com a preocupação global com a exploração ilegal de madeira. Durante a entrevista, o secretário-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Erik Solheim, reconheceu o esforço que o Brasil tem feito para garantir avanços na área ambiental, mesmo passando nos últimos anos por crises na economia e na política.

Entre os instrumentos citados por Raimundo Deusdará para fiscalizar as concessões florestais, está o aplicativo de rastreabilidade da madeira, que é gratuito e permite ao consumidor verificar a origem legal e sustentável do produto oferecido no mercado. Ele também fez referência ao Sistema de Cadeia de Custódia das Concessões Florestais, com o objetivo de controle da produção e da saída dos produtos madeireiros em Florestas Públicas da União.

A IUFRO é uma rede mundial para a cooperação em pesquisa florestal que reúne 15 mil cientistas e 700 instituições de 110 países. Deusdará informou que o próximo Congresso Mundial da entidade será realizado em Curitiba, em 2019. As instituições brasileiras encarregadas de organizar o evento são o Serviço Florestal Brasileiro e a Embrapa.

 

Atendimento à imprensa em Cancun: Eliana Lucena, (61) 9 9323-0987

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): (61) 2028-1227

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

 

Quatro grandes cidades afirmam que vão proibir veículos a diesel até 2025

Os líderes de quatro grandes cidades da Europa e da América se comprometeram a proibir a circulação de carros e caminhões a diesel até meados da próxima década.

Os prefeitos de Paris, Cidade do México, Madri e Atenas dizem que estão implementando a proibição para melhorar a qualidade do ar, e vão incentivar o uso de veículos alternativos, bem como o ciclismo.

As afirmações foram feitas no México em uma reunião bienal de líderes municipais.

Problema de saúde

O uso de diesel nos transportes foi objeto de estudo crescente nos últimos anos, uma vez que as preocupações com o seu impacto na qualidade do ar aumentaram.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) disse que cerca de três milhões de mortes por ano estão ligadas à exposição à poluição do ar.

Os motores a diesel contribuem para o problema de duas maneiras principais – através da produção de partículas (PM) e óxidos de nitrogênio (NOx). A fuligem PM pode penetrar nos pulmões e contribuir para doenças cardiovasculares e morte. Já os óxidos de nitrogênio podem ajudar a formar ozônio no nível do solo e exacerbar dificuldades respiratórias, mesmo para pessoas sem histórico de problemas respiratórios.

À medida que a evidência cresce, os grupos ambientais tentam impor normas e regulamentos que melhorem a qualidade do ar. No Reino Unido, os ativistas recentemente tiveram sucesso em forçar o governo a agir mais rapidamente. Agora, os prefeitos de uma série de grandes cidades decidiram reprimir o uso de diesel.

Forçando a melhora

A proibição do diesel nessas capitais é extremamente significativa. Os fabricantes de veículos perceberão que é apenas uma questão de tempo até que outras cidades sigam esse exemplo.

A história da fabricação de veículos mostra que as empresas que não acompanham as melhorias ambientais falham em um mercado global. Os maiores formadores de design automotivo não são as companhias, mas sim as autoridades que fazem leis.

Já existe uma corrida para melhorar carros elétricos e híbridos. Isso agora se tornará uma demanda.

Os quatro prefeitos declararam que farão tudo o que estiver ao seu alcance para incentivar o uso de veículos elétricos e híbridos.

Ações

Paris já tomou uma série de medidas para reduzir o impacto de carros e caminhões a diesel. Os veículos registrados antes de 1997 já foram proibidos de entrar na cidade, com restrições que aumentam a cada ano até 2020.

Além disso, uma vez por mês, a avenida Champs-Élysées é fechada ao trânsito, enquanto recentemente uma seção de 3 km da margem direita do rio Sena, que já foi uma autoestrada de duas faixas, se tornou uma faixa para pedestres.

A Cidade do México também está investindo em mudanças de infraestrutura urbana.

“Não é segredo que na Cidade do México enfrentamos problemas com poluição do ar e tráfego”, disse o prefeito da cidade, Miguel Ángel Mancera. “Ao expandir opções de transporte alternativas, como o Bus Rapid Transport e os sistemas de metrô, ao mesmo tempo em que investimos em infraestrutura de ciclismo, estamos trabalhando para aliviar o congestionamento de nossas rodovias e de nossos pulmões”.

Contra o aquecimento global

Muitas das medidas propostas para reduzir a poluição do ar têm a vantagem de também conter as emissões que exacerbam o aquecimento global.

“A qualidade do ar que respiramos em nossas cidades está diretamente ligada à luta contra as mudanças climáticas”, disse a prefeita de Madri, Manuela Carmena. “À medida que reduzimos as emissões de gases de efeito estufa geradas em nossas cidades, nosso ar ficará mais limpo e nossos filhos, nossos avós e nossos vizinhos serão mais saudáveis”.

Muitos dos planos delineados pelos prefeitos reunidos no México já estão tendo um impacto positivo.

Em Barcelona, bicicletas publicamente disponíveis reduziram as emissões de CO2 em mais de 9.000 toneladas, o equivalente a mais de 33 milhões de quilômetros conduzidos por um veículo médio. [BBC]

Fonte: hype science

Debate sobre hidrelétricas na Amazônia

Debate sobre hidrelétricas na Amazônia mobiliza ONGs, MPF, legislativo e poder público no Congresso Nacional, no dia 6

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

 

ICV – A decisão política, econômica e socioambiental do governo brasileiro de investir na predominância da matriz energética hidráulica nos próximos anos, em especial, na Amazônia, se tornou um tema de discussão nacional pela complexidade dos projetos implementados e em curso quanto à relação de seu custo-benefício e impactos atuais e nas próximas décadas.

O tema chega ao Congresso Nacional, com a realização do Seminário Hidrelétricas na Amazônia: Conflitos Socioambientais e Caminhos Alternativos, no dia 6 de dezembro, das 9h às 18h, no Plenário 8 – Anexo 2, da Câmara dos Deputados, em Brasília. O evento é uma organização da Aliança dos Rios da Amazônia, do Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social, da Frente por uma Nova Política Energética e do GT Infraestrutura em parceria com a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados.

O debate será divido em três grandes eixos: Aspectos críticos do planejamento e licenciamento de hidrelétricas na Amazônia; Responsabilidade socioambiental de agentes financeiros e Hidrelétricas na Amazônia a caminhos alternativos para a política energética nacional. Para isso, foram convidados representantes de diferentes segmentos, desde os Ministérios de Meio Ambiente e de Minas e Energia ao Ministério Público Federal (MPF), Academia e terceiro setor.

Durante o evento, também participarão representantes de populações mais vulneráveis aos empreendimentos hidrelétricos: assentados, indígenas, ribeirinhos e atingidos por barragens.

Lançamentos e debates no dia 5: documentário e livro

 Para subsidiar este debate, neste ano estão sendo lançados diferentes documentários e obras. Também em Brasília, precedendo ao seminário, no dia 5 de dezembro, das 19h às 22h, haverá dois lançamentos, no Centro Universitário IESB (Auditório Benedito Coutinho, SGAN, Quadra 609, Módulo D, L2 Norte). São o documentário “Belo Monte: Depois da Inundação, com produção da International Rivers (IR), Amazon Watch e Todd Southgate, com narração de Marcos Palmeira (que estarão no evento); e a publicação “Impactos Econômicos da Construção da Hidrelétrica de São Luiz do Tapajós: uma Análise do Provimento de Serviços Ecossistêmicos”, da CSF.

 Neste ano, já foram lançados o documentário O Complexo (referente aos impactos na Bacia do rio Teles Pires, MT), com roteiro de João Andrade e Thiago Foresti e apoio do Instituto Centro de Vida (ICV) e IR, e o livro Ocekadi: Hidrelétricas, Conflitos Socioambientais e Resistência na Bacia do Tapajós, entre outras publicações.

Fonte: Pauta Socioambiental 

Americano cria forno que assa, cozinha e frita apenas com o calor do sol

O novo forno solar portátil chega a atingir a temperatura de 205°C sem necessitar de nenhum combustível fóssil ou fonte de energia não-renovável

GoSunStove/ Matt GillespieForno dispensa uso de combustível fóssil para funcionar.

Um inventor norte-americano tem tudo para revolucionar a relação entre a indústria culinária e os seus novos padrões de sustentabilidade. Trata-se da criação do GoSun, nome dado ao forno desenvolvido por Patrick Sherwin que descarta completamente o uso de qualquer combustível fóssil ou fonte de energia não-renovável para fritar, cozinhar ou assar alimentos.

O novo forno solar chega com o objetivo de oferecer uma solução não somente para o planeta, mas, sobretudo, para os seus usuários – contemplados por um equipamento incrivelmente prático, versátil e funcional. Projetado para captar o máximo de energia solar, o GoSun precisa apenas de alguns minutinhos com a Grande Estrela para abastecer sua bateria interna e preparar as melhores refeições.

Com características semelhantes com as de um simples forno comum, o GoSun se destaca como um equipamento portátil, podendo ser utilizado facilmente e transportado para qualquer lugar – sem sofrer alterações em seus níveis de desempenho.

Contando com um design arrojado em formato de tubo, o forno solar esquenta os alimentos em um recipiente de vidro à vácuo com um pouco mais de 12 centímetros de diâmetro, onde pode alcançar a impressionante marca de 205°C. Já disponível para compra em todo território norte-americano, o equipamento, que não gera despesas, pode ser adquirido a partir de 279 dólares.

Para mais informações, acesse o site do GoSun.

Fonte: Pensamento Verde

Regularização ambiental da agricultura familiar

Sociedade Civil e Governo elaboram recomendações para contribuir com a regularização ambiental da agricultura familiar em MT

Compreender e identificar os desafios e oportunidades para a regularização ambiental da agricultura familiar no estado e contribuir para a implementação do Código Florestal. Esses foram os objetivos do Workshop sobre Regularização Ambiental para Agricultura Familiar e Comunidades Tradicionais de Mato Grosso, que foi realizado na última terça-feira (29), em Cuiabá, e reuniu organizações da sociedade civil, movimento social, prefeituras, instituições de ensino e do Governo, como a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e Fundação Nacional do Índio (Funai).

Para nivelar as informações acerca do tema, as diferentes instituições apresentaram as atividades que estão sendo desenvolvidas visando a regularização ambiental da agricultura familiar e comunidades tradicionais, identificando os gargalos e oportunidades de otimização dos esforços.

O encontro resultou em uma carta que pontuou os desafios da regularização, como a falta de integração entre as experiências de sucesso que estão ocorrendo no Estado para ter um sistema que atenda as diferentes necessidades da agricultura familiar, a normatização e implementação do Programa de Regularização Ambiental (PRA) e como tornar a regularização ambiental atrativa ao agricultor familiar.

A carta contém, também, recomendações à órgãos de governo, como Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Incra e Empaer, às prefeituras, que têm papel fundamental nesse processo, a sociedade civil, e as secretarias executivas da PCI e PMS que, segundo a carta, precisam criar mecanismos para implementação de ações em consonância com o que está sendo desenvolvido nos municípios para regularização ambiental da agricultura familiar.

“É essencial o diálogo entre todos! Todas as instituições que estão aqui tem com o que contribuir, seja na parte de instrumentos, de atividades de campo ou mesmo de monitoramento. Precisamos somar esses esforços”, disse Ana Luisa Araújo de Oliveira, analista de gestão ambiental e políticas públicas do Instituto Centro de Vida (ICV).

De acordo com Livia Karina Passos Martins, superintendente do Ibama em Mato Grosso, o Workshop ofereceu a oportunidade de trocar experiências entre os diversos elos. “Essa foi uma importante oportunidade de colocar diversos atores juntos para trocar experiências com quem está na ponta”.

O grupo deverá se reunir novamente no próximo ano para fazer o acompanhamento dessas recomendações. “A entrega da carta aos órgãos não é o último passo. Nesse momento entregamos o documento para as instituições e vamos fazer o acompanhamento das recomendações que foram levantadas”, explicou Ana Luisa.

Fonte: Instituto Centro de Vida

47 países mais pobres do mundo querem viver só de energia limpa

 

A ideia é ignorar os combustíveis fósseis em sua industrialização – e pular direto para a energia solar e eólica

A parte mais pobre do planeta pode estar prestes a dar um baile ecológico nos mais ricos. As 47 nações com menos dinheiro no mundo pretendem, até 2050, usar apenas energias 100% renováveis

A meta surgiu durante a Conferência sobre Mudanças Climáticas da ONU, que terminou no último dia 18, no Marrocos. O evento discutiu quais serão os próximos passos depois que o mundo inteiro se comprometeu a reduzir as emissões de carbono, por meio do Acordo de Paris – que tem como objetivo não deixar a temperatura da Terra subir mais do que 2ºC até o fim do século.

A ideia é aprender com os erros do restante do mundo – e pular a parte poluente da história das nações. Os países que se comprometeram com o projeto ainda estão em uma fase embrionária da industrialização – e evitariam que suas fábricas sejam construídas dependendo de combustíveis fósseis. As indústrias já se formariam utilizando energia solar ou eólica, por exemplo.

Apesar de nunca ter sido feito algo nessas proporções, não é a primeira vez que a ideia de salto tecnológico aparece. Um dos casos mais famosos aconteceu na parte mais rural da África. Até a virada do século 21, o número de linhas de telefone fixo por lá era escasso – assim as operadoras telefônicas resolveram investir diretamente em celulares, sem passar pelos fixos. Com isso, o número de linhas móveis em continente africano saltou de 7,5 milhões em 1999 para 76,8 milhões em 2004.

Para que dê tempo, os 47 países (entre eles, Palestina, Sudão do Sul e Afeganistão) têm quatro anos para enviar à ONU seu planejamento. Até 2030 as coisas devem estar começando.

A ideia vai contra as ações que algumas das nações mais ricas estão tomando. “Não sabemos o que os países estão esperando para avançar rumo à neutralidade de carbono e ter 100% das energias renováveis”, afirmou à BBC Edgar Gutierrez, primeiro ministro da Costa Rica. “Todos deveriam começar a transição, ou todos sofreremos”, completou.

Enquanto isso, nos EUA, o presidente eleito Donald Trump já declarou não acreditar no aquecimento global – e o governo Obama, que se comprometeu a doar US$ 3 bilhões para a ONU no combate ao aquecimento global, até agora, entregou “apenas” US$ 500 milhões.

Fonte: Exame
 

Pacto Global: plataforma online ajudará a administrar o uso da água

O Sistema de Autoavaliação e Eficiência Hídrica (SAVEh) ajudará pequenas e médias empresas a melhorar o uso de recursos hídricos. A plataforma segue as diretrizes do CEO Water Mandate do Pacto Global da ONU, iniciativa público-privada que mobiliza líderes empresariais na questão da gestão hídrica.

Mai-Lan Ha, assessora do CEO Water Mandate, participa de evento do Pacto Global. Foto: Fellipe Abreu/ Fórum Pacto Global

Mai-Lan Ha, assessora do CEO Water Mandate, participa de evento do Pacto Global. Foto: Fellipe Abreu/ Fórum Pacto Global

Já está no ar o Sistema de Autoavaliação e Eficiência Hídrica (SAVEh), que ajudará pequenas e médias empresas a melhorar o uso de recursos hídricos. A plataforma foi apresentada no início deste mês aos participantes do Fórum Pacto Global para ajudar a reduzir o consumo de água.

A partir do site www.saveh.com.br, a empresa se cadastra, responde a 40 questões e, com base nas respostas, recebe um plano de ação. A plataforma foi baseada nas boas experiências da Ambev e segue as diretrizes do CEO Water Mandate do Pacto Global da ONU, iniciativa público-privada que mobiliza líderes empresariais na questão da gestão hídrica.

Mai-Lan Ha, assessora sênior do CEO Water Mandate, explicou que há um movimento internacional de empresas, de diversos tamanhos e setores, comprometidas com a questão hídrica. Ela destacou a relação da água com outras temáticas ligadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, tais como erradicação da pobreza (ODS 1), agricultura sustentável (ODS 2) e mudanças climáticas (ODS 13). O desafio do Pacto Global, segundo ela, é fazer com que o setor empresarial reconheça a importância do ODS 6, que é justamente assegurar a disponibilidade e gestão sustentável de água e saneamento para todos.

De acordo com Ricardo Biava, Diretor de Relações Corporativas da Ambev, a empresa reduziu perdas de água em 40% nos últimos 13 anos. Assim, além da plataforma online, a Ambev dará consultoria a 25 empresas, sendo cinco delas indicadas pela Rede Brasil do Pacto Global.

De acordo com o Instituto Trata Brasil, 6,5 bilhões de metros cúbicos de água foram desperdiçados em 2013 nos sistemas de distribuição urbanos em todo o país, representando uma perda de R$ 80 bilhões. Esse volume hídrico daria para abastecer 12 milhões de pessoas. Os números foram apresentados por Adriana Leles, Assessora de Gestão de Sustentabilidade da Sanasa.

Fonte: ONUBR

Estados reforçam educação ambiental

 

Reunidos em Brasília durante três dias, representantes das secretarias de Meio Ambiente discutem políticas públicas para a área.

RENATA MELIGA

Novas estratégias para o fomento e o fortalecimento da educação ambiental no Brasil foram discutidas e acordadas durante o Encontro Nacional das Comissões Nacionais de Educação Ambiental (CIEAS) e a 22ª Reunião do Comitê Assessor da Política Nacional de Educação Ambiental, encerrados nesta quinta-feira (24/11), em Brasília.

Durante três dias, 80 representantes das secretarias estaduais de Meio Ambiente e de Educação, de todas as unidades da Federação, compartilharam experiências, dificuldades e vitórias nos estados com a temática educação ambiental nos estados. Segundo a diretora de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Renata Maranhão, o encontro foi uma oportunidade de mobilizar e reanimar algumas comissões que estavam desmobilizadas.

“Foi o momento conversarmos com as secretarias estaduais e definir estratégias de parceria. Atualmente, temos diálogo com 15 secretarias, algumas já tiveram acordos de cooperação que já venceram, outras estão começando esse diálogo, então foi o momento de democratizar isso para todos os estados, apresentar um pouco quais são os cardápios de atividades e ações que a gente pode ofertar e, com isso, percebemos que as iniciativas do MMA podem fortalecer muito as ações dos estados”, explicou a diretora.

Renata destaca que, com o encontro, o número de acordos com o Ministério deve ampliar significativamente. Ela explica que a pasta disponibiliza uma série de iniciativas – e o estado identifica o que tem mais interesse em trabalhar: agricultura familiar, resíduos sólidos, Circuito Tela Verde, mudança do clima, salas verdes, entre outros.

AÇÕES

O analista ambiental da Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) Alexandre Soledade encontrou no evento uma oportunidade de compartilhar uma nova postura em relação à educação ambiental adotada em seu estado. Segundo ele, a ideia é trabalhar a educação ambiental com as pessoas que causam, de fato, o impacto. “Em muitos casos, o foco está nos impactados. Em Mato Grosso, estamos trabalhando, por exemplo, com aqueles que fazem grandes licenciamentos. Os representantes dos outros estados gostaram muito da ideia. Aquele que, de fato, faz a degradação precisa ser educado”, disse.

Richard da Costa, chefe da Divisão de Educação Ambiental em Roraima, contou que no último encontro das CIEAS, realizado em 2010, o estado levou bastante “tarefa para casa”. Entre elas, revisar a política e criar um programa e uma rede de educação ambiental. “Fizemos nossa tarefa e chegamos aqui com a sensação de dever cumprido. Levo o que aprendi com os outros estados: implementação de ações, fortalecimento das CIEAS e, também, um acordo de cooperação técnica que vamos firmar com o MMA”, revelou.

Na reunião das CIEAS também foi discutido o Programa Nacional de Capacitação de Gestores, que será lançado em 2017. De acordo com Renata Maranhão, os estados darão apoio para implementação desses programas, sobretudo nos momentos presenciais.

“O programa será iniciado em março. Vamos contar com a tutoria dos representantes que estão aqui no evento”, adiantou. “O MMA entra de modo complementar nesse processo, ofertando trilhas pedagógicas que a gente já tem para a formação de gestores, e eles complementam com esses momentos presenciais, trazendo as legislações estaduais e as especificidades nos estados”, explicou.

CONSULTA PÚBLICA

A diretora do MMA revela ainda que, além de um momento importante para rediscutir a representação dos membros, atualização e definição mais clara dos procedimentos dentro do comitê, a reunião do Comitê Assessor definiu uma estratégia para a Consulta Pública do Programa Nacional de Educação Ambiental.

“Acreditamos que estamos em um momento bem oportuno para iniciar um processo de consulta. Queremos incorporar a conjuntura atual e as demandas que surgiram no campo da educação ambiental desde a última consulta, realizada em 2005”, informou.

Renata Maranhão adiantou que a consulta deverá ser lançada no primeiro bimestre de 2017 e irá culminar em uma discussão no Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, que ocorrerá em setembro em do ano que vem, em Santa Catarina.
 

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): (61) 2028-1227

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

 

A Revolução da Alimentação

Em um mundo fragmentado e dominado pelo medo, algumas iniciativas brotam para disseminar a cultura da boa produção e alimentação. De forma saudável e diversa, no coração das transformações política, social e econômica a Schumacher College nos ensina como a escolha dos alimentos é importante para o futuro do nosso planeta.
 
  
 
Apesar das diferenças e diversidades, estamos todos conectados. Conectados através da terra e do alimento, a verdadeira rede da vida. Conectados através da nossa humanidade comum.
 
O diferencial e revolucionário ato de optar por comunidades de produtores locais menos suscetíveis a processos industriais – diferenciados pela sua autenticidade e qualidade dos seus produtos – busca colocar pequenos produtores como plano central no sistema alimentar. A globalização subestima a economia local, o conhecimento indígena e a diversidade de espécies e culturas.
  
 
Durante as últimas décadas, a produção, o processo e distribuição de alimentos tem excluído inúmeras mulheres, pequenos produtores, assim como a agricultura familiar, passando a ser monopolizados por grandes corporações globais como Monsanto, Cargill, Phillip Morris e Nestlé. Pequenos produtores ao redor do mundo estão sendo excluídos e destruídos pela injusta competição dos gigantes do agronegócio. O movimento antiglobalização tem focado na injusta competição do mercado global que está levando os pequenos produtores à falência, dívidas e até mesmo suicídio.
 
No entanto, a despeito dessa guerra injusta, os pequenos produtores e as comunidades locais não só se recusam a desaparecer como estão moldando um futuro além da globalização. A resiliência dos produtores que continuam a salvar e compartilhar suas diversas sementes, vivendo suas diversas culturas e celebrando seus diferentes modos de alimentação mantêm a força e energia necessária para a continuação desta batalha. É preciso manter acesa a chama que promove o pequeno mercado descentralizado e a produção biodiversa.
 
Este não é o mundo da Organização Mundial do Comércio (World Trade Organization – WTO) onde somente o agronegócio existe, onde agricultura significa basicamente soja, milho, arroz e trigo, onde uma única empresa (Monsanto) controla 94% dos organismos geneticamente modificadas (GMOs – geneticaly modified organism) e onde a maioria da produção não serve de alimento para os seres humanos, mas para bilhões de animais de cativeiro em fazendas industriais. Este é um mundo onde pequenos produtores agrícolas geram mais do que fazendas industriais usando menos recursos.
 
A biodiversidade protege a saúde da terra e a saúde das pessoas. A qualidade, o gosto e a nutrição deveriam ser os elementos essenciais e requisitos para a produção e para o processo alimentar, sem elementos tóxicos e sem gerar um lucro exorbitante para o agronegócio. A diversidade nos oferece a oportunidade de transformar nosso sistema de alimentação. A diversidade do cultivo, de alimentos e de culturas produz a resistência à monocultura e estimula alternativas criativas. Nossa força vem de nossa variedade e singularidade, uma força que pode ser erradicada somente quando desistimos de nós mesmos.
 
Campanha “Comida é Patrimônio" do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN)
 
É importante oferecer oportunidades e canais para articularmos um novo paradigma para alimentação. É importante defender nossos direitos a uma alimentação sadia e estimular o conhecimento e criatividade dos pequenos produtores. Precisamos abandonar a lacuna entre produtor e consumidor. De acordo com o fundador do movimento Slow Food, Carlos Petrini: "precisamos ser coprodutores. Consumir significa destruir. No ato de nos alimentarmos já estamos participando da produção. Ao nos alimentarmos de orgânicos estamos falando "não" aos agrotóxicos e estamos apoiando os produtores de orgânicos. Ao rejeitar sementes geneticamente modificadas estamos votando pelo direito à agricultura familiar, pelos pequenos produtores, e também pelos direitos da populaçãà informação e à saúde. Ao nos alimentarmos da produção advinda das comunidades de produtores locais, estamos enfraquecendo e diminuindo os lucros das empresas do agronegócio e fortalecendo nossa comunidade local de produtores. Os que comem são então os coprodutores, pela sua relação com os pequenos agricultores que criam um caminho possível para a sustentabilidade, justiça e um sistema alimentar saudável. 
 
Cartaz retirado da revista Nova Escola. (Clique na imagem para ampliar)
 
Ao fazer escolhas sobre o que comemos, fazemos escolhas sobre quem somos. A industrialização e globalização do nosso sistema de alimentação está nos dividindo: Norte-Sul, produtores e consumidores, ricos e pobres. A parte mais significativa da fonte desta separação é o mito da alimentação “barata, o mito de que sistemas de alimentação industrializados produzem mais alimentos e consequentemente são necessários para acabar com a pobreza. No entanto, pequenos, biodiversos cultivos orgânicos têm maior potência do que a produção de monocultura em larga escala. Os alimentos produzidos de maneira industrial não são baratos. O custo é muito alto para o planeta, para os produtores e para a nossa saúde. O planeta não pode mais carregar as consequências da exploração de águas subterrâneas, poluição devido aos agrotóxicos, a perda de espécies e a desestabilização do clima. Produtores não podem mais carregar o peso das dívidas inevitáveis causadas em decorrência da valorização excessiva da agricultura industrial. Cento e cinquenta mil produtores cometeram suicídios na Índia como um sintoma da profunda crise devido ao dominante modelo de produção e exploração do agronegócio.
 
A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) revelou que o mundo produz alimento para 12 bilhões de pessoas, enquanto existem "apenas” 6.3 bilhões de pessoas vivendo no planeta. Destes, 800 milhões estão com fome e 1.7 bilhão sofrem de obesidade. A batalha que estamos lutando faz parte de uma guerra pela civilização e é contra um sistema que é incapaz de produzir alimento de maneira segura, culturalmente apropriada, saborosa e com qualidade. E é incapaz de produzir alimento suficiente para todos porque atua sem se preocupar com o desperdício de terras, água e energia. A agricultura industrial consome dez vezes mais energia do que produz e dez vezes mais água do que agricultura ecológica. E é, portanto, dez vezes menos eficiente. A eficiência do trabalho é também um mito. Todos os pesquisadores, bioengenheiros, produtores de agrotóxicos, motoristas de caminhões e soldados engajados em guerras pelo óleo fazem parte do processo industrial do sistema do agronegócio. Quando a agricultura se torna uma guerra e armas de destruição em massa são substituídas por agrotóxicos e GMOs, o alimento se torna o não alimento. O mercado baseado em preços irreais e injustos não é mais mercado, se torna exploração. A agricultura industrial é barata não porque é eficiente – seja em termos de recursos ou de eficiência de energia – mas sim porque é apoiada por subsídios e representa todos os custos – as guerras, as doenças, a destruição ambiental, a decadência cultural e a desintegração social.
 
 
Fonte: Porto Alegre RESISTE!
 
A Schumacher College é um espaço no qual é possível celebrar a agricultura honesta e onde os preços não mentem. Não há exploração do planeta nem dos guardiões da terra. Schumacher é uma celebração de uma economia viva na qual coproduzimos com as formigas, lagartas e com os fungos. Estamos todos conectados na teia da vida e é o alimento que gira esta teia.
 
 
Estou testemunhando uma nova democracia da agricultura através da liberdade dos produtores e fazendeiros. Fazendas orgânicas, livres de agrotóxicos, toxinas e corporações – sementes geneticamente modificadas e patenteadas – estão criando uma nova democracia para contestar o atual sistema ditatorial da agricultura. E você? Está comendo o que?
 

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